CRISTO É O ADVOGADO DOS QUE CREEM

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão "Cristo é o Advogado dos que Creem" enfatiza a dualidade da vida cristã, onde o crente deve esforçar-se para viver sem pecar, mas também reconhecer que, devido à natureza humana, o pecado é inevitável. O apóstolo João, em 1Jo 2.1-2, adverte sobre os extremos de viver de maneira irresponsável ou acreditar que não se peca mais. Ele destaca que, ao pecar, o crente não deve desanimar, pois tem Jesus Cristo, o Justo, como seu Advogado e intercessor junto a Deus. Cristo não apenas ajuda o crente em suas fraquezas, mas também expiou os pecados de todos, proporcionando reconciliação com Deus. Assim, mesmo que o crente cometa erros, pode ter a certeza da salvação e da intercessão de Cristo, que não significa um permissivo ao pecado, mas um chamado à confissão e ao arrependimento.

Notes
Transcript

CRISTO É O ADVOGADO DOS QUE CREEM

Introdução: Por um lado, o crente não pode viver na prática do pecado; por outro, não pode pensar que não peca mais. Deve haver um equilíbrio mental quanto a isso. Enquanto estiver neste mundo e neste corpo mortal e corrupto, ele pecará. Porém, quando pecar, não pode pensar que está tudo acabado, pois o crente tem alguém que está ao seu lado e advoga por ele: Jesus Cristo, o Justo.
Lição: Cristo Está Ao Lado Dos Seus Para Interceder Por Suas Falhas.
Texto: 1 João 2.1-2.
Nesta carta, João tem o propósito de mostrar que o crente deve viver na luz porque Deus é luz. Contudo, viver na luz não significa viver sem pecado. Viver na luz é esforçar-se para não pecar, mas quando pecar, reconhecer e confessar o pecado. Porque, quem é da luz vive na luz sem incoerência, ilusão ou irrealismo (1Jo 1.5-10).
João adverte sobre o perigo dos extremos: de um lado, o extremo de pensar que pode viver da maneira que quiser; do outro lado, o extremo de acreditar que não tem mais pecado ou que não peca mais. O crente não deve pecar, mas peca porque é pecador. Nesse contexto, a diferença do crente para o descrente é que descrente peca deliberadamente e intencionalmente, enquanto o crente peca inconscientemente e involuntariamente. No primeiro caso, não há reconhecimento nem confissão dos pecados; no segundo, há reconhecimento e confissão. No primeiro, não há expiação pelos pecados; no segundo, há expiação por eles. No primeiro, Deus está irado com os pecadores; no segundo, Deus está em paz com crentes, por causa do sangue de Seu Filho.
E é isso que João quer nos mostrar: não devemos viver pecando deliberadamente e intencionalmente, mas quando pecarmos - e vamos pecar, pois somos pecadores -, temos Alguém que é por nós no céu, junto ao Pai. Ele morreu por nós e intercede por nós. Cristo está ao lado dos Seus para interceder por suas falhas. E Ele pode fazer isso por dois motivos: (1) Ele é o nosso ajudador e (2) Ele é o nosso expiador.
Ele é o nosso ajudador.
Em nossas falhas.
Não devemos pecar.
1a Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis.
Aqui está o ideal de Deus: Que não pequemos. Mesmo que isso seja impossível para nós, Deus, por Sua natureza, não poderia exigir outra coisa (p. ex. “que façam o impossível para não pecar”).
Não podemos considerar a inevitabilidade do pecado como uma desculpa para pecar.
Mas quando pecarmos.
1b Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;
“Advogado” significa consolador, auxiliador, ajudador, advogado, ou seja, alguém chamado para estar ao lado de uma pessoa para ajudá-la, defendê-la (essa palavra aparece em João 14.16, 26; 15.26; 16.7).
Cristo tem esse papel de ajudador dos seus. Ele fez isso enquanto esteve aqui na terra: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.31-32).
Após Sua ascensão, Cristo está à destra de Deus (At 2.32-33), e, assim, pode interceder por nós junto ao Pai (Rm 8.34). Porque, no céu, existe alguém a nos acusar diante de Deus: Satanás (Ap 12.10).
E Ele pode interceder por nós porque Ele é justo (relativo a estar de acordo com o que Deus quer).
O crente deve abandonar o pecado e, quando pecar, deve confessá-lo a Deus, na certeza que tem um Ajudador ao seu lado. Livingstone: “Para que você não peque significa que você tentará permanecer livre do pecado, evitando-o, recusando-o, mas também confessando-o quando acontecer.”
Ele é o nosso expiador
Não temos mais dívidas com Deus.
e ele é a propiciação pelos nossos pecados
Cristo nos reconciliou com Deus, fazendo expiação pelos nossos pecados e apaziguando a ira de Deus contra nós. Cristo veio para expiar os nossos pecados (1Jo 4.10; 1Pe 2.24).
Mas também pelos pecados de pessoas de todo o mundo.
e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.”
O “mundo inteiro” não significa que Cristo morreu por todos, mas que Cristo morreu pelo pecado de pessoas de todo o mundo. O versículo pode ser traduzido assim: “sim, ele que é a propiciação dos nossos pecados, e não somente dos nossos, mas também de todo o mundo.” Ou seja, a expiação de Cristo não é exclusiva de um grupo.
Até porque, se entendermos que a expiação foi, literalmente, para todas as pessoas, então todas as pessoas têm os seus pecados pagos, e isso não é o que acontece, porque há pessoas indo para o inferno (p. ex. Lc 16.22-23) e pessoas que serão lançadas no Lago de Fogo (Ap 19.20). Outra coisa: se entendermos isso literalmente, devemos entender também literalmente em 1Jo 5.19. É uma forma de falar, como João Batista disse: “eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29) ou como está em 1Jo 4.14.
Cristo morreu pelo pecado de muitos, e não todos (Mc 10.45; Mt 20.28; 26.28; Hb 9.28; Is 53.11-12).
Cristo pode nos ajudar em nossas falhas porque Ele expiou os nossos pecados.
Conclusão: É por isso que podemos ter certeza da salvação, porque, mesmo em nossos pecados - e sabemos que vamos pecar - temos Cristo ao nosso lado, que intercede por nós diante do Pai. Isso é tão confortante.
Cristo é o Advogado dos crentes. Isso não significa que podemos pecar deliberadamente (de modo intencional ou proposital). Isso significa que não temos mais prazer no pecado e, quando pecamos, temos Cristo como nosso intercessor; Ele está ao nosso lado e intercede por nossas falhas.
Tradução literal: 1 Meus filinhos, essas coisas vos escrevo para que não pequeis, e se alguém pecar, temos um ajudador junto ao Pai, o justo Jesus Cristo; 2 e ele é a propiciação a respeito dos nossos pecados, e não unicamente a respeito dos nossos, mas também a respeito de todo o mundo.
Minha tradução interpretativa: 1 Meus filinhos, essas coisas vos escrevo para que não pequeis, se caso alguém pecar, [saibam que] temos um ajudador junto ao Pai, o Justo Jesus Cristo; 2 sim, ele que é a propiciação dos nossos pecados, e não somente dos nossos, mas também de todo o mundo.
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