A Alegria Triunfante no Meio das Provas
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Mas a nossa cidadania está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o SENHOR Jesus Cristo,
que transformará o nosso corpo vil, para ser conforme o seu corpo glorioso, de acordo com o trabalho pelo qual ele é capaz de submeter todas as coisas para si mesmo.
Bíblia King James 1611, Fp3.20–21.
Não devemos orar somente para não sermos conduzidos ao mal, mas também para sermos libertos do mal a que já fomos levados.
O apóstolo Paulo, depois de descrever o presente, falando da sua corrida rumo ao prêmio e após demonstrar o seu zelo pastoral, alertando acerca dos falsos mestres, lança o seu olhar rumo ao futuro e destaca três gloriosas verdades que são as âncoras da nossa esperança:
Em primeiro lugar, o céu é a nossa Pátria: Se a pátria deles está nos céus, a conduta deles também deveria ser compatível com essa cidadania.
Somos peregrinos neste mundo. Não somos daqui. Nascemos de cima, do alto, de Deus.
O céu é a nossa origem e também o nosso destino.
O nosso nome está arrolado no céu (Lc 10.20), está registrado no livro da vida (4.3).
É isso que determina nossa entrada final no país celestial (Ap 20.15).
Por causa da expectativa de habitar em uma cidade superior, Abraão contentou-se em viver em uma tenda (Hb 11.13–16).
Por causa da expectativa da recompensa do céu, Moisés dispôs-se a abrir mão dos tesouros do Egito (Hb 11.24–26).
Por causa da esperança de vivermos com Cristo no céu, devemos buscar uma vida de santidade hoje (1Jo 3.3).
A cidadania é importante. Quando viajamos para outro país é essencial ter um passaporte que comprove a nossa cidadania.
O céu é um lugar e um estado. É o lugar da morada de Deus e da sua Igreja resgatada e um estado de bem-aventurança eterna, onde jamais entrarão a dor, a lágrima, o luto e a morte.
Em segundo lugar, a segunda vinda de Jesus é a nossa esperança (3.20).
O apóstolo ainda afirma: “… de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.
Três verdades devem ser aqui destacadas:
Aquele que vem é o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele é o Salvador e o Senhor. Nele nossa salvação foi realizada e consumada. Ele venceu a morte, ressuscitou, ascendeu ao céu e voltará.
Aquele que vem está no céu, assentado à destra do Pai. Jesus está no céu em uma posição de honra. Ele está no trono e tem o livro da História em suas mãos. Ele governa e reina soberanamente sobre a Igreja e todo o Universo.
Aquele que vem é o conteúdo da nossa esperança. A Igreja é a comunidade da esperança. Somos um povo que vive com os pés no presente, mas com os olhos no futuro. Vivemos cada dia na expectativa da iminente volta de Jesus.
F. F. Bruce diz que cada geração sucessiva da Igreja desfruta o privilégio de viver como se fosse a geração que haverá de saudar o retorno de Cristo.
Em terceiro lugar, a glorificação é a nossa certeza inequívoca (3.21). O apóstolo Paulo destaca alguns pontos:
Hernandes Dias Lopes, Filipenses: A Alegria Triunfante no Meio das Provas, 1a edição., Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2007), 217.
O nosso corpo será glorificado na segunda vinda de Cristo (3.21). Quando a trombeta de Deus soar, e Cristo vier com o Seu séqüito de anjos, acompanhado dos santos glorificados, os mortos em Cristo ressuscitarão com corpos imortais, incorruptíveis, gloriosos, poderosos e celestiais (1Co 15:43–56).
Os vivos, nessa ocasião, serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor (1Ts 4.13–18).
O nosso corpo será semelhante ao corpo da glória de Cristo. Nosso corpo de humilhação, sujeito à fraqueza, à enfermidade e ao pecado, será revestido da imortalidade e brilhará como o sol no seu fulgor, brilhará como as estrelas no firmamento, e será um corpo tão glorioso quanto o corpo da glória de Cristo.
Seremos “… conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29).
“Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1Jo 3.2b).
A glorificação do nosso corpo se dará pelo poder infinito de Deus. Paulo afirma: “… segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as cousas” (3.21).
William Hendriksen diz que maravilhosa é a energia da dinamite de Cristo, isto é, de Seu poder.
Essa energia é Seu poder em ação, o exercício de Seu poder. O termo “subordinar” significa “organizar em ordem de dependência, do inferior ao superior”. Warren Wiersbe aplica:
Esse é o problema hoje em dia: não colocar as coisas na devida ordem de prioridade. Uma vez que nossos valores encontram-se distorcidos, desperdiçamos nosso vigor em atividades inúteis, e nossa visão está de tal modo obscura que a volta de Cristo não parece ter qualquer poder para motivar nossa vida.
Não há nada impossível para Deus. Ele pode tudo quanto Ele quer. Ele tomará nosso corpo de fraqueza e fará dele um corpo de glória.
Aqui há continuidade e descontinuidade. Será outro a partir do que existe, mas outro totalmente novo.
Paulo conclui este capítulo de Filipenses atingindo o grau mais alto da escada.
Desde a conversão, com o seu repúdio a todos os méritos humanos (3.7), a justificação e a santificação, como alvo da perfeição sempre em mira (3.8–19), atinge a grande consumação, quando alma e corpo, a pessoa por inteiro, em união com todos os santos, glorificará a Deus em Cristo nos novos céus e nova terra, pelos séculos dos séculos.
E tudo isso pela soberana graça e poder de Deus e para a Sua eterna glória.
