Muito Além da manjedoura

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João 1.1–5 ARA
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.
Texto Base: João 1:1-5
Introdução: A visão do natal para o mundo
Introdução
O Natal é uma das celebrações mais difundidas no mundo. É um tempo marcado por luzes, presentes, festas e um clima de aparente alegria. No entanto, para muitas pessoas, o Natal é apenas isso: uma data comercial, um feriado, ou, no máximo, uma tradição cultural que envolve a figura de um bebê em uma manjedoura, cercado por pastores e reis magos. Para elas, Jesus é apenas um símbolo de bondade, um exemplo de humildade ou uma figura histórica entre tantas outras.
Essa visão limitada ignora a grandiosidade de quem Jesus realmente é. Muitos celebram o Natal sem reconhecer que o nascimento de Jesus é apenas o início de algo infinitamente maior. Ao reduzir Cristo à manjedoura, essas pessoas perdem o significado central do Natal: a revelação do Verbo eterno de Deus, o Criador e Redentor do mundo.
Mas será que nós, cristãos, compreendemos plenamente o significado do Natal? Será que enxergamos que a manjedoura aponta para uma revelação que vai muito além do nascimento em Belém?
Tema: Muito Além da Manjedoura
Pergunta Homilética:
O que significa o fato da revelação ir muito além da manjedoura?
Quando olhamos para João 1:1-5, somos chamados a entender que a revelação de Jesus transcende o evento histórico da manjedoura, apontando para sua grandiosidade, sua obra na criação e sua missão redentora. Vamos explorar essas verdades.
O Fato da Revelação Ir Muito Além da Manjedoura

1. Significa Reconhecer a Grandiosidade de Jesus – Jesus é o Verbo Eterno (João 1:1)

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
Estratégia de João ao apresentar Jesus para dois grupos e isso fazer sentido!!!! 
Judeus e Gregos
JUDEUS: 
O messias
           * Palavra criadora: (Gênesis 1:3: “E disse Deus: Haja luz.”). Assim, o Logos aponta para Jesus como o agente divino na criação
Palavra reveladora: (Salmo 33:6 Os céus por sua palavra se fizeram, 
e, pelo sopro de sua boca, o exército deles. 
 Isaías 55:11 "assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei." 
 . Jesus, como o Logos, é a revelação plena de Deus (João 1:18).
Palavra salvadora: (Salmo 107:20 "Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, 
e os livrou do que lhes era mortal”)
 . Jesus, como o Logos encarnado, traz a redenção ao mundo.
Ao usar Logos, João conecta Jesus à tradição judaica de que a Palavra de Deus é eterna, criadora e reveladora. Jesus é a Palavra viva de Deus, que veio ao mundo para cumprir todas as promessas divinas.
GREGOS:
 O Logos como razão universal
No mundo greco-romano, o conceito de Logos estava profundamente enraizado na filosofia:
Eles usavam Logos para descrever a “razão” ou “princípio ordenado” que governa o universo. 
Para os filósofos gregos, o Logos era a lógica cósmica, a força racional que mantinha a harmonia na criação.
Os estóicos viam o Logos como a “alma do mundo”, um princípio impessoal que permeia tudo e dá sentido à existência.
João subverte esse pensamento ao declarar que o Logos não é um princípio impessoal, mas uma pessoa: Jesus Cristo. 
Ele não apenas governa e sustenta o universo, mas também se fez carne e habitou entre nós (João 1:14). 
Assim, João apresenta Jesus como o sentido último da vida e o princípio por trás de toda a criação.
Antes de Belém, antes do tempo, Jesus já existia como o Verbo eterno……. 
Ele é Deus, coeterno com o Pai e o Espírito Santo. Isso nos chama a reconhecer a grandeza incomparável de Jesus…….
• Jesus não é apenas o menino da manjedoura: Ele é Deus encarnado, o Senhor da eternidade…….
O próprio Jesus Afirma sobre Ele:
“Antes que Abraão existisse, EU SOU” (João 8:58).
Raciocínio Bíblico (João 8:58):
Essa declaração de Jesus não foi apenas uma afirmação de sua antiguidade; foi uma declaração de sua eternidade e divindade. Ao usar “EU SOU” (Ego Eimi), Ele se identificou com o nome que Deus revelou a Moisés na sarça ardente (Êxodo 3:14). Ele não diz “Eu era antes de Abraão”, mas “EU SOU”, mostrando que sua existência é eterna, sem início nem fim. Isso provocou a ira dos judeus, que entenderam claramente a implicação: Jesus estava afirmando ser Deus.
Esse texto destaca a grandeza incomparável de Jesus:
1. Ele não é um ser criado, mas o Criador eterno.
2. Ele transcende o tempo e a história.
3. Ele é Deus, o único digno de adoração.
3 Aplicações Atuais

a) . Viva UMA VIDA DE Adoração e Reverência Profunda

Saber que Jesus é o Verbo eterno e o “EU SOU” deve nos levar a uma adoração sincera e reverente. Ele não é apenas o bebê da manjedoura; Ele é o Deus eterno que se dignou a descer até nós.
• Motivação: Adore a Cristo em todas as áreas da sua vida, não apenas em momentos de culto. Reconheça-o como Senhor sobre cada decisão e ato de sua rotina.
• Versículo Reflexivo: “Portanto, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor” (Hebreus 12:28).

b). Confie na Soberania de Jesus em Todas as Circunstâncias

Se Jesus é eterno e tudo está sob seu controle, podemos descansar em sua soberania, mesmo em meio às incertezas. Ele não apenas existe antes de todas as coisas; Ele sustenta tudo com seu poder.
• Motivação: Diante de desafios, lembre-se de que o “EU SOU” é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Ele é poderoso para sustentar você em qualquer situação.
• Versículo Reflexivo: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hebreus 13:8).

C) Proclame a Grandeza de Jesus ao Mundo

Se Jesus é o Verbo eterno, o “EU SOU”, Ele merece ser conhecido por todos. Muitas pessoas vivem sem saber quem Ele realmente é, limitando-o a uma figura histórica. Como cristãos, temos o privilégio e o dever de anunciar sua grandeza.
• Motivação: Seja uma testemunha ativa da grandiosidade de Cristo, proclamando sua divindade e eternidade em sua família, trabalho e comunidade.
• Versículo Reflexivo: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).
Conclusão do Ponto 1
Reconhecer a grandiosidade de Jesus como o Verbo eterno e o “EU SOU” muda completamente nossa perspectiva……
 Ele não é apenas um personagem histórico, mas o Deus eterno, digno de adoração, em quem podemos confiar plenamente e a quem devemos proclamar ao mundo…..
 Que essa verdade nos leve a viver com reverência, confiança e ousadia no testemunho de sua grandeza!
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O Fato da Revelação Ir Muito Além da Manjedoura

1. Significa Reconhecer a Grandiosidade de Jesus – Jesus é o Verbo Eterno (João 1:1)

2. Significa Reconhecer a Obra da Criação – Criador de Todas as Coisas (João 1:3)

“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”
Ilustração: Frank Lloyd Wright e a Casa da Cascata
Frank Lloyd Wright é considerado um dos maiores arquitetos da história. Uma de suas obras mais icônicas é a Casa da Cascata, uma residência construída na Pensilvânia, famosa por sua integração harmoniosa com a natureza ao redor. Wright projetou a casa para que ela fosse construída sobre uma cachoeira, tornando-a uma das maiores realizações arquitetônicas do século XX.
Agora imagine alguém visitando essa casa pela primeira vez e, ao admirar sua beleza, diz: “Frank Lloyd Wright deve ter sido feito pela Casa da Cascata!” Essa ideia soa absurda, não é? Como o arquiteto poderia ser criado por algo que ele mesmo planejou e trouxe à existência? A casa é o resultado da criatividade, da genialidade e do trabalho de Wright, e não o contrário.
Aplicação:
Da mesma forma, Jesus não é uma parte da criação nem um ser criado. Ele é o Criador de todas as coisas. Assim como a Casa da Cascata reflete o gênio de seu arquiteto, a criação inteira reflete a glória e o poder de Jesus. João 1:3 nos diz: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”
Comparar Jesus à criação é como dizer que Frank Lloyd Wright foi criado pela Casa da Cascata. A criação depende completamente de Jesus, mas Ele é independente e eterno.
Conclusão:
Assim como Frank Lloyd Wright existia antes de sua obra e é muito maior do que qualquer construção que tenha projetado, Jesus, o Verbo eterno, está acima e além de tudo o que criou. Ele é o Criador soberano, não uma criatura. Reconhecer isso nos leva a adorá-lo como o Deus eterno e soberano sobre todas as coisas.
O bebê na manjedoura é o Criador do universo. 
Ele trouxe todas as coisas à existência, demonstrando sua autoridade e poder divinos.
Jesus é o Autor da vida: Tudo o que vemos e não vemos foi criado por Ele e para Ele (Colossenses 1:16 "pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”
Sustentador: Ele não apenas criou, mas sustenta continuamente todas as coisas (Hebreus 1:3 "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas"
  • Desafio à visão limitada: Muitas vezes, o mundo reduz Jesus a um mestre ou profeta, mas João nos lembra que Ele é o Criador soberano.
Ele é o Autor da vida e isso, transforma nossa perspectiva sobre nós mesmos e o mundo. 
Ele não é apenas o Criador, mas o Sustentador e o propósito de todas as coisas. 
Essa realidade nos chama a viver com humildade, a cuidar do mundo que Ele criou e a viver para sua glória em tudo o que fazemos. Que essa verdade inspire você a reconhecer sua total dependência de Cristo e a honrá-lo como o Criador soberano!
Olha a proporção racionalmente inatingível sobre Jesus que essa realidade nos dá!!!!!!!!!
Versículo Conexão:
“Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17:28).
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O Fato da Revelação Ir Muito Além da Manjedoura

1. Significa Reconhecer a Grandiosidade de Jesus – Jesus é o Verbo Eterno (João 1:1)

2. Significa Reconhecer a Obra da Criação – Criador de Todas as Coisas (João 1:3)

3. Significa Reconhecer a Obra da Redenção – Ele Trouxe Luz em Meio às Trevas (João 1:4-5)

“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Por que o mundo precisava de redenção?
1. A humanidade estava morta em seus pecados:
Efésios 2:1: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.”
O pecado trouxe morte espiritual. A humanidade precisava de um Salvador que pudesse restaurar a vida perdida.
2. As trevas dominaram o coração humano:
Romanos 1:21: “Pois, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis, e o coração insensato deles se obscureceu.”
As trevas representam o pecado, a ignorância e o afastamento de Deus.
3. A criação estava sob o domínio do mal:
Colossenses 1:13: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor.”
A redenção era necessária porque o mundo estava sob o poder das trevas, precisando de libertação.
Raciocínio: O nascimento de Jesus não foi apenas um evento histórico; foi a entrada do Criador na criação para vencer as trevas e trazer luz e vida. Ele não veio para ser apenas um exemplo de humildade, mas para realizar a obra de redenção.
Versículo Conexão:
“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12).
Nesse versículo, Jesus faz uma das suas declarações mais profundas sobre sua identidade e missão. 
A afirmação “Eu sou a luz do mundo” não é apenas uma metáfora, mas um anúncio direto de sua divindade e do propósito redentor de sua vinda. 
Essa declaração, conectada ao tema “Muito além da manjedoura”, mostra que Jesus veio não apenas para nascer, mas para resgatar um mundo em trevas e guiar a humanidade de volta à comunhão com Deus.

1. O Contexto de João 8:12

Jesus fez essa declaração durante a Festa dos Tabernáculos, onde havia uma cerimônia chamada Iluminação do Templo. Durante essa festa, grandes candelabros eram acesos no templo para lembrar a presença de Deus guiando Israel no deserto como uma coluna de fogo (Êxodo 13:21-22).
Ao dizer “Eu sou a luz do mundo”, Jesus estava declarando que Ele é a manifestação plena da presença de Deus. Ele não apenas reflete a luz de Deus, mas é a própria fonte dessa luz.

2. O Que Jesus Quis Dizer?

2.1. Ele é a Revelação de Deus

Jesus, como a luz, é a revelação plena e final de Deus ao mundo. Assim como a luz permite que vejamos o que está oculto, Jesus ilumina os caminhos de Deus e nos mostra sua vontade e glória.
• Referência:
“A luz verdadeira, que ilumina a todos, estava vindo ao mundo” (João 1:9).

2.2. Ele é o Guia Espiritual

Assim como Deus guiou Israel com a coluna de fogo, Jesus é o guia que conduz os crentes à vida eterna e à comunhão com o Pai. Quem o segue, como Ele diz, “não andará em trevas”.
• Referência:
“Enviaste a tua luz e a tua verdade, para que me guiem” (Salmo 43:3).

2.3. Ele é a Vitória sobre as Trevas

As trevas simbolizam o pecado, a ignorância espiritual e a separação de Deus. Jesus veio para vencer essas trevas e libertar a humanidade do domínio do mal.
• Referência:
“O povo que andava em trevas viu uma grande luz” (Isaías 9:2).

3. Aplicação

A manjedoura foi o ponto de partida para que Jesus se manifestasse como a luz do mundo.
Aplicações Práticas de João 8:12

1. Siga Jesus, a Luz Verdadeira

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para o meu caminho” (Salmo 119:105).

2. Reflita a Luz de Cristo no Mundo

Como seguidores de Jesus, somos chamados a ser “luzes” que refletem a glória dEle para aqueles que ainda estão em trevas.
Prática Atual: Testemunhe a luz de Jesus em sua família, trabalho e comunidade, vivendo de forma que glorifique a Deus.
“Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5:16).
Conclusão
Em João 8:12, Jesus declara que Ele é muito mais do que um mestre ou líder religioso; Ele é a luz que ilumina o caminho da redenção e da vida eterna. Celebrar o Natal é reconhecer que Ele veio para vencer as trevas e trazer luz ao nosso mundo e às nossas vidas. Que neste Natal, você se deixe guiar pela luz de Jesus e reflita essa luz ao mundo ao seu redor. “Eu sou a luz do mundo” é um convite para seguir o Cristo que ilumina e transforma tudo o que toca.
Conclusão: Muito Além da Manjedoura
A revelação de Jesus vai muito além do evento em Belém:
1. Ele é o Verbo eterno: Reconheça sua grandeza e o adore como Deus.
2. Ele é o Criador de todas as coisas: Submeta sua vida ao seu governo soberano.
3. Ele é o Redentor que trouxe luz às trevas: Ande em sua luz e proclame sua vitória ao mundo.
Que este Natal seja um tempo de renovar nossa visão sobre quem Jesus é: o Deus eterno que criou e redimiu todas as coisas. Ele não é apenas um menino na manjedoura; Ele é o Verbo vivo que reina para sempre!
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