Provérbios 14: 1-4

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A postura de uma mulher em relação à sabedoria determina a segurança ou a destruição de sua família.
Algumas vezes, eu fico chateado em algumas rodas masculinas. Uma dessas ocasiões é quando o casamento se torna alvo de piadas e de desprezo. Ver homens casados sorrirem ao colocar medo nos solteiros com relação ao que sua vida se tornará depois de dizerem “sim” também não melhora meu humor. A razão disso é que o casamento é o oposto de uma prisão da qual o encarcerado quer fugir. Na verdade, é o refúgio para onde o cansado corre a fim de se deleitar e ter consolo e felicidade. Dito isso, eu compreendo a atitude de vários homens, já que nem sempre as mulheres tornam seu lar esse refúgio, mas um ponto de briga, ciúme, desconfiança, mau humor e pressão.
Acho que Salomão também testemunhou casos como esses, pois falou da ligação direta entre as atitudes das mulheres e os resultados em seus lares. Assim, “a mulher sábia” — que no livro de Provérbios é também aquela que teme o Senhor e lhes segue as instruções (Pv 1.7) — “edifica a sua casa”. Literalmente, isso significaria que ela seria, como um pedreiro, a construtora da casa. Entretanto, essa tarefa masculina serve de metáfora para algo bastante feminino: o cuidado da família e do que chamamos de lar. Assim, a sabedoria dessa mulher faz com que ela se preocupe em tratar seus defeitos de caráter para eles não afetarem seus amados. Além disso, ela age com todo amor para que também inspire o melhor em cada membro da família. Ela cuida do que diz e do modo como pensa e se coloca diante da autoridade do marido, educa os filhos e produz um ambiente ameno, amoroso e cheio de confiança e devoção a Deus em seu lar. Seus “tijolos” são mais importantes que os do pedreiro.
Se a construção com pedras e tijolos exige investimento e perícia, quanto mais a construção do lar e dos relacionamentos! A mulher sábia é aquela que investe seu tempo, sua vida, seus sentimentos, seus recursos e sua alma em pessoas, mais do que em coisas. Ela valoriza mais relacionamentos do que objetos. Dá mais importância à beleza interna do que ao requinte externo. A mulher insensata, porém, é demolidora. Suas palavras e ações provocam um verdadeiro terremoto na família. Ela desagrega, divide e separa. Suas mãos não trabalham para o bem, mas para o mal. Ela não é uma escultora do eterno, mas uma costureira do efêmero.
Por outro lado, a “insensata” estraga com facilidade aquilo que tinha tudo para dar certo. Ela não é comparada a um pedreiro, mas a um demolidor, pois, “com suas próprias mãos”, ela “derruba” o seu lar. Com egoísmo, chantagens, mau humor, exigências e pressões, ela torna o ambiente doméstico um lugar difícil de suportar. Achando que o marido existe somente para fazer seus desejos, ela se esquece de respeitá-lo e de honrá-lo como líder da família. Até mesmo os melhores relacionamentos sucumbem diante de algum tempo nessas condições. Não estou dizendo que os homens não têm responsabilidade nos conflitos do casal, mas que nem sempre as mulheres são as vítimas que afirmam ser. Assim, mulheres, como vocês cuidam de um jardim: regando com carinho, cautela e dedicação ou batendo nas flores com uma enxada? E quanto ao seu lar: vocês o regam com o amor ou lhe atiram as pedras do egoísmo, do orgulho e do mau gênio?
Verso 2 – “O que anda na retidão teme ao Senhor, mas o que anda em caminhos tortuosos, esse o despreza.”
O comportamento de cada um revela sua atitude em relação a Deus.
O comportamento de cada um é reflexo de sua atitude perante o Senhor. O justo baseia suas escolhas naquilo que agrada a Deus. O perverso não se importa em fazer isso. Suas atitudes revelam desprezo pelo Senhor.
Vejo nesse texto algo muito importante para nossa reflexão. Por quê? Porque existem pessoas que vivem em caminhos tortuosos, mesmo assim acredita que está agradando a Deus, ou que tal comportamento é neutro diante do Senhor.
O texto deixa bem claro que o não andar no temor do Senhor é desprezar o Senhor. Nossos comportamentos nunca são neutros perante o Senhor.
O caminho do desprezo é agir de tal modo que o Senhor não lhe dite rumos, nem lhe imponha valores. O efeito é que esse homem tolo “segue caminhos enganosos”, os quais parecem bons aos seus olhos, mas contêm armadilhas, causam problemas e tristezas e, ainda que permitam caminhar bem durante algum tempo, cede lugar a desvios tortuosos. A própria motivação corrompida de alguém que despreza a Palavra de Deus faz com que seus melhores atos sejam maculados pelo egoísmo, orgulho, ganância, cobiça e mentira. Por isso, tome cuidado! Ninguém chega ao destino correto seguindo as indicações dadas por um mapa errado.
Verso 3
A postura do indivíduo em relação à sabedoria determina o efeito que suas palavras terão sobre sua vida.
“Está na boca do insensato a vara para a sua própria soberba, mas os lábios do prudente o preservarão.”
O insensato é aquele que fala muito, não comunica nada e se complica todo. O insensato tropeça na própria língua. A língua do tolo é o chicote que açoita sua própria vida empapuçada de soberba. O soberbo é aquele que pensa que é melhor do que os outros, e o insensato é aquele que, além de pensar assim, ainda fala sobre isso publicamente. Como Deus não tolera o soberbo e declara guerra aos altivos de coração, permite que a língua dos insensatos lhes dê a merecida coça.
Diferente do insensato é o prudente, cujos lábios o preservam de situações perigosas e de constrangimentos desnecessários. O sábio não ostenta poder, conhecimento ou grandeza. O sábio não humilha o próximo; antes, trata-o com respeito e dignidade, considerando os outros superiores a si mesmo. Enquanto a língua do insensato é um chicote que o açoita, a língua do prudente desarma as ciladas tramadas contra ele. Da boca do sábio fluem palavras de vida, e não sementes de morte. Da boca do sábio prorrompem palavras de consolo para o coração, e não tormento para a alma. O prudente é alguém cuja vida é uma bênção para as outras pessoas; o insensato é alguém que não consegue poupar nem a si mesmo de suas loucuras.
O prudente é guardado pelos seus lábios. (Seus lábios o guarda de entrar em problemas) já o insensato o efeito é totalmente o contrário.
O que seus lábios têm sido na sua vida? Uma causa de problemas e açoites, ou tem lhe guardado de problemas?
Verso 4
Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas.”
Nos dias de Salomão não existiam tratores, mas ainda assim havia recursos para facilitar a produção agrária. O mais importante deles era o arado puxado por bois. Sem trabalhar a terra antes do plantio, a produção é drasticamente reduzida. Por isso, “onde não há bois” trabalhando na produção, o resultado é que “o celeiro fica vazio”. Por mais capacitado que seja o agricultor, ele não pode fazer aquilo para o que não tem força de realizar sozinho. Por outro lado, quando a “força do boi” é aplicada na produção, o rei sábio diz que o produtor colherá uma “grande colheita”.
Mas qual lição Salomão que nos ensinar?
Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas (Pv 14.4). Há pessoas que têm mania de limpeza. Preferem a falta de atividade à desarrumação empreendedora. Preferem ver a casa limpa a qualquer movimento de trabalho. Preferem ver o celeiro limpo, mesmo não havendo bois.
O trabalho gera movimento, e movimento produz desconforto, barulho, desinstalação. Um celeiro cheio de bois jamais fica impecavelmente limpo. No entanto, a limpeza sem trabalho não é sinal de progresso, mas de estagnação. A limpeza sem trabalho desemboca em pobreza, e não em prosperidade. Quando há boi no celeiro, quando há gado no curral, mesmo que isso gere o desconforto da sujeira, também produz a recompensa do trabalho e a abundância das colheitas.
Vamos fazer algumas aplicações:
Quantas pessoas preferem não ter trabalho em detrimento de tantas coisas boas?
Pessoas deixam de fazer coisas produtivas, porque dizem que dá trabalho. O que é que a gente faz de produtivo que não der trabalho? Tudo tem um preço! Tudo dá trabalho, mas depois vem a recompensa.
Mas quem prefere não sujar o celeiro não terá a abundância na colheita.
O celeiro fica limpo quando não há bois. Entretanto, não é melhor limpar o celeiro, sabendo que a sujeira do boi resultará em colheita abundante? Em outras palavras, a recompensa do esforço é maior que os aspectos desagradáveis do processo.
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