Aqueles que devemos ter cuidado

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Judas 4
Há algo que você não gosta que entre na sua casa? Acredito que cada um de nós tenha algo do tipo, e, dependendo da região onde mora, o nível de preocupação com isso pode ser imenso. Imagine uma pessoa ribeirinha ou aqueles que vivem em casas flutuantes; qual deve ser o receio deles? Pode aparecer uma cobra ou até um jacaré, por isso precisam redobrar a atenção. Geralmente, no seminário, tínhamos alguns visitantes noturnos, como morcegos, que eram um incômodo para nós. Por isso, sempre aconselhava a deixar as janelas e portas fechadas para evitar esse tipo de visita.
Judas parece compartilhar desses receios em sua época. Como temos observado ao longo destes estudos, somos chamados a colocar em prática a defesa de nossa fé com dedicação e zelo. As coisas tendem a virar de ponta-cabeça de maneiras que nos surpreenderão a cada dia, especialmente quando perdemos de vista os avisos das Escrituras. O meio-irmão do nosso Senhor nos oferece orientações valiosas sobre o comportamento dessas pessoas, ajudando-nos a identificar quem pode ser uma visita indesejada. Abramos nossas Bíblias em Judas 4.
À luz do texto, podemos perceber três características dessas pessoas indesejadas, a primeira delas é:
1 – Pessoas mal-intencionadas
1. São pessoas que entram sutilmente na igreja, e muitas vezes não percebemos sua verdadeira intenção.
2. Por vezes desejamos tanto que novas pessoas cheguem até nós, que acabamos baixando a nossa atenção.
3. No período de inicio da igreja, isto não foi algo diferente, pessoas ruins também estavam “aderindo” a fé.
4. Podemos notar Simão o mágico, por exemplo, parece temer mais o castigo que sobreviria sobre ele, do que a consequência final que já pairava.
5. Analogamente a isso, em alguns casos, pessoas por temerem alguma “sentença” acabam chegando até nós.
6. Mas vieram por motivos errados, e acabam sendo maldição no lugar de uma pessoa soma no trabalho no corpo de Cristo.
7. Judas deixa o recado sobre a condenação que os alcançaria, que há muito, já estava reservada para pessoas assim.
8. É provável aqui existir uma menção ao que os profetas já haviam dito sobre pessoas que permanecem em pecado, nos levando aos acontecimentos antes do dilúvio.
9. Desde lá pessoas tem uma sentença ao permanecerem distantes de Deus, e a mesma culpa está sobre aqueles que os seguem.
10. De todo modo a nós, é necessário ser atento com aqueles que não demonstram boas intenções.
2 – Pessoas que transformam a graça em sujeira
1. Pelo fato de não terem boas intenções ali, estas pessoas, poderiam já ter uma mente ocupada com suas antigas doutrinas.
2. Em razão disso, ao entrar em choque com a graça do nosso Deus, não chegaram às respostas corretas sobre ela.
3. Ou ainda pior, sua má intenção tende a leva-los numa busca corrupta de perverter os que estão por perto.
4. Nem entendem, e ainda levam outros a partilharem da sua mente corrompida.
5. Interessante que Judas não mede as palavras quando retrata quem são essas pessoas, ele de cara já sentencia como homens ímpios.
6. Pessoas com este tipo de comportamento, não podem ser vistas como irmãos, pois transformam o significado do amor de Deus numa libertinagem, ou seja, um comportamento imoral.
7. Ou como podemos ouvir diariamente, Deus é amor, logo, tudo é permitido! Mas será que as coisas são bem assim mesmo?
8. O fato de Deus ser amor colocaria em contradição o seu atributo de justiça? De modo nenhum! Mas...
9. Pelo menos na mente deles assim é, devemos, por isso, ter uma postura equilibrada sobre a graça.
10. Como Romanos 6.1 “Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?” portanto, não devemos permanecer no pecado, como se a graça se tornasse ainda mais abundante.
11. Para os libertos dele o pecado é um inimigo a ser combatido diariamente, e não um amigo para dar palco.
3 – Pessoas que negam Jesus
1. Por ultimo, estas mesmas pessoas vão além na sua própria depravação, sua conduta equivocada ao entrar em nosso meio...
2. Elas negam o senhorio de Cristo, como se Ele não fosse o Salvador ou qualquer outro título que O descreva.
3. Interessante que isto é algo ainda notável hoje, alguns fazem a mesma coisa com Jesus...
4. Dizem que ele não é Deus, ou como houve ao longo da história, o chama de deus menor criado.
5. Ou o rebaixam a um mero homem que ensinou alguns princípios de vida...
6. No entanto quando Jesus diz: Eu e o Pai somos um. João 10.30; é uma reinvindicação muito forte para ser feita por qualquer pessoa.
7. Os dois termos “Soberano e Senhor” enfatizam a divindade de Cristo, e dão um grande grau de importância a sua obra na cruz.
8. Ela além de nos salvar e nos reunir em um corpo, o coloca como o nome acima de todo nome!
9. Aqueles que negam a divindade de nosso Senhor Jesus não são nossos irmãos, e devemos ter cuidado com os seus ensinos.
10. Se Jesus não é Deus, ainda carecemos de salvação e estamos de braços cruzados sem poder fazer nada.
11. Ele é a base da ordem do universo, ele que o criou e o mantém de pé, como diz Cl 1.15-17.
Aplicação: O texto de Judas trás advertências bem fortes para nós, é necessário atenção com algumas pessoas, logo:
1. Assim como dedicamos atenção para evitar que determinados animais perturbem nosso sono, é necessário estar atentos para não sermos confundidos por falsos ensinos. Há dissimulação envolvida, e por isso é fundamental prestar atenção aos sinais que uma pessoa demonstra.
2. Pessoas que possuem crenças equivocadas em relação ao Senhor devem, no tempo e na ocasião adequados, ser advertidas para que compreendam corretamente a pessoa de Cristo.
Conclusão: Assim como os animais podem entrar em nossa casa quando deixamos a porta aberta, causando preocupações, algumas pessoas podem se infiltrar em nosso meio e distorcer a Palavra de Deus. Não podemos baixar a guarda, pois os dias são maus. Não se engane: muitos manipulam as Escrituras para justificar seus pecados. Mantenha-se vigilante e glorifique a Deus por meio do conhecimento da Sua verdade!
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