JESUS: O MAIOR DOS EXEMPLOS! (Parte 2) Filipenses 2.12-18

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Jesus em sua humilhação e exaltação imprime em nós o verdadeiro propósito para a nossa vida: servir.

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Grande ideia: Jesus em sua humilhação e exaltação imprime em nós o verdadeiro propósito para a nossa vida: servir.
Estrutura: nossa salvação vem de Deus , isso nos humilha (vv. 12-14) e nossa salvação exige uma vida diferenciada, isso nos exalta (vv. 15-18).
Holman Ilustrated Bible Dictionary:
O livro de Atos conta como a alegria continuou a caracterizar aqueles que seguiram Jesus. Depois que Filipe pregou em Samaria, as pessoas creram e "houve grande alegria naquela cidade" (Atos 8:8). Após o trabalho de Paulo e Barnabé em Antioquia da Pisídia, "os discípulos ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo" (Atos 13:52 HCSB). Paulo e Barnabé relataram essas conversões a outros crentes, "e geraram grande alegria entre todos os irmãos" (Atos 15:3). Após a conversão do carcereiro de Filipos, ele "se alegrou porque havia crido em Deus com toda a sua família" (Atos 16:34).
A alegria na vida cristã está em proporção direta com a caminhada dos crentes com o Senhor. Eles podem se alegrar porque estão no Senhor (Fp 4:4). A alegria é um fruto de uma vida guiada pelo Espírito (Gl 5:22). O pecado na vida de um crente rouba a alegria da pessoa (Sl 51:7-8, 12).
“Assim”: extrai uma conclusão do bloco anterior (2.5-11).

A ideia de obediência e a exortação aqui para “operar sua salvação” estão interligadas; ambas reforçam o tema governante desta seção, expresso em 1.27, para andar “de maneira digna do evangelho de Cristo”.

Nossa humilhação. (vv. 12-14)
Um apelo bem comunitário: “desenvolvam sua salvação com temor e tremor” (1.27-2.28).
Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong 2716 κατεργαζομαι katergazomai

κατεργαζομαι katergazomai

de 2596 e 2038; TDNT - 3:634,421; v

1) realizar, executar, conquistar

2) resolver, i.e., fazer aquilo do qual alguma coisa resulta

2a) de coisas: produzir, resultar em

3) modelar i.e. tornar alguém próprio para algo

Um chamado à nossa responsabilidade, como cristãos.

Não somos apenas responsáveis mutuamente pelo término dos conflitos e pela volta do amor ao palco central da vida em nossa igreja. Somos responsáveis também diante de Cristo, a quem devemos prestar contas de nossos atos (Rm 14.12; 2 Co 5.10; Hb 13.17).

Os crentes precisam aprender a se darem bem. Temos de viver bem uns com os outros.

Os filipenses não queriam ficar na frente de Deus envergonhados por deixarem de resolver suas discórdias egoístas e encontrar harmonia. Há uma mistura de temor reverencial e de séria responsabilidade em relação à vontade de Deus à medida que operamos as implicações de nossa salvação eterna em nossas vidas cotidianas.

Não precisamos nos preocupar se iremos conseguir ou não lidar com esse desafio de crescimento espiritual: “ele opera em nós”.

À medida que trabalhamos em nossa salvação ou responsabilidades cristãs, não precisamos nos preocupar se teremos força ou sabedoria suficientes para tomar as decisões corretas e implementá-las em nossas vidas diárias, pois Deus está operando, nos fortalecendo com uma força maior.

Isaías 40.27–31 NAA
Por que, então, você diz, ó Jacó, e você fala, ó Israel: “O meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu direito passa despercebido ao meu Deus”? Será que você não sabe, nem ouviu que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? A sabedoria dele é insondável. Ele fortalece o cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços, de exaustos, caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.
2. Nossa exaltação. (vv. 15-18)
Temos de permitir que nossas vidas reverberem os valores do caráter de Cristo.
Filipenses 2.14–15 (NVI)
14 Façam tudo sem queixas nem discussões, 15 para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo,
1Coríntios 10.10–12 NAA
Não fiquem murmurando, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas aconteceram com eles para servir de exemplo e foram escritas como advertência a nós, para quem o fim dos tempos tem chegado. Por isso, aquele que pensa estar em pé veja que não caia.
Leonardo Sahuim:
O mundo deve olhar para a igreja e encontrar um povo sem murmurações nem contendas, que é alegre, que se relaciona, que ama o próximo como a si mesmo e a Deus acima de todas as coisas. Se agirmos com esse caráter, seremos cristãos que glorificam a Deus com seus testemunhos.
Nossa vida diante do Senhor é o sacrifício que ele almeja receber: somos a oferta a Deus.

Para definir o que os fiéis deveriam ser, Paulo usa três termos gregos, todos começando com o ɑ - de negação: ɑmemptoi (inculpáveis), ɑkeraoi (infalíveis) e ɑmōma (perfeitos). Esses termos são usados na Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento) para descrever o sacrifício perfeito oferecido a Deus.

Hebreus 13.15–16 NAA
Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. Não se esqueçam da prática do bem e da mútua cooperação, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.
Nosso testemunho precisa ir bem longe, alcançando essa “geração pervertida e corrupta”, com a “palavra da vida”.
Mateus 5.14 NAA
— Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte.

A nossa posição é de destemor com base nas verdades eternas de Deus. A realidade do evangelho aqui é denominada de “a palavra da vida” no sentido que transfere a vida de Deus a um mundo agonizante.

Paulo conclui seu argumento, reforçando sua oferta de vida aos filipenses:
Filipenses 2.17–18 (NVI)
17 Contudo, mesmo que eu esteja sendo derramado como oferta de bebida sobre o serviço que provém da fé que vocês têm, o sacrifício que oferecem a Deus, estou alegre e me regozijo com todos vocês. 18 Estejam vocês também alegres, e regozijem-se comigo.
Filipenses 4.1 NAA
Portanto, meus amados irmãos, de quem tenho muita saudade, vocês que são a minha alegria e coroa, sim, meus amados, permaneçam, deste modo, firmes no Senhor.

Quando ficarmos diante do Senhor, daremos um relato não só de nossas vidas pessoais, mas também de nossos esforços no ministério. Eu serei julgado pela qualidade de minha vida como marido e pai, bem como pela qualidade de meu ministério. Essa é a razão pela qual Paulo desafiou Timóteo em 2 Timóteo 2.15 a se esforçar muito para ser aprovado e evitar ser envergonhado. Ele está refletindo o mesmo conceito aqui. Queria assegurar que seu ministério em Filipos não fora “ineficaz ou em vão” – em outras palavras, que houvesse bons resultados de seu trabalho na igreja.

Paulo antevê que sua vida está sendo “derramada” diante do Senhor, como uma oferta de libação mesmo.
2Timóteo 4.6 NAA
Quanto a mim, já estou sendo oferecido por libação, e o tempo da minha partida chegou.
Carta aos Filipenses - Comentário Expositivo do Novo Testamento Grant Osborne A Libação de Paulo e a Alegria Mútua (2.17–18)

Aconteça o que acontecer, o povo de Deus é chamado a se alegrar – o que daria um ótimo título para a carta aos filipenses. A ideia efetivamente flui de uma teologia do sofrimento, como cada uma das provações que testam nossa fé fornecem um motivo para regozijo (Tg 1.2; 1 Pe 1.6). Podemos ter alegria em nossas provações, pois sabemos que Deus é soberano em todas as circunstâncias e provocará uma reviravolta completa para o nosso bem (Rm 8.28; tudo de Hb 11). O segredo é a diferença entre felicidade e alegria. Estamos felizes quando as coisas caminham do modo que gostamos, mas não é esperado que fiquemos felizes em experiencias dolorosas (Hb 12.11). A alegria, de outro lado, é baseada na presença de Deus e em suas promessas escatológicas. Assim, quando ocorrem tribulações, é provável não estarmos felizes, mas certamente temos alegria, pela nossa confiança na bondade e fidelidade de Deus em relação a nós.

3. Outras aplicações:
(a) Definitivamente, “não se trata de quem quer ou de quem corre, mas Deus que usa de misericórdia”. O propósito maior da nossa vida é Cristo.
Romanos 9.16–18 NAA
Assim, pois, isto não depende de quem quer ou de quem corre, mas de Deus, que tem misericórdia. Porque a Escritura diz a Faraó: “Foi para isto mesmo que eu o levantei, para mostrar em você o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.” Logo, Deus tem misericórdia de quem quer e também endurece a quem ele quer.
(b) A maior alegria da nossa vida é servir a Jesus, e fazemos isso servindo uns aos outros. Nossa maior ambição deve ser “apenas servo, e nada mais”. Essa é a nossa libação.
2Samuel 23.13–17 NAA
No tempo da colheita, três dos trinta chefes desceram à caverna de Adulão, onde Davi estava; e uma tropa de filisteus tinha acampado no vale dos Refains. Nessa época Davi estava na fortaleza, e a guarnição dos filisteus estava em Belém. Davi suspirou e disse: — Quem me dera beber água do poço que está junto ao portão de Belém! Então aqueles três valentes romperam pelo acampamento dos filisteus, tiraram água do poço junto ao portão de Belém e a levaram a Davi. Ele não a quis beber, mas a derramou como libação ao Senhor. E disse: — Longe de mim, ó Senhor, fazer tal coisa! Beberia eu o sangue dos homens que lá foram colocando em risco a sua vida? E assim não a quis beber. São estas as coisas que fizeram os três valentes.
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