Mt 27.57-66 O Rei sepultado
Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 12 viewsNotes
Transcript
IGREJA PRESBITERIANA DE APIAÍ
PLANEJAMENTO PASTORAL – SERMÕES EXPOSITIVOS
NOVEMBRO/2024
Rev. Mateus Lages
Tema: Como Deus se tornou Rei!
Dia 03/11 Mt 27.51-56 A morte do Rei encerra a separação
Deus fala: Saudação - Salmo 16.11
Nós falamos: Oração inicial
Nós cantamos: Hino 254 - Sossegai
INTERCESSÃO POR MISSIONÁRIOS E SEUS CAMPOS, IGREJA, OFICIAIS, MEMBRESIA E CONGREGAÇÕES
Deus fala: Deuteronômio 21.22-23 e Gálatas 3.13-14
Nós falamos: Oração de confissão
Nós cantamos: Hino 304 - A voz do Evangelho
LOUVOR
Pai, tú és Santo
A ponte
Hino 269 - Alvo mais que a neve
Tema: Como Deus se tornou Rei
Mt 27.57-66 O Rei sepultado
INTRODUÇÃO/CONTEXTO
Irmãos, chegamos ao final do capítulo 27, que em conjunto com o 26 nos revelou detalhes dos últimos dias de Jesus Cristo. No início do capítulo 27, especialmente, vimos como Pilatos pareceu ser ser favorável a Jesus, contudo é importante dizer que a realidade não era essa, mas que Pilatos estava sendo contrário ao Sinédrio e aos judeus.
Isso é importante para percebermos como tudo, absolutamente tudo, se movia para que na plenitude dos tempos (Ef 1.10). O império romano governava, a mentalidade grega predominava e a religiosidade conduzia os líderes hebreus para longe da revelação bíblica e tudo isso favorecia a salvação do povo por meio da morte sacrificial do Filho.
Irmãos, sobre o texto de hoje, vemos uma divisão natural que trata do sepultamento de Jesus nos versos 57-61 e do incômodo dos judeus quanto ao local do sepulcro. O detalhe que chamo a atenção dos irmãos está na pedra que fechou o sepulcro, citada tanto no verso 60 quanto no 66. Detalhe que Mateus enfatiza em seu relato para notificar como seria humanamente impossível Jesus sair daquele lugar ou ter seu corpo retirado dali.
Vamos ao texto: Mt 27.57-66 O Rei sepultado
Irmãos, recordemos inicialmente da lei em Dt 21.22-23, que nos faz compreender o que ocorre aqui na crucificação de Jesus, para compreendermos que o corpo não podia permanecer na cruz durante a noite. Ao contrário disso, o costume romano era deixar os criminosos crucificados pendurados sem sepultamento. Sendo enterrados somente com alguma permissão imperial, sendo essa permissão concedida a partir de um pedido que poderia ser feito por um parente, contudo, jamais concedida em caso de traição contra o império.
Sabendo disso, pelo verso 57, notamos que ao fim da tarde, o que categoriza o por do sol, por isso o início do dia do descanso judeu, era necessário que, por estar morto, fosse acelerado o procedimento para sepultamento de Jesus. Mas aonde, aquele que não tem onde reclinar a cabeça poderia ser sepultado?
Um homem judeu, membro do Sinédrio, de nome comum, por ser discípulo de Jesus, à semelhança de Nicodemus, foi até Pilatos pedir o corpo de Jesus. Somente Mateus menciona que José de Arimateia era rico, mas isso se faz evidente para comunicar como seria possível que tivesse condições de prover tudo o que seria necessário para o sepultamento: panos de linho para envolver o corpo e um túmulo para guardá-lo. Detalhes descritos por João, relatam que além disso, José também proveu especiarias, para perfumar e preservar o corpo conforme os costumes. Isso, somente seria possível para uma pessoa de posses.
Curiosamente, isso foi profetizado em Isías 53, quando nos versos 9-12, está escrito que o servo sofredor seria contado entre os transgressores, mas em sua morte estava com o rico: Isaías 53.9–12 (LER).
Na sequência dos detalhes sobre a ação de José de Arimateia, reconhecemos que certamente não agiu sozinho, pois não seria capaz de remover o corpo da cruz, limpá-lo e prepará-lo com o linho e o perfume, além de conduzi-lo até o sepulcro. João relata que Nicodemus o auxiliou, e ambos com servos e as mulheres citadas nos versos 56, 61 e 28.1, poderiam fazer isso com cuidado, mas também coragem diante da exposição social pelo contato com o crucificado. Mas é evidente que não se importam com o que pensarão deles por causa de Jesus. Mesmo que não fosse permitido qualquer sinal de luto pelo morto crucificado, elas permaneciam sofrendo em silêncio.
No trecho seguinte, registrado somente por Mateus, continuando o relato do sepultamento, Mateus diz que no dia do descanso, em que não se deveria pensar em questões secundárias, sacerdotes e fariseus dirigem-se a Pilatos, tratando-o como senhor, para pedir uma guarda que possa dar segurança por três dias no local do sepulcro, por causa do que Jesus havia anunciado sobre sua ressurreição. Mas Pilatos nega e direciona a escolta sacerdotal para este fim.
Enquanto isso é registrado, Jesus é chamado por eles de embusteiro e embuste, que, embora não seja uma linguagem comum nossa, se faz importante pensarmos no seu significado: enganador ou mentiroso.
isso nos remete ao momento em que o acusaram de ser enviado de Satanás (Mt 12.24), e nos faz meditar sobre a dureza causada pela incredulidade no coração humano.
Ainda sobre o verso 62, este dia seguinte pode ser o anoitecer da sexta-feira, após o sepultamento completo, quando a grande pedra citada no verso 60 será sequenciamente selada no verso 65. Interessante, contudo, pensarmos na implicância dessa liderança religiosa que temia uma continuidade na influência que Jesus havia realizado, pois considera-se que apenas que um homem seria capaz de rolar a pedra que fecharia um sepulcro, mas jamais seria capaz de retirá-la sozinho, pois na entrada do sepulcro havia um tipo de ranhura ou desgaste na rocha, capaz de travar a pedra ao fechar o sepulcro de modo que facilmente fosse fechado, mas dificilmente fosse aberto. Porém, a escolta sacerdotal, que era destinada pelo império romano para a guarda do Sinédrio, a pedido dos sacerdotes e fariseus, não apenas constataram que a pedra estava fechando o sepulcro, como também a selaram, provavelmente com algum tipo de corda que trazia a identificação do Sinédrio em algum carimbo de cera. Algo do tipo. Isso não somente identificava o zelo da guarda, como também o lugar do sepulcro para as mulheres que para lá irão no domingo.
É dito nos livros de histórias que ladrões de sepulturas eram comuns no mundo antigo, razão que fez com que as sepulturas tivessem maior elaboraçào com o passar do tempo, sendo uma delas o aumento no tamanho da pedra para impedir o acesso a tumba, bem como a fissura na rocha que causasse uma trava natural com o encaixe da pedra.
Tendo a explicação dos dados revelados por Mateus, quero fazer algumas considerações finais.
CONCLUSÃO/APLICAÇÃO
Concluindo, aprendemos hoje que o Rei foi sepultado, e isso nos ensina que de fato Jesus morreu. Não havia possibilidade, diante de todo este relato, dele ou dos discípulos terem forjado junto aos membros do Sinédrio citados, José e Nicodemus, ou até do centurião romano, de modo que pudesse, especialmente, em três dias ter recuperado plena saúde e aparecido às mulheres e pelos próximos 40 dias aos discípulos, comendo, bebendo e conversando com eles.
Assim, irmãos, diante disso, de modo prático para nós, pensemos agora brevemente no fato de que José de arimateia tinha esse sepulcro para seu próprio uso, mas agora Jesus estará nele, pois nenhum dos seus discípulos mais próximos estavam presentes e nem tinham condiçoes de fazer qualquer coisa que pudesse assegurar o sepultamento do Rei, muito menos roubar o corpo ou algo do tipo.
Pensemos também do relato anterior e percebamos além das palavras lidas. Mateus pretende que, ao lermos essa história, olhemos adiante para o resultado pleno da morte de Jesus. Os discípulos, incluindo as mulheres, que olhavam de longe, veem apenas as trevas, a tristeza e a morte e a conclusão de que de fato morreu está aqui. Foi sepultado. Mas os leitores do Evangelho já sabem o que eles só descobrirão três dias depois: que essa morte não representa o fracasso de JEsus de mostrar a si mesmo como Filho de Deus, mas a forma pela qual sua identidade e missão são confirmadas pela ressurreição.
Por fim, para nós, creiamos hoje, que ao assumir o destino de morte, comum de toda humanidade, Jesus permitiu que o destino de vida, desejado por Deus para toda humanidade, fosse restaurado, de modo que nós todos que nele cremos não pereçamos, mas por causa de sua morte, recebamos a segurança da vida eterna: Jo 3.16.
Cabe a nós crer nessa mensagem e propagá-la como farão as mulheres no relato seguinte.
ORAÇÃO FINAL E BÊNÇÃO
