Série de Mensagens - Jesus não é quem você pensa! (2)
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Jesus é a Fonte de Vida -
Jesus é a Fonte de Vida -
Texto base: João 1.1-5
1 No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. 2 Ele estava com Deus no princípio. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. 4 Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. 5 A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram.
INTRODUÇÃO:
Boa noite,
Graça e paz!
O logos não é só uma força ou uma energia. Ele é uma pessoa, e veio ao mundo tornando-se carne e osso. Cristo foi encarnado! João, o Batista e o evangelista o viram ao habitar nesta terra. Jesus se revelou a nós dizendo que Ele é o caminho que nós tanto procurávamos, a verdade que tanto buscávamos e a vida que tanto queríamos.
O próprio Deus veio ao mundo para se revelar à nós. O Deus Criador, que governa o universo, entrou na história e veio viver entre nós. O Deus infinito, o Deus transcendente, adentra esse espaço finito e se torna humano, e Ele se esvazia de si mesmo, chegando até a forma mais servil. Como pode, um Deus Eterno, Todo Poderoso, descender de sua majestade e glória para tornar-se um homem, semelhante à nós.
O Evangelho de João, que começa com esses versículos, em muitos aspectos se difere dos outros três evangelhos. Existem muitos fatos que os outros omitem, mas João os aborda, e omite muitos fatos que contém nos demais, mas não são encontrados no Evangelho de João. Facilmente, poderíamos apresentar as razões para existirem essas diferenças, mas é suficiente lembrar que Mateus, Marcos, Lucas e João escreveram sob a inspiração direta de Deus. No plano geral e nos detalhes particulares de seus respectivos evangelhos, todos os quatro foram completamente e igualmente guiados pelo Espírito Santo.
Quanto aos fatos que João foi especialmente inspirado a relatar, basta fazer uma observação: os assuntos que são peculiares a esse evangelho estão entre as possessões mais preciosas da Igreja de Cristo. Nenhum dos outros evagelistas faz declarações tão completas como as que vemos aqui, nesse evangelho; declarações acerca da divindade de Cristo, a justificação pela fé, os ofícios de Cristo, a operação do Espírito Santo e os privilégios dos que creem. Sem dúvidas, Mateus, Marcos e Lucas não silenciaram sobre esses ensinamentos. Mas, no Evangelho de João, eles se destacam de forma proeminente, que podem ser percebidos até mesmo por aqueles que apenas correm os seus olhos por suas páginas.
A nossa Série de Mensagens, inicada há algumas semanas tem sido um divisor de águas em nossas vidas. Cada vez que nos aproximamos da essência de Jesus, somos profundamente impactados, quebrantados, maravilhados e transformados. O Evangelho de João traz afirmações contundentes sobre Jesus e elas tem sido base para esse “descortinar” que gira em torno da pergunta: “Quem é Jesus?”.
Dizer que Jesus é o Logos é dizer que Ele é a razão de todas as coisas. Não apenas de sua existência, mas também de sua subsistência. Isaac Newton, um dos nomes mais importantes da ciência, chegou à seguinte conclusão: “A minha última e maior descoberta é que o universo é governado por um ser que tudo pode”. - O ser humano está em busca da verdade: “O que está por trás de tudo? Qual é o sentido da vida? - Todas as coisas foram criadas por Jesus, portanto, só existem e só fazem sentido nele! O Filho é a expressão exata do Pai. E sendo Deus assumiu a forma humana para vir a este mundo.
Vimos também que Jesus é o Cordeiro de Deus - Jesus veio em verdade e graça para nos acolher e receber, não por algo que nós tenhamos feito, mas pelo que Ele mesmo iria realizar na cruz. Jesus se ofereceu voluntariamente em sacrifício na cruz como o Cordeiro de Deus. Os cordeiros eram sacrificados como pagamento de pecados, como uma espécie de abatimento por uma dívida moral eterna. A afirmação de João Batista, acerca de Cristo é um grito de uma esperança plena, perfeita e completa: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!” - Apenas o sacrifício de Cristo era capaz de conceder o pleno perdão de pecados. Essa era uma prerrogativa messiânica.
Jesus entra na história para nos dar vida. A Bíblia nos diz que ele era cheio de graça e verdade. Os cinco primeiros versículos contém uma declaração incomparável e sublime a respeito da natureza divina de Jesus. Acima de qualquer dúvida, quando João menciona “o Verbo” está fazendo referência à Cristo.
Além de ser Deus, Jesus é a vida! Ele veio ao mundo para compartilhar essa vida conosco. Como vimos anteriormente, quando João menciona “o Verbo”, sem duvida alguma ele está se referindo a Cristo. O sentido é que o Verbo existia na comunhão mais íntima e perfeita possível com o Pai e tinha deleite supremo nesta comunhão como encontrado em 1João 1.2
2 A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada.
João denomina o Filho de Deus de Palavra simplesmente porque, primeiro, Ele é a eterna Sabedoria e Vontade de Deus; e, segundo, porque Ele é a imagem expressa do propósito divino. Assim como o homem denomina a linguagem como sendo a “expressão dos seus pensamentos”, não é fora de propósito dizer que Ele nos é expresso por meio de sua Palavra.
O Evangelho de João 10.10, diz:
10 O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.
Nós queremos encontrar a vida plena que satisfaz, mas não conseguimos! Sabe por quê? Porque ela não está em nada que o mundo possa oferecer. Essa vida é a vida que Jesus veio para nos trazer. É a vida de Deus, a verdadeira vida.
João escreve o seu evangelho para ressaltar que aquilo pelo que nosso coração clama, talvez até de forma inconsciente, é a vida de Deus. Bleise Pascal foi um matemático, escritor, físico, inventor, filósofo e teólogo católico francês que descreve bem essa necessidade dizendo que:
Dentro do interior do homem existe um vazio do tamanho de Deus.
Só Jesus pode preencher o vazio porque Ele é a fonte de vida em abundância. Quero destacar aqui, algumas verdades acerca de Jesus, dentro de uma perspectiva Joanina. Com toda certeza, há grande profundidade nas declarações aqui encontradas que estão muito além da nossa compreensão humana. Ainda assim, há claros ensinamentos na passagem, os quais todo crente deve guardar como um tesouro em seu coração.
1- JESUS CRISTO É ETERNO:
Vamos retomar na primeira declaração encontrada aqui nesse texto que é: “Verbo”. Jesus não começou a existir quando os céus e a terra foram formados e, muito menos, quando o evangelho foi trazido ao mundo. Ele tinha a glória com o Pai “antes que houvesse mundo”. Existia quando a matéria foi criada e antes que começassem os tempos. Ele é antes de todas as coisas; existe desde toda eternidade.
A eternidade de Jesus é uma doutrina central dentro da Teologia, mais especificamente, no campo da Cristologia. Grandes Teólogos ao longo de toda a hostória tentaram definir ou explicar a eternidade do Filho de Deus partindo da compreensão de sua natureza divina, que é uma crença fundamental do cristianismo.
Santo Agostinho - escreveu em suas obras como: A Trindade, que Jesus é Eterno, não criado e sem começo. Ele destaca que, na encarnação, Jesus assume a natureza humana, mas sua divindade permanece imutável e eterna.
Tomás de Aquino - afirmou que a eternidade de Cristo se fundamenta em sua natureza divina. Ele argumentou que o Filho (Jesus) é consubstancial com o Pai, ou seja, tem a mesma substância, e isso significa que sua eternidade é absolutamente sem começo e sem fim.
A encarnação de Jesus, que é o momento em que Ele se torna homem, não diminui sua eternidade. Karl Barth (1886-1968), teólogo protestante, argumenta que a eternidade de Jesus é inseparável de sua encarnação. Embora Jesus tenha se tornado humano no tempo, Ele permanece eterno em sua divindade. Barth expressa que, através da encarnação, a eternidade de Cristo se torna acessível ao ser humano, mas não é limitada pelo tempo.
A eternidade de Jesus é definida pela crença de que Ele é coeterno com o Pai e, como Segunda Pessoa da Trindade, sempre existiu antes da criação do mundo e sempre existirá.
2- ELE É O PRÓPRIO DEUS -
João diz que o “Verbo era Deus”. Ele não é meramente um anjo criado ou um ser inferior a Deus, o Pai, investido de poder, da parte do Pai, para redimir os pecadores. Não é menos que o Deus perfeito; igual ao Pai, no que concerne à sua divindade; Ele é Deus, possuindo a mesma natureza que o Pai e existindo antes da fundação do mundo.
É interessante, que o Evangelho de João faz essas declarações acerca de Cristo. O Verbo não apenas estava com Deus, mas de fato Ele era Deus. Para que não pairasse dúvida no tocante à divina essência de Cristo, o Evangelista claramente afirma que ele É Deus.
Havendo feito essa declaração, João segue provando a Deidade de Cristo à luz de suas obras. E é neste conhecimento prático que nós precisamos ser treinados. A mera atribuição do título Deus a Cristo, poderia nos tornar indiferentes, a menos que a nossa fé sentisse que Ele é, na verdade, Deus. Mas o Apóstolo João declara corretamente sobre o Filho de Deus o que justamente se harmoniza com a sua pessoa. João diz que “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem Ele nada do que foi feito se fez”. - O Pai fez todas as coisas por intermédio do Filho, e todas as coisas existem para Deus através do Filho.
Longe de ser uma criatura de Deus, com alguns hereges afirmam, Ele é o Ser que fez o universo e tudo o que nele há.
João Calvino, um dos principais teólogos da Reforma Protestante, também defendeu a divindade de Cristo com grande clareza.
Em sua obra Institutas da Religião Cristã, Calvino explica que Cristo, enquanto homem, é totalmente dependente de Deus, mas sua natureza divina permanece imutável.
Citação: "A única maneira de encontrar salvação é crer que Cristo é Deus, e que em sua divindade Ele tem todo o poder para reconciliar o homem com Deus" (Institutas, Livro II, Capítulo XIII).
Calvino vê a divindade de Cristo como essencial para a obra de salvação. Se Cristo fosse apenas humano, Ele não teria a capacidade de expiar os pecados do mundo, mas como Deus, Ele possui o poder divino de realizar a obra de redenção.
Além disso, existem declarações que o próprio Cristo faz sobre a sua Divindade. Em João 10.30, Ele mesmo afirma:
30 Eu e o Pai somos um”.
Com essa frase, Jesus está afirmando a sua unidade essencial com Deus. Este Verbo completamente divino, existindo desde a eternidade como uma Pessoa distinta, desfrutava de uma amorosa comunhão com o Pai. O Pai e o Verbo embora sejam duas pessoas, estavam ligados por uma união inefável. Desde a eternidade, onde quer que Deus Pai estivesse, ali estava também o Verbo, o Deus Filho - iguais em glória, co-eternos em majestade, mas uma só Divindade. Esté é um grande mistério. Felizes são aqueles que recebem essa verdade eterna com a atitude de uma criança, sem tentar explicá-Lo.
E ainda encontramos outras afirmações de Jesus em relação à sua Deidade:
9 Jesus respondeu: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?
Aqui, Ele afirma que sua identidade divina é tão plena e reveladora que ver Jesus é como ver o próprio Deus.
58 Respondeu Jesus: “Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!”
Este é um forte indicativo de sua eternidade e identificação com o nome de Deus, "Eu sou" (YHWH), usado no Antigo Testamento.
Jesus é Deus. Sua divindade é essencial para a salvação, e é através de Sua natureza divina que Ele pode reconciliar a humanidade com Deus.
3- JESUS É A FONTE DE TODA LUZ E VIDA ESPIRITUAL:
Por ultimo, aprendemos que o Senhor Jesus Cristo é a fonte de vida. João diz que “a vida estava nele, e a vida era a luz dos homens”. Ele é a fonte eterna, e somente dela os filhos dos homens têm recebido vida. Eram provenientes de Cristo toda luz e vida espiritual que Adão e Eva possuíam antes da Queda. Era inteiramente procedente de Cristo toda e qualquer libertação de pecado e morte espiritual, experimentada por qualquer filho de Adão, desde a Queda; também, qualquer iluminação de consciência ou entendimento obtida desde então.
Em todos os tempos, a maior parte da humanidade tem-se recusado a conhecê-Lo, esquecendo-se da Queda e da necessidade de um Salvador pessoal. A luz tem constantemente resplandecido “nas trevas”, e a maioria dos homens não a tem compreendido. Mas, se qualquer dos incontáveis seres humanos, homens e mulheres, já receberam luz e vida espiritual, devem tudo isso a Cristo.
A palavra “vida” expressa nesse contexto é, em grego, zoe, e foi usada 36 vezes no Evangelho de João. O que a torna bastante interessante é que ela não é a palavra mais comum para se tratar de vida.
No gregoexistem várias palavras para descrever a vida, e as mais comuns entre elas são biós e psique, que significavam vida interior, alma, pensamento, sentimentos e emoções. Das três palavras que poderiam ter sido usadas para traduzir a ideia de vida, João escolheu a mais incomum: zoe. Ele usou propositalmente essa definição porque estava falando de uma vida oe é a vida divina.
Jesus veio para nos dar a vida Zoe, ou melhor, a vida plena, que satisfaz. Zoe é uma vida abundante, um transbordar, assim como Davi disse no salmo 23: “o meu cálice transborda”. Quando Jesus estava no poço de Jacó diante daquela mulher samaritana, ele afirmou:
“Quem bebe desta água, logo terá sede novamente, mas quem bebe da água que eu dou nunca mais terá sede. Ela se torna uma fonte que brota dentro dele e lhe dá a vida eterna”.
“Por favor, senhor, dê-me dessa água!”, disse a mulher. “Assim eu nunca mais terei sede nem precisarei vir aqui para tirar água” - João 4.7-15.
Aquela mulher continuava com sede, pois buscava nos relacionamentos aquilo que só Jesus poderia lhe dar. Talvez esse seja o mesmo motivo pelo qual andamos tão insatisfeitos. Jesus é a fonte da vida, o único que pode matar a sede da nossa alma por completo, o único que pode satisfazer nossa busca por sentido.
Junto com a vida vem a luz, que afasta a escuridão. Assim, Deus separa o dia da noite, e é com a luz que Ele deu forma para todas as coisas. Quando Deus ordenou que houvesse luz, o caos do universo, sem forma e vazio, ganhou forma, harmonia e significado.
Tudo acontece a partir da luz, e muito provavelmente esse é o motivo pelo qual muitas pessoas andam perdidas, com a vida em caos, sem forma e vazia e sem significado. Exatamente como o univeso estava antes de Deus dizer: “Haja luz!”.
No entanto, quando a vida entra em nós e a experimentamos, ela traz a luz. Em outras palavras, quando Jesus Cristo entra em nossa vida, ele diz: “Haja luz!”.
Assim, a luz de Cristo dissipa a escuridão, e as trevas não podem lhe resistirporque a luz é mais forte. O caos da nossa vida é transformado e somos restaurados, pois tudo ganha um novo significado.
Jesus veio a este mundo nos dar vida! No entanto, por causa do pecado, a vida só pderia ser concedida a nós por meio da morte - a morte do Cordeiro de Deus.
CONCLUSÃO:
Se desejamos conhecer o quanto o pecado é excessivalente abominável, devemos ler com frequência esses cinco versículos do Evangelhode João. Note o tipo de pessoa que o Redentor da humanidade precisou ser, a dim de providenciar redenção eterna aos pecadores. Se, para tirar o pecado do mundo, foi preciso que ninguém menos que o próprio Deus Eterno, é porque aos olhos de Deus o pecado é muito mais abominável do que as pessoas podem supor.
Se desejamos conhecer o fundamento da esperança do verdadeiro crente, devemos ler com frequência esses cinco versículos. Note que o Salvador, no qual o crente é convidado a confiar, é nada menos do que o Deus Eterno, capaz de salvar cabalmente a todos os que, por seu intermédio, vêm ao Pai. Ele; Aquele que “estava com Deus”, e “Era Deus”, é também o “Emanuel”, Deus conosco.
6 Pois assim é dito na Escritura: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa, e aquele que nela confia jamais será envergonhado”.
PARA REFLETIR:
Com o que você já tentou preencher o vazio do seu coração?
Você concorda que o vazio existente no coração humano é exatamente do tamanho de Deus?
O que esse sermão faz você pensar sobre a sua vida até aqui?
SOLI DEO GLORIA.
