Unidos com Cristo Jesus para Viver uma Vida de Santidade
Notes
Transcript
Aqueles que foram unidos com Cristo não vivem mais na pratica do pecado
Romanos 6.1 – 11
INTRODUÇÃO
Quero contar para vocês a história de um jovem chamado Malaquias que aos 14 anos fumou seu primeiro cigarro, ele se achava um máximo e descolado com as gatinhas, todos os dias fumava uma duas carteiras de cigarro, aos 30 anos descobriu que estava com câncer na garganta, foi terrível essa notícia, mas seus médicos passaram vários tratamentos e ele ficou curado daquela terrível enfermidade, infelizmente aos 40 anos de idade Malaquias voltou gradualmente a fumar um cigarro ali e acola, o que você acha que vai acontecer com o Malaquias?
Calma não responda agora, antes vamos pensar um pouco sobre nosso texto
Vamos lá, nessa noite baseado no texto de Romanos 6.1 – 11 eu quero falar de um assunto muito importante que está ligado a nossa santificação, a Escritura nos diz que fomos chamados para sermos santos.
Veja por exemplo o que nossa confissão de fé diz:
Cremos e confessamos que todos os que são unidos a Cristo¹, eficazmente chamados e regenerados, e possuindo um novo coração e um novo espírito criados neles em virtude da morte e ressurreição de Cristo, são, além disso, santificados genuína e pessoalmente, pela mesma virtude², por Sua Palavra³ e Seu Espírito neles habitando; o domínio de todo o corpo do pecado é destruído⁴ e suas diversas concupiscências mais e mais enfraquecidas e mortificadas⁵; e eles mesmos são mais e mais vivificados e fortalecidos em todas as graças salvíficas para a pratica da genuína santidade, sem a qual ninguém verá ao Senhor⁶.
1. Rm. 6. 5-6; 1Co. 6.11; Fp. 3.8-10.
2. At. 20. 32; 26.18; 1Co. 1.30.
3. Jo. 17.17, 19; Ef. 5. 25-26; 2Ts. 2.13.
4. Rm. 6. 6, 14.
5. Rm. 8. 13; Gl. 5. 24.
6. 2Co. 7.1; Ef. 3. 16-19; Cl. 1.9-12, 28; Hb.12.14.
Proposição – Por isso, quero demonstrar que Aqueles que foram unidos a Cristo não vivem mais na pratica do pecado.
Porque?
I. Primeiro, porque foram unidos com Cristo em sua morte. Vs. 2 – 7
1. Estamos mortos para o pecado.
6.2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?
A resposta do apostolo é um enfático não, como poderia um cristão viver na pratica do pecado? Se ele está morto para o pecado. Temos aqui duas coisas importantes, primeiro, “como viveremos em pecado” é melhor compreendido como sobreposição de eras, Cristo inaugurou uma nova era que se completara na sua segunda vinda (nessa nova era fomos libertos do poder e do domínio do pecado), segundo, morrer para o pecado não significa estarmos insensíveis ao pecado, mas ao domínio que ele exercia sobre nós Rm 3.9
A. Qual era o problema que Paulo estava enfrentando?
Um grupo de acusadores conhecidos como Antinominianos, defendiam que já que estamos debaixo da graça, não temos mais a obrigação de viver conforme a lei e a moralidade. Sendo assim, quanto mais pecarmos, mais a graça de Deus será superabundante sobre nós para nos perdoar.
B. Aplicação – Quantos crentes tem tido esse pensamento odioso, Brincando com Deus achando que Ele é menino, afirmando que não tem problema pecar mais uma vez porque o Senhor vai perdoar.
C. Aplicação – Meu amado irmão se você tem agido assim pare, pois morrer para o pecado não significa estarmos insensíveis ao pecado, mas ao domínio que ele exercia sobre nós Rm 3.9
2. Como foi que morremos para o pecado?
6.3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?
A. Pelo batismo que é o símbolo da nossa união com Cristo em sua morte.
Batismo é um sinal externo de identificação com Cristo, sendo assim, Paulo fala da identificação que temos com Cristo por meio do batismo, ou seja, aqueles que acham que podem viver na pratica do pecado, não entenderam o batismo, que simbolicamente nos coloca batizados com Cristo em sua morte.
B. Quantos crentes não tem discernido corretamente seu batismo?
Paulo não enxerga o batismo como algo que o crente não precisa fazer, mas como algo que todo crente precisa, porque é símbolo do nosso relacionamento com Deus.
Precisamos lembrar que a fé sempre aparece acompanhado do batismo, “quem crer e for batizado”. O contexto reforça que o batismo praticado pelo judaísmo e outras religiões da época, era um símbolo de que o indivíduo estava abandonando a sua vida mundana, principalmente no judaísmo, o indivíduo jurava seguir os mandamentos, tornando-se uma nova pessoa em relação a lei judaica.
C. E você meu amado irmão entende o significado do seu batismo?
D. Você entende que o batismo é um símbolo do nosso relacionamento com Deus?
3. Com que propósito morremos para o pecado?
6.4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.
Novamente aqui é reforçada a ideia de que o batismo é apresentado como meio de identificação, fomos sepultados com ele no batismo. Sendo assim, os vs. 3 – 5 contém uma identificação na morte, sepultamento e ressureição.
A. Para andarmos em novidade de vida
Essa nova vida conquistada na morte e ressurreição de Cristo começa agora, já nessa vida e se completará no dia da ressurreição final de todos os crentes, é o já e ainda não. A marca dessa vida é a santificação, ou seja o fruto do Espirito Santo. Gálatas 5.22 – 24 Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
B. Será que faz sentido?
Alguém que disse que morreu com Cristo, mas só pensa como o mundo e pratica as mesmas obras más desse mundo, é a mesma coisa de você pegar um porco tirar ele da lama e dá-lhe um banho e depois soltá-lo, o que vai acontecer? Ele vai voltar para a lama, porque é da natureza dele,
C. Aplicação – Sendo assim, alguém que diz que ama a Cristo, mas a suas atitudes e pensamentos dizem ao contrário, na realidade essa pessoa não nasceu de novo.
D. Veja comigo o que Gálatas 5.19 – 21 diz:
Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.
4. Porque deveríamos viver em novidade de vida?
6.5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, 6.6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;
A. Porque o pecado não tem mais domínio sobre nós.
B. Como se deu isso? O velho homem foi crucificado e seu poder destruído.
Novamente Paulo nos traz uma nova nuance da nossa identificação com Cristo, nosso velho homem foi crucificado com Ele, é muito importante intendermos que esse velho homem não se refere uma parte de nós, como se estivéssemos divididos, pelo contrário se refere a quem nós éramos em Adão, o velho que era eu foi crucificado com Cristo.
i. Vejamos agora a frase “para que o corpo do pecado seja destruído” primeiramente Paulo não está dizendo que nosso corpo é mal, como era afirmado por alguns que a matéria é má, corpo do pecado aqui é melhor entendido como nosso velho eu que era dominado pelo pecado, mas que foi destruído, tornar sem poder, ou seja não tem domínio, por isso podemos servir ao pecados como se ainda estivéssemos subjugados a ele, pelo contrário estamos livres em Cristo.
C. 6.7 porquanto quem morreu está justificado do pecado.
Se morremos com Cristo, estamos justificados do pecado, Cristo foi colocado em nosso lugar, por isso o pecado não tem mais domínio sobre nós, estamos livres do domínio, mas não de sua influência, que isso fique claro.
D. Porque nos colocaríamos debaixo do pecado se fomos libertados?
E. A nós foi dado o poder em Cristo para vencer o pecado.
Quero lembrar mais uma vez que, Aqueles que foram unidos a Cristo não vivem mais na pratica do pecado.
Porque?
II. Segundo, porque foram unidos com Cristo em sua ressurreição.
vs. 8 – 11
1. Já experimentamos os efeitos da ressureição
6.5b certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,
Isso significa que assim como somos identificados com Cristo em sua morte, também somos agora de algum modo identificados com Ele em sua ressurreição, não que já ressuscitamos, basta olhar para nós, mas já fomos vivificados em Cristo, pois estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Ele nos deu vida.
Claramente os verbos estão em uma ação futura, no entanto, como já afirmamos, já desfrutamos da conquista de Cristo, pois estamos vivos para Deus Pai em Cristo Jesus.
A. Precisamos nos apropriar dessa verdade 6.8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos,
Baseados na certeza que morremos com Cristo, podemos ter a certeza que com ele viveremos, é preciso fazer duas pontuações sobre essa verdade, primeiro já desfrutamos de uma nova vida com Cristo sua ressurreição (v.4 “novidade de vida”) na presente era, e no futuro por vir a ressurreição completa.
B. Aplicação – O primeiro efeito da ressureição de Cristo em nós e a nova vida que ele conquistou, pois estávamos mortos em delitos e pecados e Ele nos deu vida.
C. Aplicação – Segundo efeito, a garantia que no futuro receberemos por completo o efeito da ressurreição de Cristo na transformação de nossos corpos corruptíveis em incorruptíveis.
D. Qual é a garantia dessa nova vida e transformação de nossos corpos?
6.9 sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele.
i. A garantia é a morte e ressurreição de Jesus Cristo
Paulo descreve a natureza da ressurreição e sua implicação, tendo Cristo ressuscitados dentre os mortos, Ele não morre mais devido à natureza da sua ressurreição para não morrer mais, por isso, a morte não tem domínio sobre Ele.
Descrevendo assim a situação em que Cristo se colocou na encarnação, o domínio do pecado não está relacionado a sua natureza como se Cristo houvesse pecado, pois ele é santo, mas diz respeito ao fato de ter carregado nossos pecados, o fato é que sua ressurreição e de outra categoria, e está fora da jurisdição da morte.
ii. Qual a natureza da sua morte e ressurreição? Morreu de forma expiatória, ressuscitou para nunca mais morrer e vivi para Deus.
6.10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.
É reforçada a ideia de morrer e viver com Cristo, ele morreu para o pecado assumindo nosso pecado, mas vive para Deus.
Claramente temos aqui o ato único de expiação pelo pecado, Ele entrou uma única vez no santo do santos, uma expiação definida, sua obra consumada na sua encarnação, morte e ressurreição.
iii. Qual deve ser nossa atitude diante do fato que estamos unidos com Cristo na sua morte e ressurreição?
6.11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.
Já que fomos identificados ou unidos com Cristo, devemos viver em novidade de vida, pois como Cristo morreu e ressuscitou, devemos por meio dessa identificação com Cristo viver em novidade de vida, sendo assim, fomos colocados em santificação posicional “fomos escolhidos para sermos santos”
É um convite para viver em novidade de vida, destronando o pecado da nossa vida, do nosso comportamento cotidiano, e um convite para viver como Cristo vive.
Aplicações
1. Se você está na pratica do pecado achando que a graça de Deus vai superabundar sobre você, você não entendeu o que significa morrer com Cristo.
2. Se você está achando difícil lutar contra o pecado, saiba que o pecado não tem mais domínio sobre você e que você tem poder em Cristo para vencer.
3. Deus espera que sigamos o exemplo de seu Filho, que consideremos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus o qual nos escolheu antes da fundação do mundo para sermos santos.
Conclusão
Malaquias durante muitos anos foi dominado pelo seu vício no cigarro, mas um dia devido a sua enfermidade se viu curado e livre do vício, infelizmente brincou e não viu nada de mais em fumar uma piola de cigarro, consequentemente isso o levou a morte alguns anos para frente.
Moral da história
Meus amados não sejamos como Malaquias que cedeu ao seu vício, se estamos mortos para o pecado com Cristo, o pecado não tem mais domínio sobre nós, por isso, vivamos em novidade de vida e não voltemos mais as velhas obras da carne.
