LIVRES DO DOMÍNIO DO PECADO

A JUSTIÇA DE DEUS EM CRISTO JESUS  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão "Livres do Domínio do Pecado" aborda a luta constante dos crentes contra a tentação e o pecado, enfatizando que, ao estarem em Cristo, eles não estão mais sob o domínio do pecado, mas sim sob a graça de Deus. Através da análise de Romanos 6, o autor destaca que o batismo simboliza a morte para o pecado e a nova vida em Cristo, ressaltando que, ao se identificarem com a morte e ressurreição de Jesus, os crentes são libertados do poder do pecado. Paulo argumenta que a união com Cristo anula a escravidão do pecado e que a graça de Deus deve reinar em suas vidas, não permitindo que o pecado os domine. O sermão conclui que, como remidos, os crentes devem viver em santidade, apresentando seus corpos como instrumentos de justiça, e não de injustiça, reafirmando que, embora o pecado ainda exista, ele não tem mais controle sobre aqueles que estão em Cristo.

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LIVRES DO DOMÍNIO DO PECADO

Introdução: Frases como: "Eu sabia que não deveria fazer isso, mas a tentação foi tão forte que não consegui resistir." "É difícil lutar contra meus desejos, mesmo sabendo que estou desapontando a Deus." "Às vezes, sinto que a minha fé é testada de maneiras que eu nunca imaginei, e acabo cedendo." "Eu orei pedindo força, mas naquele momento, a fraqueza foi maior do que eu." "A luta é real; estou sempre tentando me manter firme, mas ainda falho em algumas áreas." "Em certos momentos, a pressão é tanta que parece que não há outra saída, e eu caio." "Eu queria fazer a coisa certa, mas me senti tão perdido e acabei sucumbindo ao pecado." "É um constante conflito; a minha fé me diz uma coisa, mas a minha carne grita outra."
Com certeza a tentação é grande por conta do pecado, mas, na vida daquele que está sob a graça de Deus, será que o pecado tem tanto pode assim, ao ponto de não haver como superá-lo? Será que o pecado é maior do que a graça? Como diria Paulo: “De maneira nenhuma!” Quem está em Cristo, pela fé, está sob a graça de Deus; e isso significa que o pecado não tem mais domínio sobre os que estão em Cristo.
Lição: O Pecado Não Tem Mais Domínio Sobre Os Que Estão Em Cristo.
Texto: Romanos 6.1-14.
“A morte de Cristo ‘em nosso favor’ (5.6-8) nos liberta não somente da pena do pecado, mas também de seu poder” (MOO, Douglas). É justamente isso que Paulo quer mostrar nos capítulos 6 e 7. Nos capítulos de 5 a 8, Paulo está tratando sobre a certeza da salvação dos que creem em Jesus Cristo. No capítulo 5, ele deu dois grandes motivos para termos certeza da salvação: a morte de Cristo quando éramos ímpios e a representatividade de Cristo. Agora, nos capítulos 6 e 7, Paulo trata da tensão vivida pelo crente entre a certeza da salvação, o pecado ainda presente em sua vida e a Lei.
Nos versículos de 1 a 14, Paulo apresenta uma realidade que todo crente precisa saber: o pecado não tem mais domínio sobre ele, porque está em Cristo. O fim do domínio do pecado sobre os que estão em Cristo é apresentado por Paulo em três fatos: o batismo em Cristo, a união com Cristo e a graça de Cristo.
O batismo em Cristo significa a morte do pecado (1-4).
Todos que estão em Cristo morreram para o pecado.
1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?
O pecado deve ser impensável (v. 1). A pergunta elaborada por Paulo não é o pensamento de um crente verdadeiro. Esse tipo de pensamento não se passa na cabeça de alguém que está em Cristo. Pensar em continuar no pecado é inaceitável, e Paulo enfatiza isso dizendo: “De modo nenhum!”.
A partir do momento que cremos em Cristo, morremos para o pecado. O pecado morreu em nossa vida. Para o crente, continuar no pecado é inconcebível. Não faz sentido viver no pecado.
No batismo, fomos batizados em Cristo, na Sua morte.
3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?
O crente não pode ser ignorante quanto ao significado do batismo: a morte e a ressurreição com Cristo.
A palavra “batizar” (“batizados”) significa “mergulhar, imergir”. Nós fomos mergulhados em Cristo, na Sua morte.
No batismo, fomos sepultados com Cristo.
4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.
No batismo, nós morremos junto com Cristo; Ele morreu pelo pecado e nós morremos para o pecado. Fomos sepultados com Ele para a morte do pecado. A morte de Cristo pelo pecado é a nossa morte para o pecado. O mergulho nas águas significa isso.
A nossa identificação com Cristo não é somente com a Sua morte, mas também com a Sua ressurreição. Cristo morreu, nós também morremos, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos, assim também vivamos em novidade de vida.
No batismo, estamos nos identificando com Cristo na Sua morte e também mostrando para o mundo que morremos para o pecado. O batismo não nos salva, mas simboliza nossa identificação com Cristo e, assim, nossa morte para o pecado e a nova vida em Cristo. Quem morreu para o pecado, simbolizada pelo batismo, vive em novidade de vida. Quem está em Cristo não pode ressuscitar o pecado, nem pensar na possibilidade de pecar. O verdadeiro crente morreu para o pecado a fim de viver em novidade de vida para Deus.
O pecado não tem mais domínio sobre os que estão em Cristo, porque esses morreram para o pecado, e isso é simbolizado pelo batismo. Lembre-se disso: nós que estamos em Cristo morremos para o pecado.
A união com Cristo anula o poder do pecado (6.5-11).
Fomos unidos a Cristo na semelhança da Sua morte e ressurreição.
5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,
Cristo morreu; nós também morremos. Cristo reviveu; nós também vivemos e podemos ter certeza que, no futuro, seremos transformados. A nossa união a Cristo na Sua morte nos dá a certeza da salvação futura pela união com Ele na Sua ressurreição.
Estamos unidos a Ele na crucificação para anulação do poder do pecado: “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;” (v. 6).
Ser “destruído” significa ser inativado ou anulado. Ou seja, o pecado não tem mais o poder dominador sobre o corpo do crente. Com isso, não podemos mais servir ao pecado como escravos. Ser escravo do pecado é ser dominado pelo pecado.
Paulo apresenta a realidade de quem não está sob o domínio do pecado: “porquanto quem morreu está justificado do pecado” (v. 7). “Estar justificado” quer dizer “estar libertado”. A ideia é: Quem está morrendo para o pecado está libertado do pecado. Ou seja, a pessoa não está mais sob o domínio do pecado; ela está livre.
Sendo inativado o poder do pecado pela união com a morte de Cristo e estando livres do pecado, temos confiança para viver a nova vida com Ele: “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos” (v. 8).
A verdade sobre a morte e a vida de Cristo é a realidade sobre nós por causa da nossa união com Ele: “9 sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. 10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. 11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (vv. 9-11).
Se há uma coisa que todo crente precisa entender é que ele está morto para o pecado e vivo para Deus. Viver em santidade e em obediência a Deus é a realidade de quem morreu e vive em união com Cristo.
O pecado não tem mais domínio sobre os que estão em Cristo, porque a união com Cristo, na semelhança da Sua morte, foi para anular o poder do pecado no nosso corpo.
A graça de Cristo destrói o reino do pecado (12-14).
O pecado não deve mais reinar em nosso corpo.
12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;
Diante de tudo que foi apresentado por Paulo, a conclusão é uma só: Não reine o pecado em vosso corpo mortal. Quem se identifica com a morte de Cristo e está unido com Ele na semelhança da Sua morte não deve deixar o pecado reinar em sua vida. Como fazer isso? Não obedecendo às paixões (desejos) do pecado.
Além disso, o crente não deve fazer do seu corpo um meio para o pecado fazer injustiça: “13a nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade;” A ideia é: “nem façais dos vossos membros instrumentos de injustiça para o pecado”. Não torne o seu corpo uma ferramenta do pecado. Deixar o pecado fazer injustiça com o nosso corpo é deixá-lo reinar em nossa vida. Não deixe o pecado reinar onde ele não é mais rei.
Ao contrário, apresentemos (façamos) o nosso corpo um instrumento (arma) para fazer justiça a Deus: “13b mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.” A injustiça é fruto do pecado, e a justiça é fruto de alguém que fez do seu corpo um instrumento de santidade para Deus. A injustiça não tem espaço na vida de quem vive em novidade de vida.
O pecado não reina mais devido à graça.
14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.”
O fato de que o pecado “não terá domínio sobre vós” não significa que ele perderá o seu domínio somente no futuro, na glorificação, mas que, durante a vida cristã, ele (o pecado) não tem mais domínio sobre os crentes.
A explicação está na segunda parte do versículo: “pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” Paulo deixou bem claro, em Rm 5.20, que a Lei faz aumentar o pecado. O que Paulo quer dizer é que não estamos mais debaixo da Lei, que faz aumentar o pecado, ou seja, que faz o pecado reinar, mas estamos debaixo da graça que foi muito mais abundante sobre muitos pecados. Em Rm 5.21, Paulo disse: “a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.” Ou seja, hoje estamos debaixo da graça que reina em nossas vidas para a vida eterna.
A graça reina na vida do crente, uma graça que lhe deu a vida eterna. O pecado não tem mais domínio sobre a vida do crente, porque o crente está sob o reinado da graça. O que reina na vida do crente é a graça, e não o pecado.
Contextualização:
A igreja de hoje vive um liberalismo desenfreado. Muitos crentes mostram, claramente, que ainda estão sob o domínio do pecado. Como sabemos disso? Porque não estão morrendo para o pecado, ainda estão servindo ao pecado como escravos e ainda estão usando os seus membros como instrumentos de injustiça ao pecado. Para esses, pecar é normal, é bom, é belo, é correto, é maravilhoso, é engraçado, é prazeroso, é gostoso, o que deveria ser o contrário: estranho, vergonhoso, desprezível, vil, abominável, lamentável, triste, mau, perverso, ruim. Os crentes de hoje, na sua grande maioria, perderam a sensibilidade do pecado. Sabe por que isso? Porque ainda estão sob o domínio do pecado. Que triste!
Lições:
O crente morreu para o pecado.
O crente não é escravo do pecado.
O crente não é reinado pelo pecado.
O que Paulo quer dizer com seu ensino não é que o pecado foi eliminado de vez de nossas vidas - não; o que ele quer dizer é que temos a capacidade de dizer ao pecado, porque morremos para o pecado e estamos livres do reinado do pecado sobre nossas vidas.
Conclusão: Em 2Co 5.14-15, Paulo diz: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” Nós morremos para o pecado, não somos mais escravos do pecado e não somos mais reinados pelo pecado. O pecado não tem mais domínio sobre nós. Viver no pecado é estar sob o domínio do pecado. Quem domina sua vida, o pecado ou a graça? Embora o pecado ainda exista, como diz a música (Ele nos libertou): “o pecado já não nos governa.”
Tradução literal: 1 O que, pois, diremos? Que permaneçamos no pecado para que a graça aumente? 2 Não se aconteceu! Nós que morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? 3 Ou ignorais que, o que quer que fomos batizados em Cristo Jesus, na morte dele fomos batizados? 4 Pois, fomos enterrados com ele por meio do batismo na morte, para que assim como Cristo foi lentado dos mortos por causa da glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida. 5 Porque se nascidos se tornamos a semelhança da morte dele, mas também seremos da ressurreição; 6 isso estamos conhecendo porque o nosso antigo homem foi crucificado, para que o corpo seja eliminado do pecado, dele não mais ser escravo nós do pecado; 7 porque o que está morrendo é justificado do pecado. 8 E, se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele, 9 estamos sabendo que Cristo foi ressuscitado dos mortos não mais morre, a morte dele não mais domina. 10 Pois o que morreu, o pecado, morreu de uma só vez; mas o que vive, vive a Deus. 11 Assim também vós sede considerado a si mesmos mortos certamente o pecado estão vivendo e a Deus em Cristo Jesus. 12 Portanto, não reine o pecado, em vosso corpo mortal, para obedecer aos seus desejos, 13 e não apresentai os vossos membros como instrumentos de injustiça para o pecado, mas apresentai a si mesmos a Deus como mortos que estão vivendo, e os vossos membros como instrumentos da justiça a Deus. 14 Porque o, vosso, pecado não reinará; pois não estais sob a lei, as sob a graça.
Minha tradução interpretativa: 1 Que diremos, pois? Que continuemos no pecado para que a graça aumente mais e mais? 2 De maneira nenhuma! Como viveremos ainda no pecado, nós, os que para ele morremos? 3 Ou não entendeis que, todos quanto fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? 4 Assim pois, fomos sepultados para a morte com ele, por meio do batismo, a fim de que como Cristo foi ressuscitado dos mortos pelo poder glorioso de Deus, assim também nós vivamos em novidade de vida. 5 Porque, se nos tornamos unidos na semelhança da sua morte, com toda certeza também seremos na ressurreição, 6 isto significa que, o nosso velho homem que conhecemos, foi crucificado junto com ele, para que o corpo seja inativado [do poder] do pecado, para o nosso corpo não ser mais escravo do pecado, 7 porque o que está morrendo [para o pecado] está liberto do pecado. 8 E, se morremos com Cristo, temos confiança que também, com ele, viveremos; 9 sabendo que Cristo, que foi ressuscitado dos mortos, não morre mais, a morte não tem domínio mais sobre ele; 10 pois aquele que morreu, morreu de uma vez por todas para o pecado; e aquele que vive, vive para Deus. 11 Assim também vós tende, em si mesmos, posto em mente que estais, por um lado, mortos para o pecado, e por outro lado, vivos para Deus em Cristo Jesus. 12 Portanto, não reine o pecado, em vosso corpo mortal, para que obedeçais ao seus desejos, 13 nem fazei dos seus membros instrumentos de injustiça para o pecado, mas, de fato, apresentai vós mesmos os vossos membros como instrumentos da justiça a Deus, como que vindo de mortos que estão vivendo para Deus. 14 Porque, o vosso pecado não reinará, pois não estais sob a Lei, mas sob a graça.
O batismo em Cristo é a morte do pecado: 1 Que diremos, pois? Que continuemos no pecado para que a graça aumente mais e mais? 2 De maneira nenhuma! Como viveremos ainda no pecado, nós, os que para ele morremos? 3 Ou não entendeis que, todos quanto fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? 4 Assim pois, fomos sepultados para a morte com ele, por meio do batismo, a fim de que como Cristo foi ressuscitado dos mortos pelo poder glorioso de Deus, assim também nós vivamos em novidade de vida.
A união com Cristo desativa o poder do pecado: 5 Porque, se nos tornamos unidos na semelhança da sua morte, com toda certeza também seremos na ressurreição, 6 isto significa que, o nosso velho homem que conhecemos, foi crucificado junto com ele, para que o corpo seja inativado [do poder] do pecado, 7 porque o que está morrendo [para o pecado] está liberto do pecado. 8 E, se morremos com Cristo, temos confiança que também, com ele, viveremos; 9 sabendo que Cristo, que foi ressuscitado dos mortos, não morre mais, a morte não tem domínio mais sobre ele; 10 pois aquele que morreu, morreu de uma vez por todas para o pecado; e aquele que vive, vive para Deus. 11 Assim também vós tende, em si mesmos, posto em mente que estais, por um lado, mortos para o pecado, e por outro lado, vivos para Deus em Cristo Jesus.
A graça de Cristo destrói o domínio do pecado: 12 Portanto, não reine o pecado, em vosso corpo mortal, para que obedeçais ao seus desejos, 13 nem fazei dos seus membros instrumentos de injustiça para o pecado, mas, de fato, apresentai vós mesmos os vossos membros como instrumentos da justiça a Deus, como que vindo de mortos que estão vivendo para Deus. 14 Porque, o vosso pecado não reinará, pois não estais sob o domínio da lei [do pecado], mas sob o domínio da graça.
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