Fomos libertos do domínio da Lei, por meio da nossa Identificação com Cristo.
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Transcript
O que mudou em nossa relação com a lei depois que fomos identificados com Cristo?
Romanos 7.1 – 6
INTRODUÇÃO
Um dia uma jovem senhora casada foi abandonada por seu esposo, ela seguiu sua vida, com o passar do tempo se apaixonou por outro rapaz e decidiram se casar, chegando ao cartório descobriu que não podia casar, porque a Lei do seu país não permitia, pois o primeiro esposo ainda estava vivo, a Lei não abria mão dessa verdade, eles ficaram muito tristes.
Meus irmãos essa era a nossa história antes de Cristo entrar em nossas vidas, estávamos fadados a sentença da lei.
“Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para se cale toda a boca, e todo mundo seja culpável perante Deus” (3.19), a lei condena o pecador; “Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (3.20b), a lei conscientiza o homem do seu pecado; “Porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão” (4.15), a lei define o pecado como transgressão à vontade de Deus, produzindo em decorrência, a sua ira (5.13; Gl 3.19); “Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça” (5.20), a lei foi introduzida para ressaltar a transgressão (pecado) do homem.
No entanto, precisamos ter em mente, que um dos fatos que ocorreu-nos é que Fomos libertos do domínio da Lei, por meio da nossa Identificação com Cristo. Não estamos mais debaixo da lei e sim da graça.
Sabendo dessa verdade que Fomos libertos do domínio da Lei, por meio da nossa Identificação com Cristo.
Quero trabalhar com os amados em cima da seguinte questão
Proposição – O que mudou em nossa relação com a lei depois que fomos identificados com Cristo?
Para responder essa pergunta dividi nosso texto em duas partes, a primeira parte vai do versículo 1-3 “Fomos libertos do domínio da lei”. E a segunda parte vai do versículo 4-6 “Agora pertencemos a Cristo”.
O que mudou?
I. Fomos libertos do domínio da lei. Vs.1-3
1. Todo homem nasce debaixo da sentença da lei
7.1 Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?
Para iniciar esse diálogo que tem relação com a discussão anterior, Paulo utiliza as mesmas expressões anteriores, ele questionou sobre o entendimento deles sobre o batismo e sobre as implicações de sermos escravos de Cristo, agora ele interroga se eles não sabem que a lei só tem domínio sobre o homem enquanto está vivo, é claro que todo judeu educado desdá infância e um prosélito do judaísmo sabia disso, de acordo com os rabinos, quem morria estava livre da lei, tratava-se de uma pergunta retorica.
A. Contextualização
Querendo ou não, todos nós nascemos debaixo de uma Lei universal, que é expressada na Lei transmitida no monte Sinai, aliás nossa cultura, leis e ética, estão baseadas nos ensinamentos judaico-cristão, que uma minoria raivosa que destruir; voltando ao nosso ponto da lei que está sobre nós, possa ser que você diga que não, o fato é, que isso é uma verdade absoluta, até mesmo nas leis que governam a nossa sociedade, estamos debaixo do seu domínio.
B. Você entende que é impossível escapar da lei?
Não importa aonde você vá, em casa, na escola, na universidade, no trabalho, no transito, em todos lugares existem leis que estão sobre nós, exigindo que sejamos perfeitos, não admitindo erros.
i. Por Exemplo
No estados unidos tem a lei da sentença de morte, se alguém que cometeu um crime que se enquadre nessa lei passa a vida toda submetido ao seu domínio, até que ele morra.
C. Contextualização
É necessário lembrar que houve uma mudança de domínio, o crente não está mais identificado com Adão, não está mais sobre o domínio do pecado, mas sobre o domínio do reino do amor do Filho.
D. O que mudou, então?
Ao longo do capitulo 5 e 6 tem sido tratado sobre as implicações da nossa identificação com Cristo, isso não seria diferente com a lei. Sendo assim, ele esclarece que há um limite para jurisdição da lei, e que termina na morte, a questão é enquanto estamos vivos nesse relacionamento com Deus mediante Cristo, como fica lei?
2. A Morte na lei conjugal ilustra nossa libertação da Lei.
A. A morte rompe nosso relacionamento com a Lei.
7.2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal.
A analogia utilizada por Paulo não tem qualquer intenção de lidar com a doutrina relacionada ao casamente ou novo casamento, sua intenção nessa analogia não é criar um correspondente perfeito, como se a mulher descrita fosse o crente e o marido que morreu fosse a lei, se for assim teríamos um problemão para resolver, porque se fossemos enxergar dessa maneira na realidade o homem que morreu é o crente.
B. Aplicação
O que vemos no texto e que está sendo tratado relativamente é sobre a implicação do crente ter morrido com Cristo; enquanto alguém que não morreu com Cristo, recebe a justa penalidade da lei, pois em quanto o indivíduo estiver vivo a sentença da lei permanece sobre ele avultando seu pecado, quando morre, não está mais sobre sua jurisdição, mas aquele que morreu em Cristo está sobre a sua jurisdição, pois agora é seu escravo.
C. Explicação
Trocando em miúdos, uma mulher que é casada segundo a Lei conjugal, só está livre se o marido morrer. Sendo assim, o proposito dessa ilustração é mostrar que só estamos isentos da lei se morrermos.
3. A morte na lei conjugal ilustra a possibilidade de um novo casamento.
A. A libertação da Lei permite nossa união com outra pessoa.
7.3 De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.
i. Primeiro contraste
Na continuação do seu argumento a partir da lei matrimonial, Paulo faz um contraste de duas realidades, na primeira, a mulher que unir-se a outro homem, seu marido ainda estando vivo essa mulher está em adultério,
ii. Segundo contraste
Se marido morrer a mulher estará livre para um novo matrimonio, é importante ressaltar mais uma vez, que não intenção de Paulo fazer uma analogia de equivalência de referência, se fosse assim o faria, então não vamos dizer o que ele não disse.
B. Aplicação
Então para fechar essa questão, no v.1 ele fala da Lei dada no monte Sinai, e que todo homem está debaixo do seu domínio, para explicar que a lei tem domínio sobre o homem em sua vida toda, ele usa a lei conjugal, no qual era necessário que o marido morresse para contrair um novo casamento. Por fim, a morte libera o crente do domínio da lei para casar-se com Cristo Jesus.
II. Agora pertencemos a Cristo. Vs.4-6
1. Como se deu pertencermos a Cristo?
7.4 Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus.
A. O crente morreu para o domínio da lei
Aquela mulher se tornou livre da lei conjugal após a morte do seu marido, agora Paulo se volta para a Lei e diz, “vós também morrestes relativamente à lei” os crentes estão mortos para a sentença da lei.
B. E como se deu essa morte para o domínio da Lei?
Essa morte se deu “Por meio do corpo de Cristo”, pelo poder de Jesus Cristo, aqui temos novamente a identificação do crente com Cristo Jesus, como nos capítulos anteriores, assim como morremos para o pecado, morremos para o domínio da lei, ou seja, ela não tem jurisdição condenatória sobre nós.
C. E com que proposito morreu o crente?
“Para pertencerdes a outro” aqui temos uma linguagem ligada a metáfora, a mulher só podia casar de novo se seu marido morresse, para que a lei não tivesse mais autoridade sobre nós era necessário que morrêssemos, por isso, agora podemos pertencer a Cristo, ou seja, para pertencermos a Cristo Jesus é necessário morrermos.
D. E quem é esse que agora pertencemos?
Aquele que ressuscitou dentre os mortos, Jesus Cristo nosso Senhor.
i. Aplicação
Meu irmão em Cristo, agora você pertence a Jesus, somos a noiva do Cordeiro e aguardamos as Bodas do Nosso casamento.
Você que ainda não se converteu a Cristo, quero convida-lo a pertencer a Jesus Cristo também, basta que você creia e confesse Jesus como único e suficiente salvador de sua vida.
E. Para que vivamos de que maneira?
Não sejamos como os antinominianos, que acreditavam que estavam livres para pecar, porque agora pertencemos a outro a saber Jesus, que nos impõem a sua lei da liberdade, e sua ordem é “frutifiquemos para Deus” claramente um paralelo com “tendes o vosso fruto para a santificação” 6.22.
i. Aplicação
Então cai por terra a ideia de que, porque não estamos debaixo da lei temos liberdade para pecar, isso é uma compreensão errada do que Paulo vem tratando sobre a lei e a graça.
Se você vive na pratica do pecado, você não pertence a Cristo, pois aqueles que pertencem a Ele frutificam para Deus, vivem uma vida de mortificação da velha natureza.
ii. Pare de dar desculpas, que não consegue, você tem ocupado sua mente com o que?
Eu garanto que se você tem meditado diariamente na Escrituras, que se a oração for uma constante em sua vida, se você pelo menos uma vez na semana está na comunhão dos santos e se você tem ocupado sua mente e coração com aquilo que é de Deus, pode ter certeza que terás força para vencer a carne e o mundo.
2. Houve uma mudança de aliança.
A. Estávamos debaixo da Antiga Aliança.
7.5 Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte.
i. Contrastando as Alianças
Paulo da continuidade ao seu ensino por meio de um contraste nos vs.5,6. Nesse ponto é muito importante entendermos que estamos falando de duas alianças, a primeira no Monte Sinai, e a segunda prometida na primeira, cumprida por Jesus Cristo na encarnação, morte e ressurreição.
ii. Estávamos debaixo da Antiga Aliança
a) Vivíamos como Adão.
Então vamos lá, é ressaltado por Paulo nesse primeiro contraste quando o crente vivia segundo a carne, claramente apontando para o primeiro Adão.
b) O que acontece com o homem que ainda está em Adão?
O seu pecado é avultado ou ressaltado pela Lei, fazendo com que o homem pela sua natureza pecaminosa peque mais
c) Contextualização
Lembrando que o problema não está na lei que é santa e boa, mas no homem que está corrompido.
d) Qual a consequência da Lei na Antiga Aliança?
Naquela dispensação da lei, o homem estava fadado a frutificar para morte.
e) Aplicação
Nesse ponto há algo muito importante a se dizer, qualquer um que queira ser justificado e viver em santidade diante de Deus pelas obras da Lei, frutificara para morte, pois ela exige perfeição plena e nenhum homem é capaz de cumprir sua exigência, a não ser Cristo Jesus que foi capaz.
iii. Agora estamos debaixo da Nova Aliança.
7.6 Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.
(E não segundo a velha forma da lei escrita).
a) O contraste continua, e agora?
Em seu argumento o crente foi liberto da lei, como posto anteriormente houve uma mudança de dispensação, agora ele descreve a dispensação da nova aliança, nesse período o crente está liberto do domínio da lei,
b) E como se deu isso?
Pela nossa morte com Cristo “estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos”, novamente é descrito duas eras e contrastadas, o crente estava sujeito, agora não está mais.
c) E o que mudou em relação a nós e a lei?
“de modo que servimos em novidade de espírito” agora o crente serve a Deus em novidade de espírito, hoje Espirito Santo está em nós.
d) Que novidade é essa?
Não vivemos mais na caducidade da lei, a lei escrita em tabuas, pois agora ela foi aplicada em nossa mente e coração, “Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor: Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Jeremias 31.33
Na antiga dispensação a lei foi escrita em tabuas, hoje ela foi escrita em nossa mente e coração.
e) Aplicação
Paulo termina essa primeira parte dizendo que não estamos mais sobre autoridade da lei, mas de Jesus Cristo. Nós estamos a serviço de Cristo no poder do Espírito Santo, que nos dá poder cumprir os mandamentos por amor a Cristo e não por obrigação ou medo. Como ele disse se me amardes guardareis meus mandamentos.
Conclusão
O que aprendemos até aqui?
1. Houve uma mudança de Aliança, antes estávamos debaixo do domínio da Carne e da Lei, e com isso colhíamos a morte, Jesus Cristo inaugurou uma Nova Aliança, agora estamos debaixo do seu domínio.
2. Antes éramos por obrigação guardar a lei, mas sempre fracassávamos porque Ele é perfeita e cobra perfeição, agora mortos em Cristo que cumpriu a Lei, somos livres da sentença da Lei.
