As Bênçãos concedidas aos crentes pelo Espírito Santo na Nova Aliança: Glória
Notes
Transcript
O sofrimento presente não pode anular a glória que em nós há de ser revelada
Romanos 8.18 – 25
INTRODUÇÃO
Meus amados irmãos estamos em uma série de exposições em Romanos, atualmente estamos no capitulo 8, falando sobre “As Bênçãos concedidas aos crentes pelo Espírito Santo na Nova Aliança”, essas bênçãos são: Justificação, liberdade, habitação do Espírito, Vida, Adoção e Herança, hoje falaremos sobre a Glória concedida pelo Espírito Santo. No entanto, há algo que pode tentar ofuscar essa glória, o sofrimento, se existe algo difícil de si lidar em nossas vidas é o sofrimento, aliais essa é a dor e a angustia de todo o mundo, aonde quer que olharmos estamos cercados pelo sofrimento nosso ou de alguém, o texto que acabamos de ler está em um contexto de certeza de salvação, de que não somos mais escravos do pecado e do diabo, mas podemos nos perguntar, porque então ainda sofremos se não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus, é uma pergunta justa para aqueles que aguardam o fim do sofrimento.
Por isso, quero expor a seguinte verdade.
Proposição: O sofrimento presente não pode anular a glória que em nós há de ser revelada
Oração interrogativa: Que argumentos encontramos no texto para defender essa verdade?
Oração de transição: Em Romanos 8.18-25, encontramos quatro argumentos que Paulo utiliza para demonstrar que o sofrimento não pode anular a gloria que há de ser revelada em nós.
I. O SOFRIMENTO NÃO TEM COMPARAÇÃO COM A GLÓRIA QUE SERÁ REVELADA. V.18
Explicação do texto
18. Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.
Paulo contínua a discorrer sobre aquilo que pontuou inicialmente no versículo anterior, o sofrimento do crente e a glorificação dos crentes em Cristo, porque esse ponto é tão importante? Porque a Igreja em Roma poderia questionar como não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus se ainda vivem em sofrimento e ainda experimentam a morte?
Para responder essa questão é demonstrado que o caminho do nosso Senhor foi de sofrimento que se rompeu em glória, e esse é o caminho que devemos percorrer, como foi expresso no v.17, nosso caminho é do já e ainda não, a uma mescla entre o presente e futuro, pois por mais que soframos no tempo presente, já desfrutamos das bênçãos celestiais.
A. Como se dá essa realidade do já e ainda não?
Desde o capitulo 5, o apóstolo Paulo vem falando dessas duas realidades que o crente vive, estamos entre duas eras a de Adão marcada por suas decisões pecaminosas, e a do Segundo Adão, nosso Senhor Jesus Cristo. Como isso se dá em nossa vida? Nós ainda sofremos, adoecemos e morremos, mas já no presente século desfrutamos em parte da glória, fomos justificados, não somos mais escravos do pecado e do diabo, temos o Espírito de Deus habitando em nós, mas não desfrutamos de sua completude que só será revelada no último dia.
B. Como Paulo demonstra essa verdade? Primeiramente, o apostolo afirma que tem certeza que o presente marcado por sofrimento não tem comparação alguma com a glória futura.
Essas duas realidades são impossíveis de ser comparadas, por isso, Paulo faz um contraste absoluto entre ambas, qualquer sofrimento que experimentamos no presente, não pode ser comparado com o peso da glória que há de ser revelada em nós.
Ilustração
É como se colocássemos na balança nosso sacrifício diário com o sacrifício de Cristo, é como se tentássemos comparar o nosso amor por nossos filhos, com o amor que Deus teve por nós enviando seu Filho, é como colocar uma pena em um prato da balança e no outro uma tonelada de chumbo, nunca poderá ser comparado. Ou seja, é impossível comparar nosso sofrimento com gloria que Deus nos concedeu e que ainda será revelada em sua totalidade no futuro.
C. Segundo, sobre que tipo de sofrimento Paulo está falando.
Além do sofrimento das perseguições que enfrentamos por amor a Cristo Jesus, Paulo também, está falando sobre o sofrimento decorrente das doenças, da perda de um ente querido, da fome, catástrofes e tragédias que nos ocorre, problemas de ordem financeira, a decepção com os irmãos, a própria morte. Sendo assim, isso diz respeito a tudo aquilo que nos causa sofrimento nessa era.
D. E terceiro, que glória é essa?
Paulo está falando da glória que há de ser revelada com a segunda vinda de Cristo, e nossa participação dessa glória, na ressurreição e transformação de nossos corpos em corpos glorificados a semelhança do corpo de Cristo e a completude da era vindoura manifestada na totalidade de seu reino trazido a este mundo.
2. Contextualização
Se tem algo que é difícil de lidar para a humanidade se chama sofrimento, ao longo da existência da humanidade, os homens tem tentado criar meios de enfrenta-la, para alguns essa é uma realidade que não pode ser vencida, já alguns não resistem aos males do sofrimento e desistem de suas vidas, para outros visionários, eles lutam constantemente por meio de suas tecnologias com o propósito de retardarem o sofrimento e um dia não mais sofrerem.
3. Aplicação
Na realidade nenhum deles conseguirá colocar um fim ao sofrimento humano, mas para nós os que cremos em Cristo, sabemos que o sofrimento tem uma data de validade para aqueles que estão esperando em Cristo. É assim que a Escritura nos ensina.
“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.”
Apocalipse 21.1-4
Sendo assim, amada Igreja, nós que temos depositado nossa esperança em Cristo Jesus, todo sofrimento que temos enfrentado por causa de nosso Mestre, todo sofrimento causado pelos males dessa vida, toda perda que tivermos nesse mundo, não pode ser comparado com a glória que será revelado em nós e para nós.
Reflita
Alguns indivíduos mal intencionados tem ensinado que todo sofrimento é consequência de algum pecado que temos praticado, isso não é verdade. Há sim sofrimento causado por alguma escolha que fazemos, mas nosso sofrimento não é apenas causado por isso, como nos ensinado pela Escritura, há males que vem sobre nós que não há como explica-los, assim como, foi com o patriarca Jó.
Reflita
Eu não sei quais são as causas do seu sofrimento, pode ser um filho que está dando trabalho, uma crise financeira e você pai ou mãe não sabe o que fazer diante dessa situação, pode ser uma enfermidade que esta assolando sua vida e dos seus amigos e familiares, ou a dor da perda de alguém, pode ser um marido perverso que está lhe perseguindo, saiba que esse sofrimento um dia vai acabar, mas em quanto vivemos aqui, mesmo que sejamos atingidos por todos os males causados pelo sofrimento, diante da realidade que aguardamos nosso fardo e julgo se torna leve, veja o que Jesus nos ensina.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”
Mateus 11.28-30
4. Transição
Claramente foi demonstrado que o sofrimento que enfrentamos não anulam a realidade da glória que já desfrutamos e com a glória que desfrutaremos no futuro com a vinda visível de Cristo Jesus. Para reforçar o texto vos trago outro argumento.
Que argumento é esse?
II. A CRIAÇÃO AGUARDA A MANIFESTAÇÃO FINAL DOS FILHOS DE DEUS, PARA QUE ELA SEJA REDIMIDA DO PECADO. V.19-21
Explicação do texto
19. A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.
Dr. Keener (2017), nos diz o seguinte: com base no AT (Is 65.17,18) os judeus acreditavam em uma transformação de ordem mundial no tempo final, apesar que nem todos acreditavam em uma transformação de ordem cósmica. No entanto, Paulo descreve uma transformação de ordem cósmica.
E assim como também, os antigos profetas e salmistas personificaram a natureza para explicar essa transformação que ocorrera, Paulo utiliza desse recurso para descrever o estado em que a criação se encontra e o que ela almeja.
A. O texto nos diz “Ardente Expectativa”
É como se a criação estivesse na ponta dos pés com a cabeça esticada, olhando no horizonte na certeza de que os filhos de Deus se manifestarão.
B. Qual é a ardente expectativa da Criação? A revelação dos filhos de Deus.
A partir daqui Paulo começa a desenvolver essa expectativa da criação e de todo crente que há de “ser revelada”, pois a criação e os crentes sofrem com sua incompletude, e anseiam sua transformação final. Nesse interim, a criação aguarda a manifestação da verdadeira natureza do crente, nesse momento há uma incompletude em ambos, mas quando se manifestar aquele que é perfeito, os crentes serão transformados e consequentemente a própria criação.
De forma geral o assunto de todo esse texto está girando em torno de uma temática escatológica, de uma expectativa futura de uma realidade que é certa, as palavras que Paulo nos apresenta no texto, demonstram justamente essa certeza, não é colocado em dúvida que essa realidade escatológica irá acontecer, além disso a criação já vive nesse expectativa.
Porque a criação está aguardando a manifestação dos filhos de Deus?
A. Porque Deus amaldiçoou a terra devido ao pecado de Adão
20. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,
Dr. Keener (2017), a tradição grega acreditava que o mundo estava em declínio desde a antiga idade do ouro. A tradição judaica discutia se foi bom a criação da humanidade e sugeria que a queda de Adão trouxe sofrimento e o domínio dos poderes malignos sobre toda a criação.
Os crentes romanos poderiam questionar porque a criação deveria aguardar a revelação dos filhos de Deus. Paulo explica esse fato da seguinte forma, primeiro, Paulo faz uma alusão ao texto de Gênesis 3, que aponta para a queda e suas consequências, dentre as consequências temos a que está relacionada a criação, o texto nos diz “maldita é a terra por tua causa”, o que isso significa, a queda de Adão tem implicações para toda a criação, não apenas para a humanidade, mas para toda a criação que ele deveria governar. Diante disso, Deus amaldiçoou a terra não porque a criação tenha feito alguma coisa errada, mas devido ao pecado de Adão.
Diante desse fato compreendemos a extensão e consequências do pecado, elas foram devastadoras, para nós e para toda criação.
Temos duas palavras importantes que explicam essa realidade descrita por Paulo, primeira, “vaidade” (frustração).
Daquele momento em diante a criação deixaria de cumprir seu proposito pelo qual foi criada, aquilo que Deus considerou bom quando terminou de criar, agora Ele, o próprio Deus amaldiçoou devido a desobediência de Adão.
Segundo, esse fato foi “não voluntariamente”
Não era da vontade da criação seguir esse caminho, o proposito pelo qual foi criada naquele momento foi frustrado pelo pecado.
B. Porque a liberdade da criação depende da manifestação dos filhos de Deus
21. na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Dr. Keener (2017), o mundo greco-romano temia a degeneração. Eles acreditavam que somente as coisas eternas e imutáveis, nos céus, perdurariam – a humanidade e toda a criação sofreriam a decomposição.
Diferente desse pensamento Paulo explica porque a criação aguarda a manifestação final dos filhos de Deus. É descrito que a restauração da criação está vinculada a manifestação da glória dos filhos de Deus, enquanto isso, a criação está em um ciclo de decadência (corrupção) submetida a um esvaziamento, mas há algo fundamental que nos é explicado pelo o apóstolo, que é a restauração escatológica da criação, alguns acreditam que a criação será destruída, no entanto, o texto aponta para uma restauração dessa criação para uma nova criação como profetizado pelos profetas.
3. Contextualização
Porque compreender essa verdade doutrinaria é tão importante? Quando olhamos para as ações humanas em relação a criação, encontramos duas visões principais, primeira, a criação é só uma matéria a ser utilizada para o nosso bem, sem si importar se no processo destruiremos a criação, segundo, por outro lado temos aqueles que estão colocando a criação acima do homem, movimentos que estão mais preocupados com a flora, os rios, mares e animais, do que com aqueles que estão à margem da sociedade sem ter o que comer.
4. Aplicação
E aqui há uma aplicação muito importante para nós que somos crentes, a criação é importante e precisamos cuidar dela, mesmo nesse mundo caído, por isso, é importante que pensemos em meios de preservá-la, a criação não será destruída, ela será restaurada ao seu proposito inicial juntamente com a revelação dos filhos de Deus.
5. Transição
Vivemos com um senso de incompletude, na esperança de que seremos completos na vinda de Cristo. Qual é a relação do sofrimento com a glória futura? Esse é o próximo argumento que o texto apresenta.
Que argumento é esse?
III. OS GEMIDOS DA CRIAÇÃO E DO CRENTE SÃO UM SINAL ESCATOLÓGICO DA SUA RESTAURAÇÃO. V.22-23
Explicação do texto
A. Os gemidos da criação serão interrompidos por alegria inexplicável.
22. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.
Dr. Keener (2017), em Êxodo o povo de Deus “suspirava” e “gemia” em meio a dificuldades suas orações foram atendidas (Êx 2.23). Paulo associa o ato de “gemer” às dores de parto. Os sofrimentos da era presente como um todo são dores de parto: sofrimentos significativos que prometem um novo mundo.
Aqui de certa forma Paulo retorna ao versículo 19, só que, descrevendo o sofrimento da criação, descritos como dores de parto, uma linguagem tipicamente apocalíptica que aponta para a segunda vinda de Cristo, como descrito no ensino escatológico do nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo assim, a criação sofre devido a sua atual situação, pois foi impedida de cumprir o proposito pelo qual foi criada, mas essas dores não são de desespero, mas de expectativa de que a qualquer momento será restaurada na restauração dos filhos de Deus, então, assim como uma mulher que está prestes a ver seu bebê, mesmo diante de tanto sofrimento, a criação sofre suas dores (a violência e os desastres na natureza evidenciam essas dores), mas não com tristeza e sim com alegria pela glória que será revelada.
B. Os gemidos do cristão serão interrompidos por alegria inexplicável.
23. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.
Além da criação ter grande expectativa de sua restauração, Paulo agora aponta para a situação semelhante que o cristão se encontra. Paulo está explicando que assim como a criação geme na esperança de sua transformação os cristãos também. Esse tipo de sofrimento aponta para as dificuldades e provações desta era, para os cristãos e a criação, que resultarão em vitória e alegria. É dessa forma que Jesus se dirige aos seus discípulos.
“Em verdade, em verdade eu vos digo que chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem. Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar.”
João 16.20-22
E o que há de diferente com os crentes que o fazem gemer em seu íntimo?
O texto nos responde, os crentes tem as primícias do Espírito, o que isso significa? O crente recebeu os primeiros frutos, que se refere ação do Espírito no crente desde o início até fim em que se dará sua transformação do corpo corruptível em um corpo incorruptível. Sendo assim, como afirma a Escritura o Espírito é o penhor ou deposito, da garantia do crente para sua salvação final, a linguagem bíblica é muito importante para esse fim, fomos Justificados, isso significa que fomos salvos, somos santificados, isso quer dizer que estamos sendo salvos e por fim seremos glorificados, isso significa dizer que seremos salvos. Os primeiros frutos do Espirito aponta para essa realidade fundamental.
Mas, e a incompletude presente na vida do crente?
Quando o texto fala que “aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” Ele quer dizer que não desfrutamos dessa realidade em sua completude, mesmo sendo já filhos de Deus e tendo sido redimidos de nossos pecados e consequências eternas, nos falta a restauração final que si dará na vinda visível de Cristo.
2. Contextualização
Os homens vivem de uma lado para o outro, buscando uma resposta para nossa origem e como podemos enfrentar a degradação da criação e a sua morte, eles olham para todo sofrimento como um sinal de que um dia tudo deixará de existir, por uma catástrofe natural ou pelos homens e suas bombas atômicas. Para nós que fomos salvos esse decaimento da criação é o sinal que o bebê nascerá, e nesse dia será dia de vitória para aqueles que creram em Cristo e de tristeza para aqueles que rejeitaram o messias.
3. Aplicação
Dr. Keener (2017), nos diz o seguinte, os primeiros frutos constituem o verdadeiro começo, primeira etapa da colheita judaica (Lv 23.10). A presença do Espírito no cristãos é, portanto, o verdadeiro início do mundo futuro. Os cristãos experimentaram a redenção (Rm 3.24) e a adoção (8.15), mas continuam aguardando a plenitude dessa experiência na ressurreição do corpo pelo Espírito (8.11).
Nós o que cremos, vivemos em constante expectativa quanto a concretização daquilo que experimentamos agora, é a ideia do já e ainda não, isso quer dizer o que? Ainda não somos completos, pois ainda sofremos a consequências da queda de Adão, ou seja ainda estamos sujeitos as consequências do pecado, mas ao mesmo tempo, já desfrutamos da nova humanidade inaugurada por Cristo e confirmada pela presença do Espírito Santo em nossas vidas. Por isso, nossa confiança só aumenta no autor de nossa salvação.
4. Transição
Como vimos os gemidos da criação e dos crentes são um sinal para a concretização é o dia em que todos serão completos. Diante dessa verdade temos um último argumento.
Que argumento é esse?
IV. A ESPERANÇA DO CRENTE QUANTO A GLÓRIA FUTURA NÃO ESTÁ FUNDAMENTADA NAQUILO QUE SE VÊ. V.24-25
Explicação do texto
24. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?
Como posto anteriormente, há incompletude nós no que diz respeito a salvação, Paulo demonstra essa verdade de forma magistral mesmo que a salvação do crente esteja assegurada em sua conversão, ainda há aspectos que só serão concretizados no futuro, isso é descrito pela palavra “esperança” que está ligada a salvação que gera essa expectativa que envolve esperar confiantemente, pois como o próprio Paulo já falou
“Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado. Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.”
Romanos 5.5,6.
A. A esperança do cristão não causa ansiedade, mas traz uma real expectativa pois está fundamentada em Cristo Jesus.
A esperança do crente não está fundamenta em algo que se pode ver, em coisas corruptíveis, está fundamentada naquilo que não se pode ver, por isso espera com paciência, pois sua fé está fundamentada naquilo que é indestrutível, olhamos para um futuro certo.
B. A esperança do cristão é perseverante.
25. Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.
Paulo continua sua exposição, afirmando que se o crente não espera naquilo que não vê, ele espera com paciência, isso significa que o crente persevera aguardando, resistindo a qualquer situação, pois sua esperança não o frustra, mas consolida sua fé. Fazendo com que se mantenha firme, é o que nos diz o texto
“por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.”
Romanos 5.2
2. Contextualização
A esperança do mundo é frágil, ela é a última que morre, eles esperam que algo mude sua situação, suas crenças estão naquilo que pode ser visto. Diante do sofrimento eles não sabem o que fazer, pois não há uma esperança verdadeira, porque a esperança que eles creem é um conceito, mas a nossa esperança é uma pessoa, Jesus Cristo o Filho do Deus vivo.
3. Aplicação
Meus amados o que aguardamos é uma glória imarcescível, indescritível, o que aguardamos é um tesouro incorruptível que a traça e a ferrugem não pode destruir, nem o ladrão pode roubar.
Você que não confessou Jesus Cristo como único e suficiente salvador de sua vida e quer desfrutar dessa realidade. Creia que Jesus Cristo foi enviado pelo Pai para ti salvar. Teus olhos serão abertos, para que você desfrute dessa esperança também.
CONCLUSÃO
As consequências do pecado foram destrutivas, mas todo esse sofrimento que tomou conta deste mundo não é capaz de ofuscar a glória que a de ser revelada aos filhos de Deus, mesmo que estejamos sofrendo no momento presente, quero lembra-los o que nosso Senhor jesus Cristo disse: “Em verdade, em verdade eu vos digo que chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. Veja A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem. Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar.” É essa realidade que aguardamos pacientemente.
