O BANQUETE DO REI

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Hebreus 4.14–16 “Tendo, pois, Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que adentrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas; pelo contrário, ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno.”
De tempos em tempos nós paramos por alguns momentos para olhar para trás e comemorarmos o fato de termos chegado até aqui. O momento presente representa o fato de que para chegarmos onde estamos vencemos uma jornada, claro que isso se você concorda que esse mundo é real e que há um passado. (Uma consideração filosófica) Deixando as confusões filosóficas da nossa cabeça de lado, nós gostamos de celebrar, e gostamos tanto que pode até ser que inventamos os aniversários e datas comemorativas como desculpa para parar tudo e festejar.
Quem não se lembra de uma festa que marcou sua infância, sejam suas ou de amigos e parentes. Das reuniões de final de ano, natal, viagens de férias, formatura, recital, casamento, batismo. Muitos dos marcos mais significativos da nossa vida são celebrações.
O que nos leva a pensar em como o Criador de tudo é alguém que ama a abundância e compartilha isso com quem Ele ama. Lembrem-se do jardim do Édem, Ele fez um lugar onde havia de tudo, não faltava nada, estava tudo planejado para que o homem pudesse ter abundância de alimentos, de paz, de amigos e principalmente abundância da presença do Criador.
Mas esse cenário maravilhoso foi interrompido por conta de uma mentira, o homem foi enganado e escolheu viver na ilusão que a escassez gera em nosso coração. A desobediência do homem o colocou fora da presença de Deus, e viver longe d’Ele é viver na escassez, viver na falta, viver no caminho da morte. O pecado não tem poder para nos dar nada, ele só existe por conta da rebeldia dos corações desobedientes, mas porque desobedecemos o Criador nos afasta da sua presença abundante e somos fadados a a falta.
Bem, após isso a humanidade tem vivido em uma situação de engano, o tempo todo queremos suprir a falta da qual sentimos com coisas, com prazeres, com liberdade. As coisas se tornaram tesouros mais importantes que as pessoas, os prazeres agora são deuses que controlam nossa vida e a liberdade é uma mentira que inventamos para esquecer a escravidão que o pecado impõem sobre nós.
E no meio de tudo isso, ainda sussurram fagulhas de uma imagem que foi cravada em nós, como criaturas de um Deus que celebra a vida e a abundância de seu amor, nós criamos formar de celebrar e marcar momentos importantes com festar e banquetes. A imagem de Deus em nós é vivida em muitos sentidos, mesmo que o pecado nos corrompa, ele não tem poder para desfazer a verdade, ele só pode nos enganar e nos colocar em uma ilusão.
O autor de Hebreus está falando com um povo que tinha acabado de ser liberto dessa ilusão, eles eram crentes em Jesus Cristo, o Filho de Deus, mas a vida estava cobrando muito deles. Eles estavam sendo perseguidos por sua fé, sabe o homem enganado pelo pecado não é muito amigável de quem consegue escapar dessa mentira. Então os libertos estavam pensando em recuar e voltar a mentira, e a carta foi escrita para mostrar a eles a Superioridade de Jesus sobre qualquer coisa, prazer ou liberdade humana.
Ao apontar a figura de Jesus como Filho de Deus, o texto remonta a história, o Criador que afastou sua criação da Sua presença veio ao mundo para resolver esse problema. A imagem é a de um povo cego que aprendeu a mentir e agora viviam enganando uns aos outros e a si mesmos, o resultado é que nunca chegariam a lugar algum. Para voltarem a abundância que a presença do Criador proporcionava, somente alguém superior que enxergava perfeitamente e falava a verdade poderia os guiar pela porta de entrada. Esse era o Filho de Deus, Jesus veio nos levar ao banquete do Rei.
Ele veio cumprir um papel, e para que o povo entendesse o Criador se revelou antes e no contexto do povo introduziu a Lei, cerimônias e práticas que os ajudassem a entender quando o Filho de Deus viesse. Como povo enganado e enganador, para muitos a revelação, por mais clara que parecesse, não foi suficiente para perceberem na obra de Cristo o Messias. Os sacerdotes foram estabelecidos para apontar para a necessidade de alguém superior que libertasse o povo, de como precisamos que alguém que nos socorra.
E esse alguém foi o Filho de Deus, por isso Ele é o grande sumo sacerdote, “grande” aqui quer dizer majestoso, poderoso, superior. E para a sociedade da época essa comparação era chocante, visto que os sumos sacerdotes da época da carta eram cargos políticos, em muitos casos corruptos e ricos.
Apesar da comparação, Jesus não era como eles, a prova de sua superioridade eram duas:
Ele não entrou nos santo dos santos feito por mãos humanas, mas está no Céu Eterno, morada do Criador.
Ele não precisou purificar a si mesmo, mas viveu em santidade e nunca se contaminou com o engano da desobediência, apesar de tentado nunca pecou.
O grande sumo sacerdote, o Filho de Deus, Jesus era o Salvador que reconectaria o homem a Deus, e estando nEle não podemos voltar atrás, a jornada da salvação só tem uma via e ela nos leva aos céus.
Agora quando cremos em Cristo somos habitação de Deus, feitos por Ele seus filhos e não precisamos mais de figuras que nos apontem a salvação, a Salvação habita em nós e Ele é nosso mediador. Todos que cremos temos um sacerdócio universal, podemos entrar porque estamos com o mediador, a porta do banquete do Rei está aberta. Podemos voltar a abundância eterna da presença Criador.
Essa posição nos cobra algumas posturas, as quais o texto que lemos nos alerta:
Conservemos firmes a nossa confissão;
Aproximemo-nos do trono da graça com confiança;
Na presença de Deus encontraremos misericórdia e graça;
Nisto celebremos com o Rei em seu banquete festivo.
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