JUSTIFICADOS COMO ABRAÃO

A JUSTIÇA DE DEUS EM CRISTO JESUS  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão "Justificados como Abraão" enfatiza a ideia de que a justificação pela fé, exemplificada na história de Abraão – que creu no Senhor e teve sua fé imputada como justiça – não se limita apenas aos judeus, mas se estende a todos os que creem no Evangelho. Através da análise de Romanos 4, o autor, Paulo, apresenta pontos fundamentais que demonstram que a justificação é um dom concedido por Deus, que não depende de obras, da circuncisão ou da Lei, mas sim da fé. Abraão é reconhecido como pai da fé, cuja crença na promessa de Deus, mesmo diante de dificuldades impossíveis, serve de modelo para todos os crentes. O sermão conclui que a justificação é uma promessa destinada a todos os que creem em Jesus Cristo, que foi ressuscitado para garantir essa relação de justificação com Deus, reforçando a ideia de que a fé se baseia em esperanças invisíveis e na certeza das promessas divinas.

Notes
Transcript

JUSTIFICADOS COMO ABRAÃO

Introdução: A Bíblia diz que Abraão “creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gn 15.6). Nesse momento, Abraão teve a sua fé considerada para a justiça. A partir disso, Deus declarou Abraão justo. A justificação pela fé não é exclusiva de Abraão, nem somente dos judeus; é para todos.
Lição: Todos Os Que Creem No Evangelho Recebem A Justificação Como Abraão A Recebeu.
Texto: Romanos 4.18-25.
Paulo mostrou, no final do capítulo 3 (vv. 21-31), que, na cruz de Cristo, Deus manifestou Sua justiça para todos que creem, seja judeu ou gentil. A justificação é pela fé e para todos, judeus e gentios. O capítulo 4 é a explicação do final do capítulo 3.
Nesse capítulo, Paulo tem apresentado várias razões irrefutáveis ​​pelas quais a justificação é pela fé: “(1) Visto que a justificação é um dom, ela não pode ser conquistada pelas obras (vv. 1-8). (2) Visto que Abraão foi justificado antes de ser circuncidado, a circuncisão não tem relação com a justificação (vv. 9-12). (3) Visto que Abraão foi justificado séculos antes da Lei, a justificação não é baseada na Lei (vv. 13-17)” (WALVOORD, John). Então a justificação é pela fé; uma fé que é totalmente “à parte das obras, à parte da circuncisão, à parte da Lei, à parte do que se vê” (MOO, Douglas). Uma fé que é segundo a graça de Deus.
Paulo, então, caminha para sua conclusão e, com isso, apresenta as características da fé de Abraão e o resultado que obteve dela. A fé de Abraão não é exclusiva dele, nem apenas dos judeus; Paulo afirma que os que creem no Evangelho recebem a justificação como Abraão a recebeu.
Paulo apresenta dois fundamentos para isso: A paternidade de Abraão e o registro bíblico.
A paternidade abraâmica (18-22).
A obtenção da paternidade veio da fé de Abraão.
18 Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência.”
O resultado da fé de Abraão tornou-o o pai de muitas nações (conforme, Gn 15.5; 17.4-5).
A fé de Abraão operou na condição em que somente um milagre poderia acontecer (“Abraão, esperando contra a esperança, creu”).
A condição era contra à esperança humana (v. 19).
19 E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara,
Calvino disse: “Lembremo-nos também de que a condição de todos nós é a mesma que a de Abraão. Todas as coisas à nossa volta se opõem às promessas de Deus: ele promete imortalidade; estamos cercados de mortalidade e corrupção. Ele declara que nos conta como justos; estamos cobertos de pecados. Ele testifica que é propício e bondoso conosco; julgamentos externos prenunciam sua ira. O que deve ser feito então? Devemos fechar os olhos a nós mesmos e a todas as coisas ligadas a nós para que nada nos atrapalhe ou impeça de crer que Deus é verdadeiro” (citado por Douglas Moo em seu comentário de Romanos).
Se olharmos para as condições difíceis ao nosso redor, e não para a fiel promessa de Deus, enfraqueceremos na fé. Lembre-se, Deus é o Deus do impossível (Lc 1.37; 18.27).
A operosidade da fé foi direcionada à esperança da promessa (v. 20-21).
20 não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, 21 estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.”
Abraão não duvidou da promessa de Deus.
Abraão não foi incrédulo à promessa de Deus.
Antes, “pela fé, se fortaleceu”; após a provação, Abraão teve o fortalecimento da sua fé. Douglas Moo mostra muito bem o sentido disso: “qualquer coisa ganha força ao enfrentar e superar oposição: músculos, quando pesos são levantados; a santidade, quando resiste à tentação com êxito. Desse modo, a fé de Abraão ganhou força ao vencer o obstáculo criado pelo conflito entre a promessa de Deus e a evidência física.” É superando as adversidades que a nossa fé é fortalecida. Paulo disse: “...quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co 12.10). E nesse processo de fortalecimento, “dando glória a Deus”.
Abraão teve total certeza que Deus era capaz de cumprir o que prometera (v. 21).
Pela fé, ele foi aceito por Deus (v. 22 Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça) tornando-se o pai na fé de todos os que creem (vv. 11, 16, 18).
Todos os que creem no Evangelho recebem a justificação como Abraão a recebeu, e ele é o pai de todos os que creem; ou seja, se o pai da fé foi justificado por sua fé, todos que têm fé como a dele também serão.
O registro bíblico (23-25).
Deus registrou a justificação para todos que creem (23).
23 E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta,
Está escrito que “lhe foi levado em conta” é a citação de Gênesis 15.6: “Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.”
Deus destinou a justificação para todos que creem (24).
24 mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor,
Outra tradução possível para a primeira parte desse versículo seria: “mas também em nosso favor está destinado a ser posto em conta”. A palavra “posto” se refere aqui a algo que é inevitável acontecer.
Paulo, então, diz quem terá a fé posta em sua conta: “a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor,
Jesus foi entregado por causa dos nossos pecados (v. 25a).
Jesus foi ressuscitado para nos colocar em um relacionamento correto com Deus (fomos absolvidos e justificados) (v. 25b).
Todos os que creem no Evangelho recebem a justificação como Abraão a recebeu, e isso é comprovado pelo registro bíblico.
Conclusão: A fé é à parte da visão. A fé é “a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1b). Assim como Abraão, nós cremos naquilo que não vemos; nós não vemos a esperança, mas somos salvos nessa esperança: “Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?” (Rm 8.24). Esperança na promessa de Deus de sermos justificados pela fé. Promessa de justificação pela fé que é para todos que creem; Pedro reconhece isso quando diz em Atos 2.39: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.” Nem todo mundo vai ouvir o Evangelho, mas todos aqueles que ouvem e creem no Evangelho recebem a justificação como Abraão a recebeu.
Tradução literal: 18 O qual com esperança em esperança creu para o tornar-se ele o pai de todas as nações de acordo com o que está sendo dito: Assim será a tua descendência. 19 E não estando fraco na fé considerou a si mesmo o corpo estando mortificado, sendo já de cem anos, e morte do ventre de Sara, 20 e, na promessa de Deus não ficou duvidado por incredulidade, mas foi fortalecido na fé, dando glória a Deus. 22 Por isso foi considerado a ele para justiça. 23 E não foi escrito somente por causa dele, porque foi considerado a ele, 24 mas também por nossa causa, os quais, está prestes a ser considerado, estão crendo naquele que esteve levantando a Jesus, nosso Senhor, dentre os mortos, 25 o qual foi entregado por causa dos nossos pecados e foi levantado por causa da nossa justificação.
Minha tradução interpretativa: 18 O qual creu contra a esperança na esperança, e como resultado disso, ele se tornou o pai muitas nações, conforme o que lhe foi dito: Assim será a tua descendência; 19 e não desanimou na fé, quando considerou bem o seu próprio corpo já morto, pois estava com cerca de cem anos, e a esterilidade do ventre de Sara, 20 e não teve dúvida nem foi incrédulo a respeito da promessa de Deus, mas foi fortalecido na fé dando glória a Deus 21 e esteve plenamente convicto de que Aquele que prometeu é totalmente capaz também de cumprir. 22 Por isso, foi posto em sua conta para justiça. 23 E não foi escrito somente em favor dele que “foi posto em sua conta”, 24 mas também em nosso favor está destinado a ser posto em conta, nós que estamos crendo naquele que foi ressuscitado dos mortos, Jesus, nosso Senhor, 25 o qual foi entregado por causa dos nossos pecados e foi ressuscitado para nos colocar em um relacionamento correto com Deus (justificação).
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