A MORTE VEIO DE UM; A VIDA ETERNA, DE OUTRO

A JUSTIÇA DE DEUS EM CRISTO JESUS  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão "A Morte Veio De Um; A Vida Eterna, De Outro" explora a representatividade de Adão e Cristo para humanidade, utilizando Romanos 5.12-21 como base. O autor compara a queda provocada por Adão, que trouxe pecado e morte a todos os homens, e a obediência de Cristo, que oferece graça e vida eterna àqueles que creem. Através da desobediência de Adão, todos se tornaram pecadores, mas pela obediência de Cristo, muitos se tornam justos. O sermão enfatiza a superabundância da graça de Deus, que, mesmo em meio ao aumento do pecado, oferece redenção e a certeza de salvação aos crentes. Conclui ressaltando a importância de reconhecer a própria condição pecadora e a necessidade de permitir que a graça de Cristo reine na vida, destacando a escolha entre os dois representantes da humanidade: Adão, que traz a morte, e Cristo, que traz a vida eterna.

Notes
Transcript

A MORTE VEIO DE UM; A VIDA ETERNA, DE OUTRO

Introdução: As decisões de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial e suas políticas racistas e expansionistas não apenas levaram à morte de milhões de pessoas, incluindo o Holocausto, mas também resultaram em devastação total para a Alemanha e a Europa após a guerra.
Um representante insensato e mau pode levar uma nação toda à desgraça, por outro lado, um representante sábio e bom pode ser uma benção para uma nação toda. Essa representatividade também é verdadeira com respeito a humanidade.
Lição: Por Um Só Homem, A Morte Passou A Todos Os Homens, E Por Um Só Homem, A Vida Foi Garantida A Todos Os Que Creem.
Texto: Romanos 5.12-21.
Desde o início do capítulo 5, Paulo está tratando da certeza da salvação daqueles que creem em Jesus Cristo. Nos versos de 1 a 11, ele deixou claro que aquele que é justificado pela fé em Jesus Cristo pode ter a certeza da salvação. A base que Paulo dá para isso é: Se quando éramos ímpios, Deus deu o Seu único Filho para morrer por nós; agora que já fomos reconciliados com Ele por meio de Seu Filho, com toda certeza, Ele nos salvará no futuro.
Agora, nos versos 12 a 21, Paulo continua a dar a certeza de salvação aos que creem, agora, pela representatividade de Cristo como a de Adão. Ele mostra a queda de todos em Adão e a salvação de todos, os que creem, em Cristo. A fé em Jesus Cristo que é o nosso representante nos dá a certeza da salvação. Paulo apresenta a origem da morte e a origem da vida. Ele expõe o resultado da desobediência de Adão e o resultado da obediência de Cristo. Um trouxe o pecado e consequentemente a morte; o outro, trouxe a justiça e consequentemente a vida eterna. O pecado abundou grandemente, mas a graça de Deus superabundou magnificamente.
E assim, por um só homem, a morte passou a todos os homens, e por um só homem, a vida foi garantida a todos os que creem. Isso é confirmado por três verdades apresentadas por Paulo.
A universalidade da morte (12-14).
A origem da morte - a morte veio do pecado, e o pecado veio de um homem.
12a Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte,
A morte de Adão resultou na morte de todos os seus descendentes.
12b assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.”
Todos pecaram em Adão. Há duas explicações para isso: (1) Liderança federativa e (2) liderança natural ou seminal (p. ex. Hb 7.9-10).
A morte reinou mesmo antes da Lei.
13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.”
O pecado não passou a existir depois da Lei, ao contrário, ele já existia antes da Lei. Porém, nesse período, o pecado da transgressão não acontecia como aconteceu com Adão, porque as pessoas daquela época não tinham mandamentos. Adão transgrediu à ordem de Deus, esse foi o seu pecado, já as pessoas daquela época, não tinham ordens dadas por Deus, por isso não tinham o pecado da transgressão.
Mesmo sem Lei e sem considerar o pecado, as pessoas morreram, porque pecaram. Paulo explica isso no verso 14.
A morte reinou sobre aqueles que não pecaram como Adão.
14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.
A prova do pecado dos descendentes de Adão até a Lei é a morte. (Quem não tem a Lei não é inocente). A morte deles sem Lei (ordens, mandamentos) testifica-nos que eles eram pecadores. Onde não revelação de Deus, a morte reina.
Pecar à semelhança da transgressão de Adão é o pecado da transgressão. Ou seja, de Adão até Moisés, eles não conheciam a Lei para transgredi-la. Por isso, não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, e mesmo sendo pecados diferentes, eles morreram, porque pecaram.
Adão era a sombra daquele que havia de vir (Cristo). Adão era semelhante a Cristo no fato de ambos serem representantes da humanidade. Adão foi um péssimo representante, já Cristo foi um representante perfeito.
Por meio de Adão entrou o pecado, e pelo pecado a morte, e a morte passou a todos os homens, ou seja, a morte é universal, porque todos pecam e pecaram em Adão.
A diferença dos atos (15-19).
Nestes versículos, Paulo explica a parte final do versículo 14 mostrando o paralelismo entre Adão e Cristo como representantes da humanidade e os respectivos resultados dos seus atos.
A diferença de grau.
15 Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos.”
O que Cristo fez não tem comparação com o que Adão fez. A transgressão de um só levou todos à morte e a obediência de um só levou muitos à vida. O ato de Cristo foi de um grau elevadíssimo (“muito mais”, “foram abundantes”).
A diferença de consequência.
16 O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação.”
A graça de Deus foi abundante sobre muitas transgressões.
17 Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.”
Os descendentes de Cristo reinam já nesta vida e na vida por vir, por outro lado, os descendentes de Adão são reinados pela morte.
Certo comentarista disse: “Embora a obra redentora de Cristo seja muito mais potente do que a transgressão de Adão, como mostra o apóstolo, isto não significa que todos os homens serão salvos. Pois os homens, para reinar em vida, devem receber a abundância da graça e a justiça que Deus põe à disposição deles (v. 17).”
18 Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.”
O ato de injustiça de Adão trouxe a condenação a todos, já o ato de justiça de Cristo trouxe a absolvição a todos (os que creem).
19 Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.
No grego é “foram tornados”. Tornar aqui significa “fazer com que um estado ou uma condição passe a existir” (LOUW; NIDA). Isto é, Deus tornou todos os descendentes de Adão pecadores e também tornou todos os que creem em Cristo justos. Todos aqueles que Adão representa são pecadores e todos aqueles que Cristo representa são justos. WITMER, John: “Como representante de todos os humanos, o ato de pecado de Adão foi considerado por Deus como sendo o ato de todas as pessoas e a sua pena de morte foi judicialmente considerada a pena de todos.”
Comentário bíblico Spurgeon: “A queda de Adão foi terrivelmente eficaz, ela trouxe a morte sobre a raça humana era após era; e a morte de Cristo é maravilhosamente eficaz, pois em favor de todos aqueles por quem ele morreu, sua expiação prevaleceu a ponto de aniquilar seus pecados para sempre.”
A diferença dos atos de Adão e Cristo é gigantesca: A humanidade foi condenada por um, mas redimida pelo outro. Um homem semeou a morte; outro, a vida eterna. A morte surgiu de um homem; a salvação, de outro. Através de um homem, a morte se espalhou por todos; e por um só homem, a vida é oferecida a todos os que creem.
A graça da justiça (20-21).
A graça da justiça superabundou.
20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,
Esse versículo pode ser traduzido assim: “Pois a Lei veio sem ocupar o lugar principal no plano de Deus, para que o pecado aumentasse mais e mais; e onde o pecado aumentou consideravelmente, a graça foi muito mais abundante,” A palavra “sobreveio” quer dizer entrar ao lado, entrar secretamente, sobrevir adicionalmente, infiltrar-se. E o sentido aqui é que a Lei veio sem ser o plano principal de Deus. Ou seja, a Lei não era para salvar, ela teve outros propósitos.
Um desses propósitos era aumentar o pecado. Com a Lei, o pecado torna-se claramente manifesto, e ao se tornar manifesto, aumentou o pecado. E aí, onde o pecado aumentou consideravelmente, a graça foi muito mais abundante, ou seja, superabundou.
A graça da justiça reina para a vida eterna.
21 a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
A justiça de Cristo inverteu a condição humana dos que creem, do reinado do pecado que consiste em morte para o reinado da graça pela justiça que dá a vida eterna. A graça passa a reinar na vida do pecador arrependido. O que deve reinar na vida do crente é a graça de Cristo, e não o pecado.
Todos nós estamos mortos, porque somos pecadores. E nós somos transgressores, porque conhecemos os mandamentos de Deus que está na Bíblia. Mas, onde a transgressão é grande, maior ainda é graça da justiça de Cristo. A vida eterna foi garantida a todos os que creem, pelo ato de justiça praticado por Jesus Cristo.
Contextualização:
O homem precisa entender a sua real natureza (pecadora), a força dela e a origem dela, se não entender isso, ele será enganado pelo pecado do pecado; o céu sempre estará distante de si. Muitos crentes ainda não entenderam isso, por não entender isso, não se arrependem dos seus pecados, não mudam de vida. Entender quem éramos em Adão e quem somos em Cristo é essencial para ter uma vida madura e agradável a Deus.
Lições:
Reconheça sua insignificância como descendente de Adão e honre a representatividade de Cristo com vida que reflita essa representatividade.
Lembre-se que foi pelo maravilhoso ato de Cristo que temos a vida eterna.
Deixe a graça de Cristo reinar na sua vida, e não o pecado.
Conclusão: A morte foi universalizada por um homem, enquanto a vida foi universalmente oferecida por outro. Um único homem causou a morte; outro, a redenção. A humanidade recebeu a morte por um homem e a vida por outro. Um representa a morte; o outro, a vida eterna. No mundo há dois representantes da humanidade: Adão e Cristo. Qual é o seu representante? A questão não é quem você diz ser o seu representante, mas quem a sua vida diz. Quem crer tem Cristo como o seu representante para a vida eterna.
Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento G. O Triunfo da Obra de Cristo sobre o Pecado de Adão (5:12–21)

Assim, apesar de haver pecado, não havia transgressão, pois a transgressão consiste na violação de uma lei conhecida. Mas o pecado não é levado em conta como transgressão quando não há lei que o proíba.

Tradução literal: 12 Por causa disto, assim como por meio de um homem, o pecado entrou no mundo e, por causa do pecado, a morte, e assim a morte atravessou a todos os homens, em que todos pecaram. 13 Porque, até a lei, o pecado estava no mundo, porém o pecado não é colocado na conta não sendo lei, 14 mas a morte reinou de Adão até Moisés e nos que não estavam pecando na semelhança da transgressão de Adão, o que exemplo é do que estando prestes a. 15 Mas não é como o pecado, e assim é a graça; porque se o pecado de um, muitos morreram, muito mais a graça de Deus e o dom na graça de um homem, Jesus Cristo, abundou em muitos. 16 E não é o dom como por meio de um que esteve pecando; pois, certamente, o juízo veio através de um para a condenação, mas o dom veio da transgressão de muitos para o ato de justiça. 17 Porque, se pela transgressão de um a morte reinou, por meio de um, muito mais abundância da graça, ou seja, o dom da justiça estão recebendo, em vida, os que reinarão por meio de um, Jesus Cristo. 18 Então pois, como por causa do pecado de um em todos os homens em condenação, assim também por causa do ato de justiça de um em todos os homens em justificação da vida; 19 porque, assim como por causa da desobediência de um homem, muitos foram designados pecadores, assim também por causa da obediência de um, muitos serão designados justos. 20 E a lei entrou secretamente para que aumentasse o pecado, e onde aumentou o pecado, abundou além a graça, 21 para que, assim como o pecado reinou na morte, assim também a graça reinasse por causa da justiça para a vida eterna por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.
Minha tradução interpretativa: 12 Portanto, assim como por um só homem, o pecado entrou no mundo, e por meio do pecado, a morte, assim também a morte passou entre todos os homens, no qual todos pecaram. 13 Porque até a chegada da Lei, o pecado existia no mundo, por outro lado, não existindo a Lei, o pecado não era imputado, 14 mas a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não estiveram pecando à semelhança da transgressão de Adão, o qual era a figura do que estava prestes a vir. 15 E assim, não há como comparar o presente gratuito com o pecado, porque, se pelo pecado de um, muitos morreram, muito mais o presente gratuito de Deus abundou sobre muitos, sim o presente pela graça de um homem, Jesus Cristo. 16 Ou seja, o presente não é como que em razão de um que esteve pecando, pois, de fato, a sentença foi por causa de um para a condenação, mas o presente gratuito foi por causa de muitas transgressões para um único ato de justiça. 17 Porque, se pela transgressão de um, a morte reinou, por meio de um, muito mais, os que estão recebendo, por meio da vida, a abundância da graça, sim do presente da justiça, reinarão por meio de um, Jesus Cristo. 18 Portanto, então, como que pelo pecado de um veio a condenação sobre todos os homens, assim também pelo ato de justiça de um veio absolvição que da vida sobre todos os homens; 19 porque, como que pela desobediência de um homem, muitos foram tornados pecadores, assim também pela obediência de um, muitos serão tornados justos. 20 Pois a Lei veio sem ocupar o lugar principal no plano de Deus, para que o pecado aumentasse mais e mais; e onde o pecado aumentou consideravelmente, a graça foi muito mais abundante, 21 ou seja, assim como o pecado reinou consistindo em morte, assim também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna por meio do nosso Senhor Jesus Cristo.
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