Jó 11: Acaso tem razão o tagarela?
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A Doutrina de Jó
O foco principal de Zofar está relacionado a frase que Jó teria dito anteriormente “minha doutrina é pura”.
Doutrina aqui são os ensinamentos de Jó;
Há duas ocasiões onde Jó disse algo que poderia ter sido entendido por Zofar como exemplo de sua doutrina:
Jó 9.21 “Eu sou íntegro, não levo em conta a minha alma, não faço caso da minha vida.”
Jó 10.7 “Bem sabes tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da tua mão.”
As palavras usadas por Zofar para se referir aos ensinamentos de Jó demonstram que ele não se impressionou com ela.
Além disso, revelam um pouco do seu caráter.
Alguns detalhes dignos de nota:
Zofar e seus amigos não ouviam as pessoas procurando entender o que está sendo dito, mas ouvem já se preparando uma resposta.
Zofar e seus amigos nunca foram preparados para ouvir um lamento.
Zofar e seus amigos não viam o diálogo como ferramenta de comunhão.
Jó 11.3 “Será o caso de as tuas parolas fazerem calar os homens? E zombarás tu sem que ninguém te envergonhe?”
Por que os amigos de Jó foram tão rápidos na decisão de vir consolar e condoer-se de Jó e agora sentem-se ameaçados pela fala do amigo?
A resposta é simples: eles não esperavam encontrá-lo naquele estado e nem ouvir dele tais palavras.
Zofar e seus amigos reagem de forma agressiva a pressão.
Jó não foi um zombador
Zombaria eram conceitos e argumentos que os amigos de Jó não conseguem refutar.
Aplicação:
Você já presenciou pessoas que, ao não terem argumentos, passam a atacar o outro?
2. Se Deus falasse
O segundo estágio da fala de Zofar está firmado nesse desejo para Deus falasse.
Jó 11.5 “Oh! Falasse Deus, e abrisse os seus lábios contra ti,”
Para o leitor do livro de Jó, as palavras de Zofar são quase proféticas, porque é justamente isso que Deus fará no final da história.
Além disso, se Deus falasse o que pensa a respeito de Jó, os seus amigos ficariam pasmos:
Jó 1.8 “Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.”
Ironicamente, seria um tiro no próprio pé.
3. A solução de Zofar
Consiste em três exigências e cinco benefícios.
As três exigências:
Jó 11.13–14 “Se dispuseres o coração e estenderes as mãos para Deus; se lançares para longe a iniqüidade da tua mão e não permitires habitar na tua tenda a injustiça,”
As duas primeiras Jó já as fez. Jó 1.21 “e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!”
A terceira é inconsistente, visto que Jó não estava em iniquidade.
Os cinco benefícios (Jó 11.15-20)
Os benefícios apresentados por Zofar vão muito além daquilo que Jó estava interessado.
Lembre-se da preocupação de Jó em não dormir sem antes “santificar” os seus filhos.
Assim, a solução de Zofar é utópica.
Aplicação:
Você já parou para pensar no modo como as pessoas ouvem os seus conselhos e recebem a sua ajuda? Você tem certeza que as palavras que você tem usado são as melhores?
Qual tem sido a sua postura ao ouvir o lamento de alguém? Você procura ouvir para entender ou apenas para encontrar erros e inconsistências?
No seu cotidiano, que tipo de pessoas você mais tem encontrado: pessoas como Jó ou como Zofar?
