JESUS: O MAIOR DOS EXEMPLOS! (Parte 2) Filipenses 2.12-18
Jesus em sua humilhação e exaltação imprime em nós o verdadeiro propósito para a nossa vida: servir.
A ideia de obediência e a exortação aqui para “operar sua salvação” estão interligadas; ambas reforçam o tema governante desta seção, expresso em 1.27, para andar “de maneira digna do evangelho de Cristo”.
κατεργαζομαι katergazomai
de 2596 e 2038; TDNT - 3:634,421; v
1) realizar, executar, conquistar
2) resolver, i.e., fazer aquilo do qual alguma coisa resulta
2a) de coisas: produzir, resultar em
3) modelar i.e. tornar alguém próprio para algo
Não somos apenas responsáveis mutuamente pelo término dos conflitos e pela volta do amor ao palco central da vida em nossa igreja. Somos responsáveis também diante de Cristo, a quem devemos prestar contas de nossos atos (Rm 14.12; 2 Co 5.10; Hb 13.17).
Os filipenses não queriam ficar na frente de Deus envergonhados por deixarem de resolver suas discórdias egoístas e encontrar harmonia. Há uma mistura de temor reverencial e de séria responsabilidade em relação à vontade de Deus à medida que operamos as implicações de nossa salvação eterna em nossas vidas cotidianas.
À medida que trabalhamos em nossa salvação ou responsabilidades cristãs, não precisamos nos preocupar se teremos força ou sabedoria suficientes para tomar as decisões corretas e implementá-las em nossas vidas diárias, pois Deus está operando, nos fortalecendo com uma força maior.
Para definir o que os fiéis deveriam ser, Paulo usa três termos gregos, todos começando com o ɑ - de negação: ɑmemptoi (inculpáveis), ɑkeraoi (infalíveis) e ɑmōma (perfeitos). Esses termos são usados na Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento) para descrever o sacrifício perfeito oferecido a Deus.
A nossa posição é de destemor com base nas verdades eternas de Deus. A realidade do evangelho aqui é denominada de “a palavra da vida” no sentido que transfere a vida de Deus a um mundo agonizante.
Quando ficarmos diante do Senhor, daremos um relato não só de nossas vidas pessoais, mas também de nossos esforços no ministério. Eu serei julgado pela qualidade de minha vida como marido e pai, bem como pela qualidade de meu ministério. Essa é a razão pela qual Paulo desafiou Timóteo em 2 Timóteo 2.15 a se esforçar muito para ser aprovado e evitar ser envergonhado. Ele está refletindo o mesmo conceito aqui. Queria assegurar que seu ministério em Filipos não fora “ineficaz ou em vão” – em outras palavras, que houvesse bons resultados de seu trabalho na igreja.
Aconteça o que acontecer, o povo de Deus é chamado a se alegrar – o que daria um ótimo título para a carta aos filipenses. A ideia efetivamente flui de uma teologia do sofrimento, como cada uma das provações que testam nossa fé fornecem um motivo para regozijo (Tg 1.2; 1 Pe 1.6). Podemos ter alegria em nossas provações, pois sabemos que Deus é soberano em todas as circunstâncias e provocará uma reviravolta completa para o nosso bem (Rm 8.28; tudo de Hb 11). O segredo é a diferença entre felicidade e alegria. Estamos felizes quando as coisas caminham do modo que gostamos, mas não é esperado que fiquemos felizes em experiencias dolorosas (Hb 12.11). A alegria, de outro lado, é baseada na presença de Deus e em suas promessas escatológicas. Assim, quando ocorrem tribulações, é provável não estarmos felizes, mas certamente temos alegria, pela nossa confiança na bondade e fidelidade de Deus em relação a nós.
