Transformação da Tristeza em Alegria
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João 16.1-33.
V.1-4 - Neste primeiros versos Jesus ainda está falando acerca do ódio que os discípulos iriam suportar e experimentar por parte do mundo. E Jesus então lhes diz que tudo isso Ele estava lhes dizendo para que eles (seus amigos) não fossem surpreendidos, escandalizados, desiludidos e não tropeçassem, ou seja, não ficassem desapontados.
Os seguidores de Jesus Cristo sempre enfrentaram a hostilidade do mundo. Desde o início da Igreja, os apóstolos e aqueles intimamente associada com eles sofreram intensa perseguição.
Eles foram ridicularizados, desprezados, denunciados, caçados, presos, espancado. Muitos ainda pagaram o preço final, dando suas vidas como mártires (a transliteração da palavra grega que significa "testemunhas") por causa de seu Salvador.
Uma breve pesquisa de antiga tradição cristã revela que Pedro, André, Tiago, filho de Alfeu foram todos crucificados; Bartolomeu foi chicoteado até a morte e depois crucificado; Tiago, filho de Zebedeu, foi decapitado, como também o apóstolo Paulo; Tomé foi esfaqueado com lanças; Marcos foi arrastado até a morte pelas ruas da cidade de Alexandria; e Tiago, o meio-irmão de Jesus foi apedrejado por ordem do Sinédrio.
Filipe também foi apedrejado até a morte. Outros, incluindo Mateus, Simão, o Zelote, Timóteo, e Estevão, também foram mortos por seu compromisso inabalável com o Senhor.
Como Clemente de Roma, um contemporâneo dos apóstolos que morreram cerca de 100 D.C, observou: "Através de inveja e ciúme, os maiores e mais justos pilares [da igreja] foram perseguidos e condenados à morte" (Primeira Epístola de Clemente aos Coríntios 5).
Desse modo, Jesus avisou com antecedência o que aconteceria com os discípulos e com todos aqueles que iriam segui-lo e proclamá-lo ao mundo.
Mas, isso continuou nas gerações que se seguiram. Sob os imperadores romanos dos três primeiros séculos, milhares de crentes fiéis foram presos, torturados e mortos.
Um exemplo notável é de um servo de Deus chamado Policarpo, o bispo de Esmirna. Ele foi preso por ser cristão, e em seguida, amarrado a uma estaca e queimado. Mas, antes de sua morte lhes pediram para negar a fé em Cristo, Policarpo manteve-se firme, dizendo: Faz oitenta e seis anos em que servo ao meu Senhor e Ele nunca me fez qualquer mal", ele então completou respondendo "Como então posso blasfemar meu Rei e meu Salvador?".
A perseguição da verdadeira igreja voltou a atingir um passo de febre ainda maior durante a Reforma Protestante. Consternado com a corrupção moral e doutrinária da Igreja Católica Romana e encorajado pelos ensinamentos claros da Escritura, os reformadores denunciaram o sistema católico de indulgências e o falso evangelho de obras de justiça para salvação.
A resposta do Roma foi de violência. Segundo o historiador protestante João Dowling, a Igreja Católica Romana condenou à morte mais de cinquenta milhões de "hereges" isso durante o período entre 606 D.C. (onde aconteceu o nascimento do papado) e até meados de 1800 D.C (Historia do Catolicismo (New York: Edward Walker, 1845)
Em muitos lugares ao redor do mundo ainda hoje, muitos crentes continuam a enfrentar intensa perseguição. Países controlados por muçulmanos são especialmente hostis em relação ao cristianismo (atualmente, especialmente no Oriente Médio e África), embora outras nações, como Estados comunistas também permanecem como perseguidores do cristianismo.
Embora os números exatos são difíceis de reconstruir, historiadores estimam o número de mártires cristãos no século passado para a casa das dezenas de milhões de pessoas.
Um artigo de 1997 publicado no jornal do The New York Times informou que "mais cristãos morreram neste século simplesmente por serem cristãos do que nos primeiros séculos dezenove depois do nascimento de Cristo".
Além disso, um número incalculável de crentes fiéis foram presos, espancados, ou de outra forma perseguidos até a morte, tudo por conta de sua lealdade a Jesus Cristo.
Jesus estava alertando tudo isso aos discípulos, de que haveria de sofrer perseguição.
Ainda no versículo 2 Jesus os adverte que eles seriam expulsos das sinagogas.
Isso é algo significativo naquela época, pois, não consistia apenas de ser privado de participar dos cultos nas sinagogas, mas era muito mais do que isso.
Eles seriam vistos como traidores, excomungados do judaísmo e também da vida social de Israel. Seriam vistos como apostatas, como aqueles que se tornaram pagãos e perdiam seu emprego, seriam expulsos de suas famílias judaicas e até mesmo seu sepultamento seria sem dignidade como normalmente todo judeu tinha o direito ao sepultamento honroso, mas eles perderiam isso.
O ódio era tamanho, que até mesmo pensariam que o fato de matar os cristãos seria considerado pelos perseguidores como se fosse um culto a Deus.
Temos o apóstolo Paulo como grande exemplo, ele pensava que o fato de perseguir e matar os seguidores de Jesus Cristo, ele estaria servindo e agradando a Deus. Do mesmo modo, a na história os perseguidores pensavam o mesmo e ainda nos dias atuais as pessoas que perseguem aqueles que servem a Cristo, pensam estar agrandando a Deus.
Atos dos Apóstolos 26.9–11 “Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno; e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam. Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia.”
Paulo deixou de ser perseguidor para ser perseguido por amor a Cristo.
Assim, nós no passado fazíamos parte daqueles que odiavam a Cristo e aos seus seguidores, mesmo sem se dar conta disso, mas, hoje somos seguidores daquele que nós perseguíamos.
Mas, porque fizeram isso e nós fizemos isso no passado, e porque ainda hoje as pessoas fazem isso?
Jesus responde que é porque eles não conhecem ao Pai e nem ao Filho. E Jesus retoma o pensamento inicial de que estava avisando isto tudo antes da hora que acontecesse, para que quando eles vissem tudo isso, eles lembrariam que o Senhor predisse sobre toda perseguição; e saberiam que tudo era parte do seu plano para a vida deles. Jesus avisou somente agora, porque até então somente ele deveria receber essa perseguição e violência. Mas depois de sua morte, a violência seria contra os seus discípulos.
V.5-15 - Jesus continua comunicando aos discípulos que Ele estava de partida. E Ele então diz nenhum de vocês me pergunta: Para onde vais?
Ou seja, anteriormente Pedro e Tomé perguntaram para onde Jesus ia, mas fizeram essa pergunta de forma imatura e sem entender sobre a partida de Jesus Cristo.
Mas, Jesus diz que a hora certa que eles deveriam perguntar sobre sua partida era naquela hora, porém, nenhum deles estava interessado em saber.
Mas, não se ouviu nenhuma pergunta por parte dos discípulos, e desse modo podemos enxergar que os discípulos demostravam egoísmo da parte deles, eles estavam preocupados apenas em ficarem sozinho, e não o que aconteceria e para onde Jesus iria, mas, o que estava acima disso era a preocupação, e agora? como ficaremos sozinhos? abandonados?
Eles estavam preocupados com o futuro deles e não com o futuro de Jesus. (v.6)
A tristeza do coração deles estava dominado o coração dos discípulos, e mesmo após todos os confortos que Jesus havia lhes prometido desde o capítulo 14. Assim, eles apenas estavam visando a perda que eles teriam de não ter mais Jesus com eles ali fisicamente.
Jesus então prosseguiu no versículo 7 ao 11
Jesus reforça que sua partida tem o propósito de preparar lugar e que enviará outro consolador da parte do pai que irar capacitar os seus a fazer maiores obras e lhes dá o conhecimento maior do que lhes tinha dado até então. Ou seja, Jesus lhes diz que a sua partida iria trazer grandes e maravilhosos benefícios para os seus discípulos.
Jesus teria que ir para o Espírito descer e vir fazer morada nos discípulos por meio do Espírito Santo. Desse modo, a obra de Cristo deveria ser completada para então Ele subir e o Espírito vir aplicar os méritos da obra que Jesus fez morrendo no madeiro pelos seus escolhidos.
Mas, qual a obra e o ministério do Espírito Santo?
Os versos seguintes nos ensinam (v.8-15)
Por meio da pregação e do trabalho dos discípulos, este Espírito, tendo feito morada no coração dos crentes, convencerá o mundo. É através do poder e da obra do Espírito que a Igreja é levada a pregar o Evangelho com ousadia e este Espírito irar levar os que são seus ao convencimento de serem culpados e assim eles são chamados ao arrependimento e desse modo Ele os convencerá a respeito do pecado, da justiça e do juízo.
E qual o resultado?
Em alguns casos os crentes em Cristo irão pregar e muitos serão convertidos e em alguns casos o evangelho será pregado do mesmo modo e acontecerá o endurecimento do coração e o castigo eterno.
V.9 Eles serão convencidos do pecado porque são incrédulos.
V.10 serão convencidos da justiça porque o mundo, representado pelos judeus, estava para crucificar Jesus. O mundo iria dizer: “Ele deve morrer”; portanto, em nome da justiça, eles iam matá-lo. Ele proclamou alto e em bom som que isso era tudo, menos justiça. O mundo o tratou como um malfeitor (Jo 18.30). Mas a verdade era exatamente o oposto. Embora rejeitado pelo mundo, ele foi recebido pelo Pai, recebido no lar por meio de seu sacrifício na cruz, a cruz que levou à coroa.
Os discípulos não mais poderiam observá-lo em suas atividades diárias, enquanto ele andava com eles. Ele estava para morrer e estava para receber sua coroa (Fp 2.9–11). Por meio da ressurreição, o Pai colocaria o selo de sua aprovação sobre sua vida e obra. Ele, exatamente aquele que fora considerado injusto, por meio de sua vitória, iria para o Pai a fim de ser marcado como O Justo.
Dessa maneira, o mundo seria convencido da justiça. E isso resultaria na condenação do mundo (isto é, na condenação de Satanás e de todos aqueles homens que se recusassem a arrepender-se)
Em outras palavras, o Espírito virá convencer que eu morri sem pecado, sem cometer nenhuma falha, e por isso o Espírito convencerá o mundo disso.
E é verdade, até então no passado nós pensávamos que a morte de Jesus não tinha nada a ver conosco, e que não fazia sentido nenhum, e ainda hoje o mundo diz que Jesus morreu porque realmente merecia ou mesmo dizem que é apenas uma lenda ou uma história contada.
Mas, ainda hoje o Espírito Santo convence pessoas como eu e você de que de fato Jesus estava certo e o mundo o odiou e que o mundo o matou e que nós somos culpados de pecar, mas, Ele não, pois Ele é Justo!
Jesus diz que o Espírito convencerá o mundo do juízo. O príncipe deste mundo já estava condenado. Ao condenar Cristo (que foi recebido pelo Pai!), o diabo condenou a si mesmo. No último dia, essa sentença se manifestará ao universo inteiro, quando o “diabo, seu sedutor… for lançado dentro do lago de fogo e enxofre” (Ap 20.10). Assim, o mundo, por haver aderido ao conselho de Satanás e condenado Jesus, permanece condenado.
Em suma, fica evidente que, por meio da pregação do evangelho, o Espírito Santo auxilia a Igreja, e que ele faz isso convencendo o mundo de seu próprio pecado por não crer em Cristo; da justiça de Cristo, que, por sua ida para o Pai, é completamente demonstrada; e do juízo divino contra o príncipe do mundo.
Note como esta profecia de Jesus de fato se cumpriu.
No sermão de Pedro no dia do Pentecostes (At 2) ele trata exatamente destas três questões:
1. Pecado, o pecado de rejeitar o Cristo (“vocês, pelas mãos de homens iníquos, o crucificaram e mataram”… “este Jesus, a quem vocês crucificaram”);
2. Justiça, a justiça de Cristo (“Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus”);
3. Juízo, o julgamento daqueles que eram hostis a Cristo (“Assenta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos por estrado de teus pés… Salvem-se desta geração perversa”).
O resultado foi: “Depois que ouviram essas coisas, seu coração compungiu-se e disseram… Que faremos, irmãos? … E lhes foram acrescentados nesse dia cerca de três mil almas.”
V.12 - Jesus tem plena consciência de que as demais coisas reservadas para seus discípulos eles não conseguem alcançar ainda (16.12). Só quando Jesus ressuscitar e os discípulos receberem o Espírito Santo, as coisas ficarão claras para o coração deles
V.13-15 Jesus destaca aqui que o Espírito Santo virá com duas grandes obras na vida dos discípulos que é: ensinar e glorificar a Jesus. Desse modo, se você quer saber se alguém está sendo guiado pelo Espírito Santo, veja como essa pessoa tem sido guiada a estudar e a aprender o que o Espírito tem a ensinar na Palavra!
Como também Jesus diz que o Espírito Santo não vem para glorificar a si mesmo, mas para glorificar Jesus. Se quisermos saber se uma pessoa está cheia do Espírito Santo, basta examinar se ela está vivendo uma vida cristocêntrica. O propósito do ministério do Espírito Santo é exaltar Jesus, anunciá-lo e torná-lo conhecido.
O Pai, o Filho e o Espírito sempre agem em harmonia, desse modo o Espírito irá levar eu e você a obedecer ao Filho e o Filho a obedecer ao Pai. Desse modo não existe contradição entre a trindade, e nem mesmo ao seu ensino.
Por isso que Deus o Pai nos deu a sua Palavra escrita, pois o Espírito nos guia por meio da Escritura. E não por meio de novas coisas.
V.16-23 - Seria questão de horas até Judas Iscariotes e seu bando prenderem Jesus, por isso Jesus mais uma vez lembra aos discípulos: Um pouco, e não mais me vereis; outra vez um pouco, e ver-me-eis (v.16).
Não é a primeira vez que Jesus menciona sua morte e ressurreição nesses termos (Jo 3.33).
Agora os discípulos finalmente conseguem falar e perguntam uns aos outros: Que vem a ser isto que nos diz: Um pouco, e não mais me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Vou para o Pai? (v.17).
Está claro que eles não sabem o que Jesus está querendo dizer (v.18).
Percebendo a confusão dos discípulos, Jesus resolve explicar o significado de sua declaração (v.19-20).
Jesus começa destacando o fato de que a resposta emocional dos discípulos diante de sua partida será bem diferente antes e depois da ressurreição. Ele introduz a expressão hebraica Amen, amen (geralmente traduzida por “Em verdade, em verdade” na RA e por “Digo-lhes a verdade” na NVI), para enfatizar o que será dito.
Jesus afirma que na ocasião de sua paixão e morte na cruz, eles chorarão, porque seu Mestre lhes será tirado, e isso os fará sofrer (v.20).
Entretanto, Jesus ilustra que essa dor e sofrimento por conta de sua morte será temporário e ele ilustra com a dor igual a dor de parto (v.16)
Começa sendo um intensa dor, mas logo ela começa a ser substituída pela alegria do nascimento da criança. Depois da ressurreição, os discípulos se alegrarão com o fato de Jesus ter retornado à vida (v.21-22)
Jesus afirma que naquele dia os discípulos nada irão perguntar a Jesus, pois Jesus não estará com eles.
Mas, eles fiquem certos que podem orar ao Pai e isso seria a maravilhosa sensação de que o Pai satisfará todas as suas necessidades mesmo com a ausência física do Filho (v.23-24). Assim, a alegria deles seria completa.
Jesus finaliza com as três consequências na vida dos discípulos após a morte de Jesus, e duas são positivas (v.25-30) e uma negativa (v.32).
As consequências positivas serão:
1) pleno entendimento acerca de Deus e de seus caminhos, pois tudo lhes será explicado claramente, não mais por meio de metáforas (v.25);
2) acesso direto ao Pai, até então só possível por intermédio de Jesus (v.26-27).
Mas que em breve seria possível pelo Espírito e em nome de Jesus.
A consequência negativa será a dispersão dos discípulos (16v.32).
Para Jesus, a partida significará o retorno a seu lar original e a celebração de um trabalho bem-feito. Sua origem, seu tempo de existência na terra e seu destino estão resumidos nesta declaração: Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai (v.28).
Sua existência no passado foi eterna; sua existência terrena é temporária; sua existência no futuro com o Pai será eterna. Jesus então relembra o motivo pelo qual está dizendo essas coisas: Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim (v.33a).
O propósito desse longo discurso não é provocar ansiedade nos discípulos, e sim conceder-lhes paz, se confiarem nele. Fora de Jesus, não há paz, por isso ele acrescenta: No mundo, passais por aflições (v.33b). O mundo é inimigo deles, portanto não irá tratá-los com deferência. Todavia, existe uma esperança, pois Jesus conclui sua explanação com as seguintes palavras: Tende bom ânimo; eu venci o mundo. Não deverão ser as circunstâncias favoráveis a fonte dessa boa disposição, e sim um fato histórico: a vitória de Jesus.
Se no mundo os discípulos terão tribulação, em Cristo os discípulos terão paz.
Aplicações:
Jesus é o motivo da nossa alegria em meio a tristeza
Jesus venceu o mundo e isso deve ser fonte de constante alegria
Um cristão cheio do Espírito Santo busca o ensino
Não podemos amar Jesus se não amamos conhecer mais dele, aprender mais do Pai, do Filho e do Espírito.
Somos chamados a pregar a Cristo por meio do poder do Espírito
Não podemos inventar desculpas, precisamos falar de Jesus. O Espírito nos guiará e nos usará para pregar.
