Quanto vale a sua alma?
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Mateus 16.25–26 (BEARA)
25 Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.
26 Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?
Jesus estava explicando o desfecho da sua missão e Pedro não entendeu e não aceitou isso. Jesus aproveita esse momento para ensinar que a missão dele era também a dos discípulos, que todos estamos debaixo do mesmo chamado, Jesus por todo o mundo e nós representados nele.
Jesus trabalha três temas importantes aqui: as escolhas, a morte e a eternidade.
O que toca a tua alma?
O corpo terreno é a maior ilusão da alma, porque é o veículo das sensações.
O corpo tem um imperativo biológico a preservação da vida e isso se manifesta nas experiências de prazer. É prazeroso comer, se relacionar com alguém, dormir, etc.
Esse corpo faz a alma desejante de reexperimentar essas sensações.
Mas existem formas de prazer que não estão vinculadas tão expressivamente à biologia corporal ou a fisiologia, por exemplo: dar um presente a alguém que nem conhecemos, ajudar as pessoas, orar por alguém, pensar em Deus, devolver um dinheiro achado na rua.
É verdade que podemos achar uma razão biológica para cada uma dessas questões…
Mas o ponto aqui é que a alma é maior que o conjunto de sensações que ela experimenta e que o corpo terreno é muito menor do que o que a alma representa. Ou seja, estamos no corpo, mas somos uma alma.
Embora o corpo não seja o seu guia, a alma se deixa guiar por ele em suas escolhas e algumas delas não lhes serão saudáveis. Paulo disse: “miserável homem que sou, quem me livrará do corpo dessa morte?”
Por isso o apelo de Paulo é: “mortificai as obras do corpo ou da carna” (Rm. 8:13, Cl. 3:5ss).
Por quê? Porque elas guiam a alma para um distanciamento do seu propósito, que é glorificar a Deus na criação; e um distanciamento do próprio Deus…
Uma alma apartada de Deus é uma alma em escuridão, o seu cehiro é de morte, a sua inclinação é para a morte.
Então faça a escolha certa, porque cada escolha traz consequências temporais e eternas.
Escolher abrir mão
Jesus estava discipulando a Pedro e Pedro era um bom discípulo, estava sempre aprendendo e buscando melhorar em Deus, apesar de seus erros…
A proposta de Jesus a ele é: “não há facilidade para quem chegou a esse nível de entrega, Simão, você precisará tomar a sua cruz”.
Tem algo em cada um de nós que precisa morrer e a todos os dias algo vai querer nascer em nós que precisrá ser levado à cruz…
É insuportável viver com o mal, o mal corrompe a tudo que pode, o mal nos leva para a escuridão e a alma fica perdida, em confusão, agitada e sem paz.
Então comece a abrir mão de algumas coisas, pode começar pela: aiva, ressentimento, memórias sofríveis - às vezes não as queremos largar como se fosse tudo o que tivessemos para a nossa “vingança”: um filho ver o pai bater na mãe e não pode salvá-la, internaliza a memória como uma vingança.
Não escolher a sua alma, nem escolher abrir mão, mas é almo maior, é escolher Jesus, escolher a sua voz, escolher o seu exemplo, escolher querer estar com ele para sempre, na terra e no céu. “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”: a “vontade” dele é que estejamos com ele na terra e no céu!
O céu é o lugar da mais expressiva presença
Lá está o santuário perfeito, do qual todo o santuário terreno era uma opaca figura.
O céu é para os santos, “os que lavaram as suas vestiduras no sangue do Cordeiro”. Ou seja, os que entenderam o sacrifício e se submeteram a ele.
Não espaço no céu para quem não deu espaço a Jesus na terra. Ele “retribuirá a cada um conforme as sua obras”. As nossas obras apontam para qual destino? Algumas pessoas já desistiram. Uma me disse: “eu sei que vou para o inferno”…
Realmente ela não sabe do que está falando. Ninguém quer ir para lá e qualquer pessoa entendendo do que se trata não iria querer isso, mas Satanás tem cegado os entendimentos para que as pessoas não compreendam a severidade daquele lugar. Ninguém sabendo do que se trata desejará esse destino.
Diferente disso, o céu é o lugar da absoluta presença, de um novo corpo não corruptível, o céu é satisfação o céu é criativo, expansivo e desejável.
É o lugar em que a sua alma almeja está.
A sua alma é o seu bem mais preciso, é melhor entregá-la a quem a ama a ponto de se dar por ela. Sua alma em Jesus estará segura.
