A BÊNÇÃO PARA TODOS

A JUSTIÇA DE DEUS EM CRISTO JESUS  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão intitulado "A Bênção Para Todos" explora a justificação pela fé, enfatizando que essa bênção não é exclusiva para os circuncidados, mas se estende a todos que creem, como exemplificado por Paulo em Romanos 4. Usando a figura de Abraão, o apóstolo esclarece que ele foi justificado antes da circuncisão, o que demonstra que a verdadeira fé é o que importa para a justificação diante de Deus. Além disso, o sermão critica o comodismo da igreja e a acepção de pessoas no evangelismo, afirmando que a fé deve ser acessível a todos, independentemente de sua origem social ou condição. A mensagem central é que a justificação pela fé é uma bênção divina disponível para todos os que têm fé em Jesus Cristo, e que a igreja deve se esforçar para compartilhar essa mensagem de forma ampla e ativa.

Notes
Transcript

A BÊNÇÃO PARA TODOS

Introdução: No estudo anterior, vimos que aquele que crê em Jesus Cristo a sua fé é posta em sua conta para justiça. Ou seja, Deus põe a justiça de Cristo na conta daquele que tem fé. Paulo exemplificou essa justificação pela fé com Abraão (Rm 4.1-3) e mostrou que Davi chama aquele que tem fé de bem-aventurado (abençoado), porque Deus não põe mais, de maneira nenhuma, o pecado na conta dele (Rm 4.6-8).
Alguns judeus poderiam dizer que essa bênção da justificação, mencionada por Davi, ocorreu na época circuncisão, visto que Davi pertencia a essa época. Muitos diriam que essa bênção da justificação pela fé se aplica apenas à circuncisão. Paulo responderia a esses judeus que não, a bênção da justificação pela fé é para todos que creem.
Lição: A Benção Da Justificação Pela Fé É Para Todos Que Creem.
Texto: Romanos 4.9-12.
Paulo está apresentando à igreja romana a justiça de Deus pela fé (Rm 3.22-4.25). Ele já mostrou que a justiça de Deus é manifestada na pessoa do Senhor Jesus Cristo (Rm 3.22-26). No sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, Deus estava apresentando ao mundo a Sua justiça, ou seja, que Ele é justo (Rm 3.25-26). Depois, Paulo mostrou que a obtenção da justiça de Deus é somente pela fé (Rm 3.27-31), fé que é para todos, judeus e gentios (Rm 3.30).
Na sequência, Paulo desenvolve, o que já havia ensinado sobre a justiça de Deus, exemplificando seu argumento com Abraão (Rm 4). No capítulo 4, Paulo usa a pessoa de Abraão para testificar seu ensino, mostrando que Abraão foi justificado pela fé antes da lei e que ele é o pai na fé de todos os que creem. Paulo já havia ensinado que a fé de Abraão foi posta em sua conta para justiça dele (Rm 4.1-3), a qual Davi vê como uma bênção (Rm 4.6-8).
Agora, Paulo pretende mostrar que essa bênção de ser justificado pela fé é para todos que creem. Paulo já havia falado que Deus justificaria o circunciso pela fé e o incircunciso mediante a fé (Rm 3.30); porém, agora, ele vai comprovar seu ensino, indo até o pai, na carne, dos judeus - Abraão.
Abraão foi justificado pela fé na incircuncisão (9-10).
Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça. Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso.”
Paulo começa com uma pergunta que seria mais ou menos assim: “Ora, essa benção é apenas para a circuncisão ou é também para a incircuncisão?” “A resposta do judeu seria que David pertencia à circuncisão e só a circuncisão poderia esperar esta alegria” (MECGEE, J. Vernon).
Por causa disso, Paulo começa a resposta relembrando o que já havia mostrado sobre Gênesis 15.6, que a fé de Abraão foi posta em sua conta para justiça. Ou seja, a bênção a qual Davi fala estava em Abraão quando ele creu em Deus.
Para responder à questão levantada, Paulo pega essa verdade e levanta duas outras perguntas: “Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso?” Ele responde com um fato que muitos podem não ter observado: “Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso.”
Alguns judeus alegariam que Abraão foi declarado justo porque foi circuncidado. E a resposta de Paulo é não.
Paulo quer abrir a mente deles para que entendam que a justificação de Abraão pela fé foi antes dele ser circuncidado (justificação pela fé, Gn 15.6; circuncisão, Gn 17.10-11).
“A idade de Abraão quando foi declarado justo (Gn 15:6) não é declarada. Mais tarde, porém, quando Hagar lhe deu Ismael, ele tinha 86 anos (Gn 16:16). Depois disso, Deus instruiu Abraão a realizar o rito da circuncisão em todos os seus descendentes do sexo masculino como sinal da aliança de Deus com ele; isso foi feito quando Abraão tinha 99 anos (Gn 17:24). Portanto, a circuncisão de Abraão seguiu-se à sua justificação pela fé por mais de 13 anos” (WITMER, John).
Como Livingstone diz: “Deus o aceitou primeiro e depois ele foi circuncidado! Deus chamou Abraão em Gênesis 12, declarou-o justo em Gênesis 15 e depois introduziu a cerimônia da circuncisão em Gênesis 17.”
Paulo deixa bem claro que Abraão foi declarado justo por Deus muito antes de ser circuncidado. Primeiro ele recebeu a justificação e depois a circuncisão.
Abraão é o pai na fé de todos os que creem (11-12).
E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.
Paulo continua seu argumento mostrando que, depois da fé, muitos anos depois, ele recebeu o sinal da circuncisão como selo (confirmação, validação, prova) da justiça da fé, fé que teve ainda na incircuncisão.
sinal” quer dizer marca; “o sinal da circuncisão” quer dizer que a circuncisão de Abraão (Gn 17.10-11) foi a marca exterior, no corpo dele, da aliança de Deus com ele e com a descendência dele. A circuncisão era uma marca exterior da fé interior.
O “selo” era a marcação que se fazia em cera, em barro úmido ou em tinta, que deixasse marca, para vedação (impedimento, obstrução, proibição), autenticação e validação de documentos e cartas e encomendas (p. ex. 1Rs 21.8; Et 8.8, 10; Dn 6.17; Mt 27.66).
Porém, esse selo tem também dois sentidos figurados: Marcação de propriedade (p. ex. Ap 9.4) e confirmação (validação, certificação, prova) da veracidade de algo (p. ex. 1Co 9.2). Aqui Paulo usa esse último sentido.
A marca da circuncisão foi a confirmação (prova) da justificação de Abraão pela fé.
Paulo, então, apresenta o propósito disso:
O primeiro: “para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça,
O segundo: “e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.
Veja que o propósito é para que Abraão se tornasse o pai na fé de todos. Veja Gl 3.6-14. Assim como Abraão foi justificado pela fé assim também são todos que têm a mesma fé (cf. Rm 4.22-25).
Pais Apostólicos Os Verdadeiros Herdeiros da Aliança de Deus

Se então, ainda mais, a mesma coisa foi sugerida por Abraão, alcançamos a perfeição do nosso conhecimento. O que, então, Ele disse a Abraão? “Porque tu creste, isso te é imputado como justiça: eis que te fiz pai das nações que creem no Senhor ainda que em estado de incircuncisão”.

Contextualização:
A fé não pode ser e nem é exclusiva nossa; esse não é propósito de Deus. A fé é para todos e deve chegar a todos. Por isso, precisamos pregar a todos (a todo tipo de pessoa). O comodismo da igreja tem barrado o avanço do Evangelho e não tem permitido que Ele chegue aos perdidos. A igreja está presa em seu comodismo.
Outro grande problema da igreja moderna é a acepção pessoas. O crente é que escolhe quem deve receber o Evangelho ou não. Essa escolha preconceituosa é estabelecida pela nossa mente carnal e pela influência social que sofremos. Se Deus não faz acepção de pessoas, quem somos nós para fazer? Quem faz acepção de pessoas se acha melhor do que os outros.
Lições:
A igreja precisa sair do comodismo e pregar o Evangelho.
A igreja precisa deixar de fazer acepção de pessoas e pregar o Evangelho a todo tipo de pessoa.
Conclusão: Certo comentarista disse: “Foi a fé de Abraão, e não a sua fidelidade a certos rituais, que o tornou justo.” Esse é o tipo de pensamento que muitos crentes precisam ter: a justificação é pela fé. Isso é uma bênção de Deus, uma bênção de Deus para todos que creem.
Tradução literal: 9 Essa benção, pois, é para a circuncisão ou também é para a incircuncisão? Falamos, pois, que a fé de Abraão foi considerada para justiça. 10 Como, pois, é considerada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não foi na circuncisão, mas na incircuncisão. 11 E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé dele na incircuncisão, para o ser considerado a eles a justiça, 12 e pai da circuncisão a eles não da circuncisão sozinho, mas também os que estão imitando as pisadas dele na incircuncisão da fé do pai nosso Abraão.
Minha tradução interpretativa: 9 Ora, essa benção é apenas para a circuncisão ou é também para a incircuncisão? Ora, mostramos claramente que a fé de Abraão foi posta em sua conta para justiça. 10 Em que momento, então, foi posta em sua conta? Quando ele estava na circuncisão ou na incircuncisão? Não foi na circuncisão, mas na incircuncisão. 11 E recebeu o sinal da circuncisão como confirmação da justiça da fé que teve quando ainda estava na incircuncisão, para ser posta também na conta daqueles que creem para justiça, 12 e vir a ser o pai da circuncisão de todos, não somente dos que são da circuncisão, mas também daqueles que, na incircuncisão, estão seguindo as mesmas pisadas da fé do nosso pai Abraão.
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