24 - Tema: A Autoridade de Cristo e o Chamado à Submissão e Fidelidade. Mc 12.1-17
0 ratings
· 12 viewsClama a todos a confiar n suprema autoridade de Cristo.
Notes
Transcript
24 - Tema: A Autoridade de Cristo e o Chamado à Submissão e Fidelidade. Mc 12.1-17
Introdução
Marcos 12.1-17 apresenta dois eventos distintos, mas interligados: a Parábola dos Lavradores Maus (v. 1-12) e a questão sobre o tributo a César (v. 13-17). Ambas as passagens refletem a rejeição à autoridade divina e o chamado à obediência e fidelidade a Deus.
Contexto: Jesus está nos últimos dias antes de Sua crucificação. Esses eventos ocorrem no templo, em um momento de crescente oposição das lideranças judaicas.
Estrutura
I. A Parábola dos Lavradores Maus (O Amor rejeitado) (v. 1-12)
A. Contexto Histórico e Literal
Vinhedo: Representa Israel (Isaías 5.1-7). Deus havia preparado Israel para ser uma nação frutífera. v1
Israel é a vinha de Deus. Ele chamou esse povo não porque era o mais numeroso, mas por causa do seu amor incondicional. Deus cercou Israel com seu cuidado: libertou, sustentou, guiou e o abençoou. Deus plantou essa vinha. Cercou-a com uma sebe. Construiu nela um lagar. Colocou uma torre. Toda a estrutura estava pronta. Nada ficou por fazer. Tudo Deus fez pelo seu povo.
John Charles Ryle diz que Deus deu a Israel suas boas leis e ordenanças. Enviou-o a uma boa terra. Expulsou dela as sete nações. Deus passou por alto os grandes impérios e demonstrou seu profundo amor a esse pequeno povo. Nenhuma família debaixo do céu recebeu tantos privilégios quanto a família de Abraão (Amós 3.2 “De todas as famílias da terra, somente a vocês eu escolhi; portanto, eu os punirei por todas as suas iniquidades.”
Servos: Profetas enviados por Deus, rejeitados e perseguidos (2 Crônicas 36.15-16; Hebreus 11.36-37). v2
“A graça nos responsabiliza. Deus esperava frutos de Israel. Mas Israel tornou-se uma videira brava (Is 5.1–7). Servo após servo veio a Israel procurando frutos e foi despedido vazio. Profeta após profeta foi enviado a eles, mas em vão. Milagre após milagre foi operado entre eles sem nenhum resultado. Israel só tinha folhas e não frutos (11.12–14). Deus nos escolheu em Cristo para darmos frutos (João 15.8 “Nisto é glorificado o meu Pai: que vocês deem muito fruto; e assim se tornarão meus discípulos.”
O Filho Amado: Jesus, o herdeiro legítimo, rejeitado e morto. v3-9
Ao longo dos séculos, Deus mandou seus profetas para falar à nação de Israel, mas eles rejeitaram a mensagem, perseguiram e mataram os mensageiros (2Cr 36.16). Quanto mais Deus demonstrava a eles seu amor, mais o povo se afastava de Deus e endurecia a sua cerviz. Finalmente, Deus enviou o seu Filho, mas eles não o receberam (Jo 1.12). Estavam prestes a matar o Filho enviado pelo Pai. Os ouvintes de Jesus, ao mesmo tempo em que ouviam essa parábola, estavam urdindo um plano para matarem o Filho de Deus.
Lavradores: Líderes religiosos (sacerdotes, escribas e fariseus) encarregados de cuidar do povo de Deus. v10-12
“Deus pune os rebeldes e passa a vinha a outros. A oportunidade de Israel cessa e aos gentios é aberta a porta da graça. Israel rejeitou o tempo da sua visitação. Rejeitou aquele que poderia resgatá-lo. A Pedra era um conhecido símbolo do Messias (Êx 17.6; Dn 2.34; Zc 4.7; Rm 9.32,33; 1Co 10.4; 1Pe 2.6–8). Jesus anunciou um duplo veredicto: eles não apenas tinham rejeitado o Filho, mas também tinham rejeitado a Pedra. Só lhes restava então o julgamento. Dewey Mulholland afirma que se corretamente entendida, essa passagem os ajudaria a reconhecer que o Filho, rejeitado pelas autoridades do Templo, virá a ser a “pedra angular” do novo Templo de Deus. Com essa guinada de ênfase na metáfora, Jesus olha para além de sua morte, para a sua vindicação na ressurreição, e a edificação de uma nova “casa para todas as nações”.
B. Pontos Importantes
A paciência de Deus em enviar repetidamente Seus servos, mostrando Sua graça e longanimidade.
A rejeição do Filho é uma clara profecia da crucificação de Cristo.
C. Exemplo Bíblico
Atos 7.52: "Qual dos profetas os seus antepassados não perseguiram? Eles mataram aqueles que prediziam a vinda do Justo, do qual agora vocês se tornaram traidores e assassinos."
D. Aplicação
Deus é o legítimo Senhor de tudo o que temos. Estamos sendo fiéis a Ele?
A rejeição contínua de Deus traz julgamento (v. 9). A destruição de Jerusalém em 70 d.C. prefigura isso.
E. Frase Teológica
John Calvin: "Não há pecado maior do que rejeitar o Filho de Deus quando Ele se oferece a nós em graça."
II. O Tributo a César (v. 13-17)
A. Contexto Histórico e Literal
A moeda usada no tributo trazia a inscrição de César, o que era visto como idolatria pelos judeus zelotes.
Os fariseus e herodianos, inimigos naturais, unem-se para tentar armar uma armadilha para Jesus.
a. As forças opostas se unem para atacarem Jesus (12.13). Os fariseus e os herodianos eram inimigos irreconciliáveis. Estavam em lados opostos, mas quando se tratou de condenar Jesus, eles se uniram. Forças opostas se unem contra a verdade.
b. A bajulação é uma arma do inimigo (12.14,15). A armadilha é camuflada com lisonja. Os inimigos de Jesus rasgam-lhe desabridos elogios, numa linguagem insincera e hipócrita. Jesus, porém, tira a máscara de seus inquiridores e expõe sua hipocrisia.
c. Uma resposta desconcertante (12.16,17). Jesus não absolutiza o poder de Roma nem isenta de responsabilidade o povo do seu compromisso com Deus. Somos cidadãos de dois reinos. Devemos lealdade tanto a um quanto ao outro. Devemos pagar nossos tributos, bem como devolver o que é de Deus. O governo humano é estabelecido por Deus para o nosso bem (Romanos 13.1 “Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas.”
B. A Resposta de Jesus
"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (v. 17).
Reconhecimento de responsabilidades terrenas e celestiais. A imagem na moeda é de César; a imagem no homem é de Deus (Gênesis 1.26-27).
C. Exemplo Bíblico
Daniel 3: Os amigos de Daniel honraram a autoridade terrena, mas recusaram adorar a estátua do rei, mantendo fidelidade a Deus.
D. Aplicação
Devemos ser cidadãos obedientes às autoridades (Romanos 13.1-7), mas sem comprometer nossa lealdade a Deus.
Nossa vida deve refletir a imagem de Deus, a quem pertencemos.
E. Frase Teológica
Agostinho: "Se você compreende que é a imagem de Deus, então dê a Deus aquilo que é de Deus."
Teologia Bíblica
Cristo como Filho rejeitado:
Salmo 118.22–23 “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular. Isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos.”
Cristo como Senhor de tudo: Ao afirmar que devemos dar a Deus o que é de Deus, Jesus destaca Sua autoridade divina e soberania.
Aplicação
1. Fidelidade a Deus
Não rejeite a autoridade de Deus em sua vida. Examine áreas onde você pode estar resistindo ao Senhor.
2. Prioridade no Reino
Reconheça que sua maior lealdade pertence a Deus. Sua vida, tempo e recursos devem refletir isso.
3. Cidadania Celestial e Terrena
Seja um exemplo de integridade, vivendo em obediência às leis civis, mas nunca comprometendo sua fé.
Conclusão
Ideia Central: Deus é o legítimo Senhor de todas as coisas e exige fidelidade. Rejeitar Sua autoridade resulta em julgamento, mas submeter-se a Ele traz vida e paz.
Convite: Reflita sobre sua vida e sobre como você tem respondido à autoridade de Cristo. Que possamos entregar a Deus o que é dEle: nosso coração, alma e tudo o que somos.
