A lei, o pecado e nós

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A Lei é Santa, mas por causa do pecado é incapaz de contribuir para nossa Santificação
Romanos 7.7 – 12
INTRODUÇÃO
Enquanto preparava esse sermão, eu me lembrava da minha infância, uma das nossas vizinhas, chamada Maria, tinha vários pês de manga em seu quintal, eu e meus primos ficávamos só na espreita, para pular o quintal e pegar aquelas deliciosas mangas, mesmo que fosse tão arriscado, fora que havia um cachorro, mas não nos deixávamos intimidar, para matar nosso prazer, é claro que eu sabia que é era errado, não seria mais fácil pedir, mais em minha mente, mesmo correndo riscos, a manga ficava mais gostosa.
Irmãos assim é nossa relação com a lei e o pecado, mesmo sabendo que algo é errado, porque aprendemos com nossos pais que não se deve fazer, fazemos.
Até aqui temos aprendido, que não estamos mais debaixo do domínio do pecado e da lei, mas no domínio de Jesus Cristo.
Hoje quero falar de outro assunto importante, diante da leitura do texto, sabemos que
Proposição – A Lei é Santa, mas por causa do pecado é incapaz de contribuir para nossa Santificação
O que isso significa para nós?
I. Que precisamos entender que o propósito da Lei é revelar nossa natureza pecaminosa. V.7
1. Seria a Lei de Deus algo pecaminoso, já que ela é incapaz de contribuir para a nossa Santificação
7.7 Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum!
Dentro de sua linha argumentativa Paulo continua a responder os antinominianos, anteriormente afirmou que a graça repudia o pecado, depois disse que é impossível estar submetido a lei ao mesmo tempo a Cristo, mas agora ele afirma que a lei não é responsável pelo pecado e pela morte, mas a natureza humana pecaminosa, essa é mais uma objeção de Paulo contra os antinominianos.
A. A resposta de Paulo é um sonoro não!
Porque o caráter e a natureza da a lei revelam a santidade de Deus e sua devida justiça, por isso ela é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.
i. Aplicação
A primeira verdade que aprendemos sobre a lei, é que ela é santa
ii. Aplicação
Então onde está o problema? No pecado
2. Como a Lei revela nossa natureza pecaminosa?
Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.
Paulo continua argumentando, provavelmente usando sua experiência como judeu debaixo da lei, ou como um arquétipo para todos aqueles que vivem ou querem viver debaixo da lei na tentativa de serem aperfeiçoados, como ensina alguns mestres judeus. Sendo assim, ele diz, que não teria conhecido o pecado se a lei não dissesse o que é pecado.
A. Nos dizendo o que é pecado
Paulo nos ensina que a lei revela nosso pecado, como exemplo ele cita o decimo mandamento não cobiçaras, trazendo assim uma convicção do nosso pecado. Não mataras, não furtaras, não dirás falso testemunho.
i. E isso é muito importante para o que Paulo está argumentando, pois dentre os mandamentos a Cobiça é o único que descreve claramente a ação do pecado no interior do homem, que o pecado começa em sua mente.
O que isso significa para nós?
II. Que precisamos entender que sem a lei seguiríamos nosso caminho de pecado sem dar importância a ele. V.8
1. A Lei nos da convicção do nosso pecado, então nesse sentido ela permanece sendo santa.
Veja comigo a parte final do versículo 8 “porque, sem lei, está morto o pecado.” Ou seja, sem a lei dizendo: não cobiçaras, não haveria consciência pecaminosa.
2. Então porque a lei é incapaz de contribuir para a nossa santificação?
A. Porque o pecado se aproveitou da lei, que nos diz o que é pecado, para despertar todo tipo de cobiça, em nossas mentes e corações.
7.8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência;
Aqui Paulo personifica o pecado como uma pessoa que tem poder, que aproveita as oportunidades para usar a lei que revela o pecado, para por intermédio da lei despertar toda sorte de cobiça, sem a lei pecado ainda seria pecado, mas sem ela não haveria uma consciência pecaminosa.
i. Contextualização
Hoje em dia em nossas vidas, diariamente, o pecado continua a nos tentar, despertando em nós os mais variados desejos, da velha natureza que são pecaminosos.
ii. Aplicação
Cabe a nós que fomos livrados da escravidão do pecado dizer não.
O que isso significa para nós?
III. Que precisamos entender que a sentença da lei é legitima. V.9 – 12
1. Explicando essa verdade.
7.9 Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri.
Diante do contexto, Paulo tanto pode estar falando de sua experiência pessoal com a Lei, como pode estar se solidarizando com seu povo, como toda a humanidade, creio eu que seja as três.
A. Contextualização
Paulo descreve uma linha de raciocínio, como se relacionam a lei, o homem e o pecado, a lei, não apenas traz o consciência do pecado, mas o desperta, mas também condena o pecado.
i. Explicação
Assim é todo homem, ele possui uma natureza pecaminosa, e vive sua vida de pecado naturalmente, o Senhor envia sua lei e diz, não cobiçaras, o pecado sabendo quem é homem, desperta vários desejos pecaminosos, como consequência morre, porque a lei diz: culpado.
B. O entendimento de Paulo era que a lei foi dada para vida, e ele tentou viver por isso, mas acabou pecando, e sentenciado a morte.
7.10 E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte.
Aquilo que foi dado para vida, por causa da natureza pecaminosa se tornou em morte, a lei olhou para minha transgressão e disse culpado.
i. Então o pecado é culpa da lei?
De forma alguma. Então como o pecado conseguiu essa façanha?
C. Primeiro ele instrumentalizou a lei para alcançar o fim que desejava.
7.11 Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou.
O pecado nos diz que não vai dar em nada, nos oferece todos os nossos desejos, nos propõem um miríade de possibilidades para satisfazer nossa vontade, mas no fim, ele nos enganou e mentiu, sendo assim, quando a lei disse: não cobiçaras, o pecado se aproveitando do mandamento disse: só essa vez, Deus vai te perdoar, na realidade foi colhido morte, como diz Tiago.
D. A sentença da lei é legitima, porque ela é santa.
7.12 Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.
A lei revela o caráter santo de Deus, aqui Paulo responde a pergunta inicial, a Lei é pecado? Temos um sonoro não, pois sua origem e natureza, é santa, e o mandamento, santo e justo.
Aplicação
O que aprendemos?
1. Que a lei é útil para o crente, pois revela o caráter santo de Deus
2. Que a lei de Deus nos aponta o caminho da moralidade, mesmo não sendo capaz de nos santificar.
3. Que o pecado é extremamente terrível, e que por isso como salvos temos que ter cuidado, pois ainda não fomos libertos da presença do pecado.
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