Tg .7-12 O perigo da língua (parte 3)

Sabedoria para viver  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 33 views

Tiago cfala sobre o perigo da língua e como ela pode destruir vidas, tambpem que não é correto servir a dois senhores, usar sua língua para maldizer e abençoar.

Notes
Transcript

Introdução:

Tiago e Epístolas de João (Considerações Práticas em 3.3–8)
Uma língua comprida é uma morte prematura [ditado persa].
Há muitos erros entre o copo e os lábios [provérbio alemão].
Quem fala o que quer, ouve o que não quer.
Lingua não tem osso, mas quebra caroço.
Tiago e Epístolas de João (Considerações Práticas em 3.3–8)
O romancista americano do século 19, Washington Irving, comenta: “Uma língua afiada é o único instrumento de corte que, quanto mais usado, mais afiado fica”.

Desenvolvimento/aplicação:

A língua é indomável v.7-8

Todas especie de animais se doma! Aves, répteis, animais marinhos! Homens que criam e domesticam leões, onças temos vários videos que mostram o animais saindo correndo para abraçar, lamber.
Até mesmo cobras, lagartos, e outros répteis.
Aves também são facilmente dosmesticadas, falcões, pombos, avetruzes, etc...
Hoje em dia o homem consegue até mesmo brincar com tubarões, com uma tecnica certa o mergulhador põe a mão na parte de frente do tubarão e ele fica como se estivesse paralisado. Temos espetáculos aquaticos com golfinhos, baleias, focas, leões marinhos.
O homem domina sobre os animais e de fato essa foi a ordem de Deus no jardim! Gn 1.26-28
E nós assim fazemos, dominamos os animais, até a fera mais temível, da maneira certa pode ser domada, dominada. Animais que são maiores que nós, mais fortes que nós, todos eles são por nós dominados.
Contraste
Mas a língua ninguém é capaz de domar.
Nenhum de nós nessa cidade, nesse pais, nesse mundo tem esse poder em si mesmo! Não podemos domar a nossa língua com os nossos próprios recursos! O ser humano consegue domar os animais, mas não consegue domar a sua própria língua!
Tiago e Epístolas de João (2. Exemplos (3.3–8))
Quando o homem pecou, perdeu a capacidade de governar a si mesmo. Perdeu o controle de si mesmo e agora é governado por sua língua. O ser humano pode domar animais ferozes e poderosos, contudo não pode domar sua própria língua.
Pois ela é um mal incontido, cheio de veneno mortal.
A língua é incontrolável! Não se pode refrear! Mais perigosa que qualquer animal, mais feroz que todos eles! Indomável, inconquistável, e para aqueles que gostam de palavras difíceis, inexpugnável.
Ela é cheia de peçonha, veneno! Nem a cobra mais venenosa do mundo, cuja a única gota é capaz de matar até cem pessoas, é mais perigosa que a língua! Ela é cheia de veneno mortal! Essa é a nossa língua! É um retrato que mostra a sua realidade! A língua humana não é inofensiva! é Cheia de veneno, que causa morte e destruição! Uma palavra, uma conversa, uma explosão de ira, lança veneno sobre os outros, veneno mortífero.
Devemos sempre ter cuidado com venenos, como o chumbinho usado para ratos ou os produtos químicos que aplicamos nas plantas. Sabemos que são perigosos, e, por isso, tomamos precauções. Também os medicamentos, são benéficos quando usados de maneira responsável, mas se não tomamos cuidado, ingerimos mais do que é devido, certamente fará mais mau do que bem!
Mas, curiosamente, não temos o mesmo cuidado com o veneno das palavras. Quantas vezes destilamos palavras tóxicas sobre a vida dos outros sem pensar nas consequências? Esse veneno invisível causa doenças na alma, feridas profundas no coração e, em alguns casos, pode até levar à morte. Mesmo assim, continuamos espalhando veneno com nossos lábios.
Há pessoas que parecem precisar de uma toalha para limpar a boca, porque cada vez que falam, liberam um veneno mortal.
Talvez você lê esse texto e diz: É, então não tem jeito para a minha língua! O texto diz que ninguém pode domar, então não sou eu que vou tentar… O que Tiago está fazendo, falando de maneira tão negativa da língua é mostrar como a língua humana é perigosa e de fato sem solução por nossos próprios meios.
Ó homem, sem Deus, tua língua está perdida! Ela é como fogo que consome e destrói; contamina o que toca e, é inflamada pelo inferno. É um mal indomável, carregado de veneno mortal! Apenas em Deus encontramos o domínio sobre ela e a graça para transformá-la em fonte de vida.
Não há como vencer o pecado da língua sem Jesus! Não há transformação nas palavras, se o verbo não controlar sua mente e coração!
Mesmo quando já conhecemos a Cristo e caminhamos com Ele, percebemos que há áreas em nossa vida que ainda precisam ser moldadas pelo Espírito Santo. A língua, como Tiago aponta, é uma dessas áreas desafiadoras. Muitas vezes, ainda falamos conforme a velha natureza, sem refletir a nova vida que recebemos em Cristo.
Vamos ver o que ele nos ensina sobre isso no próximo versículo.

Benção e maldição da mesma fonte? v.9-12

Com a mesma língua nós bendizemos o Senhor e Pai
Essa expressão bendizemos vem da palavra elogio, é o louvor, expressar estima, falar bem de.
Então nós falamos bem de Deus, aprendemos frases cristãs e as repetimos, fazemos orações e dizemos: “Senhor eu te agradeço por tudo” “O senhor é tudo para mim” “Eu te amo” “obrigado por quem o Senhor é” “Te louvamos porque o Senhor é bom, santo, poderoso, magestoso” Não nos falta adjetivos para bendizer ao Senhor.
Também nas canções, cantamos e declaramos: “Senhor te quero” “que o Senhor cresça e eu diminua” “me maravilho com o teu amor” “ A tua graça é melhor que a vida” “dependo de ti” “és fiel em todo tempo, em todo tempo tu és bom”
Pregamos: falamos do amor de Jesus, ensinamos aos outros a respeito da salvação, o que Jesus fez por nós! Nós usamos nossa boca, lingua e palavras para louvar ao Senhor! E de fato isso é o que somos chamados para fazer, louvar ao Senhor! Bendizer o seu santo nome!
O problema é que a boca que louvar, que ora, que prega, que bendiz o nome do Senhor, é a mesma boca que amaldiçoar as pessoas que foram criados a imagem semelhança de Deus!
Tiago e Epístolas de João 3. Louvor e Maledicência (3.9–12)

Tiago lembra seus leitores do relato da criação: Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Ao contrário do resto da criação, o homem tem um relacionamento especial com Deus. Portanto, se maldizemos o homem, estamos indiretamente maldizendo a Deus.

Amaldiçoar é invocar o mal divino sobre alguém ou algo. É ferir as pessoas com palavras cortantes, queimá-las com o fogo destrutivo da nossa língua e, ainda, envenená-las com o veneno mortal de nossas declarações.
No domingo nos reunimos na igreja, cantamos, louvamos, oramos! Mas na segunda xingamos, fofocamos, brigamos, ferimos as pessoas!
William Barclay: Não é raro encontrar homens que no domingo falam piedosamente e que na segunda-feira amaldiçoam os operários que estão sob suas ordens. Não é incomum que um homem expresse num dia os mais piedosos sentimentos e que no dia seguinte relate as histórias mais obscenas. Não deixa de ser conhecida a atitude da mulher que na Igreja fala com a maior doçura e simpatia e que, assim que sai, fere a reputação de alguma pessoa mediante sua língua maliciosa e murmuradora.
É uma profunda incoerência louvarmos a Deus enquanto, com a mesma língua, amaldiçoamos as pessoas criadas à Sua imagem e semelhança. Deus espera de nós não apenas palavras de louvor ao Seu nome, mas também que nossas palavras sejam instrumentos de bênção e edificação na vida do próximo.
É verdade que Deus nos dá motivos para exaltá-Lo, enquanto as pessoas, muitas vezes, nos irritam, nos magoam e tornam difícil vê-las com bons olhos. Porém, mesmo assim, somos chamados a abençoar, não por mérito delas, mas como reflexo do caráter de Deus em nós.
O nosso Senhor Jesus nos ensina que devemos abençoar também as pessoas, não somente as que são boas para nós, as que nos fazem bem! Não! Devemos abençoar até mesmos as pessoas que nos amaldiçoam, aqueles que querem o nosso mal, aquelas pessoas que nos ferem por meio das palavras, aqueles que já queimaram você, aqueles que injetaram veneno mortal em você!
Luke 6:28 NAA
Abençoem aqueles que os amaldiçoam, orem pelos que maltratam vocês.
Ao invés de retribuir na mesma moeda, lembre-se de Cristo Jesus, use uma palavra branda que desvia o furor! (Pv 15.1) se alguém te xingou, rogue bençãos por ela, se algúem falou mal de você, fale bem dela para os outros. Ame os teus inimigos, abençoe os que te amaldiçoam! Faça o contrário desse mundo! Siga os passos de Jesus! Não é fácil, mas nós não somos o povo da porta e da estrada larga, estreita é a porta, e apertado o caminho, esse é o certo a se fazer!
v.10 De uma só boca procede benção e maldição! Não pode ser assim!
Isso não está certo! Não convém aos santos! Não deve ser assim entre o povo de Deus!
Então nos versículos seguintes ele usa dois exemplos de como isso é algo absurdo!
1º Pode a fonte jorrar agua doce e agua amarga? É uma pergunta retórica! Nós já sabemos a resposta: É claro que não! Cada fonte produz apenas um tipo de água, característico dela mesma. Algumas oferecem água salobra, imprópria para consumo, enquanto outras jorram água límpida e potável. Embora uma fonte possa mudar ao longo do tempo, passando de água amarga para doce, ou vice-versa, nunca será capaz de produzir ambas simultaneamente.
2º Uma figueira pode produzir azeitonas? Uma videira pode produzir figos? É claro que não! Se quero colher figos, planto uma figueira, se quero colher uvas, planto uma videira, cada árvore produz o fruto de acordo com a sua especie.
Peter H. Davids: “A implicação desse argumento é que se estamos proferindo insultos ou maldições, essa é a nossa natureza. O nosso louvor é um disfarce, um tipo de hipocrisia”
Jesus Cristo em Mt 7.16-20 nos ensina que pelos frutos conhecemos a árvore! Podemos até disfarçar com palavras bonitas, orações prolongadas, nos emocionar ao entoar louvores, mas se o nosso coração for fonte amarga, nossas palavras também serão! Jesus nos ensina que os falsos mestres, os falsos discipulos parecem mais não são! A arvore má não pode produzir bons frutos!
Se agua doce e amarga não procedem da mesma fonte, e figueiras não produzem azeitonas. Da mesma boca podem proceder bençãos e maldições? Claro que não! Não pode ser assim! Se temos um coração transformado por Jesus, nossas bocas devem falar conforme essa essa nova vida que recebemos. Pois se continuamos falando da mesma maneira que antes, vivendo essa vida dupla, que em um momento: Louva e adora, fala palavras piedosas e depois de falar mal dos outros, fofoca, xinga, mente, provamos que nunca nascemos de novo! Ainda estamos perdidos em trevas!
1 John 1:6 NAA
Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.
Aplicação:
Fazer a leitura de Rm 6.1-10
Romanos 6.4 (NAA)
Fomos sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida.
Se morremos para esse mundo, vivemos agora para Deus! A velha vida deve ser abandonada, para que agora nós possamos viver a nova vida que Deus preparou para nós! Novidade de vida!
Então dos versículos 1-10 Paulo está argumentando, explicando o que aconteceu com Cristo e também conosco! E no versículo 11 em diante ele passa a fazer a aplicação dessa explicação!
1º Considerem-se mortos para o pecado!
Mas vivos para Deus! Precisamos botar isso em nossa cabeça! Nós não vivemos mais para nós mesmos! Não vivemos para satisfazer os nossos desejos pecaminosos! Eu morri para essas coisas! Agora eu vivo para Deus, para agradar a Deus, para satisfazer o desejo do Senhor!
2º Lute contra o pecado!
O pecado ainda quer se apoderar de nós! Ainda quer mandar em nosso corpo, ainda quer que obedeçamos as paixões! E Paulo diz: Não permitam! Não permita que seja a sua língua que o controle! Não permita que seja os teus desejos que o controlem!
Porque que tem tanta gente afastada da igreja? Porque se entregam as sua próprias vontades, preferem obedecer os próprios desejos, do que obedecer ao Senhor Jesus!
3º Não ofereçam mais os seus membros ao pecado!
como instrumento de injustiça! Não use a sua lingua para plantar discórdia, não use a sua lingua para machucar os outros, não use sua lingua para trazer destruição! Não use sua língua para xingar, brigar! Essa é a atitude da velha vida, do velho homem! São as pessoas do mundo que agem dessa maneira! Antes faziamos isso porque era algo natural para nós! Antes ofereciamos os seus membros de nosso corpo para o pecado, para satisfazer as nossas próprias paixões pecaminosas! E qual o resultado disso? Morte, destruição, maldição! Dessa maneira o pecado reinava em nosso corpo!
Mas entenda! Você passou da morte para a vida! Sim! Viviamos antes dessa maneira, mas Cristo Jesus nos encontrou, trouxe restauração, perdão! Seu sangue derramado nos lava de todo pecado!
Você passou da morte para a vida? Você faz parte do corpo de Cristo?
ENTÃO OFEREÇAM SEUS MEMBROS A DEUS COMO INSTRUMENTO DE JUSTIÇA!
A minha boca e a sua boca pertencem agora ao Senhor! Ofereçamos a nossas palavras a Ele! Que nossa boca seja canal de benção! Que a ultilezemos não de maneira dupla, para abençoar ao Senhor e amaldiçoar as pessoas! Mas vamos usar os nossos lábios para bendizer o Senhor e também abençoar o nosso próximo! Consideremos nossa boca agora como canal do céu! Nenhuma palavra impura deve sair de nossos lábios! Nenhuma coisa imoral! Nenhuma mentira, nenhuma fofoca, nenhum palavrão! Nossa boca é instrumento de Deus!
Sua conversas com os não crentes sirva para apontar o salvador! Existem tantas pessoas aqui nessa cidade, que são escandalizadas pelo testemunho dos crentes, “crentes” que continuam oferecendo a sua língua para o pecado! Crentes que vivem falando mal dos outros! Crentes com a língua mais afiada que navalha, crentes debochados, crentes que são maledicentes, crentes que quando começa falar, não se tira nada de proveito!
Ofereçamos os nossos lábios ao Senhor!
Vejamos algumas maneiras:
1º Fique em silêncio!
Baxter diz: Fique em silêncio até que tenha aprendido a falar!
Pitágoras nos dar um conselho: “Permaneça em silêncio, a não ser que o que tenha a dizer seja melhor que o silêncio”
Provérbios 17.28“Até o insensato, quando se cala, é tido por sábio; se fica de boca fechada, passa por inteligente.” O silêncio é uma benção!
2º fale com prudência
Não seja preciptado no falar!
Baxter diz: “é melhor medir as palavras antres de declara-las do que depois”
Quando for abrir sua boca, pense naquilo que vai falar!
Passe pelos três filtros:
1. Será que é adequado que Deus ouça?
2. Abençoa o meu próximo?
3. Promove a glória de Deus?
Se passou pelas peneiras, pode falar!
Se não, é melhor ficar calado!
3º Ore
Peça para que Deus lhe dê crescimento nessa área! Salmo 141.3–4 “Põe guarda à minha boca, Senhor; vigia a porta dos meus lábios. Não permitas que o meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de malfeitores; e que eu não coma das suas iguarias.”
Confesse os pecados da língua! Também em oração, confesse os seus pecados! Em arrependimento verdadeiro, clame ao Senhor pelo perdão: Senhor, me perdoa porque hoje fofoquei de fulano de tal! Me perdoa porque fui grosseiro! Me perdoa porque lá no trabalho eu xinguei! O confessar, o pedir perdão é também firmar um compromisso de que vai lutar para que aquilo não se repita mais!
4º Mantenha sua língua sob vigilância 24 horas! Sem baixar a guarda! Muitas vezes você vai arder de desejo de dar uma resposta atrevessada para outra pessoa! Morda a língua!
5º Desfrute de conversas proveitosas e se aparte de conversas más! Existem rodas, que você chega, e já estão falando mal da vida dos outros! Que proveito terá isso? Se você ficar ali, provavalmente vai pecar no seu falar também!
Ofereçamos nossa língua a Deus, como instrumento de justiça!

Conclusão:

O texto aborda o poder destrutivo e incontrolável da língua humana, destacando que, por mais que o homem tenha capacidade de dominar animais ferozes, ele não consegue, por seus próprios meios, controlar sua própria língua. A língua é descrita como indomável, venenosa e capaz de causar grande destruição. Apesar disso, também pode ser usada para bendizer a Deus, mas, tragicamente, muitas vezes é utilizada para amaldiçoar pessoas criadas à imagem divina, revelando uma incoerência na vida cristã.
A reflexão aponta que essa dualidade é inadmissível para os que foram transformados por Cristo. Não é possível louvar a Deus e, ao mesmo tempo, ferir o próximo com palavras. A língua deve ser consagrada a Deus, como instrumento de justiça, e nossas palavras devem refletir a nova vida em Cristo. A língua, embora pequena, tem um poder imenso tanto para o bem quanto para o mal. Sem a transformação operada por Jesus, é impossível dominá-la ou usá-la para edificação.
Como filhos de Deus, somos chamados a oferecer nossas palavras ao Senhor, permitindo que sejam canais de bênção e graça, não de destruição. Devemos vigiar constantemente, buscar prudência no falar e clamar a Deus por auxílio, para que nossas palavras glorifiquem ao Senhor e abençoem o próximo. Assim, cumpriremos o propósito de sermos fontes de vida, que refletem a nova criação em Cristo Jesus.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.