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Introdução

sla vem do verbo árabe islãm, que significa "submeter"; e "muçulmano" vem _do árabe muslim, que quer dizer "submisso".
O islamismo começou em 622 d.C. quando Maomé se tornou chefe religioso e político da primeira comunidade muçulmana. Por conquista e proselitismo, expandiu-se rapidamente pelo mundo inteiro.
O islamismo entrou no Brasil Colonial com escravos africanos. No início do século 20, houve um influxo de imigrantes sírios, libaneses e árabes muçulmanos. A maioria deles fixou residência nos grandes centros industriais brasileiros. Hoje há mesquitas em todas as grandes capitais dos estados e em algumas cidades do interior. Em Foz do Iguaçu e na divisa Paraná/Paraguai, há grandes grupos de muçulmanos.
1. Maomé
Nasceu em Meca, Arábia, em 570 d.C., descendente de Abraão pela linha de Ismael.
Cedo, ficou órfão dos pais, sendo criado por familiares. Passou um tempo no deserto com os beduínos e teve uma ama de leite entre eles. Jovem, trabalhou como pastor de ovelhas e depois viajou muito como comerciante, conhecendo judeus e cristãos.
Com 25 anos, conheceu Kadija, viúva rica que o convidou a casar-se com ela. Assim ele se tornou rico e ganhou influência na sociedade. Tinha o costume de retirar-se para lugares solitários para jejuar e meditar. Certo dia, num retiro desses numa caverna, Maomé disse que o anjo Gabriel veio até ele e o mandou recitar uns versos mandados por Deus. Esse foi o começo do Alcorão, que quer dizer 'a recitação?
Após vários conflitos, os árabes aceitaram a nova religião, que lhes dava uma união política e cultural que nunca antes experimentaram.
II. A vida religiosa dos islâmicos
1. O Alcorão
Considerado a principal revelação do Deus de Abraão à humanidade. Existem também as tradições orais, ou hadith. Os muçulmanos afirmam que as Escrituras da Bíblia crista são corrompidas, precisando ser restauradas pelas revelações de Maomé.
2. O muçulmano
Traduz-se como 'totalmente submisso a Deus'; é fortalecido pelos cinco pilares?
3. Os cinco pilares do Islã
a. A profissão de fé. "Não há outro Deus além de Alá, e Maomé é o seu mensageiro." Recitada diariamente.
b. A oração. Cinco vezes por dia, o muçulmano deve recitar as orações prescritas, em árabe, prostrado e olhando para Meca: ao alvorecer; depois do meio-dia; entre o meio-dia e o pôr do sol; logo após o pôr do sol; e aproximadamente uma hora após o pôr do sol. Nesses horários, o muezim, encarregado de chamar às orações, faz a chamada do ponto mais alto da mesquita, muitas vezes usando alto-falante.
c. O jejum. Durante o mês do Ramadã, todo muçulmano deve abster-se da comida, da bebida, do fumo e de relações sexuais, desde o amanhecer até o pôr do sol.
d. A esmola. Cada muçulmano deve calcular anualmente a sua esmola, que em geral corresponde a 2,5% dos seus rendimentos. É destinada aos pobres. Estes, que a recebem, não precisam contribuir.
e. O Hajj, a peregrinação a Meca. Todos os muçulmanos com capacidade financeira e saúde devem realizar, pelo menos uma vez na vida, uma peregrinação à cidade de Meca, no duodécimo mês do calendário muçulmano. Quem faz o hajj assim, ganha a remissão de todos os pecados antes cometidos.
4. Deus ou Alá
O islâmico é monoteísta. Deus é uno. Não tem filhos. É soberano e determina tudo. Não há evidências de livre vontade concedida por Ele. O Alcorão enfatiza o Seu poder, não o Seu amor.
5. A lei islâmica, a sharia
Em países de governo islâmico, a lei sharia rege toda vida civil. Inclui pena de morte para quem se converter para outra religião (seria blasfemar contra Maomé); pena de morte também, geralmente por apedrejamento, por adultério; o ladrão tem a mão direita decepada; atividades bancárias são controladas - a usura, isto é, juros sobre empréstimos, é proibida.
6. O Jihad, ou luta
Através dos séculos, o islamismo foi propagado por ensino e por guerras. Em terras conquistadas, quem não se submetesse ao Islã era morto.
7. O Juízo
Haverá um juízo final, para decidir quem entrará no paraíso, ou não, conforme as suas obras na terra. Haverá ressurreição, mas não da maneira descrita por Paulo em 1 Coríntios 15. O paraíso de Maomé é bem sensual.
8. A mulher no islamismo
Vive totalmente sob o domínio do homem. O homem pode divorciar-se dela, mas ela não pode divorciar-se dele. O homem pode ter até quatro mulheres, se for capaz de sustentá-las.
9. Jesus no islamismo
Para o muçulmano, Jesus:
a. foi profeta, como antes Dele haviam sido Davi, Moisés, Jacó, Isaque, Ismael e Abraão;
b. foi filho de Maria, não Filho de Deus, pois 'Deus não tem filhos" (Alcorão, cap. 10);
c. não morreu na cruz. Quem ali morreu foi outro que só parecia ser Ele (Alcorão, cap.4).
III. Islamismo e fé crista
1. A Bíblia
Não é uma coleção de revelações dadas a um homem só, por um anjo. Deus falou
"muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas" (Hb 1.1); "homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2Pe 1.21). Apesar da Palavra ser transmitida em épocas diferentes, para pessoas de culturas diversas, de ser pre-servada na Bíblia em 66 livros diferentes, há uma unidade marcante de doutrina e de propósito. Na Bíblia, Deus usa a personalidade e até as experiências de vida de seus escritores, além da cultura de épocas distantes, para tornar inteligivel o Seu plano a nós, para que O conheçamos, pois "a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (Jo 17.3). Por ser obra do Espírito de Deus, essa Palavra é viva e eficaz, dando vida e transformando os seus ouvintes até refletirem as belezas Daquele que os salvou (Sl 19.7-11).
2. O Deus da Bíblia
a. É Todo-Poderoso, mas também é o próprio amor (Ex 34.6-7; Jo 3.18; Rm 5.8; 1Jo 4.8-9).
b. Revela Sua vontade por meio de palavras de homens "movidos pelo Espírito Santo".
c. É Senhor absoluto da história (Is 45.19-21).
d. Julga o mundo, mas "confiou todo julgamento ao Filho" (Jo 5.22; Mt 25.31-32).
3. O Jesus da Bíblia
a. É profeta, sim, mas é também o Filho unigênito de Deus (Dt 18.18-19; Mt 17.5;
Jo 4.46; Rm 1.1-3).
b. E Deus (Jo 5.18; 8.58).
c. Sua Pessoa e obra são confirmadas pelas profecias do Antigo Testamento
(Mt 11.4-5; Lc 24.44-48).
d. Morreu na cruz, de verdade, como sacrifício - o único que salva do pecado
(1Co 15.1-4).
e. Ressuscitou, cumprindo as profecias (Rm 1.4; Ap 1.17-18).
f. Voltará para julgar o mundo e estabelecer Seu reino eterno (Dn 7.13-14; 2Co 5.10).
g. A salvação e o perdão vêm pela fé Nele, não pelas obras (Ef 2.8-10; Rm 8.1).
4. A vida futura que a Bíblia garante aos salvos
a, Estaremos para sempre com o Senhor e com todos os salvos (1Ts 4.14-17).
b. Veremos Jesus face a face e compartilharemos a Sua santidade (1Jo 3.2-3).
c. Teremos serviço a prestar em condições perfeitas (2Pe 3.13; Lc 19.16-19).
d. O mundo vindouro terá tudo restaurado; será governado por Cristo, "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (Rm 8.19-23; Ap 11.15).
Conclusão
Cristianismo e islamismo têm alguns pontos em comum:
1. são religiões de um livro (cada uma tem o seu);
2. cada um tem seu fundador e mestre principal;
3. cada um tem sua visão do mundo e da realidade;
4. cada um exige submissão total a Deus;
5. cada um requer que os valores religiosos determinem o comportamento de seus seguidores na sociedade.
Ao comparar as duas religiões, temos que empregar como padrão os valores de nosso
Deus, a Sua Palavra escrita, e a Sua Palavra viva, pois "em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz" (Sl 36.9). Pelo que concluímos:
1. "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões" (2Co 5.19);
2. Jesus realmente é Senhor e Salvador, e a Sua vinda foi a maior intervenção de Deus na história do mundo por Ele criado. Seu nascimento, vida, morte e ressurreição são todos fatos comprovados pelas profecias e pelo testemunho confiável dos apóstolos. Como declara Paulo: Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1C 15.3-4).
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