MILHA FAMÍLIA AOS PÉS DA CRUZ

Minha família aos pés da cruz  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O papel da mulher em seu lar

Texto base: Efésios 5.22-24, “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; 23 porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. 24 Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido

INTRODUÇÃO

O capítulo 5 de efésios é uma parte importantíssima escrita por Paulo a igreja, pois, nele Paulo enfatiza a transformação moral, ética e espiritual que ocorre na vida do cristão.
Este capítulo é dividido em várias partes, e no meio acadêmico essas partes são chamadas de perícopes”, que tratam de como deve ser comportamento do crente a luz da palavra de Deus.
Todavia, o nosso objetivo não é falar do capítulo 5 todo, mas dos versos 22 ao 24. Este parágrafo é famoso pela discussão apresentada sobre o relacionamento entre marido e mulher.
Nestes versos Paulo orienta as esposas para que sejam submissas aos seus maridos, assim como a igreja se submete a Cristo. Em contrapartida,ele também diz que o marido deve amar a sua esposa assim como Cristo amou a igreja e se entregou por Ela.
A verdade é que Paulo faz uma analogia entre o casamento e a relação de Cristo com a igreja, para mostrar base para uma vida conjugal verdadeira.

1 – Versos 22-23

As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo”.
Apesar desse verso iniciar falando da mulher, faz-se necessário destacar que a responsabilidade maior dentro do lar, é do homem, por isso e deve tomar a iniciativa, liderar, sustentar, prover e proteger a sua casa.
É isso que significa ser homem a partir de uma cosmovisão cristã, pois a masculinidade redimida aponta para Cristo e exalta a Deus, ou seja, quando cumprimos o nosso papel de homens glorificamos a Deus, e de igual modo as mulheres.
Liderança não são direitos, são responsabilidades. John Piper define a liderança, como um “chamado divino para um marido assumir a responsabilidade primária, por direcionamento servil como o de Cristo, proteção e provisão do lar”.
Todavia, ao olharmos para o texto de Efésios, entendemos que a submissão descrita no texto é um chamado divino para que a esposa honre o seu marido, afirme a sua liderança e o ajude a conduzir o seu lar de forma que glorifiquem a Deus.
Por isso, é um equívoco interpretar a palavra “submeter-se” como uma imposição ou opressão. A forma mais correta é olhar para essa expressão é partir de uma perspectiva de unidade.
O que Paulo está fazendo aqui, é estabelecendo um padrão de relacionamento familiar cristão, onde a esposa reconhece e apoia a liderança do seu marido, assim como a igreja se submete a Cristo. Ou seja, a submissão, não tem nada a ver com inferioridade, mas sim, com unidade, objetividade e cumplicidade.
O marido se espelha em Cristo, como lemos no verso 25, Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”, e a esposa segue as instruções da vontade de Deus dadas a sua igreja, como descrito no verso 22: “mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor [...]”.
Paulo cria toda essa estrutura de submissão da mulher, a partir da criação, para mostra que Deus criou primeiro o homem, e depois a mulher.
E a implicação disso é: “A mulher foi planejada para seguir o seu esposo, viver na sua provisão, encontrar segurança em seus braços, força em sua força. E reconhecer essa verdade, não é demérito nenhum, mas sim uma alegria.
Uma alegria que gera contentamento, que glorifica a Deus, que completa o marido, no relacionamento sexual, nas responsabilidades diárias e na criação dos filhos.
A verdade é que a submissão é um meio de vida para todo crente, não apenas para esposas, pois a submissão revela o que está em nosso coração diante de Deus.
A submissão, revela o caráter e a maturidade espiritual do crente, a submissão evidencia o nosso amor por Deus, revela se estamos “cheios do Espírito Santo”.
A mulher cristã, casada se alegra quando glorifica a Deus por respeitar seu marido, esse respeito ocorre não por causa de uma imposição, mas pela posição dada por Deus e isso, é uma atitude de obediência a Deus.
Um outro aspecto da submissão da esposa, é o fato dela se alegrar por glorificar a Deus e por impactar seu marido sendo um bom exemplo, uma esposa piedosa, uma intercessora e um instrumento nas mãos do Redentor.
Percebe, que a submissão leva a mulher para mais perto de Cristo? A obediência e a submissão da esposa trazem as bênçãos de Deus para sua casa. Em contrapartida a desobediência e a insubmissão trazem a disciplina de Deus.
Portanto, estas instruções devem ser vistas dentro de um contexto de amor e respeito mútuo, onde cada cônjuge, exerce a sua autoridade, não para diminuir, nem para mostrar superioridade, mas para governarem a sua casa e glorificarem a Deus em seu relacionamento.

2 – Verso 24

Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seumarido”. Neste verso, o apóstolo Paulo nos apresenta o padrão do relacionamento conjugal a partir de uma perspectiva cristã. Por isso, a comparação da sujeição da igreja a Cristo com a submissão da mulher ao seu marido.
Qual que é a ideia presente aqui? Ilustrar um padrão de hierarquia, relacionamento e amor.
A igreja se submete a Cristo reconhecendo a sua soberania, o seu cuidado, a sua liderança e o seu amor. Essa mesma disposição de respeito e confiança deveria ser encontrada na relação conjugal do crente.
E isso fica claro pelo uso das palavras tudo e seu”. Nesse verso elas destacam que a submissão não é opcional, mas parte integral de um casamento que é marcado pelo amor e pelo respeito.
Essa sujeição, então, deve ser entendida não como inferioridade como já foi dito, mas como um chamado, ou um papel específico que quando cumprido, contribui para uma relação amorosa, saudável, alegre, prazerosa que glorifica a Deus.
É importante, compreendermos que essa relação amorosa, saudável, alegre e prazerosa deve refletir o amor de Cristo. Para isso, a mãe (e o pai) deve ser exemplo.
Só podemos ensinar nossos filhos a serem obedientes a Cristo na prática, se fizermos o mesmo. Só poderemos ensinar nossos filhos a aplicar os princípios da Palavra de Deus em sua vida, se fizermos o mesmo. “O que não é prioridade para os pais, não tem valor para os filhos”.
Os nossos filhos só serão submissos a palavra de Deus, se formos submissos. O que eu quero enfatizar é que, “todos nós lutamos com a questão submissão.
A falta de submissão começou quando Satanás se rebelou contra Deus, como descrito em Isaías 14.13, 14, depois continuou no Éden e se estendeu por toda a humanidade.
E somente Cristo pode resolver esse problema, por ser ele o exemplo da perfeita submissão. Ele nos é apresentado como aquele que redime o seu povo e traz verdadeira submissão.

CONCLUSÃO

Por fim, aprendemos que a submissão, não está relacionada a inferioridade, pois diante de Deus todos somos iguais, todos temos o mesmo valor, isso implica dizer, que precisamos viver em amor em nosso relacionamento pessoal e familiar para que reflitamos a relação de amor existente entre Cristo e a igreja em nosso casamento.
A partir de uma cosmovisão bíblica entendemos a sujeição não como inferioridade, mas como um chamado, que quando cumprido, contribui para que sua relação conjugal reflita a glória a Deus.

APLICAÇÃO

Como tornar essa submissão na prática em nossa vida?Vivendo em amor e compaixão, imitando a Cristo, buscando o bem-estar de todos, mas principalmente da nossa casa.
Por meio da nossa vida conjugal evidenciamos o que fomos chamados para ser luz no mundo. E ser luz no mundo implica em viver segundo os padrões éticos estabelecidos pela palavra de Deus,testemunhando, evidenciando Cristo em nossas ações, sendo exemplos de bondade, verdade e fidelidade conjugal.
A principal responsabilidade pela iniciativa de liderança no lar deve vir do marido que está seguindo as instruções de Cristo, o cabeça. E está claro que isso não é sobre direitos e poder, mas sobre responsabilidade e sacrifício.
v 25: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. Sem abuso. Nenhum autoritarismo, nem arrogância.
Deus instituiu a liderança masculina na criação e isso se mantem permanente. Homem e mulher são iguais no sentido que eles carregam igualmente a imagem de Deus.
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