O ministério da reconciliação (2 Co 5.11-21)
Exposição em 2Coríntios • Sermon • Submitted • Presented
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O amor de Cristo nos impulsiona (vv. 11-14)
A nova vida em Cristo (vv. 16-17)
O ministério da reconciliação (vv. 18-21)
5.11-14 - O amor de Cristo nos impulsiona
5.11-14 - O amor de Cristo nos impulsiona
11a E assim, (é desta forma)
11b conhecendo o temor do Senhor,
tendo conhecimento do temor do Senhor. O que é o temor φόβος (phobos) - é um profundo respeito, com reverência. Neste caso é “o respeito devido a Cristo como juiz das obras de um crente” o temor de Deus não pode ser esquecido pelos crentes do NT (At 9:31; Ap 15:4) (CSB Study Bible)
11c procuramos persuadir as pessoas,
πείθω (peithō) - chamar a atenção de alguém para adotar uma postura em relação a crer, convencendo a pessoa a agir com base no que é recomendado
11d mas somos plenamente conhecidos por Deus.
φανερόω (phaneroō) - Deus sabe muito bem quem somos, conhece o mais íntimo de nossas vidas)
11e E espero que também sejamos reconhecidos na consciência de vocês.
| Paulo espera que seja conhecido na consciência dos coríntios como homem de Deus.
Os coríntios precisavam ser lembrados desse temor em termos do tratamento que davam ao apóstolo de Cristo. Os motivos de Paulo eram puros, tanto diante do Senhor que ele temia quanto diante das pessoas a quem ele servia. (CSB Study Bible)
12a Não queremos novamente nos recomendar a vocês;
(Paulo não está tentando fazer uma nova carta de recomendação com isto, coisa que ele já disse anteriormente 2Co 3.1)
pelo contrário, (mas ao invés disto)
12b estamos dando uma oportunidade
ἀφορμή (aphormē) - uma chance adequada
12c para vocês se orgulharem por nossa causa,
καύχημα (kauchēma) - estarem satisfeitos e confiantes. Este não é o orgulho altivo, mas o orgulho humilde que reconhece a obra feita por seu líder.
para que ⤵️ (o alvo, objetivo deste orgulho)
12d tenham o que responder
(esta é uma expressão que não consta no grego)
12e aos que se gloriam na aparência e não no coração.
| O problema estava no orgulho daquilo que é aparente, ou seja, aquilo que é visível aos olhos, e não se orgulham no que é mais importante, o que está no coração, ou seja, na mente.
13a Porque, se enlouquecemos, é para Deus,
ἐξίστημι (existēmi) - perdemos o juízo, tal como Atos 26.24, considerado louco ao pregar. Tal como os parentes de Jesus em Marcos 3.21 que diziam que Jesus estava fora de si. É um termo que também descreve a “êxtase” At 10.10; 11.5; 22.17 e At 22.17.
13b e, se conservamos o juízo, é para vocês.
| Se, no entanto, muita das vezes se mantém equilibrado, é por causa da igreja. E isto se vê claramente quando guardou para si a revelação do terceiro céu por cerca de quatorze anos (2Co 12.1-10)
"Se experimentarmos êxtase, então isso é algo entre nós e Deus [não algo para ser exibido diante dos outros como prova do caráter espiritual do nosso ministério], mas se estivermos em nosso juízo perfeito [e usarmos uma linguagem razoável e inteligível], isso será para o seu benefício". Paulo sabe, no entanto, que os apóstolos que estão sempre em um estado de êxtase frenético não serão muito úteis para uma comunidade que precisa de uma direção sóbria. (GARLAND)
14a Pois o amor de Cristo nos domina,
συνέχω (synechō) - nos impele, insistindo e nos forçando a tomar uma atitude. É como chegar a uma conclusão quando se reflete sobre algo fazendo que tome uma decisão.
Paulo argumenta que o que de fato o domina não é a loucura, mas o amor de Cristo. O mesmo amor que levou Jesus a oferecer a si mesmo como sacrifício na cruz, que é considerado para os que estão se perdendo como loucura (1Co 1.18)
O amor de Cristo impede Paulo de viver para si mesmo e, em vez disso, faz com que ele derrame sua vida pelos outros. (GARLAND)
14b porque reconhecemos isto:
κρίνω (krinō) - ser resolvido, ou seja, estar determinado na mente cujo propósito é fixo. É um conhecimento bem solidificado e que já está consolidado.
14c um morreu por todos; logo, todos morreram.
Tasker: "A morte de Cristo foi a morte de todos no sentido de que eles deveriam ter morrido; a penalidade de seus pecados foi suportada por ele (1Co 15:3; 2Co 5:20); ele morreu no lugar deles". (GARLAND)
| Paulo sabia que ele estava morto com Cristo, e que sua vida agora não lhe pertencia (Gl 2.20). O amor de Cristo de fato domina nossa vida quando já compreendemos isto.
19 Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; 20 logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
A morte de Cristo deve mudar a maneira como vivemos aqui e agora na Terra, e não simplesmente garantir nossa entrada na presença eterna de Deus. (GARLAND)
3 Porque vocês morreram, e a vida de vocês está oculta juntamente com Cristo, em Deus.
11 Assim também vocês considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.
15a E ele morreu por todos, (Por que Cristo morreu por todos?)
para que (com o seguinte objetivo:)
15b os que vivem não vivam mais para si mesmos,
(para que aqueles que vivem por causa de Cristo, não vivam mais para satisfazer suas próprias vontades)
15c mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
(a vida agora é voltada para viver direcionado por Cristo. É viver segundo a vontade de Deus [1Pe 4.2]. A questão de não pertencerem a si mesmos já fora apresenta em 1Co 6.19)
2 para que, no tempo que lhes resta na carne, vocês não vivam mais de acordo com as paixões humanas, mas segundo a vontade de Deus.
“Qualquer pessoa que espere viver na ressurreição deve responder adequadamente à morte de Cristo. Essa resposta exige mais do que a concordância intelectual com a proposição de que a morte de Cristo expia os pecados; ela deve moldar a maneira como a pessoa vive. Essa resposta fornece o critério essencial para discernir quem realmente pertence a Cristo e quem não pertence. Aqueles que pertencem a Cristo não vivem para si mesmos”. (GARLAND)
A nova vida em Cristo (vv. 16-17)
A nova vida em Cristo (vv. 16-17)
16a Assim que, nós, daqui por diante,
(desde o momento que entendemos e vivemos segundo Cristo)
16b a ninguém conhecemos segundo a carne;
(segundo a carne é o mesmo que de uma perspectiva mundana, nosso entendimento é espiritual e por enxergamos as pessoas com outros olhos)
16c e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne,
16d já agora não o conhecemos deste modo.
Agora, depois da morte sacrificial de Cristo, não conhecemos as pessoas de um ponto de vista do mundo, mas da perspectiva do amor de Cristo. A partir do momento que Cristo morreu na cruz, ele e seus seguidores não puderam mais ver o mundo de um ponto de vista terreno, mas do ponto de vista de Deus, que se revela na sua Palavra. Da mesma forma, nós, a partir do momento que cremos vemos Cristo mediante olhos espirituais, e compreendemos que a morte e ressurreição de Cristo ocorreram em benefício de todos os cristãos.
O nosso entendimento sobre Cristo também deixa de ser carnal ou de uma perspectiva mundana, a partir do momento que cremos e o Espírito Santo habita em nós. Quem conhece a Cristo de uma perspectiva carnal (segundo uma sabedoria meramente humana) jamais o conhece de verdade.
17a E, assim, se alguém está em Cristo,
Isto indica quatro coisas:
que alguém pertence a Cristo,
que alguém vive na esfera do poder de Cristo,
que alguém está unido a Cristo
que alguém faz parte do corpo de Cristo, a comunidade crente.
O pressuposto de Paulo é que estar em Cristo deve provocar uma mudança radical na vida de uma pessoa. (GARLAND)
17b é nova criatura;
καινός (kainos) de nova, não vista antes + κτίσις (ktisis) de criação divina, que foi trazido a existência por Deus
O que é ser uma nova criatura?
É ser alguém nascido da água e pelo Espírito, um novo nascimento que só pode vir do alto (de cima), ou seja, só pode ser operado por Deus (Jo 3.5-7). Este novo nascimento acontece a partir do momento que a pessoa recebe a Jesus como Cristo. (Jo 1.11-12)
É algo que vai além de um rito religioso.
15 Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura. 16 E, a todos os que andarem em conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus.
É uma transformação completa, que envolve toda a vida da pessoa.
17c as coisas antigas já passaram;
παρέρχομαι (parerchomai) no sentido de deixar de existir
17d eis que se fizeram novas.
γίνομαι (ginomai) passaram a existir + καινός (kainos) de uma forma nunca vista antes
É o que acontece em Rm 6.4 onde andamos agora em uma nova vida, vida esta criada segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade (Ef 4.24).
22 Quanto à maneira antiga de viver, vocês foram instruídos a deixar de lado a velha natureza, que se corrompe segundo desejos enganosos, 23 a se deixar renovar no espírito do entendimento de vocês, 24 e a se revestir da nova natureza, criada segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.
A evidencia de que alguém está em Cristo (pertence a Cristo) é justamente essa:
Ter morrido com Cristo (v. 14, 15)
Não olhar o mundo e nem Cristo de uma perspectiva terrena (v. 16)
E ser uma nova criatura (v. 17)
5.18-21 - O ministério da reconciliação
5.18-21 - O ministério da reconciliação
18a Ora, tudo isso provém de Deus,
(Só Deus pode operar o novo nascimento)
18b que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo
(καταλλάσσω (katallassō) - ser restaurado a uma relação favorável e amigável após a ofensa, é restaurar a relação que havia sido rompida. Isto é visto também em:
10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida! 11 E não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, mediante o qual recebemos, agora, a reconciliação.
18c e nos deu o ministério da reconciliação,
(διακονία (diakonia) - uma tarefa, um serviço a ser prestado + καταλλαγή (katallagē) - conciliar a parte ofensora com a parte ofendida)
Paulo entende que o ministério que ele recebeu de Deus é movido pela reconciliação em Cristo e que ele é o instrumento que Deus usa para trabalhar pela reconciliação.
O novo estado que vivemos diante de Deus por sermos nova criatura nos dá uma tarefa específica. Visto que já experimentamos a restauração do nosso relacionamento com Deus por meio de Cristo é mister que venhamos levar essa reconciliação a outras pessoas por intermédio da transmissão da Palavra.
19a a saber, que Deus estava em Cristo
(esta é a explicação da reconciliação promovida por Deus unicamente através de seu Filho Jesus Cristo)
19b reconciliando consigo o mundo,
Paulo descreve aos colossenses que esta reconciliação se deu pelo sacrifício de Cristo na Cruz.
20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. 21 E vocês que, no passado, eram estranhos e inimigos no entendimento pelas obras más que praticavam, 22 agora, porém, ele os reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e irrepreensíveis,
19c não levando em conta os pecados dos seres humanos
(λογίζομαι (logizomai) - creditar, ou seja, não atribuindo os pecados, mas assumindo completamente a culpa e a devida punição, que é a morte. É como alguém que deve uma quantia e o seu credor não contabiliza o montante, assumindo assim o prejuízo e liberando o perdão para quitação da dívida imposta. É o que Paulo demonstrou em Rm 3.25)
19d e nos confiando a palavra da reconciliação.
(τίθημι (tithēmi) - nos dando esta responsabilidade iminente e necessária)
| Temos o dever de compartilhar a palavra que leva as pessoas a restaurarem seus relacionamentos com Deus por meio de Cristo. Pois a única forma de alguém ser reconciliado com Deus Pai é através de seu Filho Jesus Cristo.|
20a Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo,
πρεσβεύω (presbeuō) - somos representantes legais de Cristo, pois carregamos a sua Palavra de reconciliação, ou seja, somos os porta-vozes de Cristo.
Ele não age por sua própria autoridade, mas sob a comissão de um poder e autoridade maiores que o enviaram. Paulo, portanto, entende que está divinamente autorizado a anunciar ao mundo os termos de paz de Deus. (GALARND)
20b como se Deus exortasse por meio de nós.
παρακαλέω (parakaleō) - como um pedido feito a alguém para que aceite sua oferta, tal como um convite para receber certo benefício.
20c Em nome de Cristo, pois, pedimos
δέομαι (deomai) - imploramos, pois isto é indispensável e extremamente necessário
20d que vocês se reconciliem com Deus.
O alvo de nossa súplica é a reconciliação das pessoas com Deus, ou seja, convencer que elas precisam tomar posição, pois da parte de Deus ele já tomou posição de reconciliação ao enviar seu Filho Jesus Cristo.
Is 52.7 -> At 10.36
7 Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: “O seu Deus reina!”
36 Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos.
Quando foi que nos tornamos inimigos de Deus para que precisássemos ser reconciliados com ele?
Quando nos tornamos amigos do mundo (Tg 4.4)
Quando amamos mais as trevas do que a luz (1Jo 1.5-7)
21a Aquele que não conheceu pecado,
Jesus é aquele que não experimentou o pecado, ou seja, aquele que nunca pecou e nem pecará. Aquele que é perfeitamente puro || 1Pe 2.22 || Hb 4.15
21b Deus o fez pecado por nós,
ποιέω (poieō) - o induziu a assumir a posição de réu do pecado, afim de que a punição devida fosse aplicada e assim os critérios da justiça divina fossem plenamente satisfeitos. (Gl 3.13; Rm 8.3) cf. Is 53.10.
21c para que, nele,
(o alvo é que somente através de Jesus Cristo isto fosse alcançado)
21d fôssemos feitos justiça de Deus.
Esta é a única forma da pessoa ser feita justa aos olhos de Deus, através da pessoa do Senhor Jesus Cristo.
1Jo 3.5 || 1Pe 2.24 .
Cristo se tornou pecado para que outros pudessem se tornar a justiça de Deus. Paulo não está se concentrando na vida humana de Jesus, mas em sua morte inglória. Cristo experimentou as consequências do pecado humano. Aquele que viveu uma vida sem pecado morreu a morte de um pecador, afastado de Deus e objeto da ira. Ele foi tratado como um pecador em sua morte. (GARLAND)
Conclusão
Conclusão
1. O Amor de Cristo como Força Motriz:
O amor de Cristo é a principal força que impulsiona o ministério de Paulo.Esse amor é profundo, reverente e o leva a persuadir as pessoas a se voltarem para Cristo.
2. Nova Vida em Cristo:
Aqueles que estão em Cristo experimentam uma transformação radical.Não veem mais o mundo e Cristo de uma perspectiva terrena, mas espiritual.São considerados novas criaturas, com uma vida moldada pela justiça e retidão de Deus.
3. Ministério da Reconciliação:
Deus, por meio de Cristo, reconciliou a humanidade consigo mesmo.Os crentes recebem o ministério da reconciliação, sendo embaixadores de Cristo.Sua missão é compartilhar a mensagem de reconciliação e convidar as pessoas a se reconciliarem com Deus.
4. Cristo como Solução para o Pecado:
Cristo, que nunca conheceu o pecado, se tornou pecado por nós.Isso permitiu que os crentes fossem feitos justiça de Deus, reconciliados com Ele.
5. Responsabilidade dos Crentes:
Paulo enfatiza a responsabilidade dos crentes em proclamar a mensagem da reconciliação.Eles são chamados a representar Cristo como embaixadores e a exortar outros a se reconciliarem com Deus.
6. Conclusão Geral:
O amor de Cristo e a obra de reconciliação são temas centrais neste texto.Eles nos lembram da importância de viver de acordo com a nova identidade em Cristo e de compartilhar a mensagem de esperança com o mundo.
Esses pontos destacam a ênfase do texto na transformação que o amor de Cristo traz às vidas dos crentes e na responsabilidade deles em compartilhar essa mensagem transformadora com outros.
