A doutrina bíblica do inferno. (Mt 25.41-46)
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Introdução
Introdução
O Inferno é um dos assuntos principais do Novo Testamento.
O Senhor Jesus ensinou mais a respeito do Inferno que o Céu nas páginas dos Evangelhos. Ele também ensinou mais sobre o Inferno do que o apóstolo Paulo.
Negar essa doutrina bíblica significa negar todo o cristianismo bíblico.
I. O PENSAMENTO HUMANO A RESPEITO DO INFERNO
I. O PENSAMENTO HUMANO A RESPEITO DO INFERNO
1. Filósofos e teólogos de mentes cauterizadas.
1. Filósofos e teólogos de mentes cauterizadas.
Os que vivem na incredulidade, dominados pelos poderes das trevas neste mundo, negam prontamente a realidade do Inferno. Filósofos humanistas dizem que a afirmação bíblica da existência do Inferno não é compatível com os valores éticos modernos.
Teólogos modernos e pós-modernos negam a inspiração plenária da Bíblia e, por isso, agem para enfraquecer a doutrina bíblica sobre o Inferno, dizendo que se trata de um pensamento pagão que deve ser erradicado da Bíblia. Outros chegam até a admitir que certas pessoas irão para o Inferno, mas por tempo provisório. Porém, durante esse período, serão purificadas e receberão uma segunda chance para entrar no Céu.
2. O ensino do Universalismo.
2. O ensino do Universalismo.
Outro argumento muito frequente atualmente é o falso ensino de que, no final das contas, todas as pessoas irão para o Céu. Por exemplo, não haveria diferença no destino de um assassino frio e cruel para um crente que buscou ter uma vida santa, fugindo do pecado.
A ideia central do Universalismo é a de que todos somos filhos de Deus e, como Ele é um Ser de amor, não pode condenar o ser humano a uma punição eterna.
3. O alerta apostólico.
3. O alerta apostólico.
Esses falsos ensinos revelam a fraude que muitos intelectuais cristãos cometem a respeito do cristianismo bíblico. O que eles fazem é transformar a verdade de Deus em mentira, negar integralmente o ensinamento bíblico a respeito da realidade bíblica do Inferno como se encontra claramente exposto no Novo Testamento. Não por acaso, o apóstolo Paulo escreveu a respeito desses falsos ensinadores: eles teriam aparência de piedade, mas negariam sua eficácia (2Tm 3.5; cf. Mt 7.15); resistiriam à verdade (2Tm 3.8; cf. Êx 7.11); apostatariam da fé e dariam ouvido à doutrina de demônios, tendo suas consciências cauterizadas (1Tm 4.1). Atualmente, estamos testemunhando de maneira vivida todos os alertas apostólicos quanto aos falsos ensinos e ensinadores dos últimos dias.
II. COMO A PALAVRA INFERNO APARECE NA BÍBLIA
II. COMO A PALAVRA INFERNO APARECE NA BÍBLIA
1. No Antigo Testamento.
1. No Antigo Testamento.
A primeira palavra a ser destacada no Antigo Testamento é Sheol ( שאול), “mundo inferior dos mortos”, “inferno”, . Ela traz a ideia do AT para “morada dos mortos”, “lugar que não tem retorno”. Essa palavra aparece 65 vezes no AT: lugar para onde os mortos iam (Jó 17.13; Sl 16.10; Is 38.10); os fiéis seriam resgatados desse lugar (Sl 16.9-11; 49.15); os ímpios não seriam resgatados de lá (Jó 21.13; 24.19; Sl 9.17; 55.15).
No AT, o ensino sobre o destino das pessoas se concentrava mais para o lugar onde os corpos das pessoas iam, não para o destino da alma após a morte. Não há, portanto, um texto claro no AT a respeito da divisão do Sheol entre um lugar de castigo e outro de bênçãos. Assim, o Antigo Testamento aponta para o Novo. Neste Testamento a doutrina do destino eterno das pessoas após a morte é bem clara. Contudo, de modo geral, a palavra hebraica Sheol também é descrita como lugar de castigo (Jó 24.19).
A palavra propria para sepultura no AT é sepulcro” (קֶֽבֶר qeber -Sl 5.9).
2. No Novo Testamento.
2. No Novo Testamento.
Três palavras gregas que aparecem no Novo Testamento foram traduzidas pela palavra “Inferno”: hades -(traduz a hebraica Sheol), tártaro , geena .
A palavra hades (ᾅδης )significa “lugar de castigo” (Mt 11.23; Lc 10.15; 16.23); também pode se referir ao estado de morte que o ser humano experimentará no fim da vida (Mt 16.18; At 2.27,31; Ap 1.18).
A palavra tártaro ((Τάρταρος) traz a ideia de um abismo mais profundo que a sepultura, a habitação dos ímpios mortos em que eles sofrem punição pelas suas obras más. Os anjos caídos estão presos neste lugar (2Pe 2.4).
A palavra geena (γέεννα ), que aparece 12 vezes no Novo Testamento, significa “castigo eterno”. É uma palavra que deriva de termos hebraicos atrelados ao Vale de Hinom, ao lado sul e leste de Jerusalém. Nesse lugar, os adoradores de Moloque sacrificavam bebês pelo fogo (2Rs 16.3; 21.6). Não por acaso, o profeta Jeremias se referiu ao Vale de Hinom como de julgamento (Jr 7.32; 19.6). No tempo do NT era um lugar em que se queimava o lixo da cidade. Essa palavra recebeu todo o simbolismo de “castigo eterno”, “fogo eterno” e “julgamento final” (Mt 23.33; 25.41,46) que faz jus ao termo Inferno.
O termo "sepultura" no Novo Testamento grego é frequentemente traduzido da palavra grega "τάφος" (taphos), que se refere a um túmulo ou local de sepultamento. Outra palavra relacionada é "μνημεῖον" (mnēmeion), que também significa túmulo ou sepultura e é usada em muitos contextos no Novo Testamento para descrever os locais de sepultamento.
Por exemplo, "τάφος" pode ser encontrado em Mateus 27:60, que descreve o túmulo de Jesus: "e pô-lo no seu sepulcro novo, que tinha sido talhado na rocha, e rolou uma grande pedra à porta do sepulcro, e foi-se." Da mesma forma, "μνημεῖον" é usado em João 11:38, referindo-se ao túmulo de Lázaro: "Jesus, comovendo-se outra vez muito em si mesmo, foi ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela."
III. A DOUTRINA BÍBLICA DO INFERNO
III. A DOUTRINA BÍBLICA DO INFERNO
1. O conceito bíblico de Inferno.
1. O conceito bíblico de Inferno.
À luz de Mateus 25.41, o Inferno é um lugar real. O Deus justo e bom jamais faria um lugar como esse para o ser humano criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26), mas, sim, para o Diabo e seus anjos que se rebelaram contra Ele (2Pe 2.4; Jd 12.6; Ap 12.7). Entretanto, quando o ser humano despreza a Deus e sua Palavra, colocando-se sob o governo do deus deste século, o Diabo, será também sentenciado e destinado ao mesmo lugar que Satanás e seus demônios foram (2Co 4.4).
2. O que ensina a doutrina?
2. O que ensina a doutrina?
A realidade do Inferno é um ensino integralmente bíblico (Mt 10.28; 23.33; Mc 9.43; Lc 12.5), descrito como um lugar de tristeza, vergonha, dor e extrema agonia. Isso porque o ser humano irá para o Inferno de maneira integral: corpo e alma. Assim, de acordo com o vasto ensino do Novo Testamento, todas as pessoas que desprezam Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas passarão a eternidade totalmente separadas de Deus, na presença do Diabo e seus demônios (Mt 25.41).
3. O castigo será eterno.
3. O castigo será eterno.
Diversas passagens do Novo Testamento denotam a realidade do Inferno como lugar de castigo eterno: fogo inextinguível (Mt 3.12; Mc 9.43,48); fornalha acesa (Mt 13.42,50); trevas (Mt 8.12; 22.13); fogo eterno (Mt 25.41); Lago de Fogo (Ap 19.20; 20.10,14,15). Então, o castigo eterno se configura como uma penalidade aos que se rebelaram contra Deus e sua Palavra. Por isso, esse castigo tem relação direta com o pecado.
Todos os pecadores que não se arrependeram de seus pecados serão lançados no Lago de Fogo, o Inferno, logo após o julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15).
Contudo, precisamos observar algo importante. A ida do ser humano para o Inferno não é uma iniciativa primária de Deus, mas um fruto da escolha do ser humano em viver deliberadamente em rebelião contra o Altíssimo.
O ensino bíblico é claro e simples: os que rejeitaram a Cristo receberão o castigo eterno (Mt 25.46); os que escolheram a Cristo receberão a vida eterna (Jo 5.26). Portanto, a escolha de ir para o Céu ou para o Inferno, se passará a eternidade com Cristo ou sem Ele, é pessoal.
A REALIDADE BÍBLICA DO INFERNO
A REALIDADE BÍBLICA DO INFERNO
As Escrituras Sagradas descrevem o inferno como um lugar real de dor, agonia e desespero. O Senhor Jesus ensinou a Seus discípulos a respeito do inferno com a finalidade de alertá-los que este é o destino de todo aquele que ama e pratica o pecado (Ap 22.15).
Há muitos que não acreditam que o inferno seja real e, até mesmo, tentam negá-lo com toda a veemência na intenção de deslegitimar a doutrina bíblica sobre o inferno. Entretanto, à luz da Palavra de Deus, podemos entender que a palavra “inferno” é uma realidade descrita ao longo dos séculos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
Embora a palavra “inferno” apareça com mais de um significado no contexto bíblico, certamente este não é o lugar reservado para os salvos.
O inferno, no sentido de castigo eterno, representa o julgamento final de Deus sobre toda a iniquidade.
O inferno é o local reservado para o Diabo e os seus anjos (Mt 25.41), porém, infelizmente, parte da humanidade será lançada no lugar final de sofrimento em razão de amarem mais o pecado, bem como os deleites desta vida e rejeitarem a Deus e a Sua vontade.
Assim sendo, a lógica do inferno é mostrar à humanidade que Deus reservou um Dia para fazer justiça sobre todo o mal praticado desde o início da criação até os últimos dias.
A Bíblia descreve o destino final dos ímpios como algo terrível e que vai além de toda a imaginação. São as ‘trevas exteriores’, onde haverá choro e ranger de dentes por causa da frustração e do remorso ocasionados pela ira de Deus (Mt 22.13; 25.30; Rm 2.8,9; Jd 13). É uma ‘fornalha de fogo’ (Mt 13.42,50), onde o fogo pela natureza é inextinguível (Mc 9.43; Jd 7). Causa perda eterna, ou destruição perpétua (2Ts 1.9), e ‘a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre’ (Ap 14.11; cf. 20.10). Jesus usou a palavra Gehenna como o termo aplicável a isso. […] Depois do juízo final, a morte e o Hades serão lançados no lago de fogo (Ap 20.14), pois este, que fica fora dos novos céus e da nova terra (cf. Ap 22.15), será o único lugar onde a morte existirá. É então que a vitória de Cristo sobre a morte, como o salário do pecado, será final e plenamente consumada (1Co 15.26). Mas nos novos céus e terra não haverá mais morte (Ap 21.4)”.
Ao tomar consciência de que o inferno não foi feito para si, o crente deve buscar o cuidado por uma vida espiritual em contínua comunhão com Deus.
Por maiores que sejam os desafios e as tribulações que enfrenta nesta vida, a perseverança em Cristo deve ser nutrida pela alegria da vida eterna. Cristo foi preparar um lugar para Seus discípulos ao lado dEle (Jo 14.1-3). Que esta seja a nossa motivação a cada dia!
