A Tragédia da Incredulidade

Marcos   •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Pensamos na fé como algo poderoso, mas a incredulidade também é poderosa. O poder da descrença é tão grande que se estende por toda a eternidade. É uma força destruidora.
§ Eva descreu da Palavra de Deus e levou toda a raça humana a uma maldição e julgamento eterno.
§ Noé foi um pregador da justiça, alertando a um mundo que o descreu e foi destruído pelo Dilúvio, de onde somente Noé e sua família escaparam.
§ Foi a descrença da parte de Israel no deserto que os fez morrer ali antes mesmo de entrar na Terra Prometida.
§ A incredulidade de Arão levou ao massacre de três mil pessoas (Êxodo 32)
A incredulidade de Acã, resultando em sua desobediência, ocasionou a execução de si mesmo e de toda a sua família (Josué 7:19-24).
§
No Novo Testamento, temos a incredulidade de Judas, que o levou ao suicídio e ao castigo eterno. Os fariseus e os escribas foram incrédulos até o fim, com poucas exceções. E como todos os outros incrédulos, sua incredulidade resultou em sua morte em seus pecados, e um eternidade de trevas.
O Novo Testamento tem muito a dizer sobre a fé e a credulidade, mas tem muito a dizer igualmente sobre a descrença e a incredulidade. Em João 3:17-18, Jesus diz:
Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
Foi a descrença que trouxe maldição sobre toda a humanidade, que rompeu as fontes do abismo, trouxe a destruição do Dilúvio e que escraviza as pessoas e as manda para o inferno. Em João 8:21,23-24, Jesus diz aos religiosos incrédulos:
Vou retirar-me, e vós me procurareis, mas perecereis no vosso pecado; para onde eu vou vós não podeis ir. Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou. Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados.
O capítulo 2 de II Tessalonicenses adverte sobre a devastadora e eterna consequência da descrença. Romanos 11:20 fala sobre a horrível tragédia da descrença de Israel. Apocalipse 21:8 diz que nenhum incrédulo jamais entrará no céu. Esse assunto está espalhado em todo Novo Testamento. E o texto de Marcos 6:1-6, que vimos agora, acho que talvez mais do que em qualquer outro lugar nos Evangelhos, mostra o poder da incredulidade.
O Evangelho de Marcos começa com uma introdução do propósito do livro: falar sobre o Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo. E então, vimos imediatamente que Sua vinda era o cumprimento de uma profecia do Antigo Testamento. Quando o Evangelho de Marcos começa a se desdobrar, vimos Jesus pregando o evangelho no primeiro capítulo e chamando Seus discípulos. E então, no segundo e no terceiro capítulos, ensinando e curando as pessoas.
E assim continua, até a conclusão dos Doze que serão identificados como os futuros pregadores do evangelho. Nos capítulos 4 e 5 vemos mais pregação, ensino, milagres e libertação de demônios. No capítulo 5, vimos Jesus ressuscitando a filha morta de Jairo e curando uma mulher que tinha um problema de sangramento por 12 anos.
Marcos 5:42 diz que todos ficaram perplexos diante de todos os sinais operados por Jesus. É uma espécie de resumo geral de como Jesus foi recebido na Galileia: curiosidade e espanto. Isso não é fé, arrependimento e salvação. Havia interesses, curiosidades, caçadores de emoção e buscadores de curas. E eles também ficaram, literalmente, surpresos com o ensino de Jesus.
A atitude geral foi de aceitação superficial. Muitos nas multidões da Galileia se encaixavam na parábola dos solos, no caso do solo rochoso e do solo com ervas daninhas. A palavra entra, há uma resposta emocional imediata e aparenta vida, mas não há nenhuma raiz e nenhum fruto.
A hostilidade aberta já estava em movimento com os líderes religiosos de Israel. Eles já estavam tramando a morte de Jesus desde o início de Seu ministério na Galileia. Mas, na maioria das vezes, as multidões estavam aceitando Jesus, porque queriam os benefícios de Seu poder. Porém agora, quando Ele volta para Sua cidade, Nazaré, nenhuma grande multidão apareceu lá. Ele, desta vez, está surpreso. Normalmente era a multidão que ficava pasma, aqui é o Senhor que fica pasmo.
Jesus não teve nenhuma aceitação na cidade em que viveu a maior parte de sua vida, nem mesmo de Sua família. A atitude de Sua família é transmitida a nós em Marcos 3:21 que diz: “quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si”.
Jesus havia crescido ali.
Ele não tinha feito milagres espantosos em Nazaré, mas a palavra sobre Seus milagres estava correndo solta por toda parte. Havia um ceticismo total ali. João 7:5 diz que “nem mesmo os seus irmãos criam nele”.
Lucas 4 relata uma visita anterior de Jesus a Nazaré, quando Ele estava começando Seu ministério na Galileia. Ele estava ensinando nas sinagogas e é admirado por todos. Mas, quando Ele entrou na sinagoga no sábado e levantou-Se para ler, abriu o livro do profeta Isaías e leu profecias messiânicas.
Ele então fechou o livro, devolveu-o e sentou-se. Todos estavam olhando para Ele. Então, Jesus lhes disse: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lucas 4:21). Ou seja, Ele disse, em outras palavras: “Eu sou o Messias, e estou aqui para pregar o evangelho”. E aí todos ficaram maravilhados por Suas palavras e perguntavam, confusos: “Não é este o filho de José?” (Lucas 4:22). E ali Jesus se depara com uma rejeição visível, e diz:
Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. (Lucas 4:25-27)
A reação deles foi de total fúria contra Jesus. E então, ocorreu a primeira tentativa de assassiná-Lo, em Sua própria cidade:
Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. (Lucas 4:28,29)
Essa foi a atitude de Nazaré para com Jesus. Marcos 6:1-6 registra Sua segunda e última visita. Nada mudou na atitude de Nazaré, exceto que neste momento eles não tentaram matá-Lo. Trata-se, porém, da rejeição final de Nazaré contra Jesus. É uma espécie de amostra de rejeição final em Jerusalém por toda a nação.
A descrença é realmente poderosa. É incrível o que a descrença faz, mesmo em meio a todas as evidências da divindade de Cristo. É tão surpreendente, que chegou a deixar Jesus pasmo.
E aí, chegamos ao versículo 6: “Admirou-se da incredulidade deles”. O verbo traduzido como “admirou-se” aparece 30 vezes no Novo Testamento. Por exemplo, é usado para descrever como Pilatos ficou surpreendido e maravilhado pelas respostas de Jesus a suas perguntas (Marcos 15:5).
O que impressiona Jesus, entretanto, neste caso, é a incredulidade do povo em face de uma revelação tão poderosa. Isso fala sobre a tragédia da responsabilidade humana. Fala do fato de que o pecador tem o dever de responder ao evangelho, e é culpado por sua própria descrença. Em função dessa responsabilidade humana, Jesus disse:
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida. (João 5:39,40)
O pecador é incrédulo e não deseja vir a Jesus, e assume a responsabilidade por essa falta de vontade e por essa incredulidade. Jesus disse: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (João 6:29). A fé é dada por Deus a seus escolhidos, mas todos os ímpios são responsáveis por sua incredulidade.
Verso 1 “Tendo Jesus partido dali, foi para a sua terra, e os seus discípulos o acompanharam.”
Nazaré era uma pequena cidade que tinha em torno de 500 habitantes. Era tão obscura, que não é mencionada no Antigo Testamento e nem em qualquer literatura judaica. Ali todos se conheciam, e mesmo assim, na primeira visita de Jesus a Nazaré, eles tentaram matá-Lo.
Seus discípulos O seguiram, eles aprenderiam mais uma lição sobre rejeições. A propósito, na sequência de Marcos 6, Jesus os envia para o primeiro teste, e eles vão experimentar a rejeição (versos 7 a 13). Então, aqui está uma oportunidade para eles verem a lição em primeira mão.
Jesus estava ali por causa de Seu ministério público. Nenhuma grande multidão apareceu em Nazaré. Não havia interesse por Jesus.
Jesus era reconhecido como um rabino, e na sinagoga Ele recebeu o direito costumeiro de falar como um rabino visitante. Eles não puderam resistir a dar-Lhe esta oportunidade, pois sabiam do impacto de Suas palavras.
E não sabemos sobre o assunto que Jesus falou, mas sabemos o resultado: “muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: De onde lhe vem tudo isso? Que sabedoria é esta que lhe foi dada” (Marcos 6:2). O sentido do texto grego é que eles ficaram atônitos, surpreendidos.
Vamos ver quatro aspectos da incredulidade.
1. A incredulidade obscurece o óbvio
Você confronta as pessoas com o evangelho de Cristo, mostrando o relato do Novo Testamento, e inevitavelmente, os incrédulos de coração duro encontram uma maneira de obscurecer tudo isso.
Marcos 6 2 Chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga, e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: — De onde lhe vem tudo isso? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos?
Há aqui uma postura crítica e cética das pessoas. Eles estavam preocupados em saber de onde vinha aquilo tudo, pois eles sabiam toda a estrutura do ensino rabínico. A pergunta era: “Qual a origem disso tudo”?
Só havia uma resposta sensata: tudo procedia de Deus, pois ali estava o Messias, o Filho de Deus, o cumprimento das profecias. Não havia necessidade de questionamentos. Porém, eles não creram e, mais à frente, a conclusão da nação era que tudo procedia de Satanás (Marcos 3:22; Lucas 11:15 etc.).
Jesus não somente realizava obras que anunciavam ser Ele o Filho de Deus, como também sempre declarou qual a origem de Suas palavras, sabedoria e sinais. Ninguém nunca negou Suas obras. Os próprios líderes religiosos, quando tramavam Sua morte, declararam:
Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação. (João 11:47,48)
Era óbvio que Ele tinha poder divino e ensinava a verdade divina. Mas a incredulidade obscurece o óbvio. As perguntas tolas sobre qual era a origem da sabedoria e obras de Jesus evidenciam seu ceticismo. Em outras palavras, eles diziam: “Onde este sujeito conseguiu essas coisas?”. O sentido grego no texto é de desdém.
2. A incredulidade não apenas obscurece o óbvio, mas eleva o irrelevante
Marcos 6 3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele.
O que isso tem a ver com qualquer coisa? Eles já haviam decidido rejeitá-Lo, e indiscriminadamente O atacaram, desdenhando de Sua família, que eram pessoas muito comuns. Eles certamente pensaram: “Como algo de bom pode sair de uma família insignificante? Ele vem de uma cidade obscura e de uma família obscura. Ele não pode ser quem diz que é”.
Eles falaram com desdém sobre Jesus: “Não é ele o carpinteiro?”. No contexto da época e, de acordo com a palavra grega usada, era uma forma de dizer que Ele não fazia parte da elite, do clero.
Foram ainda mais fundo, dizendo: “filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs?”. Em Lucas 4:22, na primeira vez que Jesus voltou a Nazaré, eles dizem: “Não é este o Filho de José?”, e referir-se a alguém como filho do pai era uma forma respeitável. Mas, aqui Ele é chamado de Filho de Maria.
Eles citaram Seus irmãos Tiago (futuro líder da igreja em Jerusalém e autor da carta de Tiago) e José, Judas e Simão (dos quais não temos informações). Citaram também que Ele tinha irmãs. Na verdade, todos eles eram meio irmãos de Jesus, pois Ele foi concebido pelo Espírito Santo no ventre de Maria, os demais eram filhos de José e Maria.
3. A incredulidade: ela atinge diretamente o mensageiro
“Eles se escandalizaram com Ele”. Era uma blasfêmia absoluta em suas mentes que Ele afirmasse ser Deus, o Filho de Deus. Isso era escandaloso. Por isso, Romanos 9:33 diz: “Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido”.
Repetidamente, a Escritura fala sobre como eles tropeçaram na realidade de Jesus e do evangelho. Essa é a atitude de um incrédulo quando pressionado pela verdade, quando a verdade é óbvia e relevante: ele tenta obscurecer o óbvio, ressaltar coisas irrelevante e atacar diretamente o mensageiro.
Jesus prepara Seus discípulos na próxima seção de Marcos. Mateus detalha algo muito importante que Jesus disse a eles:
Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas; por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios. (Mateus 10:16-18)
Assim age o mundo para com o mensageiro do evangelho: ridiculariza, mostra desdém, hostilidade, ferocidade, perseguição e até martírio como sua resposta à verdade. Em João 15:18-19 Jesus diz:
Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia. (João 15:18,19)
Marcos 6 4 Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa.
Isso é muito duro por vezes. Alguém movido por amor, quer pregar o evangelho a um familiar, amigo, colega ou qualquer outra pessoa, e recebe o ódio ou o desprezo em troca.
A descrença obscurece o óbvio, eleva o irrelevante e ofende o mensageiro. E esse ressentimento vem do ódio à mensagem. Ele ataca o mensageiro. E, claro, Cristo viveu isso. Eles O mataram porque Ele foi o portador da mensagem mais maravilhosa já pregada.
4. A incredulidade rejeita o sobrenatural
Marcos 6 5 Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.
Do que se trata? Foi um problema de poder? Não, foi um problema de propósito. Qual é o propósito dos milagres? Atestar a verdade. Se eles rejeitaram a verdade, não havia necessidade de milagres.
Jesus operou gigantescos sinais, ressuscitou mortos, curou todo tipo de enfermidades, libertou pessoas escravizadas por demônios, mostrou compaixão e viveu em plena sabedoria, em tudo provou ser o Messias, mas a nação decidiu sobre Ele:
§ “Crucifica-o!” (Mc 15:13);
§ “Fora com este! Solta-nos Barrabás!” (Lc 23:18);
§ “Seja crucificado!… Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!” (Mt. 27:23,25);
§ “Fora! Fora! Crucifica-o! Não temos rei, senão César!” (João 19:15).
E este é o desastre final da incredulidade: a marcha da humanidade para longe de Deus. O homem, então, fica por sua própria conta, torna-se servo de Satanás e do reino das trevas, e está a caminho do inferno eterno. Quão tola é a incredulidade! A descrença escolhe Satanás, o pecado e a morte eterna.
Por outro lado, Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo tem abençoado Seu povo com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, em quem temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo (Ef. 1:3,7,12).
Bem, a incredulidade rejeita o sobrenatural, rejeita Deus. Nazaré pode ser adicionado a Corazim, Betsaida e Cafarnaum. Acabou. Com algumas exceções de crentes ali. E talvez Ele tenha feito alguns milagres apenas para deixar Seus discípulos saberem que não era um problema de poder, mas de propósito.
Isso foi o suficiente para que nosso Senhor dissesse: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem” (Mateus 7:6).
O incrédulo endurecido odeia a verdade, isola-se de todas as bênçãos sobrenaturais. Jesus simplesmente vira as costas e vai embora, para nunca mais voltar a Nazaré. O poder da incredulidade é um poder destruidor trágico.
É melhor viver sob o ataque do mundo, se esse é o preço para termos a bênção total de Deus na vida eterna. A incredulidade rejeita as bênçãos de Deus. E não é de admirar que Jesus tenha ficado tão chocado com a incredulidade de Nazaré.
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