A FAMÍLIA DA FÉ

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Tem como objetivo, falar de forma introdutória e clara sobre o batismo e a santa ceia.

Notes
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A FAMÍLIA DA FÉ
INTRODUÇÃO
No ano de 2022, o Brasil registrou 2,54 milhões de criaças nascidas, de acordo com o censo do IBGE. Todas essas criaças tem seus pais registrados por meio do Registro de Nascimento, pese nesse Registro como um “SINAL”, um “SELO” que comprova que essa criança, tem, pais, que são fulano e sicrano, e com isso, fazem parte de uma família. Ela é introduzida na familia no ato do nasciemento, e a comprovação que tem pais (familia) é o seu registro.
Agora, imagine uma criaça orfã, ela não tem pais, não tem familia, não pertence a um lar. mas existe o sitema de adoção, onde pais que não tem filhos podem entrar com um processo de adoção, segue-se um processo até que demorado, mas que essa criança já conenhece os possiveis pais (processo de entrevista) e pode aquardar com entusiamo a possibilidade de ter um lar. Já existe documentos assinados, e na conclusão terá também um registro, embora aqueles papeis já sirvam de sinal, de selo de que ela poderá ter pais logo logo.
Após isso, a criaça cresce e tem suas responsabilidades relacionais naquela casa, naquela familia. Ela é integrada por um processo de nascença ou introduzida pela adoção. Ela será criada e ensinada para ser integrada na sociedade. Ela saberá o que fazer naquela casa, qual o seu papel, seus direitos, suas obrigações.
TRANSIÇÃO
Assim aconteceu com cada um de nós, muitos passam por esse processo natural ou jurídico (habilitação à adoção) que os coloca como parte de uma familia. Crescemos e aprendemos o nosso dever. Muitas vezes nos esquecemos do processo de amor que aconteceu no início. Muitas vezes desobedecemos e agimos de forma que desagrada os nossos pais, os nossos familiares, que fere aquela estrutura, aquele corpo onde cresci, eu sou moldado pelo sentimento de indepêndencia.
Todo esse processo acontece na igreja e o nosso desafio hoje e refletirmos sobre a nossa família da fé e o nosso compromisso com ela. Seremos levados a pensar no compromisso que assumimos quando fomos introduzidos na família da fé, como temos vivido a nossa vida espiritual, e se tenho usufruido do relacionamento do que é ser igreja, e isso se manifesta na aplicação dos sacramentos, o Batismo e a Ceia do Senhor.
DESENVOLVIMENTO
BATISMO - INTRODUZIDOS NA FAMÍLIA ETERNA
O batismo não é o que nos faz nascer na familia, mas é um Sinal e Selo de que eu agora faço parte da família. O meu registro de nascimento é a prova de que faço parte dessa familia, mas me tornei filho no ato do nascimento (regeneração), nesse sentido “terreno” sou batizado após o nascimento (crer) (Marcos 16.16). Nós nascemos antes de sermos registrados. Mas olha que lindo como Deus faz, eu era filho antes mesmo de nascer, pois ele nos predestinou em Cristo Jesus antes da fundação do mundo (Efésios 1.3-14), eu fui registrado na família da fé antes da fundação do mundo. Esse sentido espiritual nos confota como pessoas como um todo, mas principalmente como pais que “registram seus filhos (batizando-os), antes deles crerem” assim como Deus nos registrou antes mesmo que crescemos. O batismo é a validação da adoção.
O batismo não foi uma prática nova criada por João Batista. Ele já era uma prática bem antes de João. Batizar vem da palavra grega βαπτίζω (baptizõ) = Imergir, molhar, aspergir. O seu elemento é a água. As religiões da antiguidade atribuiam um significado simbólico a água. Ela tinha um tipo de poder de purificação (os próprios rios eram visto assim), tanto que o rio Nilo para os egípicios era um tipo de divindade. Para os romanos e gregos, a água era usada no ato cerimonial, lavagens eram prescritas. Antes da própria circuncisão, Israel fazia uma expécie de purificação usando a água.
O NT então inicia com uma preparação do caminho assim como o batismo era um tipo de preparação. Deus então introduz o Batismo na vida do seu povo por meio de João Batista, que curiosamente sinifica “aquele que batiza”. Essa prática carregaria significado redentivo na vida da Igreja, e é instituida por Jesus como sacramento em Mt 28.19. Sacramento é um de juramento de fidelidade feito por um soldado ao imperador. O batismo é um juramento que fazemos a Cristo de fidelidade até a morte. Segundo (Cl 2.11-12), o batismo toma o lugar da circuncisão representando agora o novo sinal e selo da Aliança de Deus na justiça de Cristo pela fé (Rm 4.11). O batismo por tanto é mais que a cincuncisão, não em essência, mas em grau. Ele é um sacramento, assim como a Ceia, que está subordinado à pregação da palavra por pessoas ordenadas ao sagrado ministério. A Confissão de Fé afirma que: “é grande pecado menosprezar ou negligenciar a ordenança do batismo” (CFW XXVIII (28) V).
Seguindo a função de Sinal e Selo da Aliança, o Batismo então siginifica: 1. a introdução do batizando (faço parte) no meio do povo de Deus (corpo de Cristo - igreja), 2. o anúnico de uma nova vida (2Co 5.17; João 3.3), 3. que tenho um novo Pai, 4. uma nova casa e 5. uma nova família, (Rm 8.16; Jo 1.12; Mt 25.34; Jo 14.2; 2Pe 2.9-10), 6. Sou herdeiro de Deus e que 7. recebi o selo de Santificação e Salvação, o Espirito Santo (Ef 1.13-14).
Crisóstomo, com quem a maioria concorda, relaciona o termo água com o batismo. O significado, então, seria que, por meio do batismo, entramos no reino de Deus, porque então o Espírito de Deus nos regenera.
João Calvino
O batismo porém, não é uma obra sobrenatural salvifica que transforma vidas, pois apesar dos corintios terem sido batizados, eles foram chamados de carnais e criaças em Cristo e foram solenemente advertidos sobre a possibilidade de sua queda (1Co 10.1-12). Também não invalida o batismo infantil, mas o fortalece, pois, sendo criança ou adulto, todos só são salvos após crerem. Os benefícios do batismo podem ser perdidos e têm de ser aceitos por uma fé pessol.
O batismo é sinal e selo do meu relacioanento com Deus que me dá a honra de Cear com o seu povo e com Ele. Mas o que a Ceia significa?
CEIA - UM RELACIONAMETO FAMILIAR
A Ceia ocorre em um momento de comunhão. No momento do alimento em nossa casa, a refeição na mesa representa comunhão com a família. Jesus à celebra no dia da Páscoa, um momento de grande celebração entre o povo, que recordam a libertação da escravidão. Deus estabeleceu a páscoa no antigo testamento com o sacrifício do cordeiro, estando presente como anfitrião, aqui, Jesus é tanto o anfitrião quanto o cordeiro. Ele institui o sacramento e o sacrifício, ele mesmo é o sacrifício. Cristo participa da refeição que ele mesmo era a representação do alimento e que apontava para o porvir.
Dogmática Reformada, Volume 4: Espírito Santo, Igreja e Nova Criação Capítulo 11: Os Meios da Graça do Espírito: A Ceia do Senhor

A Ceia deve ser desfrutada pela igreja de todas as épocas até que ele retorne e nós bebamos com ele o vinho novo do novo reino

Foi Cristo quem instituiu a Ceia e por isso é Ele quem a ministra, Ele é o anfitrião desse momento. Quando nos dirigimos até a casa do Senhor devemos fazer isso sabendo que é Cristo quem nos espera aqui. E sabendo disso, não se deve fazer de forma banal. Cristo convoca todos os crentes à particiarem desse sacramento. A ceia é um alimento que deve ser desfrutado em comunhão com outros irmãos. Ela é mais bem servida ao redor de uma mesa com seu povo em volta dela.
A ceia é um convite do anfitrião, Cristo, para que o seu povo se lembre dos benefícios que temos nele, por meio da sua morte. Nós fomos introduzidos na família da fé por meio do Batismo como cumprimento da antiga aliança, da promessa da redenção. A certeza da realização desses benefícios é retratada na ocasião da Santa Ceia (eucaristia). Cristo chama à sua Igreja à comunhão do corpo.
1 Coríntios Considerações Práticas em 11.23–24

Como anfitrião, ele me convidava a ser seu hóspede à mesa. Como o Mediador do novo pacto que Deus fizera, ele me considerou parceiro do pacto. Como Cordeiro de Deus morto no Gólgota, ele me limpou de meus pecados. Como meu irmão e amigo, ele me mostrou como viver para Deus e expressar-lhe minha gratidão. Como fonte de felicidade, ele me encheu não de tristeza e pesar por sua morte, mas de alegria e regozijo por sua presença.

Simon Kistemaker
Somos chamados então para refletir e agradecer ao Senhor por ter nos feito povo seu, e sentindo ali sua resença espiritual, juntamente com toda a sua igreja que se reune em ceia clamamos: maranata vem, Senhor jesus. Ele morreu, ressucitou e está voltando. Aleluia!
3. UM RELACIONAMENTO QUE TRÁS SEGURANÇA
O batismo é reconhecido como a marca da membresia na comunidade de Cristo por aqueles que estavam fora dela.
Edmund Clowney
Na igreja primitiva, e posteriormente, a Ceia do Senhor foi chamada “Eucaristia”, tomando sua definição do verbo grego eucharisto, que significa “agradecer”. Portanto, um aspecto da Ceia do Senhor tem sido o do ajuntamento do povo de Deus, para expressar sua gratidão pelo que Cristo realizou em favor deles em sua morte.
R. C. Sproul
Meus amados irmão, a realização e celebração dos sacramentos na vida dos crentes, na vida da igreja, nos dá segurança. Há alegria em ser introduzido em uma família, há alegria em ser membro da família eterna. Há alegria da recordação do que foi feito em nosso favor, de um sacrifício imerecido como prova de grande amor, de alguém perfeito que se deu por imprefeitos, de quem tinha tudo e optou por dividir a sua herança com aqueles que desprezaram tudo o que tinham. Alegria em saber o que nos espera.
APLICAÇÃO
Que com isso amados irmãos, pensemos em nossa vida com Deus. Pensemos em nosso relacionamento com a Igreja. Ao olhar onde estamos hoje, fazendo parte do corpo de Cristo, vejamos como o nosso Deus é fiel e cumpridor de sua palavra. Saimos de uma vida de pecados para uma nova vida em Cristo e temos um selo e sinal em nós desse compromisso, dessa certeza.
Entramos em comunhão com a igreja todos juntos pessoalmente para agradecermos ao Senhor pelo seu sacrifício. A sua morte não deixa de ser anunciada, os seus benefícios são certos e o louvamos porque temos a certeza de que um dia, estaremos juntos na ceia do cordeiro.
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