22 - Tema: Jesus, o Rei que Vem em Humildade - Mc 11.1-11
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· 18 viewsessa mensagem mostra nosso Senhor chegando mondado em um jumento em Jerusalém
Notes
Transcript
22 - Tema: Jesus, o Rei que Vem em Humildade - Mc 11.1-11
Contexto
Contexto Histórico
Jerusalém e a Páscoa Judaica: Este evento ocorre durante a Páscoa, uma das festas mais importantes do calendário judaico, que atrai milhares de peregrinos a Jerusalém. A cidade estava sob domínio romano, e a festa representava também um momento de tensões políticas e religiosas.
O simbolismo do jumento: Jesus escolhe entrar em Jerusalém montado em um jumento, cumprindo a profecia de Zacarias 9.9: "Eis que o teu rei vem a ti, justo e salvador, humilde e montado em um jumento." Na cultura judaica, um rei montado em um jumento simbolizava humildade e paz, contrastando com reis ou conquistadores que usavam cavalos, simbolizando guerra e poder.
A expectativa messiânica: Muitos judeus aguardavam um Messias que os libertasse do domínio romano. A entrada de Jesus, com aclamações de "Hosana" e referências ao "Reino de Davi", reflete essa esperança, embora sua missão fosse espiritual, não política.
Descrição do Evento
Preparação: Jesus envia dois discípulos para buscar um jumentinho. Isso demonstra seu conhecimento e controle sobre os eventos que estão por vir, simbolizando também sua autoridade messiânica.
Entrada: Multidões estendem suas vestes e ramos pelo caminho, uma prática reservada para homenagear reis ou figuras importantes. A aclamação "Hosana" significa "Salva-nos agora" ou "Salvação chegou", expressando júbilo e expectativa.
Significado Teológico
O Reino de Deus: A entrada triunfal é um marco na revelação do Reino de Deus. Jesus está afirmando sua identidade messiânica, mas redefinindo o conceito de Messias como um rei de paz e servo sofredor.
Contraste com as expectativas humanas: Enquanto muitos esperavam um líder político, Jesus apresenta um reino baseado no amor, na humildade e na entrega sacrificial.
O prelúdio da paixão: Este evento marca o início da última semana da vida de Jesus (a Semana da Paixão), culminando em sua morte e ressurreição.
Contexto Litúrgico
Esse texto é frequentemente lido no Domingo de Ramos, que celebra a entrada triunfal de Jesus e introduz a Semana Santa. É um momento de reflexão sobre o compromisso de seguir Jesus, reconhecendo-o como Rei e Salvador.
Marcos 11.1-11, portanto, conecta elementos históricos, culturais e espirituais, mostrando Jesus como o Messias prometido, mas também desafiando as expectativas de seus contemporâneos sobre o que isso significava.
Contexto Imediato (Próximo)
O local e o evento: A narrativa começa quando Jesus e seus discípulos chegam às proximidades de Jerusalém, perto de Betfagé e Betânia, no Monte das Oliveiras. Esses lugares estão muito próximos da cidade, sendo o Monte das Oliveiras um ponto de destaque geográfico e espiritual na tradição judaica.
Jesus envia dois discípulos para buscar um jumentinho que ainda não havia sido montado. O animal, usado por reis em tempos de paz, cumpre um papel profético.
A ação da multidão: Quando Jesus entra em Jerusalém montado no jumentinho, as pessoas estendem vestes e espalham ramos pelo caminho. Essa prática simboliza honra e celebração de um rei ou figura importante.
Elas clamam: "Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!" (v.9-10). Essa aclamação reflete citações do Salmo 118, parte do Hallel, entoado nas festividades judaicas, e destaca o reconhecimento messiânico de Jesus.
Clímax e encerramento: A cena termina com Jesus entrando no Templo em Jerusalém, onde ele observa tudo, mas não realiza nenhuma ação imediata. Em seguida, ele sai para Betânia com os Doze.
Contexto Literal
No sentido literal, Marcos apresenta uma narrativa que enfatiza ações e eventos concretos:
Preparação detalhada: O pedido de Jesus para buscar o jumentinho é relatado com minúcia (v.2-6). Isso mostra sua soberania e planejamento, além de destacar o cumprimento de profecias messiânicas, como Zacarias 9.9.
A recepção do povo: Os gestos da multidão são atos públicos de reconhecimento de Jesus como alguém digno de honra, possivelmente como o Messias esperado, embora de forma superficial ou incompleta.
A observação no Templo: No final (v.11), Jesus entra no Templo, mas não age imediatamente. Esse detalhe sugere uma pausa intencional antes de suas ações subsequentes, que incluem a purificação do Templo (Marcos 11.15-19).
Conexão com o Evangelho de Marcos
Literalmente, este evento é a introdução dos acontecimentos da Semana da Paixão, marcando:
1. A chegada do Messias em Jerusalém.
2. A crescente tensão com as autoridades religiosas.
3. O cumprimento das Escrituras sobre o papel de Jesus como Rei humilde e Servo sofredor.
Este relato, no contexto imediato, prepara o terreno para os confrontos e ensinamentos de Jesus nos capítulos seguintes.
Estrutura
1. A Preparação do Rei (v. 1-6)
A. Chegada às Proximidades de Jerusalém (v. 1)
Jesus e seus discípulos se aproximam de Jerusalém, passando por Betfagé e Betânia, ao pé do Monte das Oliveiras.
Esses locais não são apenas geográficos, mas também simbólicos. O Monte das Oliveiras é associado a eventos proféticos e messiânicos (. Zacarias 14.4 “Naquele dia, os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras, que está em frente de Jerusalém, para o leste. O monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do leste ao oeste, formando um grande vale. Metade do monte se afastará para o norte, e a outra metade, para o sul.” ).
A aproximação de Jerusalém marca o início da última semana de Jesus antes de sua crucificação.
B. O Pedido do Jumentinho (v. 2-3)
Jesus instrui dois discípulos a buscarem um jumentinho que nunca havia sido montado.
A especificidade das instruções demonstra o controle soberano de Jesus sobre os eventos. Ele sabia exatamente onde encontrar o animal e como seria a reação das pessoas.
O jumentinho simboliza humildade e paz, cumprindo a profecia de Zacarias 9.9: “Eis que o teu rei vem a ti, justo e salvador, humilde e montado num jumento.”
C. A Obediência dos Discípulos (v. 4-6)
Os discípulos seguem as instruções de Jesus exatamente como foram dadas.
Quando questionados, respondem conforme Jesus orientou: "O Senhor precisa dele e logo o devolverá."
Essa obediência imediata reflete confiança na autoridade de Jesus e na importância do momento.
Significado Espiritual da Preparação
Soberania de Jesus: Ele controla todos os detalhes, demonstrando que sua missão não é acidental, mas planejada segundo a vontade de Deus.
Reinado Humilde: A escolha do jumentinho, em vez de um cavalo de guerra, revela o caráter de seu reinado. Ele não vem como um conquistador militar, mas como um Rei de paz e justiça.
Obediência dos seguidores: Os discípulos são chamados a confiar plenamente nas palavras e orientações de Jesus, mesmo quando não entendem completamente seus propósitos.
Aplicação
Este trecho nos desafia a reconhecer a soberania e o caráter do reinado de Jesus, que é fundamentado em humildade e obediência ao Pai. Assim como os discípulos, somos chamados a obedecer prontamente às suas instruções, confiando que ele está no controle de todas as coisas.
2. A Aclamação do Rei (v. 7-10)
A. A Montaria do Rei (v. 7)
Os discípulos colocam suas vestes sobre o jumentinho, e Jesus o monta.
Esse ato é uma clara referência à profecia de Zacarias 9.9 “Alegre-se muito, ó filha de Sião! Exulte, ó filha de Jerusalém! Eis que o seu rei vem até você, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.” , que descreve a chegada do Rei de Israel montado em um jumento.
A escolha do jumento, em vez de um cavalo, simboliza que Jesus é um Rei de paz e humildade, diferente dos líderes terrenos que vinham com força militar.
B. A Honra da Multidão (v. 8)
Muitos estendem suas vestes no caminho, enquanto outros espalham ramos cortados dos campos.
Estender roupas no caminho era um gesto de honra e submissão, reservado para reis. 2Reis 9.13 “Então eles se apressaram e, tomando cada um o seu manto, os puseram debaixo dele, sobre os degraus, e tocaram a trombeta, e disseram: — Jeú é rei!”
Os ramos simbolizam celebração e vitória, frequentemente associados às festividades judaicas, como a Festa dos Tabernáculos.
C. Os Gritos de Hosana (v. 9-10)
A multidão clama: "Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!"
"Hosana": Originalmente significava "Salva-nos agora!" (do hebraico), mas passou a ser uma expressão de louvor e aclamação.
"Bendito o que vem em nome do Senhor": Uma citação do Salmo 118.25–26 “Oh! Salva-nos, Senhor, nós te pedimos; oh! Senhor, concede-nos prosperidade! Bendito o que vem em nome do Senhor. Da Casa do Senhor, nós os abençoamos.” , parte do Hallel, recitado nas festas judaicas.
Eles também dizem: "Bendito é o Reino que vem, o Reino de Davi, nosso pai!"
Isso reflete a expectativa messiânica de um Rei descendente de Davi, que restauraria Israel.
Significado da Aclamação
1. Reconhecimento do Messias:
A multidão reconhece Jesus como o Messias prometido, ainda que com uma compreensão limitada.
Muitos esperavam um libertador político que restaurasse Israel e derrotasse Roma, mas o reino que Jesus trazia era espiritual e eterno.
2. Cumprimento Profético:
Todo o evento, desde a escolha do jumentinho até os gritos da multidão, aponta para o cumprimento das profecias messiânicas do Antigo Testamento.
3. A Contradição do Momento:
Embora aclame Jesus como Rei, a mesma multidão, em poucos dias, o rejeitará, clamando por sua crucificação. Isso destaca a superficialidade de sua fé e a falta de entendimento sobre a verdadeira missão de Jesus.
Aplicação Teológica
Rei de Paz e Humildade: Jesus é um Rei que não impõe sua autoridade com força, mas conquista os corações através do amor e da entrega.
Aclamar com entendimento: Assim como a multidão, somos chamados a reconhecer Jesus como Rei. No entanto, devemos entender a profundidade de sua obra e segui-lo genuinamente, não apenas por expectativas terrenas.
O Reino de Deus: Este evento nos lembra que o Reino de Deus não é político ou temporário, mas eterno e espiritual, baseado em justiça, paz e salvação.
Marcos 11.7-10 nos convida a aclamar Jesus como Rei, mas também a refletir se estamos verdadeiramente submissos ao seu reinado.
3. A Missão do Rei (v. 11)
A. A Chegada ao Templo (v. 11)
Ao entrar em Jerusalém, Jesus vai ao Templo, centro espiritual de Israel.
Ele observa tudo, preparando-se para agir nos dias seguintes, quando confrontará a corrupção do sistema religioso.
Isso simboliza sua missão de restaurar a verdadeira adoração e anunciar o Reino de Deus.
Aspectos da Missão do Rei
1. Rei Soberano
Jesus demonstra que está no controle, dirigindo os eventos que culminarão em sua paixão, morte e ressurreição.
2. Rei Humilde
Ele não entra com poder e glória terrena, mas com humildade, refletindo o caráter de seu reino, que se baseia em serviço e amor sacrificial.
3. Rei Redentor
Sua entrada em Jerusalém é um prelúdio para sua missão maior: oferecer sua vida para salvar a humanidade do pecado e reconciliar o mundo com Deus.
4. Rei Confrontador
Ao observar o Templo, Jesus prepara o caminho para confrontar a hipocrisia religiosa e proclamar a chegada do Reino de Deus, que exige transformação.
Aplicação Teológica
Reconhecer o Rei: A missão de Jesus desafia todos a reconhecê-lo como o Rei prometido e aceitar o Reino que ele inaugura.
Submissão ao Reino: Jesus chama seus seguidores a viverem em humildade, justiça e serviço, refletindo os valores de seu reino.
Preparação para o sacrifício: A entrada triunfal aponta para a entrega total de Jesus na cruz, a culminação de sua missão de salvação.
Marcos 11.1-11 nos apresenta um Rei cuja missão é trazer paz, salvação e restauração. Ele não veio para atender expectativas humanas, mas para cumprir o plano eterno de Deus.
A grande ideia
"Jesus é o Rei prometido que entra em Jerusalém de forma humilde, cumprindo as Escrituras e revelando um reino baseado na paz e na entrega a Deus."
Teologia Bíblica
A entrada triunfal de Jesus cumpre várias profecias do Antigo Testamento:
1. Zacarias 9.9: O Rei justo e humilde que traz salvação.
2. Salmo 118.25-26: Aclamado como aquele que vem em nome do Senhor.
3. Daniel 9.25-26: A chegada do Ungido antes de Sua rejeição.
Jesus demonstra ser o Rei prometido que não veio para estabelecer um reino político, mas para cumprir o plano de redenção por meio de Sua morte e ressurreição.
Aplicação
Jesus é o Rei que veio em humildade para salvar. Hoje, Ele continua a chamar Seus seguidores a uma vida de submissão, confiança e verdadeira adoração. Assim como a multidão clamava "Hosana", somos chamados a clamar por salvação, mas também a viver em obediência ao Rei que governa com justiça e amor.
Pergunta para Reflexão: Como podemos reconhecer e honrar Jesus como nosso Rei em nosso dia a dia?
