Por essa razão, eu oro

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Texto

Efésios 3.14–21 “Por essa razão, eu me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toda a família, nos céus e na terra, recebe o nome. Peço a Deus que, segundo a riqueza da sua glória, conceda a vocês que sejam fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito, no íntimo de cada um. E assim, pela fé, que Cristo habite no coração de vocês, estando vocês enraizados e alicerçados em amor. Isto para que, com todos os santos, vocês possam compreender qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que vocês fiquem cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!”

Introdução

Paulo escreve essa carta com o intuito de compartilhar com as igrejas que a receberão a respeito do propósito eterno de Deus, e a formo como Ele o revela a igreja;
Parece que a carta tem como propósito auxiliar a Igreja a compreender melhor a sua missão no mundo em que vive;
Paulo quer compartilhar os mistérios de Deus, manifestados na origem e na ação de Deus sobre a Igreja
O mistério revela a salvação efetuada por Deus mediante Jesus Cristo (Ef 2.4-10);
O mistério reuniu judeus e gentios, e formou nessa unidade um novo povo, a Igreja (Ef 2.14-18);
O mistério é revelado na unidade da Igreja, a qual tem a missão de tornar conhecida a multiforme sabedoria de Deus (Ef 3.1-13).

Questão norteadora

A partir do mistério revelado de Deus, Paulo pede bênçãos de Deus sobre a igreja. Quais bênçãos são essas?

Desenvolvimento

Fortalecer a Igreja com poder

Efésios 3.16 “Peço a Deus que, segundo a riqueza da sua glória, conceda a vocês que sejam fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito, no íntimo de cada um.”
O poder é colocado como pré-requisito a todos os outros pedidos de Paulo;
Esse poder também é colocado por Paulo como sendo aquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos (Ef 1.18-20). É, portanto, um poder que está além da nossa compreensão;
O poder se manifesta pela ação do Espírito. Uma das tarefas do Espírito no Novo Testamento é conceder poder à sua igreja. Não é à toa que em Atos, o Pentecostes foi um tsunami que invadiu o mundo romano;
Paulo ora para que a Igreja seja cheia não apenas de uma parte do poder, mas sim de poder proporcional às suas glorisas riquezas. Isso quer dizer que os limites do poder são os limites da glória de Deus. Ou seja, Paulo ora para que a Igreja tenha um poder imenso.

Que a Igreja permaneça enraizada e alicerçada em amor

Efésios 3.17–19 “E assim, pela fé, que Cristo habite no coração de vocês, estando vocês enraizados e alicerçados em amor. Isto para que, com todos os santos, vocês possam compreender qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que vocês fiquem cheios de toda a plenitude de Deus.” “E assim, pela fé, que Cristo habite no coração de vocês, estando vocês enraizados e alicerçados em amor.”
Pelo poder de Deus, Cristo passa a habitar em meio à Igreja. Cristo, como mediador, é aquele que liga a Igreja a Jesus Cristo;
A presença de Cristo em meio ao sue povo permite um aprofundamento na compreensão do amor. Paulo compara esta relação com as raízes e alicerces:
Uma árvore só consegue se desenvolver quando suas raízes estão bem fundamentadas no solo;
Um prédio só consegue ser erguido se sua base, seu alicerce, está bem construído.
A presença do amor faz com que o relacionamento com Deus seja aprofundado, e nessa misteriosa relação, mediada por Jesus e permeada pelo amor, a Igreja passa a compreender cada vez mais o propósito eterno de Deus;
O propósito de Deus não se restringe apenas a um único indivíduo. Trata-se de um plano muito maior.
O amor de Cristo leva a igreja a amar o outro (1João 4.11–12 “Amados, se Deus nos amou de tal maneira, nós também devemos amar uns aos outros. Nunca ninguém viu Deus. Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.” )
Esse amor não se explica racionalmente, pois é de uma complexidade espiritual profunda. Só é perceptível mediante uma experiência completa com a Palavra e com o Deus da Palavra;
Apesar da complexidade, o convite de Paulo parece ser para a prática, não para a compreensão plena.

Para que a igreja seja cheia da plenitude de Deus

Ef 3.19 “e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que vocês fiquem cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!”
Ser cheio da plenitude de Deus é ser identificado pela presença Dele. As pessoas não terão dúvidas de que Deus está no meio da Igreja;
A igreja que vive a plenitude, assemelha-se de tal forma que todas as suas ações e reações são frutos do complexo amor retratado acima;
É uma experiência tão poderosa e grandiosa, que Paulo destaca que isso resultará em glória a Deus (Efésios 3.20–21 “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” ).
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