O Processo de Santificação é uma Realidade Presente na Vida Daqueles que são Escravos de Jesus Cristo
Exposições em Romanos • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 19 viewsNotes
Transcript
Implicações presentes e futuras na vida Daquele que é Escravo de Jesus Cristo
Romanos 6.15 – 23
INTRODUÇÃO
Meus amados, no ano de 2001 eu trabalhava como repositor de supermercado, eu gostava muito do meu trabalho, até o dia em que o irmão do meu patrão veio trabalhar como gerente do supermercado, meu patrão tinha me contratado para uma função, mas seu irmão sempre ficava me colocando para fazer outras funções, no fim das contas eu não estava conseguindo exercer bem minha função, porque meu patrão pedia uma coisa e seu irmão mandava outra, essa experiência me lembra o que Jesus disse “que não temos como servir a dois senhores”
O texto que temos diante de nós faz parte de um contexto maior em que Paulo afirma que a graça não é um incentivo para o pecado (6.15), já que o tipo de escravidão que alguém escolhe revela seu mestre (6.16-20 e seu destino (6.21-23). Sendo assim, Paulo nos mostra que a quem nós servimos define nosso destino final.
Com essa informação em mente quero falar das
Proposição – Implicações presentes e futuras na vida daquele que é escravo de Jesus Cristo.
I. Primeira implicação, devemos entender que a graça não é um incentivo para vivermos na pratica do pecado. v.15
1. O erro dos antinominianos
6.15 E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça?
A. Encontramos aqui a mesma lógica de 6.1, lá os antinominianos argumentavam que pecar compensava, pois em sua compreensão a graça será sobremodo abundante, aqui é feita uma modificação, a lei e a graça são colocadas como objeto da discussão, então eles diziam, se não estamos debaixo da lei e sim da graça, então vamos pecar. Na cabeça deles a graça lhes dava permissão para pecar.
2. Resposta.
6.15 De modo nenhum!
A. A resposta de Paulo é novamente um enfático não, é repugnante tal pensamento, pois estavam usando a graça como licença para o pecado, mas para o evangelho que Paulo pregava não fazia qualquer sentido, esse tipo de pensamento, que minava as bases do Evangelho.
B. Quantos crentes enchem a boca para dizer que estão de baixo da graça, como se isso fosse uma licença para praticar o pecado.
C. Você acha que tem permissão para pecar?
D. Aplicação – Um das minhas preocupações é vocês não entenderem a obra da graça, quantas vezes temos afirmado que fomos escolhidos pelo Senhor, alguns podem achar que por causa dessa verdade bíblica podem ser complacentes com o pecado, mas preciso relembrar que fomos escolhidos para andar no caminho de boas obras.
E. Com essa questão em mente vamos para a segunda implicação, onde Paulo usará a analogia do mercado de escravos para explicar como deve ser a nossa relação com a doutrina da graça.
II. Segunda implicação, devemos obediência a Cristo, porque oferecemo-nos a ele como escravos da justiça. vs.16 – 18
1. Devemos obediência a aquele que oferecemo-nos como escravos.
6.16 Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos,
A. Paulo apresenta um quadro, será que vocês não entendem que aquele que vocês se oferecem para obedecer como escravo, ti torna escravo daquele que você obedece? Stott nos traz a seguinte informação da época do Império Romano, não só havia pessoas que eram capturadas das nações e obrigadas a serem escravas, havia escravidão também para aqueles que viviam em extrema pobreza, eles se ofereciam para ser escravos, claro que analogia do texto vai além, pois Paulo estava falando de pessoas que um dia foram escravas do pecado, mas que agora estavam querendo se oferecer novamente ao pecado. Obviamente que esse relato histórico de Stott também está relacionada com o texto.
B. Os mestre judeus do período posterior também tinham esse pensamento, acreditavam que ao serem libertos da escravidão egípcia se tornavam escravos de Deus.
C. Precisamos entender que se somos servos de Cristo devemos a Ele obediência, isso é crucial porque Jesus Cristo não é apenas nosso salvador, mas também nosso Senhor. Tem gente que diz assim, obrigado Jesus por me salvar isso é suficiente eu não preciso me submeter ao seu senhorio.
2. A lógica do argumento de Paulo.
6.16 seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?
A. Eles precisavam lembrar que há dois senhores que o homem pode ser escravo, aqui claramente faz referência as figuras de Adão e Cristo que Paulo vem argumentando desde o capitulo 5, ou você é escravo de um ou de outro.
B. Ou o homem está identificado com Cristo ou com Adão, Por isso, ele diz: desses vos ofereceis como servos para morte ou justiça,
C. Um destino final, dentro do contexto amplo isso também se refere ao final da vida de todo ser humano, pois o salário do pecado é morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna.
D. De quem você é escravo? Do pecado ou de Deus.
3. Doxologia, nós éramos escravos do pecado.
6.17 Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado,
A. Paulo irrompe em doxologia “graças a Deus” foi pela graça de Deus que não estamos mais sobre o domínio do pecado, no passado os romanos eram escravos do pecado, por implicação isso significa que todos são escravos do pecado, só não aqueles que obedecem por fé. O intuito dele era mostrar que os judeus e gentios não eram mais escravos do pecado.
B. Você não é mais escravo do pecado, porque houve uma transformação em nossa vida.
4. Houve uma transformação em nossos corações.
6.17 contudo, viestes a obedecer de coração
Essa obediência se deu de coração, isso é uma característica da nova aliança a transformação de nossos corações. Tínhamos um coração de pedra mais Deus transformou em carne.
5. Fomos entregues a doutrina para sermos educados por ela.
6.17 à forma de doutrina a que fostes entregues;
A. Paulo argumenta que os crentes foram entregues a doutrina expressa pelo o ensino apostólico para serem educados por ela, ou seja, não é o crente que dita sua ética e doutrina, como os antinominianos estavam fazendo, mas é a Escritura e sua expressão doutrinária. Para os romanos provavelmente era a instrução apostólica, que incluía a doutrina básica do evangelho e a ética elementar.
B. Para nós isso tem muita validade, pois vivemos em uma época seguem a doutrina e ética conforme querem, se a doutrina da igreja não corresponde ao querem, logo saem, se não estão satisfeito abandonam a comunhão dos santos, a questão é que fomos entregues a doutrina para sermos educados por ela.
6. Uma vez libertos do domínio do pecado, fomos feitos escravos de cristo.
6.18 e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.
Aqui fala da libertação do domínio do pecado, foram arrancados da tirania das trevas, para o domínio do reino de Cristo, se o filho vos libertar verdadeiramente sereis livre, foram feitos escravos da justiça.
III. Terceira implicação, devemos entender que o resultado da escravidão a cristo é santificação e vida eterna. v.19 – 23
1. A fraqueza dos antinominianos.
6.19 Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne.
A. A ilustração do mercado de escravos de fato é inadequada principalmente em nossa época, mas é ela que Paulo utiliza para descrever a fraqueza de seus ouvintes.
B. Fraqueza ou limitação deve ser entendida como uma alusão a natureza caída deixando-os insensíveis ou vulneráveis a tentações, fazendo com que esqueçam a quem se comprometeram em obediência.
C. As vezes também somos assim, esquecemos de quem somos servos, de um Deus santo e que requer de nós santidade.
2. Nossa obrigação como escravos de Cristo é entregar-nos a pratica justiça e santidade.
6.19 Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.
A. Nesse ponto Paulo compara os dois tipos de servidão
i. Uma leva a total degeneração, seus membros eram oferecidos a prostituição. Nessa época havia o culto a baco deus do vinho onde rolava as orgias, essa pratica era tão prejudicial a sociedade que no segundo século o senado romano proibiu, provavelmente muitos crentes romanos antes da conversão tenham participado desse culto.
ii. O segundo tipo de servidão, assim como vocês se entregavam totalmente as suas paixões, agora entreguem seus membros a justiça, para a pratica da santificação, aqui Paulo fala do processo de santificação que é gradual e crescente na vida do crente, que cada vez mais vai se moldando a forma de Cristo.
3. O resultado de ser escravo do pecado é vergonha e a morte.
6.20 Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça.
A. Eram livres para praticar o pecado, seguiam as inclinações da sua natureza, aqui liberdade também é um tipo de escravidão, escravo dos desejos do coração, essa liberdade é melhor definida como licenciosidade. Sendo assim, “isentos” diz respeito a não obediência da justiça, pois eram obedientes a carne e ao diabo.
B. Os frutos do pecado
6.21 Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte.
i. O sentimento que carregam agora é de vergonha e culpa por todos os pecados que praticavam, todo homem caído que é encontrado pelo Senhor e crê, enxerga seu passado com vergonha, pois reconhece aquelas práticas como odiosas porque estavam fadados a morte eterna.
4. O resultado de ser escravo de Cristo e seus frutos.
6.22 Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;
i. Ser escravo do Senhor é ser livre de verdade. Em contra partida ao versículo anterior Paulo argumenta, primeiro vocês foram libertados do pecado, aqui está embutida a obra da redenção, eles foram justificados, por isso não estão mais sobre o domínio do pecado, esse é o atual estado do crente
ii. Segundo, foram transformados em escravos de Deus, agora não há mais vergonha, porque o fruto que eles tem agora é para a santificação, claramente aqueles que foram justificados vivem na pratica da santidade, é um fruto natural daqueles que servem a justiça. Outro ponto importante é o resultado, antes seu fruto era a morte eterna, agora eles recebem a vida eterna.
iii. A resposta final.
6.23 porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Paulo termina descrevendo aquilo que começou no início do capitulo, os homens estão sujeitos a dois senhores, serão escravos de um ou do outro. Aqueles que vivem na pratica do pecado ainda estão identificados com o velho Adão, por isso são servos do pecado, aqueles que vivem na pratica da santidade estão identificados com Cristo, sendo assim são servos dele.
Aqui temos também a recompensa ou salario que cada um recebe de seu senhor, aquele que é servo do pecado seu salário é a morte e seu salário e merecido, já aquele que é servo do Senhor Jesus, seu presente é a vida eterna e esse presente é imerecido, porque ele não merece.
Aplicações
1. Não temos como servir a dois senhores, pois haveremos de agradar um e aborrecer o outro, não tem como você ser servo de Cristo e do pecado.
2. Se você foi justificado é natural que você busque a santificação.
3. Lembre-se o pecado não compensa, pois seu salário é a morte.
4. Agora se você é escravo de Cristo, o dom gratuito de Deus para você é a vida eterna.
Naquela época eu não tive paciência e pedi demissão, perdendo assim todos os meus direitos, não faça como eu que fiquei na dúvida a quem servir, escolha um patrão e sirva a ele.
Tomara que seu senhor seja Cristo Jesus.
