Cl 3.18-4.1 - Senhorio de Cristo na comunidade e na unidade familiar
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Introdução
Introdução
. Meus irmãos gosto muito de olhar em uma perpectiva panorâmica (Viagem Socorro - visão dos picos e seus detalhes)
Aqui em Colossenses não é diferente quando há um prosseguimento de um estudo em série e é muito comum olharmos primeiro o panorâma e agora ja chegando próximo ao fim dessa carta o que já foi visto.
E tomo como base esse panorama do Teologo e professor Carlos Oswaldo que sabiamente traz esse panorama da seguinte forma:
Mensagem
A superioridade e suficiência da pessoa de Cristo e de sua obra como Cabeça da igreja exigem dedicação exclusiva em atitude e ação.
I. Saudação (Cl 1.1–2).
II. O progresso e as perspectivas dos colossenses na caminhada cristã indicam verdadeira dedicação a Cristo (1.3–14).
III. A grandeza de Cristo e a suprema importância da sua mensagem exigem verdadeira dedicação a ele,. (1.15–2.5).
IV. A superioridade da obra de Cristo sobre o sistema religioso que tanto atraía os colossenses exige total dedicação intelectual e religiosa a ele - a Jesus (2.6–10).
V. A suficiência da obra de Cristo em favor dos cristãos exige sua dedicação exclusiva a ele - A Jesus - na sua vida prática (3.1–4.6).
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I. Saudação (Cl 1.1–2).
II. O progresso e as perspectivas dos colossenses na caminhada cristã indicam verdadeira dedicação a Cristo (1.3–14).
A. O progresso deles na caminhada cristã é o motivo da gratidão de Paulo (Cl 1.3–8 ).
B. As perspectivas deles na caminhada cristã são o motivo da intercessão de Paulo (Cl 1.9–14).
1. Paulo pede a Deus que os colossenses tenham conhecimento espiritual da sua vontade (Cl 1.9–10).
2. Paulo pede a Deus que os colossenses tenham força espiritual e gratidão pelas bênçãos recebidas em Cristo (Cl 1.11–14).
III. A grandeza de Cristo e a suprema importância da sua mensagem exigem verdadeira dedicação a ele, como o próprio ministério de Paulo aponta (1.15–2.5).
SLIDE
A. O caráter e a obra de Cristo são supremos em sua eficácia em favor do Universo e especialmente da igreja (1.15–23).
1. A supremacia de Cristo se estende por toda a criação (Cl 1.15–28). Verso 16 se destaca - Colossenses 1.16 “16 Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.”
2. A supremacia de Cristo se baseia na sua natureza divina e na sua obra reconciliatória (Cl 1.19–23). Colossenses 1.22 “22 agora, porém, ele os reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e irrepreensíveis,”
B. O caráter e a obra de Cristo motivam a verdadeira dedicação de Paulo ao próprio Cristo e assim levar a igreja à maturidade (1.24–2.5).
1. A verdadeira dedicação de Paulo se expressava em seu esforço infatigável (que não se cansa) de apresentar o mistério aos gentios e de aperfeiçoar a igreja (Cl 1.24–29). Colossenses 1.24 “24 Agora me alegro nos meus sofrimentos por vocês e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja,”
2. A verdadeira dedicação de Paulo se expressava no seu zelo pela preservação da lealdade dos colossenses a Cristo (Cl 2.1–5).
SLIDE
IV. A superioridade da obra de Cristo sobre o sistema religioso que tanto atraía os colossenses exige total dedicação intelectual e religiosa a ele - a Jesus (2.6–10).
A. Cristo é superior ao “filosofismo” porque apenas ele possui verdadeira divindade e sabedoria (Cl 2.6–10). Colossenses 2.8 “8 Tenham cuidado para que ninguém venha a enredá-los com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.”
B. Cristo é superior ao legalismo porque apenas ele oferece um verdadeiro relacionamento com Deus por meio da fé (Cl 2.11–15). Tratar do pertencimento quando olhado pela ótica da circuncisão, que já não somos mais circuncidados na carne e sim pela fé em cristo, nossa marca está na fé no Senhor Jesus
C. Cristo é superior ao misticismo porque apenas ele oferece verdadeira realidade espiritual (Cl 2.16–19). Não era mais julgando o que comia o que bebia, os dias de festas sagrados, tudo era sombra daquilo ou daquele que havia de vir e veio!!
D. Cristo é superior ao asceticismo porque apenas ele oferece triunfo sobre a sensualidade (Cl 2.20–23). os versos 2.20-23 mostram que não requer mais - Colossenses 2.20–21 “20 Se vocês morreram com Cristo para os rudimentos do mundo, por que se sujeitam a regras, como se ainda vivessem no mundo? 21 “Não toque nisto”, “não coma disso”, “não pegue naquilo”.” não há valor nenhum nisso!!
SLIDE
V. A suficiência da obra de Cristo em favor dos cristãos exige sua dedicação exclusiva a ele - A Jesus - na sua vida prática (3.1–4.6).
A. Dedicação exclusiva a Cristo significa enfrentar a vida com uma perspectiva celestial (Colossenses 3.1–4 “1 Portanto, se vocês foram ressuscitados juntamente com Cristo, busquem as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2 Pensem nas coisas lá do alto, e não nas que são aqui da terra. 3 Porque vocês morreram, e a vida de vocês está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 4 Quando Cristo, que é a vida de vocês, se manifestar, então vocês também serão manifestados com ele, em glória.” ).
B. Dedicação exclusiva a Cristo significa pureza pessoal à luz da nova posição em Cristo (Cl 3.5–11) - Façam morrer a natureza terrena e as inclinações para as coisas da carne
C. Dedicação exclusiva a Cristo significa relacionamentos interpessoais que são coerentes com a nova posição em Cristo (Cl 3.12–17). Profunda compaixão, bondade, humildade, bondade, pasciencia, Perdão… Colossenses 3.17 “17 E tudo o que fizerem, seja em palavra, seja em ação, façam em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”
D. Dedicação exclusiva a Cristo significa vida na comunidade sob seu senhorio (3.18–4.6). Que é justamente o texto que vamos abordar no dia de hoje.
1. O senhorio de Cristo precisa ser manifesto na vida conjugal (3.18–19).
2. O senhorio de Cristo precisa ser manifesto na vida familiar (3.20–21).
3. O senhorio de Cristo precisa ser manifesto em relacionamentos de trabalho (3.22–4.1).
Carlos Osvaldo Cardoso Pinto, Foco & Desenvolvimento no Novo Testamento, ed. Juan Carlos Martinez, 2a Edição revisada e atualizada. (São Paulo: Hagnos, 2014), 389–391.
Texto
Texto
Colossenses 3.18–4.1 (NAA)
18 Esposas, que cada uma de vocês se sujeite a seu próprio marido, como convém no Senhor.
19 Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa e não a trate com amargura.
20 Filhos, em tudo obedeçam a seus pais, pois fazer isso é agradável diante do Senhor.
21 Pais, não irritem os seus filhos, para que eles não fiquem desanimados.
22 Servos, obedeçam em tudo a seus senhores aqui na terra, não servindo apenas quando estão sendo vigiados, visando somente agradar pessoas, mas com sinceridade de coração, temendo o Senhor. 23 Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para as pessoas, 24 sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo. 25 E quem fizer injustiça receberá em troca a injustiça feita. E nisto ninguém será tratado com parcialidade.
1 Senhores, tratem os seus servos com justiça e igualdade, sabendo que também vocês têm um Senhor no céu.
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Paulo fechou o verso 17 com a exortação “façam tudo em nome do Senhor Jesus”. Agora no verso 18 em diante ele elabora esse “TUDO” pois inclui todo relacionamento na família e na comunidade. O senhorio de Cristo deve se estender às nossas interações pessoais. Além disso, a gratidão (3.15–16) deve abranger também estas relações. Devemos agradecer a Deus continuamente pela família e amigos na comunidade. Além disso, o princípio da submissão passa por este texto aqui — a esposa em relação ao marido, os filhos em relação aos pais, o escravo em relação ao senhor, e o senhor em relação ao seu servo. Mas os cristãos de cada categoria devem acima de tudo se submeter a Jesus como Senhor (o termo aparece em 3.18,20,22–24; 4.1).
Isso tem a ver com a pessoa que possui autoridade (Seja quem for), pois eles responderão a Deus e a Cristo pela qualidade de sua liderança na comunidade de Deus. Como Paulo afirma claramente em Efésios 5.21 “21 Sujeitem-se uns aos outros no temor de Cristo.” : a submissão mútua está no centro, pois o marido submete seus direitos e desejos pessoais para satisfazer as necessidades de sua esposa. Portanto, o tema dominante é o das relações recíprocas entre o povo de Deus.
Os códigos de conduta sociais no Novo Testamento (Ef 5.22–6.9; 1Tm 2.8–15; 5.1–6.2; Tt 2.2–10; 1Pe 2.18–3.7) têm como base exemplos do contexto social do primeiro século, com destaque para o helenismo, que é a principal fonte desses códigos, também conhecidos como "regras domésticas". Influenciados pelo judaísmo helenístico, esses códigos enfatizam a reciprocidade e os direitos das mulheres, crianças e escravos. Paulo adaptou esses códigos para refletir os princípios cristãos, especialmente o senhorio de Cristo, e usou-os para mostrar que a busca pelas "coisas do alto" (início do capítulo 3) deve se refletir nas relações dentro da comunidade cristã.
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Os princípios de Deus para o relacionamento conjugal (3.18,19)
Os princípios de Deus para o relacionamento conjugal (3.18,19)
Deus tem princípios que devem reger a postura da esposa e princípios que devem nortear a postura do marido. Não existe sobrecarga para um e alívio para outro. Não existe apenas ônus para um e bônus para o outro. Ambos, marido e mulher, têm privilégios e responsabilidades.
A submissão não é uma questão de inferioridade, Não há hierarquia, visto que todos os cristãos precisam submeter-se uns aos outros (Efésios 5.21 “21 Sujeitem-se uns aos outros no temor de Cristo.” ). Tanto o homem como a mulher são um em Cristo (Gálatas 3.28 “28 Assim sendo, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vocês são um em Cristo Jesus.” ). A submissão não é uma questão de valor pessoal, mas de função na estrutura familiar. Uma instituição não pode ser acéfala nem bicéfala. Um corpo sem cabeça ou com duas cabeças é uma anomalia é fora da vontade de Deus!
Não se pode confundir submissão com “escravidão” ou “subjugação”. A autoridade do marido não é um governo ditatorial ou tirano, mas sim uma liderança amorosa. A posição de liderança do homem é apenas funcional. O homem não é melhor do que a mulher, nem a mulher é inferior ao homem. A mulher veio do homem, e o homem vem da mulher. Eles são interdependentes (1Coríntios 11.11–12 “11 No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. 12 Porque, assim como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher; e tudo vem de Deus.” . Assim como Deus Pai é o cabeça de Cristo e Deus Pai não é maior do que Cristo, o homem não é maior do que a mulher.
Meus irmãos as ordenanças divinas não são para nos escravizar, mas para nos libertar. A submissão é a liberdade e a glória da esposa, assim como a submissão da Igreja a Cristo é Sua glória e liberdade. Os preceitos de Deus não nos escravizam, mas nos libertam. Um trem só é livre para correr quando desliza sobre os trilhos. Você só é livre para dirigir o seu carro quando o conduz segundo as leis do trânsito. A mulher só é verdadeiramente livre quando obedece ao princípio estabelecido por Deus da submissão ao marido. Nenhuma esposa tem dificuldade de ser submissa a um marido que a ama como Cristo amou a Igreja. Ela está debaixo do senhorio de Cristo.
É impossível uma mulher ter uma relação de submissão a Cristo e de insubmissão ao marido. A submissão da esposa ao marido é um desdobramento da sua obediência a Cristo. A mulher deve ser submissa ao marido até o ponto em que não seja forçada ou constrangida a transgredir a Palavra de Deus. Sua obediência a Cristo está acima de sua submissão ao marido. Acima da autoridade do marido está a soberania do Senhor. Por isso a esposa deve procurar fazer a vontade do marido quando esta coincidir com a vontade de Deus.
Em segundo lugar, o amor do marido à esposa (Cl 3.19). Se a mulher deve submeter-se ao marido como a Igreja é submissa a Cristo, o marido deve amar a esposa como Cristo ama a Igreja. O padrão deste amor, ágape, está claro em Efésios 5.25: “Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela”.
Carosirmão é um imperativo amar sua esposa - ordem expressa “Maridos, amai vossa esposa”. O marido deve amar a esposa como Cristo ama a Igreja, ou seja, com um amor perseverante, santificador, cuidadoso, romântico e sacrificial. O marido deve amar a esposa com um amor paciente, benigno e livre de ciúme. O amor verdadeiro não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Esse amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba (1Co 13.4–8).
Irmãos - “Não as trateis com amargura” aponta para impaciência... mostra os resmungos que vai criando essa tensão no relacionamento, e o fruto disso é um desânimo. Em vez de tratar a esposa com amargura, o marido precisa ser um bálsamo na vida dela, um aliviador de tensões, um amigo presente, um companheiro sensível que vive a vida comum do lar servindo-a e protegendo-a.
O marido não deve criticar a esposa nem agredi-la com palavras, antes deve elogiá-la tanto no recesso do lar (Ct 4.7) quanto publicamente (Pv 31.29). O marido deve buscar meios de agradar a esposa (1Co 7.33,34). Nada fere mais uma mulher do que palavras rudes. A versão King James é mais clara: “Maridos, cada um de vós ame sua esposa e não a trate com grosseria” (3.19).
.Em muitos aspectos, o marido tem a maior responsabilidade, pois sua autoridade deve ser exercida por meio do amor. Ele não deve exigir submissão, mas aceitá-la amorosamente de sua esposa. Toda decisão deve ser tomada em amor — mediante o desejo inabalável de satisfazer as necessidades da esposa, em vez de manipulá-la a satisfação das necessidades do marido. Concluo que o modelo de submissão mútua rege a cabeça do marido e a submissão voluntária da esposa, e que o amor impulsiona os dois enquanto vivem esta relação.
Grant R. Osborne, Carta aos Colossenses e Filemom, trans. Renato Cunha, Comentário Expositivo do Novo Testamento (Bellingham, WA; São Paulo: Lexham Press; Editora Carisma, 2023), 123.
Os princípios de Deus para o relacionamento entre filhos e pais (3.20,21)
Os princípios de Deus para o relacionamento entre filhos e pais (3.20,21)
Deus tem princípios importantíssimos para construir uma relação de harmonia e paz entre pais e filhos. Vamos examinar esses princípios.
Em primeiro lugar, a obediência dos filhos aos pais (3.20). “Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante de Deus”. A versão NVI expressa essa idéia de forma mais clara: “Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor Cl 3.20”. Destacaremos pontos importantes na relação dos filhos com os pais.
a. A obediência dos filhos aos pais é imperativa (3.20). A autoridade dos pais é uma autoridade delegada por Deus. Por isso, rejeitar a autoridade dos pais, é rejeitar a autoridade de Deus. A rebeldia ou desobediência aos pais é um grave pecado e traz conseqüências muito graves aos infratores. Os filhos que não aprendem a obedecer aos pais não obedecerão a nenhuma outra autoridade.
Lembram-se lá em Romanos 1 quando ele descreve os sinais da decadência do mundo - A desobediência aos pais é um sinal da decadência do mundo (Romanos 1.28–32 “28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a um modo de pensar reprovável, para praticarem coisas que não convém. 29 Estão cheios de todo tipo de injustiça, perversidade, avareza e maldade. Estão cheios de inveja, homicídio, discórdia, engano e malícia. São difamadores, 30 caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes, orgulhosos, inventores de males, desobedientes aos pais, 31 insensatos, desleais, sem afeição natural e sem misericórdia. 32 Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.” ). Também é um sinal do fim do mundo (2Tm 3.1–5).
A força de uma nação deriva da integridade dos seus lares. O colapso da autoridade em nossa sociedade reflete o colapso da autoridade dentro do lar.
Os filhos precisam obedecer “em tudo”, e não apenas naquilo que lhes dá prazer. Muitos filhos seriam poupados de dores, lágrimas e perdas irrecuperáveis se tivessem obedecido a seus pais. A obediência pavimenta a estrada da bem-aventurança.
Agora o Verso 21 é a via que volta - dos pais aos filhos - Boa comunicação “Pais não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados” (3.21). Tem alguns pontos importantes que devemos nos esforçar para aprender senhor pais!!
a. A forma da irritação (3.21). Os pais são exortados a não irritar os seus filhos. Quando isso acontece?
1) Quando não há coerência nos pais, ou seja, falam uma coisa e vivem outra.
2) Quando não há regras claras na disciplina, ou seja, os filhos são num momento elogiados e noutro disciplinados pela mesma atitude.
3) Quando não há diálogo – Absalão chegou ao ponto de preferir a morte do que o silêncio do pai.
4) Quando há injustiça ou muita severidade.
5) Quando os pais não têm tempo para ouvir, orientar e ajudar os filhos em suas necessidades.
6) Quando os pais comparam um filho com outro e despertam entre eles ciúmes, inveja e ódio.
7) Quando pai e mãe entram em conflito acerca da maneira de orientar os filhos.
8) Quando os pais são permissivos ou duros demais com os filhos.
9) Quando os pais brigam o tempo todo ou desfazem os laços do casamento pelo divórcio.
Há pais que, por serem liberais, empurram os filhos para a permissividade e degradação moral. Por outro lado, há pais que são tão rígidos, ferro e fogo, severos na disciplina que os filhos estão condenados a conviver com um espírito cheio de apatia e de revolta. Meus irmãos é com amor e perdão, seguindo o modelo do Deus ( se debrucem em aprender os conselhos de disciplina lá de Hb 12.4–12).
b. A gravidade da irritação (3.21). Os pais que irritam os filhos pecam contra Deus porque se insurgem contra os princípios estabelecidos por Ele; e pecam contra os filhos porque destroem a vida emocional e espiritual deles, em vez de educá-los com amor e sabedoria. Só quando os pais se sujeitam um ao outro e ao Senhor (e isso trata tbm de disciplina) é que podem exercer autoridade espiritual e física apropriada e equilibrada sobre os filhos. Como está o relacionamento de vocês papais ? como está esse cordão de três dobras ? Harmonia!!
c. O resultado da irritação (3.21). Filhos irritados são filhos desanimados, e filhos desanimados ficam expostos aos ataques de Satanás e do mundo. Quando uma criança não é devidamente encorajada em casa, procura auto-afirmação em outros lugares. A palavra grega anthumosin, “desanimar, perder a coragem, o ânimo, e o pior perder o espírito.”, traz a idéia de desempenhar suas tarefas de modo mecânico, frio, sem atenção e sem prazer em fazer as coisas. Meus irmãos se você tem percebido que isso pode estar acontecendo, esse é o momento de pedir perdão ao senhor, confessar esse erro e pedir ao Senhor que o fortaleça nesse sentido.
Os pais precisam dosar disciplina e encorajamento.
Os princípios de Deus para o relacionamento entre servos e senhores (3.22–4.1)
Os princípios de Deus para o relacionamento entre servos e senhores (3.22–4.1)
Meus irmãos a Igreja nasceu numa sociedade em que a escravidão humana era uma instituição aceita, sancionada pela lei e parte do arcabouço da civilização grecoromana.
Do versículo 22 até o fim do capítulo, o Novo Testamento se dirige aos servos (ou escravos), destacando a importância da fidelidade a Deus, independentemente da posição social. O NT dedica considerável atenção aos escravos, enfatizando que, mesmo nas posições mais baixas, é possível alcançar o mais alto nível espiritual. Isso reflete a presciência de Deus quanto ao grande número de pessoas que seriam chamadas ao serviço, e não à autoridade. Enquanto há pouca instrução para líderes de nações, há muitos conselhos para aqueles que servem aos outros. Na época de Paulo, os escravos eram frequentemente desconsiderados, e a atenção dada a eles nas epístolas cristãs foi surpreendente. Isso revela que a graça de Deus alcança todos, independentemente de sua posição social, e que até os escravos podem glorificar a Deus ao cumprir suas responsabilidades.
Os servos são aconselhados a obedecer em tudo ao seu senhor segundo a carne. Com essas palavras, são gentilmente lembrados de que seus senhores são apenas senhores segundo a carne. Eles têm o outro Mestre que está acima de todos e observa tudo o que é feito até pelo mais modesto de seus filhos. Os escravos não devem servir apenas sob vigilância, visando tão somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. (cf., p.ex., Gn 24:33). É grande a tentação de negligenciar o trabalho quando o patrão não está olhando, principalmente para quem é oprimido. O servo cristão, todavia, reconhece que seu Mestre está sempre observando e que, embora as circunstâncias sejam difíceis, trabalhará como se fosse para o Senhor. Em singeleza de coração significa que os motivos são bons: ele quer agradar ao Senhor Jesus.
É interessante notar que não há nenhuma condenação expressa à escravidão no NT. O evangelho não tem o obetivo de mudar as condições politicas sociais por meio de qualquer tipo revolução. Contudo, nos lugares em que o evangelho foi pregado a escravidão foi erradicada. Isso não quer dizer que essas instruções não sejam importantes para nós, hoje. Tudo o que se encontra aqui pode ser aplicado aos patrões e empregados de nossos dias.
William MacDonald, Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento, 2a edição. (São Paulo: Mundo Cristão, 2011), 705.
E os versos 22-25 dão justamente essas instruções de obediência dos servos aos seus senhores (3.22–25). Havia mais de sessenta milhões de escravos no Império Romano. A maioria da igreja era composta de escravos. E o óbvio precisa ser dito - em nenhuma parte da Escritura se afirma que a escravidão em si mesma é uma ordenança divina como o matrimônio (Gn 2.18), a família (Gn 1.28), o dia do repouso (Gn 2.3) ou o governo humano (Rm 13.1). E, por isso mesmo, não agrada ao Senhor que um homem seja o dono de outro.
Paulo não aconselhou rebelião aberta dos escravos contra seus senhores, mas tratou de mudar a estrutura social por meios pacíficos (Cl 4.9; Filemom 16 “16 não como escravo, mas, muito mais do que escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de você, quer como ser humano, quer como irmão no Senhor.” Os servos precisam ter espírito de serviço, obediência, fidelidade e sinceridade.
A obediência dos servos aos seus senhores:
a. é um preceito divino (3.22). A Palavra de Deus estabelece ordem nas estruturas sociais. A anarquia não é própria do mundo criado por Deus, nem da sociedade orientada por Sua Palavra. O nosso Deus é Deus de ordem e decência.
E a ordem de Paulo é: “Obedecei em tudo”. O servo deve ser íntegro em todas as áreas de seu caráter e do seu trabalho. O empregado cristão precisa ser uma pessoa confiável. Ele não pode “fazer cera” no trabalho nem subtrair do seu patrão coisa alguma. Precisa ser absolutamente honesto.
Paulo no verso 23 e 24 diz que o servo deve fazer do seu trabalho uma liturgia de adoração a Deus. Diz o apóstolo: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens […] A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” (3.23,24). Todo o trabalho é digno se o fazemos de forma honesta e todo o trabalho é espiritual se o fazemos para o Senhor.
E haverá uma recompensa e ela deve ser galardoada (3.24,25). O empregado que trabalha com zelo e integridade será galardoado. A recompensa pode até não vir do patrão, mas certamente vem do Senhor Jesus. Evidentemente, esse “pagamento” será futuro, na volta de Jesus Cristo. Essa recompensa será “a herança” (3.24), incluindo o direito de gozar plenamente os benefícios da vida celestial.
O empregado cristão deve ser o melhor funcionário de uma empresa. Deve ser modelo e exemplo para os outros trabalhadores. Seu bom nome vale mais do que riquezas. Ele trafega do campo para o templo com a mesma devoção. Toda a sua lida é litúrgica, pois faz do seu trabalho um tributo de glória ao Senhor.
Por outro lado, o empregado infiel assim como o patrão injusto não ficarão impunes. Eles receberão de volta a injustiça feita. O seu mal cairá sobre sua própria cabeça. Eles colherão o que plantaram. O apóstolo Paulo é categórico: “Pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas” (3.25).
Senhores
Senhores
E por último , porém não menos importantes do que olharmos para os servos é o dever dos senhores com os seus servos (4.1). Após falar da dedicação dos servos, Paulo volta sua atenção aos senhores. “Colossenses 4.1“1 Senhores, tratem os seus servos com justiça e igualdade, sabendo que também vocês têm um Senhor no céu.” Paulo combate a exploração de servos e empregados, pois:
a) A exploração desagrada a Deus (4.1). Os senhores devem tratar seus servos com justiça e equidade. Explorar empregados, sonegar salários, ameaçar ou tratá-los como inferiores é um grave pecado contra Deus. O patrão cristão deve pagar salários justos e proporcionar condições dignas de trabalho, sendo justo e incentivador, e jamais opressor.
Deus abomina a exploração dos trabalhadores, que causa miséria e pobreza. Ele ordena que senhores tratem seus empregados com justiça e equidade, respeitando o direito dos trabalhadores de serem devidamente recompensados.
b) A exploração atenta contra o senhorio de Cristo (4.1). Os senhores devem reconhecer que estão sob o senhorio de Cristo e prestarão contas de sua administração. Como mordomos de Deus, devem seguir os princípios de justiça e equidade, sabendo que, assim como os escravos, também estarão sujeitos ao julgamento de Deus. Ambos, senhores e servos, devem agir de acordo com o senhorio de Cristo.
E com isso a gente fecha a questão do senhorio de Cristo
1. O senhorio de Cristo precisa ser manifesto na vida conjugal (3.18–19).
2. O senhorio de Cristo precisa ser manifesto na vida familiar (3.20–21).
3. O senhorio de Cristo precisa ser manifesto em relacionamentos de trabalho (3.22–4.1).
