A NOSSA RESPOSTA
Jonas • Sermon • Submitted • Presented
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· 21 viewsPodemos começar o estudo pensando de uma forma geral que o versículo mais importante do livro de Jonas seria “Jonas 4.12”. Se você consultar em sua Bíblia vai ver que ele não existe, isso pois o livro encerra com uma pergunta e a mensagem é que o versículo 12 é ‘A NOSSA RESPOSTA’.
Notes
Transcript
Jonas 4.10–11 “E o Senhor disse: — Você tem compaixão da planta que não lhe custou nenhum trabalho. Você não a fez crescer. Numa noite ela nasceu e na noite seguinte desapareceu. E você não acha que eu deveria ter muito mais compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem distinguir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?”
Podemos começar o estudo pensando de uma forma geral que o versículo mais importante do livro de Jonas seria “Jonas 4.12”. Se você consultar em sua Bíblia vai ver que ele não existe, isso pois o livro encerra com uma pergunta e a mensagem é que o versículo 12 é ‘A NOSSA RESPOSTA’.
O dilema do profeta era que seu chamado o levava a confrontar sua vontade, ele sabia quem era Deus, mas também sabia quem eram os ninivitas, porem o livro se trada na sua mais profunda mensagem de quem era Jonas. Assim como o evangelho revela quem é Deus e mostra Sua vontade, mas também se trata de quem somos como criação caída e redimida diante de Jesus Cristo.
A narrativa dessa história se conecta muito com nossa situação pessoal, em muitos momentos nos vemos em Jonas e em outros nos vemos nos ninivitas. O personagem que media essa circunstância e nos ajuda a responder a ela é Deus, em todo o livro ele aparece agindo intencionalmente, como um Ser Discipular, o Senhor age para tratar nossas mazelas e dar vida aos corações de pedra que temos.
Atente-se para o chamado de Jonas, a tempestade do mar, a salvação dos marinheiros, o grande peixe, a salvação dos ninivitas, o nascimento crescimento e morte da planta, o vento oriental. Todas ações diretas vindo de Deus que se mostra soberano em mediar e moldar nossa vida, as circunstâncias externas da experiência de Jonas foram soberanamente criadas por Deus. O mesmo vale para as nossas circunstâncias: é Deus que envia o grande peixe que nos liberta, a sombra que nos refresca e o verme e os ventos orientais que tentam a nossa alma. A lição é que sempre estamos lidando com Deus, pois é Ele quem soberanamente aponta até os menores detalhes da nossa vida.
Mas na ação de graciosa de Deus Jonas se apegou a planta, a qual ele não fez nada para existir e apenas se aproveitava de seus benefícios. Do outro lado Deus, aquele que fez surgir a planta pela Sua palavra, a supriu em tudo pelo seu crescimento, e tinha toda autoridade para tanto dar como tirar. O autor da vida tem compaixão das vidas ninivitas, mas aquele que usufrui da criação está revoltado com a decisão do Criador.
Reconhecer a ação soberana de Deus deve nos libertar do foco extremo na nossa vontade, o que o profeta fez foi estar tão atento ao seu querer que ignorou o querer divino. No conforto da sombra fornecida pela graça maravilhosa de Deus, ele podia esperar e observar a terrível ira de Deus aniquilando a cidade de Nínive. O que fascinou Jonas em relação à graça era apenas aquilo que ela significava para ele mesmo - na forma de um grande peixe ou de uma pequena planta - e para o círculo de pessoas que lhe eram caras.
Agora irado cheio de vontade ele foge e espera para ser espectador da reviravolta, ainda crendo que o Senhor iria destruir aquela cidade. James Boice comenta: “[Jonas] não foi chamado para ser um espectador, assim como os cristãos de hoje também não são chamados para serem espectadores dos infortúnios e das misérias do mundo. Ele foi chamado para se identificar com essas pessoas e para ajudar-lhes da melhor forma possível pela graça de Deus”
Precisamos lidar com os ídolos da nossa vontade para não fugirmos da obediência a vontade de Deus, o que aconteceu com o profeta mostra a natureza pecaminosa da carne. O que o Espírito Santo vem fazer e tem feito na vida de quem se rende ao pés da cruz, é nos convencer do pecado, da justiça e do juízo, isso nos leva a olhar para fora de uma forma diferente. Não esperando sermos agradados, mas com desejo de agradar Aquele que tudo fez e nos salvou.
A raça humana pecaminosa, assim como a antiga Nínive, é perversa e má, culpada por seus próprios pecados e corrupta em decorrência de suas próprias escolhas egocêntricas. Mesmo assim, Deus tem misericórdia do Mundo!
Ao encerrar o livro com uma pergunta, Deus está dizendo a Jonas que a solução para a nossa miséria egocêntrica é envolver nosso coração com a glória da visão da Salvação de Deus, adotando sua preocupação em compaixão pelos perdidos. Os cristãos mais alegres e mais úteis são aqueles com paixão pelo evangelho.
Precisamos aprender com Jó, em toda circunstancia que ele passou mesmo que sua vontade não estivesse sendo agradada sua resposta foi: “E disse: — Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei. O SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” Jó 1.21. E seu conflito então parte para o que poderia estar acontecendo com seu relacionamento com Deus, o que ele fez de errado? oque poderia ter deixado passar? Dúvidas fizeram o servo duvidar de seu relacionamento com seu Senhor, mas a resposta de Deus não foi explicativa, e sim em perguntas que apontavam para sua soberania e misericórdia. A resposta de Jó foi de confiança e dependência:
Jó 42.1–5 “Então Jó respondeu ao Senhor e disse: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Tu perguntaste: ‘Quem é este que, sem conhecimento, encobre os meus planos?’ Na verdade, falei do que eu não entendia, coisas que são maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Disseste: ‘Escute, porque eu vou falar; farei perguntas, e você me responderá.’ Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.”
A nossa resposta deve considerar a Soberania de Deus, a Santidade de Deus, o Poder de Deus e A Misericórdia de Deus a qual tem sua extensão verdadeira nos braços estendidos de Jesus Cristo, único Filho de Deus, na cruz do Calvário para morrer por nossos pecados. Se alguém vier a Jesus descobrirá que a misericórdia de Deus é grande o bastante para dar-lhe a vida eterna. E ao olharmos para Ele somos confrontados a ver acima de nossos egos mesquinhos e para vermos a glória da Graça revelada em seu amor pelo mundo. Olhando para Jesus, como não podemos olhar para os perdidos com a mesma compaixão?
Enfatizamos a nossa resposta mediante a alguns questionamentos como:
Vemos o evangelho como um produto de consumo para o nosso benefício pessoal?
E razoável a sua ira?
O que nos alegra?
