O Destino da Cruz
Salvação, alegria e unidade - exposições em Filipenses • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
17 Irmãos, sejam meus imitadores e observem os que vivem segundo o exemplo que temos dado a vocês. 18 Pois muitos andam entre nós, dos quais repetidas vezes eu lhes dizia e agora digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. 19 O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está naquilo de que deviam se envergonhar, visto que só pensam nas coisas terrenas. 20 Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, 21 o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas. 1 Portanto, meus amados irmãos, de quem tenho muita saudade, vocês que são a minha alegria e coroa, sim, meus amados, permaneçam, deste modo, firmes no Senhor.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Pensar acerca do papel da cruz da nossa vida.
A cruz possui uma mensagem muito poderosa no cristianismo: Ao mesmo tempo que ela é loucura, ela é salvação
18 Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, ela é poder de Deus.
Loucura: Porque nós dizemos que pela morte de um homem na cruz, nós temos salvação.
Cruz era destinada as piores pessoas no império romano. || Pior tipo de morte || pior destino.
Salvação: Na cruz Cristo soluciona todo o problema do pecado daqueles que creem nele.
O presente texto deixe a discussão da cruz ainda mais “interessante/louca”.
A cruz decide o destino das pessoas.
Paulo fala neste texto de dois grupos diferentes com destinos diferentes, e o ponto que diferencia esses dois grupos é a cruz.
Pensar nos dois grupos, olhar as características destes dois grupos, e refletir sobre a nossa relação com a cruz.
1º GRUPO: OS INIMIGOS DA CRUZ (v. 18-19)
1º GRUPO: OS INIMIGOS DA CRUZ (v. 18-19)
Paulo fala de um grupo de pessoas que estavam entre eles: conviviam com eles, eram membros da igreja, mas que tinham um grande problema, eles eram inimigos da cruz de Cristo.
Ao longo da carta já vimos que a igreja de Filipos estavam enfrentando falsos mestres, gente que ensinava que eles deveriam confiar na carne, gente que focava em rivalidades em partidarismo - provavelmente aqueles a quem Paulo chama de inimigos se refere a esses.
E Paulo demonstra que esses grupos se identificavam tinham duas características princípais.
1 - O Deus Deles é o ventre/estômago/apitite (v. 19)
A palavra é utilizada como uma representação dos desejos corpóreos/carne/pecaminosos.
Quando temos alguma restrição alimentar, o desejo por aquele alimento aumenta.
O foco de Paulo não é tratar sobre glutonaria, ou alimentos, mas é de fato demonstrar que os inimigos da cruz de Cristo eram pessoas dirigidas pelos seus desejos.
“Elas procuravam satisfazer todos os seus desejos, fossem eles pecaminosos ou não”.
Por isso a segunda característica:
2 - Aquilo que eles deveriam ter vergonha de estar fazendo, eles se orgulhavam, porque eles só pensavam nas coisas terrenas.
Alguém que conta uma vantagem enorme, e você fica pensando isso deveria ser motivo de vergonha não de glória
Eles se orgulhavam de satisfazer todo tipo de desejo carnal e pecaminoso.
Eles estavam focados apenas nessa vida - “A vida é curta, tem que aproveitar ao máximo, no fim da vida a gente não pode se arrepender de nada, a vida é aqui e agora”.
Os inimigos da cruz de cristo são pessoas que estão apegadas demais a si mesmo, e que estão focadas em satisfazer os seus desejos - independente se são pecaminosos ou não.
Por que isso os faz inimigos da cruz de Cristo?
A obra de Cristo na cruz:
A cruz é o meio pelo qual Cristo nos traz salvação,
Na cruz que Cristo paga a dívida para nossa liberdade,
Na cruz que Cristo leva sobre si a ira de Deus que era para cair sobre nós
Na Cruz que Cristo conquista a vitória sobre o diabo e a morte
Na Cruz Cristo nos dá garantia de uma vida que será além desta, e para toda a eternidade;
Na cruz que Cristo conquista uma nova vida para aqueles que creem nele. -
Uma vida que não é conduzida pelos desejos, mas é conduzida pela sua vontade, uma vida que não é conduzida focada em mim: uma das características essenciais da fé que nos salva é negarmos a nós mesmos e confiarmos na obra de Cristo na cruz.
A cruz nos chama a negar a nós mesmos e o um estilo de vida na qual nossos prazeres e amores são o foco e a confiar em Cristo, vivendo de acordo com a nova vida que Cristo conquistou para nós na cruz.
Por isso Paulo considera essas pessoas como inimigos da cruz de Cristo.
E a conclusão de Paulo acerca deste grupo é: O destino - o lugar para onde eles vão, é a perdição.
Eles sofrerão a condenação de Deus.
Implicações
Implicações
A satisfação dos prazeres pecaminosos levam a um bom momento no presente, mas levam a destruição na eternidade.
“Não vale a pena trocar momentos de prazeres por uma eternidade de destruição”.
Cuidado com o pensamento que a vida cristã é chata e sem prazeres: É preciso compreender que a ideia cristã não é especialmente negar prazeres terrenos, mas negar prazeres que são pecaminosos.
Não é simplesmente que a vida cristã não tenha prazer, mas Jesus nos oferece prazeres ainda maiores e duradouros, a vida que temos em Jesus é uma vida em abundância.
Observação importante: Nós não devemos olhar para esse texto e achar que Paulo está se referindo a pessoas que estão fora da igreja.
Os inimigos da cruz são pessoas que andam entre nós - gente da igreja, gente que ia para os cultos, gente que orava ao mesmo tempo levava um estilo de vida libertino.
Libertinagem: é a atitude de sempre fazer o que tem que ser feito para se agradar, a carne, independente se é pecado ou não.
Está cada vez mais comum Cristãos libertinos.
Em nossa vida diária como cristãos somos tentados a nos desligar facilmente das coisas de Cristo, somos tentados e fazemos isso, a agir de maneira carnal, procurando soluções sempre terrenas, nos voltando sempre para uma forma terrena e carnal de pensar.
O texto nos chama a atenção que a cruz de Cristo não é apenas um aspecto teórico, mas também prático.
A nossa vida cristã não pode existir apenas na teoria, mas sobretudo na prática por meio de uma vida de santificação de acordo com a realidade conquistada por Cristo.
São as nossas atitudes que demonstram que se o que Cristo fez na cruz é efetivo na nossa vida ou não.
(Os irmãos até pregavam o Cristo crucificado, mas as suas práticas diziam ao contrário)
E se a nossa vida é conduzida para satisfazer todos os nossos desejos, inclusive os pecaminosos, se nos gloriamos do pecado, se estamos focados apenas na vida terrena somos inimigos da cruz e portanto nosso destino é a perdição.
2º GRUPO: AMIGOS DA CRUZ (20-21)
2º GRUPO: AMIGOS DA CRUZ (20-21)
Paulo não os chama assim, mas nós devemos imaginar que esses são amigos do cruz, porque o destino deles é totalmente diferente (Paulo se inclui neste grupo).
Gente que ama a Jesus não apenas de boca, mas de gente que tem as atitudes transformadas pelo Senhor;
Gente que não está focado apenas em si mesmo, gente que nega o orgulho, gente que não confia em si mesmo, mas se volta a Jesus.
Gente que não observa apenas o tempo presente, mas vive pela fé olhando para a eternidade.
Gente que não se deixa enganar pelos prazeres pecaminosos, ideologias desse mundo, mas permanecem firmes
1 Portanto, meus amados irmãos, de quem tenho muita saudade, vocês que são a minha alegria e coroa, sim, meus amados, permaneçam, deste modo, firmes no Senhor.
Não abram mão de uma vida que agrade ao Senhor.
O texto vai dizer qual é o destino e a realidade dos amigos da cruz
-Paulo não está falando apenas do futuro;
-Paulo está tratando da realidade de vida presente;
-Paulo vai apresentar alguns motivos pelos quais a gente pode viver não confiando na carne.
1 - A gente não deve ficar com o olhar apenas para aqui e agora, e apenas para satisfação desse tempo, porque nós não somos daqui (v. 20)
A nossa pátria está nos céus
O termo pátria é utilizado para referir-se a um grupo de cidadãos, pertencentes a uma determinada localidade.
Paulo está dizendo que nós somos cidadãos celestiais, e portanto, somos peregrinos na terra:
A nossa realidade é celestial, portanto, o nosso foco não é apenas nas coisas terrenas, mas nas coisas do céu.
Pensar em como temos perdido a perspectiva dos céus.
2 - A gente não deve ficar com o olhar apenas para aqui e agora, e apenas para satisfação desse tempo, porque teremos um novo corpo (v. 20-21)
O texto fala de um dos aspectos mais profundos da nossa fé e da nossa esperança: Nós estamos aguardando o Nosso Senhor Jesus Cristo, a nossa esperança está no Senhor, e nós veremos ele voltar.
Paulo vai tocar naqueles que estavam muito preocupados apenas nessa vida e em apenas satisfazer o corpo/os desejos/as vontades: Nós teremos um novo corpo.
21 o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.
Corpo de humilhação: Literalmente seria o corpo de nossa humilhação, refere-se ao nosso corpo sujeito a todos os danos e extravagâncias comuns a um mundo pecaminoso.
Corpo da sua glória: Literalmente um corpo glorioso. Paulo explica isso em 1Co 15.43.
42 Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. 43 Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. 44 Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
Implicações
Implicações
Paulo chama atenção para a nossa realidade.
Não devemos estar focados apenas nas coisas terrenas, porque não somos apenas terrenos.
Cristo conquista para nós uma nova realidade e essa realidade é sobretudo uma realidade celestial.
As nossas atitudes, o nosso modo de vida, os nossos focos devem representar quem nós somos, e essa nova realidade.
Essa nova realidade é a realidade conquistada pela cruz, e pela cruz nós temos um novo destino:
como amigos da cruz nós sabemos que o nosso destino é um destino glorioso.
Por mais que enfrentemos humilhação nesta vida/corpo, nós temos prometido um corpo glorioso, uma nova vida gloriosa.
Pensar naqueles que estão cansados, sobrecarregados, humilhados.
Em meio as lutas e as aflições que enfrentamos neste corpo, há uma esperança de um novo corpo.
Pensar na canção: Eis que vejo os céus abertos.
A esperança do destino que a cruz nos leva não é vazia:
Como podemos ter certeza disto tudo?
21 o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.
A gente tem certeza da nossa salvação e eternidade porque ela não depende de nós, ela é conquistada por Cristo.
A eficácia da salvação não é nossa, é do poder de Cristo.
Ele tem o poder de subordinar a si todas as coisas:
Ele fez isso com o diabo, ele fez isso com a morte, ele fez isso com os demônios, ele fará com os reinos.
Todos estarão subordinados a ele
“Se ele tem o poder de subordinar a si todas as coias, quanto mais nos dar um novo corpo”.
Como amigos da cruz a nossa conduta deve ser imitável
Como amigos da cruz a nossa conduta deve ser imitável
Observar como Paulo inicia o verso 17
17 Irmãos, sejam meus imitadores e observem os que vivem segundo o exemplo que temos dado a vocês.
Ser amigos da cruz é viver de acordo com a nova realidade que Cristo nos dá - a nova vida
A nova vida ela abarca tudo em nós: pensamentos, fala, comportamento.
Paulo entende que tem procurado focar em Cristo e não em si mesmo (versos anteriores) - por isso ele diz: me imitem.
Implicações
Implicações
Nós precisamos ser exemplos de conduta, e não apenas de fala.
Problemas: Falamos de mais, e fazemos de pouco.
APLICAÇÕES
APLICAÇÕES
A tua vida está imitável?
As tuas atitudes te colocam de que lado da cruz?
