As tempestades da vida (Mc 4.35-41)
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Introdução:
Introdução:
No mundo antigo, o mar simbolizava caos, medo e forças incontroláveis, um lugar de mistério, perigo e ameaça à ordem estabelecida. Para os judeus do 1º século, era o lugar onde os demônios apareciam. Alguém aqui já esteve num barco em alto mar durante uma tormenta? A maioria só tem uma noção através dos relatos de pescadores ou de filmes, logo essa não é uma experiência de nosso cotidiano. Porém, sempre que nos referimos a momentos difíceis utilizamos essa figura de linguagem. Na nossa HC temos hinos, como o 467 (Sobre as ondas do mar) e o 578 (Sossegai) que aplicam esse texto. No texto, Jesus confronta não apenas uma tempestade literal, mas também os medos e incertezas que o mar representava. Esse evento ensina sobre quem Jesus é e como Ele age em meio às tempestades da nossa vida.
I - Circunstâncias incontroláveis (Os evangelistas relatam: “levantou-se” [Mc 4.37; Mt 8.24] - “enquanto navegavam…sobreveio uma tempertade” [Lc 8.23]). Atenção:
I - Circunstâncias incontroláveis (Os evangelistas relatam: “levantou-se” [Mc 4.37; Mt 8.24] - “enquanto navegavam…sobreveio uma tempertade” [Lc 8.23]). Atenção:
a) Mesmo estando no barco dos discípulos de Jesus, a tempestade vem;
b) A noite (“sendo já tarde” [Mc 4.35] representa as trevas, a escuridão, a confusão, a insegurança que muito enfrentamos;
c) As ondas podem representar a hostilidade do mundo que bate contra o nosso barquinho;
d) Os ventos representam a oposição, a resistência do mundo ao projeto de Deus;
Quantas vezes, nos sentimos perdidos, sozinhos, abandonados, desanimados, desiludidos, incapazes de enfrentar as tempestades que as forças da morte e da opressão (o “mar”) lançam sobre nós?
II - A presença de Jesus (“o levaram” [Mc 4.36]; “E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro” [Mc 4.38]).
II - A presença de Jesus (“o levaram” [Mc 4.36]; “E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro” [Mc 4.38]).
a) Aparentemente indiferente (dormindo). Isso reflete a sensação que muitas vezes temos de que Deus não está agindo.
b) Sua presença no barco é um lembrete de que, mesmo em silêncio, Ele está no controle. Jesus não está alheio às dificuldades.
c) Em outro, momento, Jesus não estava inicialmente no barco (Mc 6.47), mas Ele vendo o sofrimento dos discípulos, foi ao encontro deles “caminhando sobre o mar” (6.48 - BJ) - Ele é o Senhor da Igreja, Ele está por cima do mal, Ele caminha por sobre as forças da morte - Ele não está nadando ou mergulhando, Ele está por cima. E de cima ele repreende as ondas e o vento.
II - O Poder de Jesus (Mc 4.39)
II - O Poder de Jesus (Mc 4.39)
A conclusão da narrativa é uma confissão em forma de pergunta: “Quem é este?” (Mc 4.41). Para os discípulos, Jesus fez aquilo que apenas Iahweh faz (Sl 89.8,9).
a) "Acalme-se! Fique quieto!" - Esse ato demonstra Sua soberania sobre o caos, provando que Ele é Senhor não apenas da criação, mas também das circunstâncias.
b) Desafio aos discípulos: A pergunta "Por que vocês são tão medrosos? Como é que ainda não têm fé?" desafia a nossa confiança em Deus em meio às adversidades. O alvo maior de Jesus não é mudar circunstâncias, é mudar homens e mulheres.
c) Aplicação: Jesus continua sendo Senhor sobre as "tempestades" da vida moderna — crises pessoais, problemas financeiros, lutas emocionais. Podemos confiar que Ele tem poder para trazer paz ao caos.
Conclusão:
Conclusão:
1 - Devemos ter bem claro em nossas mentes, que o projeto de Deus é contrário ao projeto do mundo presente.
2 - Para que possamos vencer as tempestades da vida, devemos estar conscientes da presença de Jesus.
3 - Concientes de Sua presença no barco, não há o que temer. Lembre do cântico infantil: “ Com Cristo no barco tudo vai bem… e passa a tempestade”.
