Lucas 2.25-35

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Texto: Lucas 2.25-35
Título: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”

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Introdução
Algumas pessoas de tanto sofrer, ficam cansadas e pedem a Deus que abrevie seus dias. Eu até compreendo esse tipo de oração. Não que eu concorde. Entretanto, compreendo. Servos de Deus oraram mais ou menos assim. Temos Jó como exemplo, ele não pediu para morrer mas amaldiçoou o dia que nasceu. Em outras palavras, ele não pediu para morrer ali, mas seria melhor não ter nascido.
Bem, mas muitos adiantam seus sofrimentos, suas dores, são muito dramáticos e medrosos. E de fato tornam-se enfermos na alma, mergulhando numa ansiedade profunda.
Bem, mas tantos por aí não possuem enfermidades, ou até mesmo tantas preocupações assim, mas perdem o sono pois tem medo de morrer. Alguns pensam inclusive da seguinte maneira: “Se o mundo vai de mal a pior, porque continuar vivendo? Que esperança possuo? Se eu ficar curado desses males (pequenos ou não), ainda existem o mal entre os homens”.
Agora, some a estes dilemas o adendo: e se você não tivesse tantas forças assim? Até fosse bem idoso, e soubesse, não quantos dias de vida possui, mas o sinal que marcaria o fim? O seu último dia? Aquele momento que seria sua despedida da “terra dos viventes”?
O que você faria nesse “ínterim”? Entre o agora e momento que você aguarda, ou tenta fugir dele? Mas, e se o sinal que marcaria o fim da sua vida, fosse o consolo que você tanto espera? Sim! O consolo que não somente você espera, mas que tantas pessoas esperam.
Veja, no nosso texto, o personagem principal passa por isso. Simão, este servo de Deus, piedoso, que não hesito em descreve-lo como um idoso. Sim, Simeão se encontra exatamente neste contexto. E imagine se ele dependesse disso para alimentar sua esperança, como viveria? Pense bem:
Como diz o texto: “Este homem ‘estava esperando a consolação de Israel’ (v.25b). E realmente, as condições em Israel eram bem precárias, precaríssimas no tempo em que Jesus nasceu em Belém. Pense na perda da independência política, no cruel rei Herodes, na degeneração da religião que passara a ser algo completamente externo, no legalismo de escribas e fariseus e de seus muitos seguidores, no mundanismo dos saduceus, no silêncio da voz profética etc”.
Pensou? E então, como poderia um homem idoso, já cansado em seus dias, ter esperança em meio a um contexto tão ruim? Num ambiente tão degradado?
Ele não olhava para o fim, ou para os males ao redor pois, “mesmo em meio a toda essa obscuridade, degradação e desespero, seu olhar esperançoso estava sinceramente na ‘consolação de Israel’”.
Mas o que nosso texto apresenta sobre esse servo e seu encontro com a “consolação de Israel”?
Quem era este homem? Resposta: v.25, o descreve como “justo, piedoso, que esperava a Consolação de Israel; e o Espirito Santo estava sobre ele”. O Espírito Santo estava sobre ele e lhe fora revelado que: “não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor”.
Lhe fora relevado algo que está totalmente conectado com as profecias bíblicas: “O Cristo do Senhor” chegará. O que aconteceu no seu encontro com a Eterna consolação? Primeiro ele foi levado (“movido) pelo Espírito Santo, ao templo (v.27). Ao chegar ali, Simeão, tomou a criança nos braços (v.28) e louvou ao Senhor com o seguinte cântico: v.29-32.
A reação de José e Maria foi admiração (v.33). Mas este servo os abençoou e dirigiu as seguintes palavras a mãe:
“Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações”. (v.34b-35).
Ele esperou no Senhor, e quando o encontrou — mesmo sendo sabendo do seu fim — louvou ao Senhor. Por estar casado e saber que chegou ao fim de sua vida? Acredito que não. Ele não era um homem que vivia segundo suas expectativas, mas segundo a Palavra de Deus. Após louvar ao Senhor, acontece aqui o que havia sido cessado durante séculos: uma profecia.
Simeão, cheio do Espírito Santo, dirigiu palavras a Maria. Palavras que já lemos aqui. Ele não queria se despedir e então correr para descansar. O Senhor coração estava na consolação de Israel. Tanto que ele preocupa-se em declarar as palavras proféticas, preparando o coração de Maria.
Bem meus irmãos, quando falamos de esperança, tratamos da seguinte ação: esperar. Esperar no caso de Simeão era tudo. Ele não poderia arregaçar as mangas e fazer algo, ele tinha que esperar na promessa que o Senhor lhe havia feito. Tanto que as palavras que declara a Maria, sobre o menino a levariam a esperar, nada ela poderia fazer para abreviar os dias em que essa profecia se cumpriria, ou até mesmo mudar o que havia sido decretado.
Deste modo meus amados irmãos, O TEXTO nos ensina sobre esperar no Senhor.
PROPOSIÇÃO:
AAAAAAAAAAAAAAA (2x).
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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E para esperarmos pacientemente no Senhor e não esquecermos o consolo que receberemos d'Ele, nosso texto destaca três verdades. E a primeira é em forma de pergunta:
1ª VOCÊ TEM ESPERADO PELA CONSOLAÇÃO DO SENHOR?:
Viver está difícil? Sem dúvida! Se o microfone fosse aberto para cada um dos irmãos citarem alguma dificuldade que tem passado neste tempo, certamente a maioria, se não todos, teriam algo a falar.
Mas, não estava para Simeão? Lembre-se de tudo que, não somente ele, mas todos seus contemporâneos já passavam. De cativeiro romano à governante de israel ímpio. Miséria e vida precária, tanto nas ruas como no templo. Não estava fácil para ele.
Estava difícil para Simeão, mas ele foi paciente e esperou pelo socorro do Eterno. O testemunho de Simeão é claro: “justo, piedoso e paciente”. Ele não poderia fazer nada para abreviar seus dias, e certamente não faria, sendo piedoso como era, não seria encontrado entre os que tentariam resolver as coisas rápido.
Passemos para a segunda verdade:
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2ª NÃO HÁ COMO CONCORRER CONTRA O DESTINO TRAÇADO PELO ETERNO:
Quem era aquela criança? Quando eles entrem no templo, ninguém (até este momento), senão Simeão, fora até eles. Eles sabiam quem era a criança. Aquele pequeno bebê.
José e Maria, os pais sabiam.
Mas, após ouvirem o belíssimo cântico de Simeão, e ficarem surpresos. Admirados. Simeão, que não nos é informado ser ele um profeta (o que acredito que não, penso que ele seja um irmão justo e piedoso, porém leigo), declara algumas palavras a mãe.
Aquela que estava ali, junto a sua família, após o período de purificação (40 dias após o nascimento da criança), para ser redimida e poder apresentar-se pura novamente diante do Eterno. Neste ensejo — para nós —, mas debaixo do decreto de Deus, na Eternidade, encontraram-se Simeão e Maria, e ela escuta as palavras que já ouvimos aqui.
Mas a pergunta que fica é: como estaria seu coração depois de ouvir esta nova declaração, a respeito da criança que fora confiada a ela? Diante disto, ela esperaria?
Sim! Talvez tenha saltado (é provável) a sua memória o encontro com o anjo e sua resposta ao Senhor: “Aqui está a serva do Senhor, que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (Lc 1.38). Sim, esta também era piedosa e esperaria no Senhor. Pois certamente lembraria que não há possibilidade de concorrer contra o destino traçado pelo Eterno.
Passemos então a terceira e última verdade:
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3ª DEUS JÁ TINHA DETERMINADO O FIM PARA O QUAL A CRIANÇA FORA ENVIADA:
José e Maria admiraram-se do cântico de Simeão, mas como ficou o coração deles?
Será que os pais — tutores — perguntaram-se: “Será hoje o dia para o qual Jesus fora a nós confiado?”
O que faríamos se estivéssemos no lugar dos nossos irmãos? Morreríamos de ansiedade ou confiaríamos no Senhor? Semelhante a Simeão.
Simeão, este servo piedoso já tinha seu fim determinado, e não temeu. O que era sinal do seu fim, seria para todos o começo das bençãos da Nova Aliança. Mas, ao mesmo tempo, o que seria o início das bençãos da Nova Aliança, fora declarado sobre ele o fim para o qual ele fora preparado.
Ele estava ali, tão pequenino no colo de Simeão, provavelmente imprimindo muitas expectativas nos corações de José e Maria, mas as palavras de Simão a mãe comunicam o fim. O que para nós, é claro, é o começo da consumação de todas as coisas.
Tanto que Simeão diz: este menino está “destinado tanto para a ruína de muitos”, como para “o levantamento de muitos” em Israel. Seria alvo de contradição, e isto aconteceu para que “se manifestassem os pensamentos de muitos corações” em Israel. O que estava escondido, a sombra do dia, seria totalmente descortinado. Os que estavam em sombra, veriam, como viram, grande luz.
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CONCLUSÃO:
Esperar pela consolação do Senhor o levará a lutar contra seu próprio coração, mais do que contra as mentiras que os que rodeiam você, tentam emplacar. Espere n’Ele e confronte suas próprias expectativas: seu coração.
Mas, de todo modo, Nosso Senhor é Soberano. Quem pode concorrer com a sua vontade e decretos? Nós? Você? Veja o que ele fez, como nos é comunicado no texto de hoje: “ele consolou o servo piedoso”, aquele que esperava n’Ele. E que sabemos, não era e não é o único. Continue confiando na Soberana Mão de Deus.
E o Senhor já havia determinado o fim para o qual o Nosso Senhor Jesus Cristo viria (como veio) entre os homens. O propósito era redimir o seu povo.
Relembre as verdades:
VOCÊ TEM ESPERADO PELA CONSOLAÇÃO DO SENHOR;
NÃO HÁ COMO CONCORRER CONTRA O DESTINO TRAÇADO PELO ETERNO;
DEUS JÁ HAVIA DETERMINADO O FIM PARA A QUAL A CRIANÇA FORA ENVIADA.
NÃO ESQUEÇA: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”.
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