(Rm 15:22-33)

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Romanos 15.22–24 “Essa foi a razão por que também, muitas vezes, me senti impedido de visitar-vos. Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei convosco e que para lá seja por vós encaminhado, depois de haver primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia.”
Impedido de visitar-vos.
Paulo estava escrevendo de Corinto, depois de terminar a primeira parte da terceira viagem missionária - de Antioquia da Síria, pela Galácia, Éfeso e Macedônia até Corinto. Ele plantou igrejas nas regiões do Império Romano, de Jerusalém até ao Ilírico.
Atos dos Apóstolos 19.10 “Durou isto por espaço de dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos.”
Atos dos Apóstolos 19.20–21 “Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente. Cumpridas estas coisas, Paulo resolveu, no seu espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e Acaia, considerando: Depois de haver estado ali, importa-me ver também Roma.”
Até que Paulo terminasse esse grande trabalho, ele ainda não se sentia livre pra ir pra Roma, visitar aquela igreja. Então ele diz que foi impedido por muitas vezes.
Romanos 1.10–13 “em todas as minhas orações, suplicando que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de visitar-vos. Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados, isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha. Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios.”
O que impedia Paulo? Primeiro vemos suas responsabilidades, sua agenda. Ele queria cumprir alguns compromissos antes. Em outra ocasião aprendemos que Paulo era impedido de visitar os tessalonicenses por outra razão, ao invés da sua agenda: 1Tessalonicenses 2.18 “Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o caminho.” Mas ainda há um terceiro fator que podia impedir Paulo de visitar alguns irmãos, de pregar em alguns lugares: Atos dos Apóstolos 16.6–7 “E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.” Nós devemos aprender que Deus, sua vontade, é o principal fator que rege nossas vidas.
Quando em viagem para a Espanhapara lá seja por vós encaminhado.
Paulo queria visitar os irmãos de Roma por dois motivos. O primeiro era cumprir sua responsabilidade como missionário, e fazer algumas coletas, como veremos. Mas o segundo motivo era o amor - ele desejava muito conhecer os irmãos. Ele diz que vai pra Espanha... Depois de haver primeiro desfrutado a vossa companhia.
Paulo explica que de lá, de Roma, ele pretende ser encaminhado pra Espanha. Não sabemos ao certo se Paulo conseguir ir pra Espanha ao final de sua vida.
Romanos 15.25–27 “Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são devedores; porque, se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais dos judeus, devem também servi-los com bens materiais.”
Estou de partida para Jerusalém. Paulo estava muito preocupado com a fome em Jerusalém, e parte da missão era suprir as necessidades materiais daqueles irmãos. Ele estava recorrendo aos gentios para ajudar os irmãos judeus.
Atos dos Apóstolos 11.28 “e, apresentando-se um deles, chamado Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que estava para vir grande fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias de Cláudio.”
Atos dos Apóstolos 24.17 “Depois de anos, vim trazer esmolas à minha nação e também fazer oferendas,”
Gálatas 2.9–10 “e, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão; recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.”
Aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta.
Devemos lembrar que Corinto, o lugar de onde Paulo estava essa carta aos Romanos, era uma região da Acaia. Devemos lembrar que ali mesmo Paulo estava fazendo coleta:
1Coríntios 16.1–2 “Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for.”
E na 2Co nós vemos Paulo fazendo referência aos irmãos da Macedônia que queriam muito ajudar.
2Coríntios 8.1–4 “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos.” 2Coríntios 9.1–2 “Ora, quanto à assistência a favor dos santos, é desnecessário escrever-vos, porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo que a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado a muitíssimos.”
Por que é tão importante frisar isto? Porque essas pessoas que estavam precisando de ajuda eram os judeus. E as pessoas que estava apaixonadamente se mobilizando pra ajudar era os gentios. É muito interessante perceber como Paulo estava de maneira tão prática envolvido no unificação desses dois povos. O Evangelho estava no centro disso. É bom lembrar, como já vimos, que a palavra “coleta” é a palavra Koinonia. Levantar uma coleta pode ser entendido como “estabelecer certa comunhão”. Ou seja, não era qualquer contribuição, mas era um fruto de irmandade, uma expressão de unidade fraternal. Eles não estava apenas dando comida, estavam dando o coração.
Se os gentios têm sido participantes do valores espirituais.
Paulo estabelece um princípio, do qual ele vai se utilizar depois pra outros fins. Ele diz que se os gentios foram beneficiados espiritualmente pelos judeus, então era justo que os judeus se beneficiassem materialmente dos gentios. Dos judeus, vieram as profecias, os oráculos, a adoção, as alianças, o Messias? Então os gentios deviam ser gratos com seus bens. Paulo usa esse princípio depois pra falar da manutenção do ministro do Evangelho.
1Coríntios 9.11 “Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais?”
Gálatas 6.6 “Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui.”
Romanos 15.28–29 “Tendo, pois, concluído isto e havendo-lhes consignado este fruto, passando por vós, irei à Espanha. E bem sei que, ao visitar-vos, irei na plenitude da bênção de Cristo.”
Irei na plenitude da bênção de Cristo.
Paulo reafirma que depois de ir à Roma, ele iria à Espanha. Ele diz que chegaria em Roma na plenitude da bênção de Cristo.
Murray: “Isto demonstra a confiança da presença habitadora de Cristo, na plenitude de sua graça e poder. E constitui, igualmente, a chave para a ousadia com que Paulo planejara a sua viagem até à capital do império e aos seus limites mais ocidentais.”
Mas como Paulo em Roma?
Atos dos Apóstolos 24.27 “Dois anos mais tarde, Félix teve por sucessor Pórcio Festo; e, querendo Félix assegurar o apoio dos judeus, manteve Paulo encarcerado.”
Atos dos Apóstolos 28.11–16 “Ao cabo de três meses, embarcamos num navio alexandrino, que invernara na ilha e tinha por emblema Dióscuros. Tocando em Siracusa, ficamos ali três dias, donde, bordejando, chegamos a Régio. No dia seguinte, tendo soprado vento sul, em dois dias, chegamos a Putéoli, onde achamos alguns irmãos que nos rogaram ficássemos com eles sete dias; e foi assim que nos dirigimos a Roma. Tendo ali os irmãos ouvido notícias nossas, vieram ao nosso encontro até à Praça de Ápio e às Três Vendas. Vendo-os Paulo e dando, por isso, graças a Deus, sentiu-se mais animado. Uma vez em Roma, foi permitido a Paulo morar por sua conta, tendo em sua companhia o soldado que o guardava.”
O livro de Atos termina com Paulo em Roma, mas em prisão domiciliar. Os últimos versos de Atos (28:30-31) terminam dizendo que Paulo “recebia todos que o procuravam, 31 pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo”.
Filipenses 1.12 “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho;”
Você tem um desejo? Quer fazer algo bom? Cumprir um propósito? Muitas vezes Deus tem outros planos. Muitos vezes até fazer o que pretendíamos, mas de uma maneira inesperada. Onde você se via há 10 anos atrás? Onde você achou que estaria hoje, ou em que condição? Não foi do jeito que você imaginava, mas honre a Deus hoje, aí onde você está, mesmo que você esteja em alguma prisão. Honre ao Senhor. A vontade dele é imprevisível, mas podemos estar preparados. Como?...
Romanos 15.30–33 “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor, para que eu me veja livre dos rebeldes que vivem na Judeia, e que este meu serviço em Jerusalém seja bem aceito pelos santos; a fim de que, ao visitar-vos, pela vontade de Deus, chegue à vossa presença com alegria e possa recrear-me convosco. E o Deus da paz seja com todos vós. Amém!”
Luteis juntamente comigo nas orações.
A oração é o grande instrumento de Deus pra que estejamos conformados à sua vontade oculta. A gente não sabe o que vai acontecer, mas podemos orar. E pela oração não só pedimos que Deus nos ajude quanto ao futuro, mas pela oração, ainda que aquele pedido específico não seja atendido daquele jeito que nós pedimos, ainda a oração traz conforto e conformidade ao nosso coração, não importa o que aconteça. Não importa o que aconteça, eu orei! Mas tem um detalhe: devemos lutar em oração. Paulo diz: lutem comigo em oração.
Pra Jacó a oração foi uma luta corporal com Deus (Gn32:24-30). Pra Ana oração foi o derramar do seu coração. Pra Isaías a oração era um deter a Deus (Is64:7). A oração deve ser algo intenso, insistente, perseverante, até mesmo, de certo modo, doloroso. Paulo fala de dores de parto. Paulo fala de luta. Como tem sido sua vida de oração? Tem sido uma luta? Como assim?!! Você tem orado mesmo sem vontade? Tem orado mesmo quando é duro orar? Tem orado bastante por aquele grande desejo piedoso que você tem, como a salvação dos seus filhos, ou do seu marido, ou da sua esposa? Ore, insista, persevere, jejue, ore mais de uma vez por dia. Ore mais, lute.
Para que eu me veja livre dos rebeldes… e que meu serviço seja bem aceito.
Paulo pediu por livramento, para pregar a Palavra apesar dos perigos. E também pra que os santos aceitassem as doações. Vejam como o coração do homem pode ser duro. Paulo ora pra se ver livre dos incrédulos, e ora pra que Deus quebrante o coração dos santos. Os judeus podiam não encarar bem as doações dos gentios. Orgulho! Mas o Senhor ouvir as orações de Paulo e dos irmãos que oraram, e os judeus parece que receberam bem a ajuda:
Atos dos Apóstolos 21.17–20 “Tendo nós chegado a Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria. No dia seguinte, Paulo foi conosco encontrar-se com Tiago, e todos os presbíteros se reuniram. E, tendo-os saudado, contou minuciosamente o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério. Ouvindo-o, deram eles glória a Deus e lhe disseram: Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei;”
Pela vontade de Deus.
Junto da oração, tem uma completa dependência da vontade de Deus, e uma satisfação em que a vontade dele seja feita.
Mateus 6.10 “venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;”
1Pedro 3.17 “porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal.”
Tiago 4.15 “Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.”
E o Deus da paz seja com todos vós.
Paulo ama fazer referência a paz de Deus, e a Deus como autor da nossa paz. Porque Paulo insiste em que a nossa paz finalmente foi conquistada através da obra de Cristo na cruz. Porque Paulo entendeu que o castigo que nos traz a paz estava sobre ele.
Romanos 5.1 “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;”
Romanos 16.20 “E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco.”
Filipenses 4.7 “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”

(cf. 1.7; 15.13; 1 Co 1.3; 2 Co 1.2; 13.11; Gl 1.3; Ef 1.2; Fp 1.2; 4.9; Cl 1.2; 1 Ts 1.1; 2 Ts 1.2; 3.16; 1 Tm 1.2; Tt 1.4; Fm 3).

O que Paulo ensina aqui, irmãos, é que pra que houvesse paz entre judeus e gentios, era necessário o Deus da paz. Essa é a grande verdade que esse mundo ateísta deve entender: se Deus não há paz.
Mas acima de tudo, pra que haja paz verdadeira, devemos estar em paz com Deus. Deus mesmo deve ser a nossa paz. Você está em paz? Você está em paz com Deus? Sua consciência está em paz? Paulo viu algo que deve ter mexido com ele antes da sua conversão. Um homem chamado Estevão foi apedrejado até a morte, mas enquanto ele era apedrejado, ele olhada pra o céu, ele via Jesus, e seu coração estava tomado de paz. Quero dizer a você essa noite, que não importa como este mundo esteja, banhado na morte, mesmo ao morrer, você pode olhar pra Cristo e ser tomado de plena e eterna paz. Só Deus, só o seu evangelho pode te proporcionar isso.
Efésios 2.14–17 “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto;”
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