Série de Mensagens - Jesus não é quem você pensa!
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Jesus é o cordeiro de Deus
Jesus é o cordeiro de Deus
Texto base: João 1.29-34
29 No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! 30 Este é aquele a quem eu me referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim. 31 Eu mesmo não o conhecia, mas por isso é que vim batizando com água: para que ele viesse a ser revelado a Israel”. 32 Então João deu o seguinte testemunho: “Eu vi o Espírito descer dos céus como pomba e permanecer sobre ele. 33 Eu não o teria reconhecido, se aquele que me enviou para batizar com água não me tivesse dito: ‘Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer, esse é o que batiza com o Espírito Santo’. 34 Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus”.
INTRODUÇÃO:
Boa noite,
Graça e paz!
Na semana passada demos inicio à nova Série de Mensagens: Jesus não é quem você pensa. A pergunta que permeia toda essa série é: “Quem é Jesus?” - - Em um mundo com oito bilhões de habitantes, cada pessoa tem uma definição sobre quem é Jesus. Essa era uma realidade até mesmo presente nos dias de Cristo Jesus.
Se você pesquisar pelas pessoas mais importantes de toda a história, o nome de Jesus, o Nazareno estará na maioria dessas listas. Jesus é uma personalidade popular! As pessoas falam, cantam, comentam, cada um descreveria Jesus de uma forma. Mas uma frase marcou a minha vida nas últimas semanas e ela diz que: “Ter uma concepção errada sobre Jesus certamente nos levará a rejeitá-lo”.
O grande perigo de definirmos Jesus baseados apenas em nossa própria imaginação, é que, em vez de nos apegarmos às definições da Palavra, criamos uma imagem distorcida que não corresponde à realidade.
Isso nos levará a um relacionamento com uma caricatura de Cristo e não de fato, com Cristo.
Tim Keller tem uma frase que diz:
“Jesus não foi apenas um cara legal que fez o bem no mundo. Você não crucifica caras legais. Você crucifica ameaças!” - Jesus era uma ameaça! Uma ameaça à falsa religiosidade, ao legalismo e à hipocrisia dos religiosos da época.
Jesus entrou na história para nos dar vida. A Bíblia nos dia que Jesus era cheio de graça e de verdade (João 1.14). Ele não veio para nos condenar, mas para nos salvar. Ele não veio para nos acusar, mas para nos restaurar, mesmo sabendo quem somos.
Ao contrário dos deuses violentos e sanguinários concebidos pela mente humana ao longo dos séculos, o único e verdadeiro Deus entra na história assumindo a forma humana para nos servir e trazer uma mensagem:
Eu amo você! - João 3.16
16 “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
Jesus não cobrou nada de nós, antes, pagou o preço dos nossos pecados em nosso lugar. le veio em verdade e graça para nos acolher e receber, não por algo que nós tenhamos feito, mas pelo que ele iria realizar na cruz.
O Salvador vem e toca em quem antes não era tocado. Ele fala com quem antes não deveria falar. Ele quebra todos os conceitos, paradigmas e conceitos errados que haviam sobre Deus, mostrando que o Deus verdadeiro era muito diferente do deus concebido pela mente humana.
Ninguém poderia imaginar um Deus que, mesmo sendo Todo-Poderoso, poderia ser todo-amoroso. O amor se manifestou, concedendo, através da cruz, o perdão pelos nossos pecados É isso que chamamos de “salvação” - estávamos afastados de Deus por causa de nosso pecado, e Cristo veio para nos levar de volta para ele.
Contexto cultural: Na cultura de Israel, o cordeiro era sacrificado como pagamento pelos pecados do povo. Era isso que João Batista tinha em mente quando disse que Jesus “é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
Que declaração poderosa, mas que soava muito estranha ao coração daquele povo que aguardava a vinda do Messias. A percepção é de que a primeira tarefa do Messias não é juízo e poderio dominador, mas “tirar o pecado do mundo”. O Messias esperado, ao chegar, não é um leão, mas um “Cordeiro”, não um rei, mas um “Servo”.
João Batista viu Aquele que viria depois dele, do qual nem sequer é digno de lhe prestar o mais humilde serviço escravo, desatando-lhe as correiras das sandálhas. É importante dizer que o João aqui, não é o autor do Evangelho, mas O Batista, João, aquele que batiza! le foi enviado para anunciar que Jesus estava chegando e para preparar o caminho, as pessoas e o coração delas para Cristo. Quando ele se referiu a Jesus dessa forma, estava trazendo à tona uma verdade preciosa que revela a realidade para a qual a lei do Antigo Testamento apontava.
O sangue de cordeiros não podia cobrir pecados, mas eram símbolos que apontavam para o verdadeiro sacrifício capaz de conceder o perdão: o sacrifícuio de Jesus!
João apresentou Jesus como “O Messias”, uma palavra hebraica que significa “escolhido”. Em grego, tem um termo correspondente que significa: “Cristo”. Assim, quando falamos “Jesus Cristo”, não estamos dizendo apenas o nome de Jesus, mas seu título também. Seria como dizer: Jesus, o escolhido!
O sinédrio era uma espécie de tribunal religioso judaico, que ao ouvir falar que João estava preando e falando do Messias, foi interrogá-lo. Muitos confundiram o próprio João Batista com o Messias. Como, naquela época, muitos apareciam dizendo ser escolhido, havia um comitê judaico responsável por averiguar a veracidade dessas afirmações. Por isso, esse comitê foi enviado até João Batista para tirar satisfações quanto às suas declarações. Ele prontamente disse que não era o Messias, mas afirmou que este já estava no meio deles.
O comitê investigava o Messias: avaliava se os milagres eram reais, se o indivíduo em questão era da linhagem de Davi, se havia nascido na cidade de Belém, e se satisfazia tantas outras profecias do Antigo Testamento acerca do Messias. Um dia depois da conversa do comitê com João Batista, Jesus aparece e o próprio João Batista, apontando para Jesus diz: “É Ele, o Cordeiro de Deus!”.
As pessoas não estavam preparadas para um cordeiro que morreria como sacrifício, elas esperavam o Leão da tribo de Judá: forte, poderoso e vitorioso. Queriam um rei imponente, coroado com ouro e pedras preciosas, e não foram capazes de reconhecer um rei vestido de humildade e coroado com espinhos.
Jesus contrariava todas as expectativas dos corações humanos endurecidos, o Messias veio como um cordeiro, uma figura frágil e indefesa, que é entregue em sacrifício. Pela lei do Antigo Testamento, a única forma de se relacionar com Deus era por meio do sacrifício de um cordeiro.
Entre Deus e os seres humanos sempre houve um cordeiro. E Cristo entrou na história para oferecer o sacrifício permanente e perfeito, que seria suficiente para toda a humanidade.
7 Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.
Os versículos em apreciação, escritos pelo Apóstolo João, deveriam estar gravados em grandes letras na memória de todo leitor da Bíblia. Todas as estrelas do céu são lindas e brilhantes, no entanto, existem estrelas que se destacam mais do que outras. Da mesma maneira, todos os textos das Escrituras são inspirados e úteis; contudo, alguns são mais valiosos do que outros.Jamais foi dado, sobre a face da terra, um testemunho mais complto a respeito de Jesus do que esse dado por João Batista.
1- A PECULIARIDADE DO NOME ATRIBUÍDO A CRISTO:
João o chama de “Cordeiro de Deus”. Ao contrário do que alguns supõem, por este nome não se compreende simplesmente que Cristo era manso e gentil como um cordeiro. Sem dúvidas, isto é verdadeiro, mas seria apenas uma pequena parcela da verdade. Existem razões mais grandiosas para Cristo ser chamado assim.
Compreendemos por este nome que Cristo foi obediente sendo Ele mesmo o sacrifício pelo nosso pecado. Aquele que veio para fazer expiação pela culpa do pecado, através de sua morte vicária. Ele era o Cordeiro verdadeiro que Deus haveria de prover, mencionado por Abraão e Isaque no Monte Moriá (Gn 22.8). Era o Cordeiro verdadeiro, para o qual apontava cada sacrifício feito no templo, de manhã e à noite. Era o Cordeiro sobre o qual Isaías profetizou que seria “levado ao matadouro” (Is 53.7). Era o Cordeiro verdadeiro simbolizado de maneira vívida pelo cordeiro pascal, no Egito.
Enfim, Cristo era a grande propiciação pelo pecado, a qual Deus havia prometido enviar ao mundo, desde a eternidade. Ele era o Cordeiro de Deus.
No Antigo Testamento, o cordeiro era essa figura de sacrifício, purificação, inocência e mediação entre o homem e Deus. Ele representa a substituição do pecado e a reconciliação, apontando para o sacrifício final de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus.
O cordeiro, sem defeito, como uma oferta perfeita, serve de prefiguração do sacrifício perfeito e definitivo de Cristo, conforme revelado no Novo Testamento. Essa conexão entre o cordeiro do Antigo Testamento e o Cordeiro de Deus no Novo Testamento é um dos temas mais profundos da teologia cristã, onde o sacrifício de Cristo é visto como a realização da promessa de perdão e salvação que começou com os sacrifícios de cordeiros no Antigo Testamento.
Ao dizer que "sempre houve um cordeiro entre Deus e os homens", a ideia pode ser a de que, desde o início da história da salvação, Deus providenciou uma maneira de se reconectar com a humanidade. No Antigo Testamento, por meio dos sacrifícios de cordeiros, o povo de Israel buscava expiação e perdão. No Novo Testamento, a figura do "Cordeiro de Deus" é uma referência direta a Cristo, que, através de seu sacrifício, estabeleceu uma nova aliança entre Deus e os homens, oferecendo perdão e reconciliação.
Estejamos atentos, para que, ao pensarmos em cristo, sempre o façamos conforme João Batista o apresentou nesse texto. Sirvamos a Cristo Fielmente, como o nosso Mestre. Obedeçamos-Lhe lealmente, como nosso Rei. Antentemos aos seus ensinos, como nosso Profeta. Sigamos diligentemente os seus passos, tendo-O como nosso exemplo. Aguardemos intensamente a sua vinda, como Aquele que há de redimir nosso corpo e a nossa alma. Acima de tudo, tenhamos estima de que Ele foi sacrificado por nós e descansemos todo nosso fardo em sua morte, oferecida como expiação pelo nosso pecado.
Que o Sangue seja mais precioso para nós, cada dia que vivermos! Em todas as coisas que nos gloriamos a respeito de Cristo, gloriemos, acima de tudo, em sua Cruz. Esta é a pedra angular, este é o lugar seguro, esté é o fundamento da verdadeira teologia cristã. Não estaremos certos de qualquer coisa acerca de Cristo, até que O vejamos como João Batista: O Cordeiro que foi morto!
2- A PECULIARIDADE DA OBRA DE CRISTO:
João declara que Cristo é o Cordeiro de Deus - Que tira o pecado do mundo. Assim como há uma peculiaridade em seu nome, há também, uma peculiaridade em sua obra.
Jesus não veio ao mundo para ser um conquistador, um filósofo ou um mero professor de moralidade e conduta. Jesus veio para salvar pecadores. Jesus veio para fazer o que o homem jamais poderia obter; para realizar o que é essencial à felicidade do homem; enfim, veio para “tirar o pecado do mundo!”.
Uma palavra muito mais poderosa está sendo proferida agora, muito antes do acontecimento da Cruz. Não é um entendimento posterior, que se forma forçosamente na cruz. Nisso se expressa a magnitude abragente do sacrifício de Jesus. Todos os pecados, não apenas os mais leves, mas também os da cor de sangue e os mais terríveis pecados, não apenas o pecado de Israel, mas também de todos os demais povos, não apenas o pecado daquele tempo, mas também o de hoje e amanhã!
Cristo é um salvador poderoso, completo! Ele “tira o pecado”. Não é apenas uma vaga proclamação de perdão! Ele levou sobre si, os nossos pecados! Ele os afastou de nós! Ele carregou sobre os seus ombros o intrumento de sua própria morte. Os pecados de todo aquele que crê em Jesus tornam-se como se nunca tivessem sido cometidos. O Cordeiro de Deus os removeu completamente.
Cristo não morreu apenas para os Judeus, mas também para os gentios; não sofreu somente por algumas pessoas, mas por todo o mundo. O pagamento que efetuou na cruz é mais que suficiente para lavar os pecasdos de todos. A expiação feita na cruz foi suficiente para toda a humanidade, embora seja eficaz apenas para os que creem.
Cristo é um Salvador perétuo e incansável. Ele “tira” o pecado daqueles que nEle creem. A cada dia purifica, limpa e lava almas de seu povo; a cada dia concede e renova sobre eles a sua misericórdia. Não cessou de trabalhar por seus santos, quando mrreu por eles na cruz. Ele vive no céu como um sacerdote, apresentando continuamente o seu sacrifício perante Deus.
Cristo ainda trabalha ao dispensar sua graça e providência ao seu povo!
3- A PECULIARIDADE DO OFÍCIO DE CRISTO:
Por fim, João vai falar sobre Cristo como “aquele que batiza com o Espírito Santo”. O batismo aqui referido não é o batismo com água. Não se trata de imersão ou aspersão. Não é um batismo que pertenbce exclusivamente às crianças ou aos adultos.
Não pode ser ministrado por homens, sejam estes episcopais, presbiterianos, independentes ou metodistas, ligos ou ministros. É o batismo que o grande cabeça da igreja guarda, com exclusividade, em suas próprias mãos e consiste em implantar a graça no homem interior.
É o mesmo que o novo nascimento. É o batismo do coração, não do corpo. É o batismo que o ladrão arrependido recebeu, embora não tenha sido aspergido ou submerso em água por mãos humanas. É o batismo que Ananias e Safira não receberam, embora tenham sido admitidos na comunhão da congregação, por mais de apóstolos.
devemos estabelecer, como uma verdade fundamental de nossa fé, que João Batista se refere ao batismo que é absolutamente essencial para a salvação. É ótimo ser batizado na igreja visível, isso é até muito importante, porém é mais grandioso ser batizado na igreja que é formada somente de crentes genuínos. O batismo nas águas é uma ordenança que traz grandes bênçãos e benefícios; negligendiá-Lo é um grande pecado. Mas o batismo no Espírito Santo é de uma importância superior. O homem que morre sem ter o coração batizado por Cristo nunca poderá ser salvo.
CONCLUSÃO:
Jesus derramou seu sangue como um cordeiro. Seu sangue perdoou todos os pecados, não há mais nada a ser pago! Por causa dele, agora podemos ter um relacionamento íntimo e profundo com Deus. Jesus é o caminho, a verdade e a vida. O único capaz de nos levar até o Pai.
No templo judaico, o lugar em que eram realizados os sacrifícios dos cordeiros ficava separado por um véu, pois aquele era um lugar santo, onde o próprio Deus habitava. Pecadores não poderiam ter acesso ao Deus santo; somente o sumo sacerdote, um mediador entre Deus e o povo, podia entrar ali mediante o derramamento de sangue - o preço do pecado.
Milhares de pessoas se contentam com um conhecimento intelectual acerca do Cordeiro de Deus ou nunca O buscam pela fé, para que os seus pecados sejam realmente tirados. Estejamos atentos para que tenhamos fé e um coração novo, para a salvação de nossas almas.
Os cordeiros sacrificados no templo eram apenas uma sombra do Crodeiro perfeito. Apontavam para que estava por vir, o verdadeiro Cordeiro de Deus. Ele morreu por nós quando ainda éramos pecadores, e essa é a prova do seu amor incondicional!
SOLI DEO GLORIA.
