Imitadores de Deus não vivem nas trevas, são luz.

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Max Jukes nasceu no estado de Nova Iorque entre 1720 e 1740, e viveu uma vida sem Deus [isto é, na prática vivia como se Deus não existisse, mesmo que, se fosse perguntado, poderia dizer que achava que Deus existia]. Viveu embrenhado nas florestas (viveu da caça, da pesca e do extrativismo), avesso ao trabalho continuado, trabalhando duro somente por curtos surtos e depois preguiçando e farreando até o dinheiro acabar. Tornou-se cego em sua velhice. Com seus amigos de farra, defendia o sexo livre, a ausência de leis ou a não observância delas, a ausência de educação formal e de responsabilidades. Ainda jovem, casou-se com uma mulher que também vivia uma vida sem Deus. Ambos sempre recusaram deixar seus filhos ir à igreja, mesmo quando eles pediram para ir. Dos 540 descendentes [sem contar os ilegítimos] da união, contando-se até à quinta geração (filhos, netos, bisnetos, trinetos, tetranetos), houve:
- 310 que morreram na maior miséria.     Desses,     - 200 terminaram seus vivendo de esmolas ou em asilos de caridade. - 150 foram criminosos.     Desses,     - 76 foram julgados e condenados à prisão, em média por 13 anos.     Desses,         - 7 foram assassinos, 60 foram ladrões e assaltantes. - 18 viveram às custas de mulheres em bordéis. - 100 foram bêbados contumazes. - 2 foram “loucos furiosos”. Jonathan Edwards nasceu em 1703 em East Windsor, Connecticut (estado vizinho do de Jukes, Nova Iorque), filho do casamento de um dedicado pastor congregacional com uma dedicada moça crente, tendo papai e mamãe alimentado seus filhos com o evangelho desde tenra idade. Desde novo Edwards sempre demonstrou grande fervor espiritual e objetivou servir a Deus e ser usado na salvação de almas. Começou a estudar o latim aos 6 anos de idade e aos 13 era fluente nessa língua, no grego e no hebraico. Aos 10 anos escreveu um ensaio [um longo artigo] sobre a imortalidade da alma. Entrou na Universidade de Yale aos 13 anos de idade e graduou-se com 17 anos. Foi pastor congregacional e professor de Teologia em algumas universidades cristãs. Foi um dos mais profundos e dedicados pregadores dos EUA, tendo um papel fundamental no primeiro Grande Despertar (o maior reavivamento nos USA). Foi pregador entre índios, escreveu muitos dos melhores livros teológicos de linha calvinista e puritana, e pregou, em muitas cidades, o que muitos consideram um dos mais impactantes sermões evangelísticos escritos depois do Novo Testamento (“Pecadores nas Mãos de um Deus Irado”). Serviu como reitor da Universidade de Nova Jersey (agora Princeton). Quando ele tinha apenas 20 anos, escreveu uma famosa lista de resoluções pessoais, que seguiu toda a vida com toda sinceridade. Talvez a mais famosa linha dessa resolução seja "ao final de cada dia, perguntar-me-ei em que eu poderia, de qualquer forma, ter feito melhor [no sentido de agradar mais a meu Deus]." Em nenhuma área foi o determinado espírito de Edwards mais forte do que em seu papel como um pai. Edwards e sua esposa Sarah tiveram 11 filhos. (De Sarah seus contemporâneos diziam que sua devoção spiritual a Deus, a seu esposo e filhos, não tinha igual, e ela foi a grande inspiração para Edwards e seus filhos.) Apesar de um horário de trabalho rigoroso que incluía levantar-se tão cedo quanto 04h30 (para ler, estudar e escrever em sua biblioteca); apesar de fazer extensas viagens; e apesar de infinitas reuniões administrativas, Edwards sempre tinha tempo para seus 11 filhos. Na verdade, ele se comprometeu a passar pelo menos 1 hora com eles a cada dia [afora o domingo todo, dedicado à igreja e à família]. E se ele perdia um dia porque estava viajando? Ah, quando ele voltava, diligentemente “pagava” aos filhos as horas que lhes estava devendo. Inúmeros livros foram escritos sobre a vida de Edwards, a sua obra e influência na história americana e seu poderoso legado profissional. Mas o legado que Edwards teria provavelmente mais orgulho é o seu legado como um pai. Vejam: O erudito presbiteriano Benjamin B. Warfield, de Princeton, em cerca de 1910 rastreou os 1.394 descendentes conhecidos de Edwards (6 a 8 gerações?). O que ele encontrou foi um incrível testamento de Jonathan Edwards. De seus descendentes conhecidos, temos
- praticamente nenhum infrator de leis. - mais de 100 advogados. - 30 juízes. - 13 reitores de universidades. - centenas de professores, desses sendo         - 65 professores universitários. - 62 médicos. - 75 oficiais do exército e da marinha. - 100 pastores, missionários e professores de teologia em seminários. - 80 homens eleitos para cargos públicos, incluindo 3 prefeitos, 3 governadores, vários membros do Congresso, 3 senadores, ministros para países, 1 controlador do tesouro dos EUA, 1 vice-presidente (Aaron Burr, neto de J.Edwards, foi o vice-presidente de Thomas Jefferson, o terceiro presidente dos USA). - 60 escritores de destaque, com 135 livros de mérito.
“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; Nesse trecho da carta de Paulo aos efésios podemos notar a grande preocupação do apóstolo em orientar a conduta da igreja para que andassem em amor (v. 1,2), e se afastassem do mal (v.3-6).
Na história de Jonathan Edwards podemos ver como a figura e o exemplo de um pai que ama seus filhos influenciou ao menos 05 gerações de filhos amados que andaram em amor e foram luz em suas gerações.
Por outro lado, a descendencia de Max Jukes também o imitou continuamente, porém, praticando as obras das trevas, que são as imoralidades sexuais e impurezas morais.
A palavra ‘imitadores’ vem da mesma base da palavra ‘mímica’ em português e nos traz a ideia de imitação de um bom exemplo. Devemos nos tornar o máximo semelhante a Deus, ou seja, santo, justo e sábio. Paulo dá continuidade a mesma ideia de Efésios 4.17–32 “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava nã…”
Além disso, devemos imitá-lo “como filhos amados”. Os crentes têm de perceber a capacidade de Deus de estender seu amor a cada filho como se fosse o único filho. Eles devem estar contentes por causa do conhecimento e segurança de seu amor.
Portanto, os crentes devem ser imitadores de Deus como seus filhos amados por causa do amor divino, que foi experimentado em Cristo. O resultado será harmonia e crescimento para o corpo de Cristo.
Andem em amor (5.2)
‘Andar em’ transmite a ideia de continuidade. Como uma ordem do Senhor, devemos tornar o amor em nosso hábito. Como escovar os dentes pela manhã.
Essa ordem para andar em amor faz lembrar a ordem de Cristo a seus discípulos em seu discurso de despedida, quando lhes disse para amarem uns aos outros como ele os amou (Jo 13.34; 15.12,17) “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.”
O texto segue Efésios 5.2 “e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.”
O exemplo supremo de amor é que Cristo se entregou por nós. Isso mostra quanto Cristo nos amou. Isso ressoa as palavras do próprio Jesus, quando afirma que é o bom pastor e que dará a vida pelas ovelhas (Jo 10.11,15,17) e ao comentar que não há amor maior do que alguém dar a vida pelos amigos (Jo 15.13). Jesus não foi forçado a morrer nas mãos de seres humanos, mas, em vez disso, entregou a própria vida.
O supremo sacrifício que Cristo fez de si mesmo é a demonstração suprema de seu amor.
em aroma suave.”
No passado, mesmo quando devidamente preparado, nem todo sacrifício era recebido por Deus como aroma suave, pois o ofertante tinha uma atitude errada e um coração distante de Deus. Em contraste com isso, Cristo espontaneamente se entregou para ser oferecido e o fez para ser um aroma agradável a Deus. De modo parecido, nós, como crentes, devemos andar em amor sacrificial, para que possamos ser um aroma agradável não apenas a Deus, mas também a outros crentes (2Co 2.14-16). “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida.”
O amor de Cristo custou-lhe a vida. Será que o nosso amor deve ser sem custo? INTRODUÇÃO
Uma pesquisa de outubro de 2024, realizada pelo Grupo Barna e pelo Ministério Pure Desire nos EUA, identificou que 40% das mulheres cristãs e 75% dos homens consomem conteúdo pornográfico em algum nível e 44% dos entrevistados entendem que essa prática tem pouco impacto em outros aspectos de sua vida.
Contudo, quando lidamos com conteúdo não explícito, os dados são imprecisos. O que é evidente e claro para todos, é o avanço da imoralidade, impureza e egoísmo por meio das redes sociais. Por meio dessas mídias adultos, jovens, adolescentes e mesmo crianças tem sido expostos a imagens, vídeos e áudios que manifestam as trevas.
Mulheres e homens são como objetos em postagens do Instagram. Crianças filmam e publicam dancinhas sensualizadas em perfis do TikTok. Fotos de pessoas nuas são compartilhadas continuamente em grupos e conversas de WhatsApp. A imoralidade sexual avança enquanto a luz dos cristãos já está quase apagada.
Toda sorte de impureza moral, mentiras, traições e desejos maus são compartilhados, curtidos e festejados por ímpios e por crentes. Muitas vezes não é possível distinguir entre um e outro.
Além disso, tudo é válido por um like, uma curtida, uma fração de reconhecimento e louvor àquele que posta seu conteúdo. O desejo desenfreado pelo que o outro tem, é ou mostra. A falta de moderação no comer, no beber e no prazer é celebrada continuamente e o deus de cada um é seu próprio EU. O egoísmo é o único caminho de alegria e contentamento.
Abstenham-se do mal (5.3-6)
Almeida Revista e Atualizada (Capítulo 5)
3 Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; 4 nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. 5 Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. 6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
Paulo desenvolve uma estrutura cruzada em sua carta, indicando em Efésios 4.31 “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.” uma ordem negativa em Efésios 4.32 “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” , uma ordem positiva em 5.1,2 o imperativo positivo e agora em 5.3-6 o imperativo negativo.
a. Responsabilidade: abstenham-se de práticas más (5.3,4) Paulo declara que os crentes não devem ter em sua vida espaço algum para práticas más. Ele ressalta primeiramente a conduta [o que você faz] (v. 3) e, em seguida, o discurso [o que você fala] (v. 4) deles. Andar como pecadores não regenerados é oposto a andar em amor. Depois de apresentar os detalhes do amor vistos na morte sacrificial de Cristo, agora Paulo apresenta os detalhes da conduta contrária ao amor.
3 Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos;
Na conduta (5.3)
A primeira palavra, impudicícia, é usada para se referir à prostituição ou à homossexualidade ou com o sentido de “fornicação”. Sua melhor tradução pode ser ‘IMORALIDADE SEXUAL’, e deve estar longe da vida do crente.
A segunda palavra, IMPUREZA, é usada para se referir à toda sorte de impureza moral, pode ser considerada como a contaminação geral de toda a personalidade da pessoa.
E a terceira palavra, cobiça ou ganância, é o oposto de moderação, é o EGOÍSMO em um grau extremo.
nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos;
O apóstolo nos diz que essas coisas não deveriam sequer serem nomeadas entre nós. Ele está afirmando que a ausência desses pecados no corpo de crentes deveria ser tão comum a ponto de não haver ocasião para associá-los à igreja.
Portanto, os crentes têm de se livrar de atos e pensamentos imorais que podem levar a conversas e ações impuras.
Pois, não convem aos santos, àqueles que foram separados por Deus.
Eles foram santificados pelo único sacrifício de Cristo e devem, simultaneamente, buscar a santificação, sem a qual ninguém verá ao Senhor (Hebreus 10:10; 12:4). Eles estão completos e, por outro lado, precisam de aperfeiçoamento e fortalecimento constante (Colossenses 2:10; 1Pedro 5:10). Além disso, foram revestidos do novo homem, mas ainda devem constantemente se revestir dele (Efésios 4:24; Colossenses 3:10). Eles crucificaram a carne com suas paixões e seus desejos, e, mesmo assim, ainda devem mortificar suas inclinações carnais (Gálatas 5:24; Colossenses 3:5). Portanto, Paulo está afirmando que é inadequado os cristãos mencionarem entre si os pecados mencionados acima.
Concluindo, Paulo faz a exortação negativa contra os pecados do amor próprio, que são tão diametralmente opostos ao amor visto na morte sacrificial de Cristo. É inadequado que os crentes até mesmo mencionem esses pecados.
Na conversa (5.4)

nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças.

O modo de vida dos crentes inclui suas palavras, não apenas sua conduta.
A conversação torpe é um termo geral que designa vergonha e inclui tanto a conduta quanto a fala, por isso é mais bem traduzida por “obscenidade”.
Nem palavras vãs.. A referência é não apenas a conversas bobas, mas também a conversas que podem ser vazias e especulativas, até mesmo perigosas para a salvação.
Chocarrices… Brincadeira que foi longe demais e, dessa forma, tornou-se uma zombaria sarcástica que humilha as pessoas e envergonha outros ali presentes. É humor de mau gosto.
Os crentes devem edificar, não destruir, nem mesmo pelo humor. À semelhança da ira, o humor deve ser controlado. Coisas essas incovenientes.. ou inapropriadas. Significa “atingir a altura de, alcançar” como uma pirâmide que não atingiu a altura de outra ou uma parede que não alcança a cintura de um homem.
É possível que Paulo esteja se referindo a conduta e fala inadequadas que eram generalizadas em todas as culturas fora da comunidade dos crentes. Mesmo nos dias de hoje, boa parte do linguajar e da conduta dos incrédulos é inadequada para os crentes.
antes, pelo contrário, ações de graças.. . Em vez disso, a palavra tem a ideia de que, em vez de proferir uma fala desrespeitosa que desonra a Deus, a pessoa deve dar graças a Deus por quem ele é e pelo que tem feito.
A pessoa precisa estar satisfeita no Senhor por tudo que ele tem, sejam bens materiais, seja pela família, pelo emprego. É nesse sentido que a ação de graça é o antídoto para a imoralidade, a impureza e a cobiça.
b. Motivo: nenhuma herança para os ímpios (5.5,6)
(1) Ímpios não têm herança no reino de Deus (5.5)
Essa herança é obtida como resultado da redenção, e não é uma recompensa futura condicionada à fidelidade. O contraste nessa passagem é entre aqueles que herdam e aqueles que recebem a ira de Deus, não entre discípulos fiéis e infiéis. É um contraste entre céu e inferno, não uma comparação entre diferentes graus.
Portanto, o reino de Deus não é para santos que jamais pecaram, mas para pecadores que foram redimidos pelo sacrifício supremo de Cristo (Ef 1.7,14; 2.4-10; 4.32). Aqui em Efésios, Paulo, dirigindo-se aos crentes, pressupõe de maneira correta que eles herdaram o reino de Deus.97 Mas Paulo adverte que aqueles cuja vida se caracterizou pela imoralidade, impureza e ganância, ainda que possam declarar ser cristãos, não estão incluídos no reino de Deus.
(2) Ímpios recebem a ira de Deus (5.6)
Os crentes podem ser influenciados por sua cultura, de modo que aquilo que é aceitável no mundo se torna aceitável na igreja. Mas que ninguém — seja dentro da igreja, seja fora dela — engane vocês.
É possível que tenha havido pessoas que tentavam convencer os crentes de que todos têm uma herança e de que não há nenhum julgamento para aqueles que praticam o mal. Paulo considera mentiroso esse discurso vão. Ele também diz aos santos que não participem de conversas inúteis ou perniciosas, que são tão características dos incrédulos (4.29). Em vez disso, devem saber que a verdade está em Jesus, que se despiram do velho homem e se vestiram do novo homem, e que há um novo modo de vida associado à posição deles (4.20-32). Deve-se crer na verdade, isto é, em palavras com conteúdo, não em palavras desprovidas de conteúdo.
É por isso que Paulo adverte os crentes de não acreditarem nas palavras dessas pessoas, que são desprovidas de conteúdo. Antes, devem crer na verdade que está em Jesus.
Concluindo esta parte do texto, o apóstolo Paulo exorta seus leitores a serem imitadores de Deus e a andarem em amor. A conduta e a fala dos crentes não devem ser destrutivas, mas construtivas, com o objetivo de edificarem uns aos outros na fé, diferentemente dos incrédulos, cuja conduta e fala são destrutivas e enfrentarão a ira de Deus. Estes são os filhos da desobediência ou da incredulidade, tendo aceitado a mentira do Maligno. Por outro lado, os crentes são filhos da obediência ou da fé, tendo aceitado a verdade em Jesus.
Imitadores de Deus não vivem nas trevas, são luz.
Os filhos de Deus devem andar em unidade (4.1-16) preservando a unidade que já têm em Cristo, conforme exemplificado pela Trindade. Além disso, devem andar em santidade (4.17-32) porque são novas pessoas em Cristo, e seu modo de vida deve refletir sua nova posição. Esse modo de vida se manifesta quando se anda em amor (5.1-6), conforme Cristo demonstrou em seu amor sacrificial. Essa caminhada também inclui abster-se das práticas malignas dos incrédulos. Na seção seguinte, Paulo exorta os crentes a andarem na luz, o que agrada a Deus, em vez de participarem das obras dos malfeitores (5.7-14). Essa seção está dividida em três partes: (1) não se envolvam com malfeitores (v. 7-10); (2) não se envolvam com suas obras (v. 11-13); mas (3) tenham a aprovação da luz de Cristo (v. 14).
1. Não se envolvam com ímpios (5.7-10)
A palavra-chave nessa última metade do livro é “andar”.
a. Ordem: não se envolvam (5.7)
Porque a ira de Deus está vindo sobre os filhos da desobediência, os crentes não devem se tornar participantes com eles. Os crentes não devem ser enganados a pensar que é inofensivo se tornarem participantes com os incrédulos. Isso não implica que os crentes não devam ter nenhum relacionamento com os incrédulos, mas que não devem participar do modo de vida deles.
b. Motivo: os cristãos são pessoas transformadas (5.8a)
No uso clássico, as trevas também incluem a morte, e a palavra é usada para designar o mundo dos mortos. De modo figurado, tem o sentido de estar na obscuridade. Trevas simbolizam pecado.
É interessante que nesse versículo Paulo não diz que os crentes estavam em trevas, mas que eram as próprias trevas, ou seja, a personificação das trevas. Nessa condição, eram mantidos sob controle pelo poder do pecado e tinham a aprovação de outros que praticavam ações pecaminosas (“Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.” Rm 1.32).
Eles eram trevas, mas agora são luz no Senhor.
A palavra ‘luz’ basicamente se refere ao caráter e à revelação de Deus. Deus está vestido de luz, a luz vem de Deus e habita com Ele e Deus pode transformar trevas em luz.
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