A Oração Sacerdotal de Jesus Cristo

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João 17.1-26.
A oração é uma dádiva de Deus, e o próprio Filho de Deus sendo Deus se utilizou da oração. E essa é sua oração mais magnífica.
Cristo ora por Ele mesmo (v.1-5)
V.1-2
Jesus tendo já orientado seus discípulos sobre tudo que haveria de acontecer, então Ele inicia sua oração após isso, e faz isso levantando os seus olhos para o céu e falando com o Pai dizendo:
Pai, é chegada a hora.
Que hora é essa? Jesus está se referindo a hora dele ser levantado no madeiro, a hora de seu sacrifício planejado antes da fundação do mundo para salvar os seus filhos comprados por seu sangue.
Está na hora Pai, é a hora do Filho, do descendente da mulher esmagar a cabeça da serpente.
Até o momento presente muitos tentaram prendê-lo e até matá-lo, porém, não obtiveram exito, e isto porque não era chegada a sua hora, agora contudo, Jesus afirma: chegou a hora!
E continua dizendo: glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti, assim como lhe conferiste autoridade sobre toda carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste.
Jesus veio a este mundo com uma missão, Ele veio com a missão de nos salvar. E sabia que isso significava que Ele veio para se fazer homem, sofrer, morrer na cruz em nosso lugar.
Jesus então pede ao Pai que por meio de sua obra, morte, ressurreição, ascensão e coroação o Filho fosse glorificado e assim sendo Ele glorificasse também o Pai.
E assim, Jesus pede ao Pai que conceda isso ao Filho do mesmo modo como foi conferido pelo Pai ao Filho a autoridade sobre toda carne para conceder vida eterna a todos os que o Pai lhe deu.
Tão certo quanto essa autoridade foi dada ao Filho, Ele pede que também lhe conceda essa glorificação mediante seu sacrifício que seria realizado na sexta-eira.
E Jesus então explica o que é a vida eterna.
Infelizmente muitos não compreendem o que é a vida eterna.
Pensam que a vida eterna fala mais sobre o futuro do que sobre o presente. Mas, não é verdade. A vida eterna é sobre o presente e o futuro de uma vida com Deus.
V.3
Jesus deixa claro que a vida eterna é conhecer o único Deus. A vida eterna consiste em “conhecer”. Conhecer aqui não é uma apenas abraçar algumas ideias corretas sobre Deus, mas um apreender essencial mediante uma entrega plena e um relacionamento vivo com Deus.
E é interessante que a ideia da frase conhecer ao único Deus verdadeiro e a Jesus, não significa que reconhecemos primeiro Deus e em segundo lugar Jesus Cristo, mas em Jesus encontramos o único Deus vivo e verdadeiro. Inúmeras pessoas em todo o mundo encontram em Jesus Cristo o verdadeiro Deus e, por consequência, a vida eterna.
Todo aquele que nele crê em Jesus Cristo tem a vida eterna. Quem nele crê não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Não há vida eterna fora de Jesus Cristo.
Portanto, quando Jesus diz que a vida eterna é conhecer a Deus e ao seu Filho, Jesus está dizendo que vida eterna é mais sobre qualidade de vida com Deus do que quantidade de vida com Deus. E desse modo, Jesus já nos disse que a vida eterna é um relacionamento intimo e profundo com Deus. E esse relacionamento não começar apenas no futuro, mas começa hoje, no presente quando nós recebemos a Jesus como o nosso único e suficiente Salvador.
V.4-5
Jesus ora ao Pai dizendo que assim Ele glorificou ao Pai com sua obra consumada, completa na cruz, e assim roga ao Pai que o glorifique com a glória que havia deixado de lado quando veio a terra para morrer.
Desse modo, Jesus teve que se fazer homem, deixando sua glória que tinha junto com o Pai no céu, e abriu um caminho entre o céu e a terra, e desse modo, Jesus pede que o Pai devolva a glória que Jesus o Filho tinha com o Pai antes que houvesse mundo, assim, concordo com Hernandes Dias Lopes que disse: A salvação não é um caminho que abrimos da terra para o céu, mas o caminho que Deus abriu do céu para a terra. A salvação foi uma obra que o Pai confiou ao Filho, e ele veio e a terminou.
Então nós somos salvos pela obra do Pai confiada ao Filho na cruz.
Cristo ora pelos discípulos e pela igreja (v.6-26)
V.6
Jesus passa a orar pelos discípulos, e diz que Ele manifestou aos homens que o Pai lhe deu o nome do Pai, ou seja, fez os discípulos conhecerem ao Pai. Ou seja, Jesus fez os discípulos conhecerem o caráter, a natureza e os atributos de quem Deus É.
Quando Jesus se fez carne, Ele se manifestou aos homens mostrando de uma forma visível quem é o Deus invisível. Os seus milagres, suas obras, e suas palavras revelam o Pai como de fato Ele É. Por isso Ele afirmou: quem vê a mim vê ao Pai.
Desse modo, é enfatizado aqui que os salvos são um presente do Deus Pai ao Deus Filho. Pois Jesus afirma que os homens escolhidos eram do Pai e o Senhor os confiou a Jesus.
E Jesus veio nos resgatar das garras do diabo que governa sobre este mundo.
E os que são do Pai dados ao Filho, esses guardam a Palavra de Deus.
V.7-8
Jesus disse que o resultado das palavras que Ele lhes disse, as quais Ele recebeu do Pai, esses homens reconheceram que tudo o que o Pai deu a Ele – o brilho da glória de Deus foi refletida em Jesus, suas palavras e suas obras – vem do Pai. Suas palavras (pronunciamentos), que o Pai deu e que Jesus deu aos discípulos, eles as receberam (creram nelas e as guardaram); e reconheceram com genuíno reconhecimento que Jesus veio do Pai, verdadeiramente da presença do Pai, de modo que, em toda a sua missão, verdadeiramente Jesus representa o Pai; sim, eles creram que o Deus Filho foi comissionado, enviado pelo Deus Pai.
V.9
Jesus ora pelos seus discípulos e não pelo mundo, com isso não devemos pensar que Jesus Cristo nunca orou pelo mundo, mas orou. Na cruz mesmo Ele disse: Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem. Jesus ora por aqueles que o Pai lhe deu, ou seja, ora por aqueles pelos quais Ele dará a sua vida. E está é a sua missão. Nem todos lhe foram dados. Jesus não morreu por todos.
Todos aqueles – e somente aqueles! – que foram conhecidos de antemão e predestinados para a salvação alcançam, por fim, os céus (por outro lado, o evangelho deve ser firmemente proclamado a todos; a morte de Cristo é suficiente para todos; Deus tira seu povo dentre todas as nações do mundo; ele exerce autoridade sobre todos; e é glorificado em todos).
V.10
Aqui Jesus mostra a sua união perfeita entre Ele e o Pai.
Nenhum de nós, seres mortais poderia dizer essas palavras honestamente. Talvez pudéssemos dizer a Deus: Todas as minhas coisas são tuas, mas jamais poderíamos falar: As tuas coisas são minhas. E por que o Filho afirma isso? É porque o Filho está em igualdade com o Pai que Ele pode afirmar o que é meu é teu e tudo que é teu é meu e isso tudo me glorifica como glorifica a Ti. Nos discípulos, nos crentes, o Filho é glorificado. Pois, essa é uma das marcas do cristão verdadeiramente salvo, Ele glorificará o seu salvador desde agora e para sempre.
V.11-16
Neste versos o tema da oração de Jesus é a guarda dos discípulos.
V.11
Jesus começa dizendo que sua volta ao céu está próxima, e Ele orou como se já tivesse ido para o céu. E afirma que os seus discípulos iriam ficar no mundo. E Jesus roga que o seu Pai guarde os seus discípulos de tudo que possa porventura causar algum dano espiritual a vida espiritual dos seus discípulos. E o propósito desta guarda é para que sejam um, assim como nós somos um. A ideia aqui é que eles possam permanecer unidos em amor e na defesa da verdade, da mesma forma que o Pai e o Filho são constantemente um.
V.12
Jesus tinha cumprido sua tarefa como o Bom Pastor das ovelhas. Ele as guardou, e nenhum se perdeu, mas, é interessante que Ele Jesus diz: “e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição”, e com isso ele não quis dizer que, à exceção de Judas, todos aqueles que o Pai dera ao Filho foram guardados. Ele certamente não quis induzir o pensamento de que, no caso de Judas, ele havia fracassado miseravelmente em executar a missão que lhe fora dada.
Mas, está dizendo somente aquele que estava predeterminado desde as Escrituras para se perder mesmo. Desse modo o filho da perdição significa que Judas foi designado à ruína ou condenação eterna. Judas não era obrigado a trair Cristo para cumprir a profecia, mas escolheu trair o Salvador; ao agir assim, a Escritura foi cumprida.
V.13
Jesus está indo para o Pai, e fala no mundo, enquanto está na terra e isso para os discípulos possam ter alegria completa que Ele dá sobre o cuidado e seu amor por eles.
V.14, 16.
Assim como o mundo rejeitou a Cristo e a sua palavra, e Jesus Cristo deu a apalavra aos discípulos, o mundo então os odiou. E isso se deu pelo fato de que Ele não é do mundo e nem os seus discípulos são do mundo. (v.14 e v.16)
V.15
Jesus solicita ao Pai que guarde os seus discípulos do maligno. Cristo orou pelos discípulos. Nas suas diversas dificuldades, Jesus intercedeu por eles. Orou por eles quando estavam passando por uma avassaladora tempestade (Mt 14.22–33). Orou por Pedro quando este estava sendo peneirado pelo diabo (Lc 22.31,32). Agora ora por eles antes de ir para o Getsêmani.
Jesus fez dois pedidos fundamentais em favor dos discípulos.
Que os guarde do mundo e também os guarde do maligno. O maligno é um inimigo real. Ele entrou em Judas e o levou pelo caminho da morte. Paulo diz que ele cega o entendimento dos incrédulos (2Co 4.4). Paulo diz que devemos ficar firmes contra as ciladas do diabo (Ef 6.11). E Pedro afirma que o diabo anda ao nosso redor buscando a quem possa devorar (1Pe 5.8). A Bíblia assevera que Jesus está à destra de Deus e intercede por nós (Rm 8.34). E ainda diz que podemos ter segurança de salvação, porque ele vive para interceder por nós no céu (Hb 7.25).
V.17-26
Jesus então termina a sua oração com a conclusão pedindo pela santificação, unidade e a glorificação do seu povo.
Podemos perceber os três mais importantes pedidos que nosso Senhor fez em benefício de seus discípulos.
Em primeiro lugar, devemos observar nesses versículos que o Senhor Jesus orou em favor da santificação de seus discípulos.
V.17
Ele disse: “Santifica os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Sem dúvida, aqui a palavra “santificar” significa “tornar santo”. Jesus estava pedindo que o Pai tornasse seus discípulos mais santos, espirituais, puros, em pensamentos, palavras, obras, vida e caráter. A graça divina já os havia chamado, convertido, regenerado e transformado.
Jesus solicita, pois, que o Pai faça esses homens, em grau crescente, amarem essa palavra e viverem conforme a verdade de Deus revelada nesta mensagem que eles tinham recebido d’Ele.
V.18
Assim, Jesus enviou os discípulos com o Pai enviou ao Filho para o mundo. Jesus nos deu uma missão e uma estratégia. Devemos ir ao mundo como Cristo veio ao mundo. Ele “tabernaculou” conosco. Fez-se carne. Ele foi amigo dos pecadores. Recebeu os sem esperança, e abraçou os indignos de ser abraçados, tocou os leprosos, hospedou-se com publicanos. Sua santidade não o isolou, mas atraiu os pecadores para serem salvos.
V.19
Jesus se dedicou, se separou exclusivamente na missão de salvar os seus discípulos, e agora devemos nos santificar para Ele. A palavra “santificar” significa “separar”. Essa separação não é geográfica, mas moral e espiritual. A ideia aqui Não é isolar-se entre quatro paredes e perder o contato com as pessoas. Precisamos estar presentes no mundo como sal e luz. Precisamos influenciar, pois somos o perfume de Cristo. Temos que ser aqueles que brilham no mundo a glória e a luz de Cristo. Você é como uma canoa no rio, mas não está afundada no rio, você está no mundo, mas você não está afundado no mundo.
V.20
Jesus intercede pela Igreja universal. Aqui Ele orou por mim e por você. Pois, além das ovelhas que foram conduzidas para fora do aprisco dos judeus, existem também “outras ovelhas”. Todas devem tornar-se um só rebanho, com um só pastor. E Jesus continua:
V.21
Devemos observar esses versículos que o Senhor Jesus orou em favor da unidade de seu povo. “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” — essa foi a principal súplica de nosso Senhor, em sua oração ao Pai.
Aqui temos o nosso Senhor tributando à unidade de seu povo constituindo a maior prova da importância desse assunto e da pecaminosidade das divisões entre seu povo. Infelizmente, é verdade que as divisões, em todas as épocas da história da Igreja, têm sido um escândalo e causado o enfraquecimento da Igreja de Cristo.
Com frequência, os crentes têm desperdiçado seu tempo contendendo com seus irmãos, em vez de contenderem contra o pecado e o mal!
Devemos acatar a ordem de Paulo:“Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Antes de nos entregarmos à divisão, devemos suportar, ceder e aguentar muito. Há movimentos em que frequentemente existe muito fogo enganoso. Os zelosos fanáticos que se amam criar divisões e partidos na igreja.
Não devemos nos preocupar com eles. Enquanto tivermos o Senhor Jesus Cristo e uma boa consciência, com paciência permaneçamos onde estamos, seguindo aquilo que conduz à paz, esforçando-nos para promover a unidade. Não foi em vão que o Senhor Jesus suplicou intensamente que seu povo seja “um”.
V.22-24
Observamos nesses versículos que o Senhor Jesus orou para que seu povo, ao final de tudo, esteja com ele e desfrute de sua glória. Ele disse:“Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” Pai, a minha vontade é que, onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória”.
Essa é uma conclusão para a notável oração de nosso Senhor. Estejamos certos de que essas palavras tinham o propósito de animar e trazer conforto àqueles que as ouviram, fortalecendo-os para os acontecimentos finais, que se aproximavam rapidamente.
Entretanto, para todos aqueles que, até hoje, a leem, essa parte da oração de Cristo está repleta de consolo e refrigério para o meu e o seu coração como cristão.
Agora não podemos ver a Cristo. Lemos a respeito dele, ouvimos sua voz, cremos em sua Pessoa e descansamos nossas almas em sua obra consumada. No entanto, até mesmo os melhores de nós, no melhor de nós mesmos, andamos pela fé, e não pelo que vemos; e nossa pobre e vacilante fé com frequência nos faz andar com dificuldade no caminho para o céu.
Mas haverá um final para todo esse estado de coisas que temos hoje. Naquele dia, veremos Cristo assim como ele é e conheceremos da maneira como agora somos conhecidos. Nós o contemplaremos face a face, e não mais como por espelho. Estaremos definitivamente na presença e na companhia de Cristo, para nunca mais sairmos dela.
Se a fé nos tem sido agradável, quanto mais será vê-lo com nossos próprios olhos; se a esperança nos tem produzido refrigério, quanto mais consolo obteremos ao estar pessoalmente com Ele. Não nos devemos admirar que, depois de ter escrito, “Estaremos para sempre com o Senhor”, o apóstolo Paulo tenha acrescentado: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1Ts 4.17–18).
Agora sabemos pouco a respeito do céu. Nossos pensamentos tornam-se confusos quando procuramos formar a ideia de um futuro estado em que os pecadores redimidos serão perfeitamente felizes. Mas o apóstolo João diz “Ainda não se manifestou o que haveremos de ser” (1Jo 3.2).
Todavia, podemos descansar no bendito pensamento de que, após a morte, estaremos com Cristo. Se, antes da ressurreição do corpo, estaremos no paraíso ou, após a ressurreição, desfrutaremos a glória final, a perspectiva é a mesma.
Porque os verdadeiros cristãos estarão “para sempre com o Senhor”. Não precisamos de mais informações.
V.25-26
Jesus conclui sua oração reafirmando sua submissão à vontade do Pai. Como resultado, os crentes se tornarão ainda mais unidos e submissos ao Pai e ao Filho.
Aplicações:
A vida eterna é conhecer a Deus
Se você de fato ama a Deus, busque ter diariamente um relacionamento com Ele. E conhecer a Deus implica em ser a cada dia santificado por Ele, esse Pai Santo que nos ensina a andar em santidade em e por meio de sua palavra.
Não tenha medo do maligno
Jesus nos guardará até o fim de todo mal.
Vivamos em unidade
Lá no céu não teremos plavcas de denominações, não teremos divisão. Portanto, aqui neste mundo não podemos viver em buscar de forma divisões, isso é pecado e não é uma prática cristã.
Reconheça Cristo
Reconheça aqui na terra como Salvador, senão Ele não te reconhecerá lá no último dia como um Filho de Deus .
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