CARTA AOS EFÉSIOS 2:14-22

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3 ASPETOS DA OBRA DE CRISTO NA FORMAÇÃO DA IGREJA

Efésios 2.14–22 ARA
Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.

INTRODUÇÃO

Resumo do sermão anterior
No sermão anterior vimos como Paulo fala que os gentios estavam alienados da comunidade de Israel e como isso os colocava numa situação mais crítca, pois estavão longe das promessas e alianças de Deus. Mas apesar de os gentios estarem numa condição de sem esperança, eles não foram esquecidos por Deus e por isso o plano da salvação inclui tanto gentios como judeus. Através da morte de Cristo, nós os gentios que estávamos longe fomos aproximados.
A construção de pensamento no capítulo 2 é semelhante. Versículo 1-3 a nossa anterior condição de mortos e depois no verso 4 a grande mudança. O mesmo nos versos 11 e 12 em que estavamos alienados, distantes e apartir do 13 como fomos aproximados.
É importante destacarmos novamente o versículo 13 que serve de ponte para os versículos a seguir. A união só é possível estando em Cristo, não por nenhuma força ou violência.
Hoje vamos meditar nos versiculos a seguir onde Paulo detalha melhor o que aconteceu para que os gentios pudessem fazer parte deste novo corpo formado por Deus.
Verdade Principal
A mensagem do evangelho não é uma mensagem exclusiva para um povo, ela não faz acepção de pessoas. Cristo morreu para que todas as nações pudessem alcançar salvação.Foi pago um alto preço para que pudessemos ter acesso a Deus e fazer parte do seu povo.

I- CRIAÇÃO DE UM NOVO HOMEM

a) Destruição da inimizade entre judeus e gentios

v. 14: “Porque”- Paulo explica como essa união foi alcançada. Ele introduz essa união conseguida através do sangue de Cristo e ele explica agora como ela acontece.
Para que um novo homem fosse criado era necessário que dois tipos de inimizade fossem destruídas.
A primeira é a inimizade que havia entre os judeus e gentios.
“a parede de separação que estava no meio”- Esta parede ou muro que Paulo está a falar é num sentido figurado, não no sentido literal, que ele identifica como a inimizade. Havia inimizade entre judeus e gentios e isso era visível.
Muro no templo: O templo que foi melhorado por Herodes tinha 3 pátios.
"Esses três pátios - para os sacerdotes, os homens leigos e as mulheres leigas de Israel, respectivamente - estavam todos na mesma elevação do próprio templo. Desse nível, descia-se cinco degraus até uma plataforma murada e, do outro lado da parede, mais quatorze degraus até outra parede, além da qual ficava o pátio externo ou Pátio dos Gentios. Esse era um pátio espaçoso que circundava o templo e seus pátios internos. De qualquer parte dele, os gentios podiam olhar para cima e ver o templo, mas não tinham permissão para se aproximar dele. Eles eram isolados pelo muro ao redor, que era uma barricada de pedra de um metro e meio, na qual eram exibidos, em intervalos, avisos de advertência em grego e latim.": "Nenhum estrangeiro pode entrar na barreira e no recinto ao redor do templo. Qualquer pessoa que for pega fazendo isso será culpada por sua morte".
A lei de Moisés- A lei era vista por muitos rabinos como uma cerca de proteção e separação dos gentios e suas práticas pagãs. Os regulamentos da Lei de Moisés continham ordenanaças que os separavam dos gentios: não podiam comer qualquer coisa, os filhos tinham de ser circuncidados, guardavam determinados dias...
Isso causava inimizade.
Por isso para que a criação do novo Homem acontecesse, era necessário que este muro de inimizade fosse destruído.
Como Cristo fez isso?
A resposta está nos versículos 15 e 16: Aboliu a lei dos mandamentos a fim de criar uma única humanidade nova e reconciliar ambas as partes dela com Deus.
“aboliu”- tornou inoperante, inválida.
Não foi destruída, mas para o cristão tornou-se inoperante foi anulada.
A lei tornou-se inoperante para os que estão em Cristo Jesus. Em outros textos Paulo fala que não estamos mais debaixo da lei.
Os judeus usaram a lei de forma incorreta. A lei tinha o propósito de proteger os judeus das práticas pagãs, eles deviam guardá-la e ser de testemunho para as nações. Mas em vez de ser usada como testemunho, foi usada para menosprezar os gentios. Não era a lei que era hostil, mas o uso incorreto dela.
Que lei é esta a que Paulo se refere? Paulo está falando da totalidade da Lei de Moisés. Cristo cumpriu na íntegra toda a Lei. O que nem judeus nem gentios podiam cumprir Cristo cumpriu, ao cumprir de forma completa a Lei, Ele a tornou inválida. Em Romanos, Paulo vai dizer que o fim da lei é Cristo.
Romanos 10.4 ARA
Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.
Quando Cristo morreu e ressuscitou Ele cumpriu todas as exigências da lei e por isso agora aqueles que já morreram com Cristo e ressuscitaram com Ele vivem não mais debaixo da Lei de Moisés, mas da Lei de Cristo.
Cristo destruiu aquilo que provocava inimizade entre judeus e gentios ao tornar inoperante a raíz dessa causa - a Lei dos mandamentos em decretos
b) Destruição da inimizade da humanidade com Deus
Além desta reconciliação entre judeus e gentios, também ambos foram reconciliados com Deus. Nem judeus e gentios tinham acesso livre a Deus.
Haviam também uma parede que separava o Homem de Deus e isto tanto para judeus como para gentios. Essa sepração era vísivel no acesso ao lugar Santíssimo, havia um véu que separava a presença de Deus do Homem.
Da mesma forma a lei separava o Homem de Deus pois este estava debaixo da sua condenação. O que a desobediência à lei no jardim teve como consequência? A expulsão da presença de Deus.
Mas Cristo sofreu a penalidade da lei, a condenação e por isso somos justificados, tanto judeus como gentios, através de Jesus temos paz com Deus.
Então um novo homem foi criado através da obra de Cristo, não no sentido em que gentios se tornam judeus, proselitismo, nem que judeus se tornam gentios, mas ambos se tornam uma nova humanidade.
Foi preciso destruir as inimizades, e Cristo as destruiu através da cruz, foi criado um novo Homem - a igreja
É por isso que Ele e só Ele é a nossa paz. Temos paz com Deus e paz uns com os outros.

II- CONCESSÃO DE CIDADANIA CELESTIAL

a) Pregação das boas-novas

Mas Ele não é só a paz, mas ele pregou a paz através do Espírito Santo pela boca dos apóstolos.
Não apenas a obra da cruz era necessária, mas também o anunciar dessas boas novas. Como ouvirão se não há quem lhes pregue? Perguntava Paulo. Para além do plano da salvação, Deus planeou o anunciar da salvação pois ela é para todos.
A pregação da paz é um resultado da cruz.
Por isso logo após a ressurreição de Cristo, os discípulos são comissionados.
Quem tinha necessidade de ouvir falar desta paz? Tanto gentios como judeus precisaram de ouvir a mensagem da paz e aceitá-la para se tornarem parte do novo homem.
As boas novas da salvação eram tanto para os que estavam longe como para os que estavam perto.
Que boas novas eram essas?
Por causa de Cristo, ambos agora temos acesso ao Pai, através do Espírito. A trindade está envolvida na obra da reconciliação.

b) Mudança de cidadania

Ao aceitar a pregação das boa novas o resultado é que deixamos de ser forasteiros e estrangeiros.
Por outras palavras não somos estrangeiros como turistas num país ou como estrangeiros com visto de residência, mas tornamos cidadãos de pleno direito e não apenas cidadão, mas concidadãos ou seja, tanto judeus como gentios em Cristo têm a mesma cidadania espiritual. Não existe mais diferença entre uns e outros.
Isso significa que os judeus não são um tipo de cidadãos dos céus diferente dos gentios, mas ambos partilham a mesmo tipo de cidadania espiritual.
Ambos somos concidadãos com os santos, ou seja, todos os que tinham morrido com fé em Deus e suas promessas.
E mais ainda que simples cidadania, fomos tornados membros da família de Deus. Fomos adotados e feitos filhos de Deus.

III- CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO DE DEUS

a) Ajustado e firmado sobre a pedra principal

Paulo agora fala da igreja como um edifício de Deus que está sendo construído.
Quem edifica este edifício é Deus.
Os alicerces ou fundamentos foram lançados pelos profetas e apóstolos. A mensagem tanto de uns como de outros era o anúncio do messias. Os profetas anunciavam a vinda do messias, os apóstolos anunciavam o messias que já tinha vindo.
Somos edificados sobre esse fundamento dos apóstolos e profetas e Cristo é a pedra principal, a pedra angular.
Jesus é a pedra angular , pedra principal, a primeira pedra lançada em uma construção. Era colocada com bastante atenção. Era a pedra principal do alicerce que ficava no canto da estrutura. Era a pedra que servia de medida para a cosntrução das outras pedras.
v.21 - Hoje na construção as pedras são unidas mais facilmente pela argamassa, mas na época o processo de construir era mais complexo, as pedras precisavam de estar bem ajustadas para que encaixassem umas nas outras. Eram por isso desbastadas.
Antes aqueles que viviam em inimizade agora fazem parte deste edifício vivo de Deus e são ajustados para que estejam unidos em harmonia.

b)Vivo que cresce

Este edifício não é um edifício parado, mas que está em movimento, em crescimento. É um organismo vivo.
E o crescimento acontece pela junção, encaixe das pedras, não existe crescimento seprado. Deus está operando um trabalho minucioso de encaixe dos crentes neste edifício.
O alvo do crescimento é para que se torne o “santurário” - o lugar onde Deus habita.
Para os judeus, Deus habitava no templo, para os gentios efésios o templo de Artémis era onde habitava a deusa, mas agora eles precisam considerar Deus e sua habitação de uma forma completamente diferente. Eles estavam sendo edificados, crescendo para tornar-se templo santo de Deus.
O Espírito é a forma pela qual Deus habita este templo- a sua igreja.

CONCLUSÃO

Concluindo e trazendo uma aplicação para nós, um alto preço foi pago para que a inimizade que causava separação entre judeus e gentios, o homem e Deus, fosse destruída.
A mensagem do evangelho é uma mensagem de reconciliação que derruba todas as paredes de inimizade.
Os homens continuam criando muros de inimizade, mas em Cristo essas paredes são destruídas.
Não podemos estar em Cristo com paredes de inimizades.
Somos cidadãos do céu e filhos de Deus juntamente com os santos que já partiram antes de nós.
Fazemos parte do edifício de Deus que está se desenvolvendo, e que Deus está trabalhando para que cresça.
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