QUEM É VIVE O QUE É

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão "Quem É Vive O Que É" explora a ideia de que, assim como diferentes elementos definem o habitat de seres vivos, os filhos de Deus, que são da luz, devem viver na luz, conforme 1 João 1.5-10. O apóstolo João enfatiza que Deus é luz, e não pode haver comunhão com Ele para aqueles que vivem no pecado. Viver na luz envolve três aspectos fundamentais: não ser incoerente, reconhecendo que não se pode afirmar ter comunhão com Deus enquanto se vive nas trevas; não ser iludido, admitindo a presença do pecado e confessando-o para receber perdão; e não ser irrealista, aceitando a realidade do pecado e buscando transformação. A conclusão destaca que a verdadeira vida cristã requer honestidade sobre nossa condição, promovendo uma vida coerente e verdadeira em comunhão com Deus. Assim, quem é da luz deve viver na luz.

Notes
Transcript

QUEM É VIVE O QUE É

Introdução: Quem é da água vive na água; quem é do ar vive no ar; quem é da vive na terra; quem é da escuridão vive na escuridão; e quem é da luz? Vive na luz. A vida do crente deve condizer com aquilo que ele é em Cristo Jesus.
Lição: Quem É Da Luz Vive Na Luz.
Texto: 1 João 1.5-10.
Depois de se mostrar uma testemunha ocular do Verbo da vida, Cristo, como também explicar a importância do seu testemunho para a comunhão mútua e a alegria plena deles (os apóstolos), João passa a mensagem que eles (os apóstolos) ouviram e anunciavam: “que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1.5). Essa pode ser a verdade central de toda a carta: Deus é luz e Seus filhos devem viver na luz. Ou seja, os filhos da luz vivem na luz; quem vive no pecado não pode estar em comunhão com Deus. Viver na luz não significa viver sem pecar, mas viver na esfera da comunhão de Deus, refletindo quem Ele é e obedecendo a Sua vontade revelada na Sua palavra, arrependendo-se dos pecados, confessando-os e pedindo o perdão deles.
João, então, nos versos 6 a 10, apresenta três situações hipotéticas (reais ou irreais) as quais os crente não podem ser ou fazer e duas as quais devem fazer; essas situações hipotéticas mostram o que é e o que não é viver na luz. Pensando nisso, há três comportamentos que os crentes não devem ter ao viver na luz:
Incoerência - quem vive na luz não pode ser incoerente (6-7).
Falar uma coisa e viver outra.
6a Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas,
Para João, não existe meio termo, ou é ou não é. Nesse caso aqui, andar nas trevas indica não ser da luz, ou seja, não ter comunhão com Deus que é luz.
Viver nas trevas e falar que tem comunhão com Deus é uma total desconformidade.
6b mentimos e não praticamos a verdade.”
O crente tem mentido para si mesmo (e para os outros).
O crente não age de acordo com a verdade.
Viver na luz exige de nós e traz benefício a nós.
7 Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”
Viver na luz exige de nós comunhão com os irmãos.
É como o pastor Tiago disse, no seu devocional diário, n. 102: “Ao andarmos com Deus, estamos vivendo em harmonia com Ele. Com isso, outras pessoas que também entraram de acordo com Ele - nossos irmãos em Cristo - estarão ao nosso lado”.
Viver na luz traz benefício a nós que é a purificação de todo pecado.
A vida do crente não pode ser incoerente, ou é ou não é. Ele deve ser coerente com aquilo que é, se é da luz, então, deve viver na luz.
Ilusão - quem vive na luz não pode ser iludido (8-9).
Falar que não tem mais pecado.
8a Se dissermos que não temos pecado nenhum,
Falar que não tem mais pecado é enganar a si mesmo e não ter a verdade.
8b a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.”
Quem pensa assim está enganando a si mesmo.
Quem pensa assim não está com a verdade.
Na verdade, essa pessoa está se iludindo com algo que não é bíblico.
Viver na luz é confessar os pecados, e não dizer que não tem pecados.
9a Se confessarmos os nossos pecados,
A palavra confessar significa dizer a mesma coisa, ou seja, significa concordar com algo ou com alguém. Sendo assim, quando confessamos os nossos pecados estamos concordando com aquilo que Deus diz sobre o homem em Sua palavra.
Viver na luz é confessar os pecados e ter o perdão e a purificação.
9b ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”
O crente confessante tem o perdão e a purificação porque Deus é fiel e justo.
João fala aqui de um perdão paternal, e não judicial.
Quando confessamos os nossos pecados, Deus nos perdoa como um pai perdoa um filho e o sangue de Jesus nos limpa dos nossos atos de injustiça, ou seja, das nossas falhas em cumprir os princípios morais, mandamentos ou leis.
O crente não pode viver em uma ilusão, pensando que não tem pecado, pois a verdade é que ainda temos pecados; agora, devemos admiti-los e procurar não praticá-los mais. A verdade é que ainda temos pecado e que precisamos reconhecê-los e confessá-los diante de Deus.
Irrealismo - quem vive na luz não pode ser irrealista (10).
Falar que não está pecando.
10a Se dissermos que não temos cometido pecado,
Dizer que não peca mais é mesma coisa de dizer que homem tem a capacidade de viver sem pecar.
Falar que não está pecando é fazer de Deus um mentiroso e não ter a Sua palavra.
10b fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
Viver na luz é ser realista com respeito ao pecado.
O crente não pode viver fora da realidade, nós ainda pecamos, e muito (infelizmente), não podemos fugir da realidade. Isso é o que Deus diz através da Sua palavra. A vida na luz requer reconhecimento da realidade do pecado e a busca por transformação.
Conclusão: O crente não pode ter incoerência, ilusão e irrealismo. O crente não pode andar no pecado, esconder o pecado e negar o pecado, isso contraria a essência de viver na luz. A verdadeira vida cristã envolve honestidade sobre a própria condição e a vida em comunhão com Deus. Viver na luz é ser coerente, verdadeiro e realista com aquilo que somos em Cristo Jesus. Ou seja, quem é da luz vive na luz.
Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento II. Formas de Manter a Comunhão (1:5–2:2)

João fala de um perdão paternal, e não judicial. O perdão judicial se refere ao perdão do castigo pelos pecados; o cristão o recebe quando crê no Senhor Jesus Cristo. É chamado de “judicial” porque é concedido por Deus em seu papel de Juiz. Mas e quanto aos pecados que a pessoa comete depois da conversão? No tocante ao castigo, o preço já foi pago pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário. No tocante à comunhão na família de Deus, porém, o santo que pecou precisa receber o perdão paternal de Deus, ou seja, seu perdão como Pai, obtido pela confissão do pecado. Precisamos do perdão judicial apenas uma vez, pois ele é suficiente para pagar o castigo pelos nossos pecados passados, presentes e futuros. Mas precisamos do perdão paternal ao longo de toda a vida cristã.

Tradução literal: 5 E esta é a mensagem que ouvimos dEle e vos anunciamos: Que Deus é luz e não há nEle escuridão nenhuma. 6 Se dissermos que temos comunhão com Ele e andarmos na escuridão, mentimos e não fazemos a verdade. 7 Se andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado. 8 Se dissermos que não temos pecado, desviamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 Se dissermos que não pecamos, fazemos mentiroso Ele, e a palavra dEle não está em nós.
Minha tradução interpretativa: 5 E esta é a mensagem que ouvimos dEle e vos anunciamos: Que Deus é luz e não há nEle treva nenhuma. 6 Se falarmos que temos comunhão com Ele e vivermos nas trevas, temos mentido a nós mesmos e não agimos de acordo com a verdade. 7 Se vivermos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado. 8 Se falarmos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 Se falarmos que não pecamos mais, tornamos Ele um mentiroso, e a Sua palavra não está em nós.
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