O Natal Esquecido - Lucas 2:8-20

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Transcript

Introdução

A cena do nascimento de Jesus é icônica. Ninguém poderia imaginar, que o Messias enviado por Deus, seria alguém de origem e nascimento tão humilde. É fácil para nós, que já estamos acostumados com essa cena, mas o nascimento do Messias, está longe de ser algo comum, nem mesmo aos nossos filhos e conhecidos, imaginaríamos uma cena tão pitoresca como a vivida por Cristo Jesus.
Na estrebaria em Belém, em meio aos animais, o frio e a poeira, em um ambiente impensável para uma criança, foi onde repouso o salvador do universo. Quem diria, que tal simplicidade e humildade envolvia aquele momento. Não foi um palácio especial, não foi em uma situação ideal, antes em uma pequena estrebaria, em meio aos animais, poeira, frio.
Além disso, não foram grandes homens que estavam em sua presença, mas apenas simples pastores estavam em sua presença, ali prestando culto, no nascimento do salvador esperado, culto glorioso, mesmo naquele momento.
Vamos analisar cada cena deste maravilhoso momento, tendo em mente que “O nascimento de Jesus é uma luz para o mundo, a salvação prometida, para os humildes de coração”.

Graça aos Simples - vs. 8-14

As maiores alegrias são sempre vividas pelos maiorais, são sempre os heróis que vencem as batalhas. Contudo não foi assim, no evento mais importante da humanidade. Pastores ouviram a notícia do nascimento de Jesus. Talvez você não saiba, mas pastores eram uma classe desprezada, como era difícil para eles cumprirem a lei mosaica. Além disso, eram vistos como pessoas desonestas, sempre atrás de lucro e enganando os donos dos rebanhos.
Era noite, naquele dia, os pastores, atentos nos campos, guardam os seus rebanhos, tudo está aparentemente calmo ao redor. Maria se dirige a estrebaria, não há lugar para o bebê nascer. Ninguém imagina o que está para acontecer, tudo corre normalmente. Maria sente as contrações, a qualquer momento irá nascer, que situação, quem iria querer ter um filho naquela situação. Os pastores, nada sabem do que ocorre.
Todos em Israel sabem da Profecia, uma filho de Deus será o messias, libertador, mas se espera um rei forte, alguém da realeza, que se apresente com poder e força.
Como um estalar de dedos, tudo muda. Em um momento, um brilho resplandecente corta o céu daquela noite, uma figura marcante se apresenta, era um anjo, assim como a luz do dia, a Glória resplandecia, a resposta temor, todos sabiam que não poderiam ver a Deus, o sistema seria cruel, o que vem depois, castigo, destruição.
Do meio daquela visão assustadora, uma voz: “Não tenham medo, trago boas novas de grande alegria” agora nos corações gera-se expectativa, do que se trata isso. O anjo então diz, Nasceu o Salvador, Cristo, o Senhor. Naquele momento, eles então entenderam, é a profecia de Isaías 9:6
Isaías 9.6 NAA
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: “Maravilhoso Conselheiro”, “Deus Forte”, “Pai da Eternidade”, “Príncipe da Paz”.
O messias prometido, se apresentou a pecadores, a homens desprezados, a uma realidade simples, para mostrar que seu reino não é para os fortes e sãos, sua graça é para os simples e humildes de coração, de condição integralmente devota.
Imagine só, naquele lugar humilde, a Esperança brilhou para aqueles homens, para um dos grupos mais desprezados, Deus anuncia o nascimento da Esperança de Israel. Deus convida aqueles homens para o culto de louvor ao seu filho, para habitar com ele.
Deus desejou estar com o povo humilde e desprezado, e no silêncio da noite, apresentou ao mundo a carta viva de seu amor e redenção.
Agora ali, ecoava naqueles corações, a canção junto ao coro celestial “Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens”. O ressoar de louvor perante a graça de Deus, começou no meio do campo, entre simples pastores.

Adorem o Rei Humilde - vs. 15-18

Imagine essa cena, naquele momento, os pastores, não mais se importando com seu ofício, deixaram de lado o campo, deixaram para trás as ovelhas, deixaram tudo, pois haviam encontrado algo mais precioso.
Eles, cheio da glória de Deus, correm rapidamente para cidade, sabem da urgência, sabem da necessidade de adoração, sabem que aquela apresentação do anjo, era a mensagem necessária da profecia, era necessário que eles anunciassem, era necessário que eles saíssem. Aqui Deus confia a mensagem de anuncio do seu reino, aos mais humildes.
Deus deseja que todo povo se sente em adoração e comunhão com seu filho. A mensagem dos arautos de Deus é uma mensagem que evoca tanto o Senhorio de Jesus, quanto sua humildade.
Quem acreditaria que o filho de Deus, estaria ali humildemente na manjedoura, o comedouro dos animais, envolto em panos. Somente uma mensagem de Deus, diretamente, faria aqueles homens seguirem, somente essa revelação de Deus, prenunciando que a mensagem de salvação, seria anunciada pelo próprio Deus, não através do que os homens consideravam preciosamente, ou mesmo se vangloriariam, é aquela criança, indefesa, sem nenhuma virtude, eles deveriam crer, que ali residia a salvação do Senhor.
Evangelho de Lucas 10. Somente mensageiros vindos da eternidade são capazes de anunciar essa grande façanha de Deus e cantar para sua adoração. - Lc 2.8–14

O evangelista não fala do doce menino de cabelo cacheado, da estrebaria limpinha e dos probos pastores, mas de um casal exausto, da miséria de uma jovem mãe que tem de dar à luz seu filho em lugar estranho e precário sem qualquer ajuda, de uma criança que enxerga a luz do mundo em uma estrebaria suja, e de cuja chegada inicialmente ninguém, exceto alguns pastores proletários, tomou conhecimento”

A partir daquele anúncio, os pastores, que não eram aceitos como testemunhas nos tribunais, agora anunciam a Deus, falam sobre o Senhor enviado, anunciam o hino de louvor vindo do céu, agora proclamado na terra.
Desde o anúncio a Maria, até o fatídico dia do Nascimento, Deus estava ali, anunciando seu filho como sacrifício pela humanidade. Em Belém, até o calvário, Deus estava arquitetando todas as coisas, para cumprir integralmente a oferta de amor por cada um de nós.

Aplicação

Tiago 4.6 NAA
Mas ele nos dá cada vez mais graça. Por isso diz: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”
Na noite especial, do primeiro Natal, Deus anunciou sua mensagem aos que menos pareciam merecer o seu favor. Além disso, Deus fez desses homens, que não tinham confiança, os arautos do seu nascimento. Aqui repousa aquilo que Jesus sempre disse em seu ministério, que veio para os de coração quebrantado, os doentes, os indignos. Na ótica do Reino de Deus, o natal é um tempo de celebração, não pela beleza, mas pela simplicidade de um Deus que desejou e planejou estar conosco, o Deus que se revelou para todo aquele que nele crer, o Deus que ansiou por estar conosco, ainda quando não eramos dignos. O Bebezinho na manjedoura é o mesmo Senhor que será posto na cruz, em favor de todos nós.
Esse Rei, todo poderoso, de igual modo é humilde. Aquele bebezinho envolto em panos, é o Rei do universo. Quem observa a entrada triunfal em Jerusalém, não percebe que é o mesmo Deus que estava na manjedoura, humildade é a chave do reino de Deus. Sua proposta é que todo aquele que crer que este bebezinho é a salvação, já está salvo, já passou da morte para vida, pois creu no poder de Deus entrando na história da humanidade, para o cumprimento final das promessas de que um dia, viriam alguém que esmagaria a cabeça da serpente. A nós hoje, cabe anunciar e crer, que este é o Salvador.
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