O que Deus requer de nós?
Notes
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Oseias 5.15-6.3
Oseias 5.15-6.3
Introdução:
Na última mensagem, pensamos um pouco sobre a repreensão que Deus dirigiu ao povo de Israel de forma integral. O povo — reis e sacerdotes, cada um deles — foi pesado na balança contra Deus. O Senhor os conhecia a fundo, e tanto Israel quanto Judá estavam em débito diante de Deus.
Logo, Deus enviou as maldições da aliança, e o povo se viu desamparado pelas consequências dos seus pecados. Como solução, procuraram aqueles que seriam seus algozes no futuro, imaginando que, por meio deles, o alívio viria e a tranquilidade perdida seria restaurada.
No entanto, nenhum rei, por mais poderoso que fosse, é capaz de refrear a sentença de Deus sobre alguém. A Assíria não poderia ajudar ninguém contra Deus; e, pior, logo mais ela se tornaria agente do juízo divino. Isso demonstra que Deus não usou de misericórdia para com o povo, mas se colocou como um leão procurando sua presa. E quem poderá impedi-lo?
Estar debaixo das maldições da aliança é algo horrível, mas nunca é sem motivo. É nossa responsabilidade andar corretamente diante de Deus. Se nossas ações pecaminosas trazem consequências, não somos inocentes de modo algum. Deus é leal, mas também é justo e nos cobra quando o deixamos de lado. Não foi diferente com o povo, e, neles, notamos a seguinte ideia à luz da passagem: Deus requer uma vida totalmente voltada para Ele. Vamos perceber essa ideia em duas partes, sendo a primeira, demonstrada através de uma atitude:
1 - Arrependimento (5.15-6.3)
1. O verso 14 fecha com o entendimento de Deus como o leão contra a nação, explicando seu papel de juiz contra um povo rebelde.
2. No entanto, quando avançamos ao próximo verso, observamos a ação de Deus de voltar para o seu lugar.
3. O verso 15 descreve a ação simbólica de Deus ilustrada pelo ataque do leão.
4. A ação de Deus voltar ao seu lugar apenas representa que ele já castigou o povo, e, agora, cessou o seu julgamento contra o reino do Norte.
5. Perceba que a ação de Deus não tem como fim trazer o extermínio da nação, apesar da forte ilustração.
6. Mas ela tem o propósito que casa com o tema central do livro: Apesar da apostasia da nação, Deus ainda reunirá seu povo.
7. Deus permitiria que a nação sofresse as dores de um exílio, da opressão de outro nação? Sim!
8. Para sempre ele permitiria? Não!
9. Note na continuação do texto, “até que se reconheçam culpados”.
10. Deus nos castigo, isso é um fato, mas a razão dele fazer isso é para que acordemos do nosso sono espiritual.
11. A nação estava banhada de idolatria, sem qualquer amor pelo Senhor, Deus abriria seus olhos, agora, por meio desse julgamento.
12. E observaria qual seria a reação do povo, mas sua intenção principal é que o povo torne para ele.
13. Nisso, o povo reconheceria sua culpa e buscaria a face de Deus, uma figura que representa o retorno da submissão ao Senhor.
14. O retorno do louvor ao Senhor. Esse é o foco da disciplina do Senhor, e da disciplina que administramos na igreja.
15. Não procuramos trazer vergonha a pessoa, humilhação, mas que ela abandone a prática que desagrada ao Senhor.
16. E, irmãos, se você tem um desafeto na igreja, e se souber que ele está pecando, não deseje a queda dele para satisfazer seu desejo de vingança.
17. Peça a Deus que cure essa mágoa que você tem, para que assim reconheça aquela pessoa como um irmão novamente.
18. Não há nada mais vergonhoso para nossa comunhão do que ficarmos desejando que uma pessoa caia, apenas para vibrarmos com a sua queda.
19. Queremos que o pecado seja revelado para que seja tratado e abandonado.
20. Se o pecado de alguém te ofende nesse sentido negativo que expliquei, rogue que o Senhor trate primeiro essa sua raiva que lhe corroí por dentro.
21. Continuando: “Estando eles angustiados”.
22. Com o julgamento do Senhor é fato que sentimos o peso das consequências.
23. Uma delas é a angústia, e o povo sentiria essa mesma sensação.
24. Em Deuteronômio 4.29–30 Moisés já havia previsto que isso aconteceria, o texto diz: “E lá (No cativeiro) procurarão o Senhor, o seu Deus, e o acharão, se o procurarem de todo o seu coração e de toda a sua alma. Quando vocês estiverem sofrendo e todas essas coisas tiverem acontecido com vocês, então, em dias futuros, vocês voltarão para o Senhor, o seu Deus, e lhe obedecerão.”
25. Salomão também replica essa ideia quando consagra o templo ao Senhor em 2 Crônicas 7.
26. Seguindo: “Cedo me buscarão”, o peso da consequência dos seus erros abrirá, de algum modo, os olhos do povo.
27. Agora vamos observar as palavras presentes dos versos 1-3.
28. Ele buscarão ao Senhor, é uma verdade, deixaram de lado os falsos deuses e priorizarão a Yahweh.
29. Dizendo: “Vinde, e tornemos para o Senhor”.
30. Note que é utilizado o nome próprio de Deus aqui, ou seja, realmente retornaram ao seu verdadeiro Deus.
31. Não apenas isso, eles tiveram consciência de que foi a próprio Deus que os julgou: “Porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará”.
32. Nesse verso podemos perceber duas coisas: Primeiro, e já mencionado, o povo tinha consciência que Deus os julgou, “despedaçou e fez a ferida”.
33. O pecado trouxe consequências vindas de Deus.
34. No entanto, o mesmo Deus que fere é o Deus que sara!
35. Deus é retratado como um marido que é duro com a esposa, quando ela mereceu tal ação, mas é doce novamente quando ela percebe seu erro.
36. Pois seu propósito era ter uma relação saudável e fiel com sua esposa.
37. Quando recebemos as sanções da aliança, primeiro precisamos perceber que Deus ter esse mesmo proposito conosco.
38. O mesmo Deus que é duro também é amável, e Ele quer sempre ser amável; por isso, nos adverte à fidelidade.
39. Continuando, o verso dois descreve o poder de Deus de tornar o vigor para quem estava abatido.
40. Deus atacou como um leão, mas poderia restaurar e ligar os pedaços que foram arrancados da presa.
41. E perceba que os números transmitem a ideia de uma rápida cura.
42. Dois dias, vigor, terceiro dia se levantará. Isso lembra alguém?
43. Que no terceiro dia levantou?
44. Apesar disso nos lembrar o tempo que Jesus passou morto, não é, necessariamente, uma predição de quanto tempo ele passaria até ser ressuscitado.
45. Mas, em ambos os casos, o poder de Deus poderia agir, e, rapidamente, trazer de novo a vida.
46. O arrependimento traria vitalidade ao Israel que estava sem vida, ao povo que havia sofrido o ataque do leão.
47. Levantando-se eles estarão vivos diante do Senhor.
48. Antes vistos apenas como carcaças, uma presa sem vida, agora, vistos como vivos por aquele que os havia despedaçado antes.
49. Deus é quem restaura o seu povo, mas esse povo deve acordar do seu pecado, voltar para o pacto que tinha com Deus.
50. O povo estará vivo diante de Deus por conta da sua misericórdia em trazê-los para si.
51. Note o desejo sincero descrito no verso 3, “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”.
52. Lembra da crítica anterior de que o povo não tinha o conhecimento de Deus?
53. Agora, há um desejo pelo seu conhecimento nessas palavras.
54. O desejo não por buscar baalins, mas buscar ao seu marido.
55. E, partindo desse desejo real por Deus, qual é o resultado isso?
56. O restante do verso descreve o refrigério de Deus, ele é como água numa terra seca.
57. E para um corpo sem vida, ele é aquele que o dá vida outra vez.
58. Deus descerá como chuva trazendo refrigério para o povo que necessita de perdão.
59. A chuva citada no verso é a chuva que geralmente caia entre março e abril e assegurava uma colheita bem-sucedida.
60. Para o povo retornar aos bons dias, o caminho não era correndo atrás de ídolos, era necessário se arrepender dos pecados passados.
61. E Deus responderia positivamente para eles uma outra vez.
62. Com a desobediência à aliança, o povo não teria sossego, e nem teria as bençãos do pacto.
63. Mas com uma atitude certa para com o Senhor, a mudança de seca para chuva, maldição para benção, desamparo para amparo ocorreria.
64. Deus pode regar nossa sequidão espiritualmente também, mas, antes, é nosso dever buscá-lo e prosseguir em conhecê-lo.
65. Irmãos, ao observarem esses versos, ainda fica uma pergunta.
66. Estamos diante de uma conversão sincera da nação de Israel, descrita por meio dessas palavras ou estamos diante da ação ideal que Deus deseja?
67. O que os irmãos acham?
68. Isso veremos na próxima mensagem em Oseias, conforme a permissão do Senhor.
69. Para fechar essa noite vamos deixar algumas aplicações.
Aplicação:
1. O arrependimento é o caminho requerido pelo Senhor quando estamos vivendo uma vida de pecado.
2. Deus é fiel e, igualmente, tem uma rápida ação que pode sarar as nossas enfermidades espirituais e restaurar nossa comunhão com ele.
3. Apenas Deus tem o poder de reverter a nossa angústia, e ele pode, em pouco tempo, mudar aquilo que nos fere.
Conclusão:
O arrependimento é essencial; é o caminho que Deus deseja para o pecador. Mesmo que já tenhamos uma vida em aliança com Ele, o pecado ainda pode nos afastar do Senhor. No entanto, Deus nos chama à mudança, nos chama à conversão. Se você sente que Ele está chamando você para abandonar algum erro, não deixe para amanhã. Hoje é o tempo de restaurarmos nossa aliança com Ele.
E, mesmo que estejamos quebrados e sem vida, Ele pode soprar e nos levantar da cova. Um dia, todo aquele que morrer e tiver seu corpo na sepultura ouvirá Sua voz, levantar-se-á e estará unido ao Senhor para todo o sempre. O Homem que ressuscitou em três dias nos garantiu isso. Para Ele, corramos quando o pecado nos assediar. Que a Ele amemos com todo o nosso ser, até o nosso último dia. Amém!
