A revelação do Filho Pré-existente que estava escondido em Deus Pai, aos homens
Exposição em 1João 1.1-4 • Sermon • Submitted • Presented
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1João 1.1 – 4
Essa carta, assim como, a de Hebreus é diferente das demais que estão na Bíblia Sagrada, pois, o autor não se preocupa em se apresentar ou dizer quem são os destinatários de sua mensagem, no entanto, a autoria Joanina é contribuída por evidencias internas e externas, a carta possui elementos paralelos com o Evangelho segundo escreveu o Apóstolo João, e os Pais da Igreja atribuem a autoria a João Apóstolo.
Trata-se de uma carta circular, ou como alguns estudiosos dizem católica porque se trata de uma carta universal, que primeiramente circulou na Ásia (atual Turquia).
Existe um consenso acadêmico, de que João tenha escrito a carta entre 90 e 95d.c, em Éfeso capital da Ásia Menor, Igreja que ele pastoreou nos últimos dias de sua vida, a razão para acreditarmos nessa informação, é que nessa época estava surgindo as ideias gnósticas, que ganhavam proeminência no final do primeiro século, e carta de João é um tratado teológico pastoral, que está combatendo esses ensinos.
Primeiro, expõem os erros doutrinários dos falsos mestres, que estavam na Igreja, influenciados pelognosticismo (religião sincrética), que entre seus ensinamentos dizia, que a matéria é má, sendo assim, Jesus Cristo não poderia ser Deus, pois a matéria é má, outros confabulavam que ele era um Fantasma ou um Anjo, outros que o homem Jesus recebeu no batismo o Cristo Divino, e na sua morte o Cristo saiu, não acreditavam na encarnação do Filho de Deus.
Segundo, João escreve com o propósito de confirmar os crentes verdadeiros na doutrina dos Apóstolos, fortalecendo também a área Moral e a Comunhão entre os irmãos.
Os versículos chave, 1.4 Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa; 2.1 estas coisas vos escrevo para que não pequeis; 5.13 Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna.
A Primeira Carta de João, continua circulando na Igreja, pois os falsos mestre continuam a se levantar negando Doutrinas essências a Fé Cristã, teologia da prosperidade, liberalismo, pragmatismo, o sincretismo neopentecostal, sendo assim, a partir dessa exposição queremos, durante alguns domingos, trabalhar a Exposição de toda a I Epístola de João.
I. Um convite de João para que retornarmos a doutrina dos Apóstolos.
1. Defendendo a Divindade do Filho v.1
De quem João está falando? É uma boa pergunta para iniciarmos, o texto se inicia com a seguinte expressão, “O que era desde o princípio” algumas versões colocam da seguinte maneira, “Aquilo que é” é bastante interessante o fato de João não colocar um pronome pessoal, mas com “o que” pois, expressa um conjunto, que conforme lemos identificamos que “o que era” está se referindo ao Verbo da Vida e sua mensagem, que é próprio Cristo.
a. Argumentação em favor da divindade do Filho.
João inicia argumentando que o verbo já estava na eternidade com o Pai, principio aqui não se refere exclusivamente ao momento que Deus criou todas as coisas, mas, também a um momento não cronológico, antes da eternidade, dessa maneira ele faz uma defesa da divindade do Filho de Deus.
Lembre-se que João não está apenas falando da origem do Mensageiro, mas, de sua mensagem, nesse interim, esse verso faz um paralelo com o Ev. Jo 1.1 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. ” Há claramente uma defesa, concernente a divindade do Filho. Sendo assim, aqueles mestres gnósticos que estavam dizendo que o Filho não era Deus, seus ensinamentos deveriam ser rejeitados.
Reflexão– Em nosso contexto temos as testemunhas de jeová, que não acreditam que o Filho é a segunda pessoa da Trindade, mas que Jesus Cristo é um deus criado por jeová, não podemos, de maneira nenhuma, aceitar tamanha aberração contraria as Sagradas Escrituras.
2. Defendendo a humanidade do filho v.1
b. Argumentação em favor da humanidade do Filho.
Ele diz: “o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida” o apóstolo usa os sentidos humanos para falar da encarnação do Filho, Audição, Visão e Tato, se colocando como uma das pessoas que foram testemunha ocular do ministério de Jesus Cristo, atestando que, ele de fato era nascido de mulher, era carne, sendo assim, João da testemunho da Encarnação, da sua Morte, de sua ressurreição e sua Assunção que subiu aos céus.
Sendo assim, poderiam crer que o Deus Filho encarnou e que “vimos a sua gloria”, que ele, era verdadeiramente homem, ele não era um fantasma ou um anjo como alguns diziam, por acreditar que a matéria era má, diziam ser impossível o Filho ter vindo em carne. Mas, a palavra afirma, que ele encarnou, morreu e ressuscitou, se não nossa Fé seria vã.
Reflexão– A divindade e a humanidade diz respeito ao Verbo Eterno, nesse interim, todo ensino que negue que o Filho é Deus, que ele encarnou, deve ser rejeitado, pois a palavra deixa claro que, Ele é plenamente Deus e Plenamente homem, uma só pessoa e duas naturezas, que se tornaram inseparáveis. Qualquer ensino que rejeite essa verdade, deve ser extirpada do nosso meio, pois, sem essa verdade, a Palavra perde seu sentido e nossa Fé é vã.
Como disse R. C. Sproul, Dê-me o Cristo bíblico ou não me dê nada ”
II. O Deus Homem sendo revelado.
3. Revelando o Filho v.2
Como João ficou sabendo? O texto deixa claro que foi revelado, essa verdade estava escondida em Deus Pai, e foi manifestada aos homens. Essa declaração nos traz a memória um momento em que o Senhor questiona aos apóstolos, o que dizem acerca do “Filho do Homem? ” Alguns dizem João Batista, Elias, Jeremias ou alguns dos profetas.
O discurso do homem caído não mudou, o Islã e os Judeus, dizem “foi um profeta”, o espiritismo “um homem que alcançou uma moral elevada, foi iluminado”, outros “foi um exemplo”, “foi um homem bom”, várias definições surgem sobre Jesus e sua origem. No entanto, João afirma que, o Verbo da Vida ou Vida Eterna, como falado no v.2 está falando da manifestação do Filho e da mensagem de Deus, sendo assim, Jesus é o próprio Evangelho, essa verdade se divide em duas afirmativas.
c. Primeiro
Algo que estava escondido, foi manifestado, foi uma ação soberana da parte de Deus que decidiu revelar, não foram os apóstolos que ficaram sabendo por causa de seus esforços, eles eram pecadores, mortos em delitos e pecados, que ouviram a voz do Bom Pastor,
Mateus 16:13-17 “Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. ” Fica claro que o ato de revelar o Cristo, pertence a Deus. Mateus 11:27 “Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo. ”
d. Segundo
A inabilidade humana de fazer algum bem para sua própria salvação, é impossível, aquilo que estava com o Pai, foi manifestado a nós, “ No cristianismo não é o homem, que vai até Deus e abra caminho em sua vida, É Deus que abre caminho na mais densa treva do nosso coração e nos salva.
III. Proclamando todo o Filho.
4. O Filho não é monopólio.
O Filho e sua mensagem não pertence a um indivíduo ou uma instituição, a revelação do Filho é dada a quem o Filho quiser revelar.
A manifestação do Filho foi dada primeiramente ao círculo dos discípulos poucos, para depois ser proclamado a muitos, por isso, ele diz: “o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros”, nossa missão é proclamar as boas novas de ao perdido, os apóstolos certa vez disseram “não podemos deixar de falar que temos visto e ouvido. ”
5. A proclamação do Cristo todo gera comunhão.
e. Comunhão com o Pai e o Filho.
O evangelho é a reconciliação, é o ato divino de reconciliar o homem caído com Deus, sendo assim, a intenção primaria, da manifestação do Filho de Deus aos homens, é resgatar a comunhão que foi perdida em Adão, “a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo”João deixa claro que a nossa comunhão tem um endereço certo “o Pai e seu Filho Jesus Cristo”
f. Comunhão entre os irmãos.
“Para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco” a consequência natural para aqueles que tem comunhão com Deus, é que tenham comunhão com seus irmãos, não faz sentido dizer que tem comunhão com Deus e não amar seu irmão. Somos reconhecidos pelo amor que temos um pelos outros, Jo 13.34,35. Então nesse aspecto.
Elesdeveriam ter comunhão com a mensagem dos Apóstolos, lembre-se a manifestação é do Filho e do seu ensino, porque o que foi manifestado foi o Cristo completo, ele e sua mensagem. A Igreja perseverava na doutrina dos Apóstolos, eram edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo assim, deveria haver uma comunhão com a doutrina dos Apóstolos.
Ou seja, defender uma doutrina que não seja apostólica é não ter comunhão nem com eles nem com o Cristo.
6. O Cristo todo promove alegria completa v.4
