Tema: Os movimentos da Vida Cristã: A sua Vida em Movimento
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Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,
: Os movimentos da Vida Cristã: A sua Vida em Movimento
Introdução com Ilustração:
Imagine um corredor em uma maratona em um terreno pedregoso e acidentado, que começa com foco no final, mas ao longo da corrida, começa a se distrair com os obstáculos, os espectadores, e os outros corredores. Quanto mais ele se distrai, mais difícil se torna para ele alcançar a linha de chegada. Paulo, em Filipenses 3, usa essa metáfora para nos lembrar que, como cristãos, devemos manter os olhos fixos em Cristo, o alvo supremo. Assim como o corredor, deixamos distrair com os acidentes e vitórias do passado e a ansiedade no futuro e se nos deixarmos distrair, perderemos o foco do nosso verdadeiro propósito espiritual.
A vida cristã é um movimento, te convido a entender a cabeça de Paulo ao escrever isso. Não podemos entender com profundidade essa passagem sem entender a cosmovisão judaica que impregnava a cabeça de Paulo…..
O que Paulo tinha em sua mente??????
O que ele pensava ao escrever isso??????
Qual a mensagem Paulo queria passar?????
Introdução: O Movimento da Vida Cristã — Uma Nova Visão de Tempo e Propósito
Para compreender o movimento da vida cristã e o chamado de Paulo para “seguir rumo ao alvo” em Filipenses, é importante entender como a visão de tempo influencia nosso propósito e direção. A cosmovisão secular moderna tende a dividir o tempo em passado, presente e futuro de forma linear e desconectada, e cada um desses períodos é visto de maneira específica e, por vezes, fragmentada.
Parece simples mas o nosso entendimento disso é apenas o nosso entendimento, mas para Paulo era algo profundo dentro da sua memória, era algo vivido……Ele tirou todo esse raciocínio de dentro do seu coração……..
Vamos analisar o que Paulo queria dizer de acordo com sua cosmovisão e o que isso tem haver conosco hj……
Explicação da cosmovisão, do que se passava na cabeça de Paulo…..
Visão teocentrica e visão Antropocentrica…………. SECULAR…..O HOJE…..
Na visão secular contemporânea:
• Passado: Muitas vezes visto como algo imutável e inescapável, o passado é carregado de memórias, traumas e sucessos que frequentemente determinam nossa identidade. As realizações ou falhas anteriores tendem a se tornar âncoras que limitam o progresso, criando prisões emocionais ou gerando complacência.
• Presente: Enxergado como um momento de “aproveitar” ou “fazer o máximo”, o presente é muitas vezes vivido de maneira hedonista ou ansiosa, com a busca imediata de prazeres e gratificações. Essa visão leva muitos a focarem em benefícios momentâneos, desconsiderando um propósito maior e duradouro.
• Futuro: A incerteza e o medo marcam a visão secular do futuro, com muitas pessoas vivendo entre a ansiedade e a expectativa. O futuro é visto como algo que se constrói individualmente, mas também com um grau de insegurança que pode gerar medo, ao invés de esperança.
Para Paulo, essa visão do tempo foi transformada pela sua fé em Cristo. Em vez de ver o passado como uma prisão ou uma glória já alcançada, Paulo enxergava a obra de Cristo como o ponto central que redimia seu passado e lhe dava um propósito eterno. Sua cosmovisão era totalmente moldada por Cristo:
• Passado: Paulo podia deixar o passado para trás, porque, em Cristo, ele foi redimido. Ele não permitia que nem os erros nem os sucessos o prendessem, mas via o passado como algo que havia sido reconciliado em Cristo.
• Presente: O presente, para Paulo, era um tempo de avançar, de viver intensamente para Cristo, não para prazeres imediatos ou ansiedades, mas com o propósito firme de agradar a Deus e fazer a obra do evangelho.
• Futuro: Para Paulo, o futuro era cheio de esperança e certeza, pois ele sabia que o prêmio eterno em Cristo era garantido. A morte não era uma ameaça, mas um “lucro,” uma realização completa da sua união com Cristo.
Com essa introdução, podemos entender o chamado de Paulo para viver uma vida em movimento: ele nos desafia a viver para Cristo, desapegando do passado, focando no propósito no presente, e avançando com esperança rumo ao prêmio eterno. Essa visão transforma a maneira como lidamos com o tempo e dá um sentido de continuidade e propósito à vida cristã.
Em Filipenses 3, a noção de tempo, dentro da cosmovisão judaica, é profundamente orientada pelo conceito de história como uma narrativa de aliança, onde passado, presente e futuro são interligados pela fidelidade e promessas de Deus. Essa perspectiva valoriza o tempo como algo linear e dirigido ao cumprimento do propósito divino.
Conclusão
Portanto, em Filipenses 3, Paulo interpreta o tempo sob a cosmovisão judaica como uma jornada redentiva, na qual o passado é ressignificado, o presente é o campo de santificação, e o futuro é uma promessa segura da glória em Cristo. Essa concepção não permite estagnação, mas promove um avançar contínuo “para o alvo” (Fp 3:14) dentro do propósito eterno de Deus.
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Tema: Os movimentos da Vida Cristã: A sua Vida em Movimento
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1: O Movimento do Desprendimento — Sua vida Ressignificada
Verso chave: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam…” (Filipenses 3:13)
Segundo Paulo, O Passado é Redimido e Não Nostálgico
Exposição:
Quando Paulo fala de “esquecer o que fica para trás,” ele se refere ao ato intencional de não permitir que os ecos do passado — sejam eles traumas, feridas emocionais ou até memórias positivas que já cumpriram seu propósito — nos detenham.
Os traumas, por exemplo, podem gerar medos e inseguranças que nos impedem de avançar na fé, enquanto conquistas passadas, se idolatradas, podem nos prender a uma falsa sensação de completude. CUIDADO COM AS VITÓRIAS PASSADAS…………ORGULHO…….
Ambos, no entanto, paralisam o movimento necessário na vida cristã, que deve ser uma caminhada constante para frente, focada em Cristo e no que Ele ainda quer fazer em nós.
Na tradição judaica, o passado não é simplesmente um local de memórias ou traumas, mas um ponto de aprendizado e redenção………
Paulo, ao refletir sobre o seu passado como fariseu e “perseguidor da igreja” (Fp 3:6), não demonstra nostalgia ou apego, mas considera tudo isso como “esterco”
(Fp 3:8) em comparação ao “conhecimento de Cristo”.
Esse desapego reflete a compreensão judaica de que o passado é redimido em função de um propósito maior no presente e no futuro.
“O que te prende ao passado impede o movimento da vida cristã rumo ao alvo; é preciso libertar-se do que ficou para trás para viver o que Deus TRANSFORMOU.”
Meus irmãos, do mesmo modo:
1. A Mulher de Ló (Gênesis 19:26)
1. A Mulher de Ló (Gênesis 19:26)
Quando Deus destruiu Sodoma e Gomorra, Ele instruiu Ló e sua família a fugirem sem olhar para trás. No entanto, a mulher de Ló olhou para a cidade, simbolizando seu apego ao passado e ao que deixava para trás. Por não conseguir desapegar, ela foi transformada em uma estátua de sal, tornando-se um símbolo da consequência de olhar para trás e de se prender ao passado.
2. Os Israelitas no Deserto (Números 14:1-4)
Ao enfrentar dificuldades no deserto, os israelitas frequentemente murmuravam, lamentando por não estarem mais no Egito, onde tinham alimentos e rotinas conhecidas, ainda que estivessem sob opressão. Por seu apego ao passado e falta de fé no que Deus estava construindo à frente, a geração que saiu do Egito foi proibida de entrar na Terra Prometida, vagando no deserto até sua morte.
3. O Rei Saul (1 Samuel 15)
Saul teve a oportunidade de recomeçar como o primeiro rei de Israel, mas ele constantemente se apegava à sua própria insegurança e medo do que os outros pensariam. Ao desobedecer a ordem de Deus sobre destruir completamente os amalequitas, ele mostrou que sua preocupação em preservar a sua própria imagem e popularidade era mais forte do que a obediência a Deus. Essa insistência em segurar seu “status” do passado lhe custou o reino, e Deus o rejeitou como rei.
4. Simão Pedro após a Crucificação (João 21:3)
Após a morte de Jesus, Pedro voltou à sua antiga vida de pescador, talvez por sentir-se indigno e preso ao passado de seus erros, especialmente de ter negado a Cristo. Ele se prendeu à culpa e ao remorso até que Jesus o chamou para longe do passado, restaurando-o com um novo chamado para apascentar Suas ovelhas. Enquanto Pedro não se desprendeu do seu erro, ele ficou preso àquilo que o afastava do propósito maior.
Esses exemplos mostram como o apego ao passado — seja por medo, culpa ou segurança falsa — pode limitar o avanço espiritual e as bênçãos futuras. Deus nos chama a desapegar, para que possamos viver plenamente o que Ele tem à frente.
Aplicação motivadora:
Você está permitindo que fracassos passados ou memórias dolorosas ainda definam seu presente?
Ou talvez esteja preso nas glórias de conquistas anteriores?
Deus te chama hoje para deixar esses pesos para trás e avançar para um relacionamento mais profundo com Ele.
O passado não pode determinar seu futuro quando sua esperança está em Cristo.
Ele transforma nossas dores em testemunho, nossas falhas em aprendizado, e nossas vitórias passageiras em gratidão. Em Cristo, o que antes nos prendia se torna uma oportunidade de glorificar a Deus.
Conclusão prática:
Jesus é o exemplo supremo de como nossa vida pode ser ressignificada, e Paulo é um dos melhores exemplos bíblicos de alguém que experimentou essa transformação completa. Paulo, que antes era Saulo, um perseguidor violento da igreja, vivia preso a um passado de intolerância religiosa e orgulho farisaico.
Deus escreveu uma nova história……… O bêbado do passado ganhou credibilidade……O adultero ganhou confiança………O tranbiqueiro agora é bom pagador……
No caminho para Damasco, no entanto, Jesus o encontrou, confrontou seu passado e o chamou para um novo propósito. Jesus não apenas perdoou Paulo, mas ressignificou sua vida, transformando o ex-perseguidor em um apóstolo fervoroso, alguém que espalharia o evangelho e encorajaria milhões ao longo dos séculos.
Da mesma forma, Jesus age na vida de cada convertido, oferecendo perdão e renovação. Quando entregamos nosso passado a Ele — com todos os traumas, culpas e até lembranças positivas que nos impedem de avançar —,
Jesus nos chama para uma vida em movimento, em que o passado não nos define, mas serve para exaltar a obra de Sua graça. Ele nos diz, assim como disse a Paulo: “Esqueça o que ficou para trás e prossiga, porque eu já fiz novas todas as coisas.” Em Cristo, nosso passado é ressignificado, e o que conta agora é o alvo diante de nós — crescer na graça e no conhecimento dEle.
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O Movimento do Desprendimento — Sua vida Ressignificada
2: O Movimento da Transformação— “Sua Vida no Processo”
“Prossigo para o alvo…” (Filipenses 3:14)
2. Segundo Paulo, O Presente como Caminho de Santificação.
2. Segundo Paulo, O Presente como Caminho de Santificação.
A cosmovisão judaica e paulina entende o presente como um tempo ativo de resposta à aliança com Deus. Em Filipenses 3:12-14, Paulo destaca que ele “ainda não alcançou a perfeição”, mas que continua avançando. Isso reflete o conceito de santificação contínua e de luta diária contra o pecado, em conformidade com a vida de obediência a Deus, comum no pensamento judaico.
Paulo não vê o “alvo” como um fim a ser alcançado apenas no futuro, mas como uma jornada contínua que exige esforço e foco a cada momento. O verbo “prossigo” indica a necessidade de persistência e continuidade, sugerindo que a vida cristã envolve uma série de pequenas ações e escolhas diárias.
Resposta exegética aplicada:
Prosseguir para o alvo significa caminhar intencionalmente e persistentemente em direção a Cristo, buscando conhecê-Lo mais profundamente e viver de acordo com Sua vontade, enquanto nos afastamos das distrações e dos obstáculos da vida.
Isso exige uma determinação prática e contínua. Isso nos desafia a aja com propósito para romper com a inércia que impede nosso progresso. Na vida cristã, isso se traduz em uma postura intencional, onde cada decisão, atitude e ação é guiada pelo desejo de agradar e conhecer mais a Cristo. Além disso, a ideia de que devemos ter movimentos consistentes, mesmo que em pequenos passos, nos mantém no caminho.
Na prática, é desenvolver pequenas ações diárias — oração, leitura bíblica, atos de amor — que nos mantêm alinhados ao propósito de viver para Cristo.
O que dizer de Josué, foi chamado e encorajado em seguir em frente com propósito. Nosso “alvo” é Cristo e a obediência ao que Ele nos ensina.
Podemos aprender com Josué a buscar a presença de Deus continuamente, em oração e meditação em Sua Palavra, mantendo o foco naquilo que Deus nos chamou para realizar.
Mesmo com o medo (Deus alertou quanto a isso), Josué confiou nas promessas e avançou, e nós somos desafiados a viver com essa mesma intencionalidade, resistindo às distrações e desafios da jornada, sabendo que o alvo é digno de nosso movimento contínuo.
Aplicação motivadora:
Em um mundo cheio de distrações, onde tantas coisas competem por nossa atenção e afeto, manter o foco no “alvo” exige que escolhamos intencionalmente o que vale a pena.
Pergunte a si mesmo: estou realmente focado em Cristo como o propósito da minha vida?
Existem pequenas mudanças que posso implementar para manter meu coração e mente nEle?
Ao focar diariamente, mesmo que em pequenos passos, você mantém a sua vida em movimento em direção ao propósito eterno.
Conclusão prática:
Prosseguir para o alvo não é um feito único; é uma jornada que requer disciplina e intenção. Como Paulo, somos chamados a viver com uma visão clara de onde estamos indo e quem queremos nos tornar em Cristo. Assim, deixe que o propósito de sua vida seja continuamente renovado pela visão do que Cristo representa para você. Em cada passo, grande ou pequeno, permita que sua vida permaneça em movimento, avançando firmemente rumo ao seu verdadeiro alvo.
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O Movimento do Desprendimento — Sua vida Ressignificada
O Movimento da Transformação— “Sua Vida no Processo”
3: O Movimento do Anseio- Perseverando com Esperança
Enquanto o anseio é um desejo esperançoso e positivo, a ansiedade é uma preocupação ou medo do que está por vir. Um expressa uma espera motivadora, enquanto o outro é uma antecipação que gera desconforto.
“…prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:14)
3. Segundo Paulo, O Futuro e a Esperança Escatológica
3. Segundo Paulo, O Futuro e a Esperança Escatológica
A esperança de um futuro glorioso com Deus é central na visão judaica de tempo. Essa visão de futuro não é incerta, mas uma certeza escatológica de que Deus completará sua obra redentora. Assim, o tempo futuro, na cosmovisão judaica, não é só uma expectativa, mas uma promessa garantida por Deus que impulsiona o presente.
Um prêmio eterno: a plena comunhão com Cristo na glória celestial. Essa “soberana vocação” não se refere a uma realização terrena, mas ao chamado celestial, onde os crentes alcançarão a totalidade da salvação. O prêmio é a consumação da nossa união com Cristo, que dá sentido a cada passo, luta e sacrifício ao longo da jornada. Paulo entende que a corrida cristã exige resistência e perseverança, e que esse prêmio eterno vale todas as renúncias e o esforço contínuo.
Tudo isso deve nos motivar na caminhada cristã, NÃO PODEMOS PERDER O SENSO DO ETERNO!!!!!!!
TEMOS DE CRER E ANSIAR PELO CÉU!!!!!!!!
ESSE É O NOSSO OBJETIVO E O NOSSO FIM PRINCIPAL!!!!!!!!! O CÉU EXISTE E O INFERNO É REAL!!!!!
Aplicação prática:
Assim como Paulo, somos chamados a perseverar na vida cristã com os olhos fixos no prêmio eterno. Encarar a vida com essa perspectiva — onde “viver é Cristo” — nos ajuda a enfrentar as dificuldades e a correr com esperança, sabendo que o que nos aguarda é maior do que qualquer desafio presente. Que possamos avançar, como Paulo, com uma certeza inabalável: viver para Cristo nos fortalece na jornada, e o prêmio final, a presença eterna com Ele, é nosso verdadeiro lucro e objetivo final.Reflita: você está vivendo com o olhar fixo na eternidade, ou tem sido distraído pelas circunstâncias do presente?
Conclusão prática:
A perseverança na vida cristã exige um foco claro no prêmio final — a glória de Cristo e a comunhão eterna com Ele. Como Paulo, somos convidados a correr com fé, avançando sempre e lembrando que cada passo, cada ato de fidelidade e cada momento de esperança são sinais de um movimento constante em direção ao céu. Corra com esperança, sabendo que o Deus que te chamou te espera com o prêmio, e que cada esforço vale a eternidade.
Conclusão Geral:
Paulo nos exorta a seguir em frente, sem sermos distraídos pelo passado, com os olhos fixos no alvo que é Cristo e perseverando até o fim, sabendo que há um prêmio eterno aguardando. A caminhada cristã é uma jornada de crescimento, e devemos sempre estar atentos para não deixar que as distrações do mundo nos desviem desse caminho. Nosso foco é Cristo, e nosso objetivo é estar com Ele eternamente.
Aplicação final: Os Movimentos
O Movimento do Desprendimento — Sua vida Ressignificada
O Movimento da Transformação— Sua Vida no Processo
O Movimento do Anseio- Sua vida Vitoriosa
