A importãncia do servir!

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Eu gostaria de refletir com vocês sobre algo que deveria ser natural e orgânico na vida do cristão, mas que infelizmente não é.
Hoje pela manhã, a Carol me contou uma história muito triste que aconteceu no trabalho dela, algo infelizmente comum no mundo secular, mas que deveria ser raro entre irmãos. Um colega de trabalho, durante uma reunião, expôs seus funcionários de maneira arrogante e desdenhosa, tratando-os como inferiores e estúpidos por não cumprirem suas ordens.
O mundo, falho pelo pecado, é incapaz de pensar em se humilhar e lavar os pés do seu igual, do seu par. Como diz uma frase que li e achei muito interessante: “O mundo está cheio de gente que está de pé sobre sua dignidade quando deveria estar ajoelhada aos pés de seus irmãos”.
Agora, trazendo essa reflexão para a igreja, qual deveria ser o nosso papel junto aos irmãos? Estamos aptos a servir? Estamos prontos para nos humilhar? Ou esperamos que as pessoas nos sirvam?
Vamos ler uma passagem que se encontra em João 13.1-18
João 13.1–18 NVI
1 Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Estava sendo servido o jantar, e o Diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus. 3 Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus; 4 assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. 5 Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. 6 Chegou-se a Simão Pedro, que lhe disse: “Senhor, vais lavar os meus pés?” 7 Respondeu Jesus: “Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá”. 8 Disse Pedro: “Não; nunca lavarás os meus pés!”. Jesus respondeu: “Se eu não os lavar, você não terá parte comigo”. 9 Respondeu Simão Pedro: “Então, Senhor, não apenas os meus pés, mas também as minhas mãos e a minha cabeça!” 10 Respondeu Jesus: “Quem já se banhou precisa apenas lavar os pés; todo o seu corpo está limpo. Vocês estão limpos, mas nem todos”. 11 Pois ele sabia quem iria traí-lo, e por isso disse que nem todos estavam limpos. 12 Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou: “Vocês entendem o que lhes fiz? 13 Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou. 14 Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. 15 Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. 16 Digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou. 17 Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem. 18 “Não estou me referindo a todos vocês; conheço os que escolhi. Mas isto acontece para que se cumpra a Escritura: ‘Aquele que partilhava do meu pão voltou-se contra mim’.
Humildade e Serviço
Nesta passagem, aprendemos importantes lições sobre humildade e serviço. João Calvino, há muito tempo, disse algo que ainda é muito pertinente: “Visto que ninguém há que cumpra seu dever em relação a seus irmãos em todos os aspectos, e visto que há muitos que são displicentes e indolentes no ofício da fraternidade, isso nos mostra que estamos ainda muito longe da plena luz da fé.”
1. Obediência: A primeira lição que aprendemos nesta passagem é ilustrada pelo discípulo Pedro. Quando Jesus disse que lavaria seus pés, Pedro respondeu: “Não; nunca lavarás os meus pés!”. Então, pergunto a vocês, irmãos: pode um servo dizer ao seu Senhor o que Ele deve ou não deve fazer? Vivemos em um mundo onde, por vezes, olhamos para Deus e Sua palavra e decidimos que alguns mandamentos não são para nós. Pedro tinha uma boa intenção ao pensar: “jamais deixarei meu Deus lavar meus pés”. Contudo, uma boa intenção nunca justifica a desobediência. Assim como o rei Saul desobedeceu a Deus ao guardar os animais das conquistas para sacrifício, e foi severamente repreendido, Pedro também foi corrigido por Jesus: “Se eu não os lavar, você não terá parte comigo”.
2. Humildade: O segundo ponto é um exemplo prático seguido de um ensinamento teórico. Jesus, sendo nosso mestre e Senhor, nos deu o exemplo de lavar os pés uns dos outros. Pessoas de “status” raramente fazem isso, exceto como um sinal de grande amor. Portanto, um Deus que lava os pés de Seus seguidores nos ensina a humildade. Em vez de buscar glória para nós mesmos, devemos nos munir de bacia e toalha para servir ao próximo. Devemos nos preocupar em viver o evangelho, agradando a Deus, mas muitas vezes nos preocupamos mais em agradar nossos irmãos e conquistar um espaço no coração dos outros.
3. Fé e Obras: Por fim, precisamos sempre reforçar o que está em Tiago 2:17: “Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.” Os frutos são a demonstração e resultado da nossa fé. Felizes serão aqueles que praticarem essas coisas, disse Jesus. Calvino também afirmou: “O conhecimento precisa desembocar na obediência. A felicidade não está apenas em saber, mas, sobretudo, no praticar o que se sabe, pois o ser humano não é aquilo que ele sabe nem o que ele sente, mas o que ele faz”. Assim sendo, irmãos, serviço e humildade não são opcionais.
Feliz é aquele que ouve essas palavras e as pratica. Nossa vida de fé precisa ser acompanhada por uma vida prática no reino de Deus: trabalhando, servindo, pregando a palavra, aconselhando um irmão e orando por outro. Não podemos nos contentar em ir ao culto e voltar para casa como se fossemos apenas servidos, sem servir.
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