A REANIMAÇÃO DO CORAÇÃO

A RECONCILIAÇÃO PELO EVANGELHO  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão "A Reanimação do Coração" aborda a importância do perdão na reconciliação entre irmãos em Cristo, utilizando a carta de Paulo a Filemom 15-20 como base. Paulo destaca que, assim como a paz renova o coração dos que viviam em guerra, a reconciliação entre irmãos em conflito promove alegria e renovação espiritual. Ele apresenta três razões para a prática do perdão: a soberania de Deus nos acontecimentos, a dívida de gratidão pela salvação que liga os crentes e a centralidade de Cristo nessa dinâmica. O perdão não apenas restaura relações, mas também traz alívio e satisfação ao coração, tanto do ofensor quanto do ofendido, evidenciando que a reconciliação em Cristo é fundamental para a vida da comunidade cristã.

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A REANIMAÇÃO DO CORAÇÃO

Introdução: Imagine dois países em guerra; agora imagine o coração dos habitantes desses países e dos países ao redor. Os sentimentos dos habitantes são pânico, medo, angústia, tristeza, desânimo etc. Agora, imagine quando os dois países chegarem à paz, como ficará o coração dos habitantes? Em paz, esperançoso, alegre, animado etc.
Irmãos, imagine o coração dos crentes quando há conflitos entre irmãos. Os sentimentos dos irmãos são de tristeza, desprazer, desgosto, descontentamento, desagrado, desânimo etc. Agora, imagine a reconciliação desses irmãos: como ficará o coração dos irmãos? Reanimado, alegre, feliz, com prazer etc.
Todavia, como pode ocorrer reconciliação de irmãos que estão em conflito, rixa, inimizade etc.? Mediante o perdão. O perdão, operando a reconciliação dos irmãos que estão em conflito, trará reanimação ao coração dos irmãos.
Lição: O Perdão Reanima O Coração Dos Irmãos.
Texto: Filemom 15-20.
O desejo de Paulo é que Filemom perdoe e receba de volta seu escravo Onésimo. Paulo ora para que a comunhão da fé de Filemom seja eficaz; ou seja, assim como Filemom tinha uma comunhão amorosa e fiel com os irmãos, assim também tivesse com o novo irmão em Cristo, Onésimo (Fm 4-7). Paulo apela em favor de Onésimo; ele pedi a Filemom em nome do amor (Fm 8-14), isto é, o amor que Filemom demonstrava aos irmãos (Fm 5, 7) também fosse manifestado por Onésimo.
Paulo agora passa, então, a mostrar a razão da separação entre Filemom e Onésimo e, com isso, o novo estado de Onésimo (vv. 15-16). Depois, ele chama a responsabilidade do pagamento de uma possível dívida de Onésimo para si, tendo o contraste de uma dívida infinitamente maior de Filemom para com Paulo - a sua salvação (vv. 17-19). Por fim, Paulo mostra a Filemom o grande benefício que virá com perdão a Onésimo: a reanimação do coração; e ele dá uma grande razão para isso, Cristo (v. 20).
O perdão de Filemom à Onésimo renovaria o coração de Paulo. Ou seja, o perdão de Filemom à Onésimo traria alegria e prazer ao coração de Paulo. E é isso que o perdão traz ao coraçõe dos irmãos que sofrem ao ver a inimizade de um crente com outro crente ou até com um descrente.
Paulo apresenta três razões para Filemom perdoar Onésimo.
A mão de Deus nos acontecimentos (15-16).
15 Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre,16 não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor.”
A mão de Deus produz os acontecimentos de nossa vida (v. 15).
Exemplo: Gênesis 45.5-8; 50.20; At 4.26-28.
Os acontecimentos que a mão de Deus produz na vida de um crente é para o bem dele (cf. Rm 8.28).
A mão de Deus age para o nosso bem (v. 16).
Saber que a mão de Deus conduz todos os acontecimentos de nossa vida é uma das razões para perdoarmos nosso irmão.
A dívida de gratidão do ofendido (17-19).
17 Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo.18 E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta.19 Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo: Eu pagarei - para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo.”
A dívida de gratidão liga os irmãos (v. 17).
A ligação que temos com Cristo é tão forte que se nos receberem a Jesus recebem; e os que O recebem recebem Deus que O enviou (Mt 10.40). A ligação de Paulo era tão forte com Onésimo que receber Onésimo era o mesmo que receber o próprio Paulo.
A dívida de gratidão me faz perdoar as ofensas (vv. 18-19).
Paulo toma a decisão que poucos crentes têm a disposição para fazer: sofrer o dano. Ele ensinou sobre isso (1Co 6.1-8) e dá o exemplo disso. Paulo sofre o dano em prol da reconciliação dos irmãos, seguindo o exemplo do Mestre (cf. Is 53.4-5).
Eu pagarei - para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo.” Paulo quer tocar fundo no fundo do coração de Filemom. O que Paulo quer dizer é: “Eu te pagarei, para não contar também que tu mesmo me deves uma dívida sem medida”. Paulo está lembrando da dívida de gratidão de Filemom para com ele.
Dívidas terrenas não se comparam às dívidas eternas (para com aqueles que nos levaram a Cristo). Percas materias não se comparam com o ganho da vida eterna.
A dívida de gratidão que eu tenho pela minha salvação é uma outra razão para perdoar meu irmão.
A razão de perdoar uns aos outros (20).
20 Sim, irmão, que eu receba de ti, no Senhor, este benefício. Reanima-me o coração em Cristo.”
A razão de perdoar uns aos outros é Cristo.
Paulo expressa o seu desejo de receber esse benefício (o perdão de Onésimo) no Senhor.
Paulo quer ter o coração reanimado por Filemom, assim como Filemom reanimava o coração dos santos (Fm 7). E a razão que Paulo dá para ele fazer isso é Cristo (“em”; pode significar aqui: (1) por causa de, (2) por meio de e (3) em união com).
Cristo é a principal razão para perdoarmos uns aos outros.
Conclusão: Paulo nos dá três razões para perdoarmos o irmão: (1) A mão de Deus nos acontecimentos da nossa vida, (2) a dívida de gratidão pela nossa salvação e (3) a razão de perdoar uns aos outros, que é Cristo. O perdão é o alívio da alma. O perdão é o refrigério dos irmãos. Assim como a paz renova o coração dos que viviam em guerra, a reconciliação entre irmãos em conflito promove alegria e renovação espiritual, porque o perdão reanima o coração dos irmãos.
Tradução literal: 15 Porque, talvez, por causa disso foi separado em direção a hora, para que estejas distante o eterno, 16 não mais como escravo, mas para escravo, um irmão amado, acima de tudo eu, e quanto mais a ti e em carne e no Senhor. 17 Portanto, se me tens como companheiro, recebe-o como a mim. 18 E, se alguma coisa fez o mal a ti ou deve, coloca isso na minha conta. 19 Eu, Paulo, escrevo da minha própria mão, eu pagarei; para que não te diga que também tu mesmo me deves além. 20 Sim, irmão! Eu de te recebo benefício no Senhor; dá descanso as minhas entranhas em Cristo.
Minha tradução interpretativa: 15 Pode ter sido essa a razão dele ter sido afastado de ti por algum tempo, para que o recebas para sempre, 16 não mais como um simples escravo, mas acima de um escravo, como um irmão amado, sobre tudo para mim, e quanto mais para ti, tanto na carne como no Senhor. 17 Portanto, se me tens como teu companheiro, recebe-o como a mim mesmo. 18 E, se ele te causou algum dano ou te deve alguma coisa, põe isso na minha conta. 19 Eu, Paulo, escrevi com a minha própria mão; eu te pagarei, para não dizer-te que também tu mesmo me deves uma dívida sem medida. 20 Sim, meu irmão! Eu recebi de ti esse benefício no Senhor; agora, alivia meu coração por causa de Cristo.
IA: "Pode ter sido essa a razão pela qual ele foi afastado de você por algum tempo, para que o receba para sempre, não mais como um simples escravo, mas acima de um escravo, como um irmão amado, especialmente para mim, e ainda mais para você, tanto na carne quanto no Senhor. Portanto, se me tens como teu companheiro, recebe-o como a mim mesmo. E, se ele te causou algum dano ou te deve alguma coisa, coloca isso na minha conta. Eu, Paulo, escrevi com as minhas próprias mãos; eu te pagarei, para não dizer que também tu mesmo me deves uma dívida sem medida. Sim, meu irmão! Eu recebi de ti esse benefício no Senhor; agora, alivia meu coração por causa de Cristo."
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