O Messias e o seu reino

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Isaías 11.1–10 ARA
1 Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. 2 Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. 3 Deleitar-se-á no temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos; 4 mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso. 5 A justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade, o cinto dos seus rins. 6 O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. 7 A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. 8 A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. 9 Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. 10 Naquele dia, recorrerão as nações à raiz de Jessé que está posta por estandarte dos povos; a glória lhe será a morada.
Qual a solução para este país? Talvez você tenha se feito essa pergunta enquanto acompanha as notícias. O dólar subindo para R$ 6,30, os juros nas alturas, preços cada vez mais altos no mercado. A violência parece fora de controle, e as fraudes e golpes se multiplicam. Enquanto isso, os poderosos continuam se protegendo, mantendo seus privilégios às custas do povo. Diante disso, muitos de nós nos perguntamos: qual é a solução para tudo isso?
Talvez pensemos que a solução esteja em elegermos melhores governantes. Mas, mesmo que isso ajude em parte, há coisas que nem o melhor dos governantes pode resolver. A história de Israel nos ensina isso. Eles tiveram bons reis: Ezequias trouxe reformas, Uzias governou bem por um tempo, e Josias liderou uma purificação espiritual na nação. Mas nenhum deles conseguiu resolver o problema de fundo. Israel continuou no caminho da destruição.
E Isaías afirma exatamente isso: o castigo viria. Deus usaria a Assíria e a Babilônia como instrumentos de juízo contra Israel, e esses mesmos impérios também seriam punidos por suas maldades. A mensagem era clara: o pecado traria consequências inevitáveis, e nada impediria o juízo de Deus.
Mas Isaías também traz uma mensagem de esperança. Ele anuncia a chegada de um rei diferente. Um rei que não é como Ezequias, Josias ou Uzias. Este rei é verdadeiramente justo, capaz de promover uma restauração completa e permanente. Ele não é apenas um homem bom; Ele é o Deus-Homem, capacitado pelo Espírito Santo. Sua paz não será temporária ou superficial, mas eterna e completa. Ele é a solução para os problemas mais profundos da humanidade.
Meus irmãos, o Natal não é apenas sobre o nascimento de um bebê. Não é apenas sobre uma criança, um profeta ou um revolucionário. É sobre o Messias prometido, que veio para cumprir as promessas feitas a Israel e assumir o governo de toda a Criação. Neste Natal, somos chamados a refletir sobre o Rei que veio. E hoje veremos três características desse Rei prometido que fazem dele a verdadeira esperança para nós.

O Messias é um rei melhor (v. 1-2)

A primeira característica do Messias anunciado por Isaías é que Ele é um Rei melhor. A profecia de Isaías fala de um Rei que se destaca de todos os outros que já governaram Israel. Ele é único por sua origem e por sua capacitação divina.

O renovo de Jessé

Isaías afirma que o Messias virá do "tronco de Jessé". Jessé, como sabemos, era o pai de Davi. Essa referência remete diretamente à promessa de Deus em 2 Samuel 7, de que um descendente de Davi reinaria para sempre. Por isso, Jesus é muitas vezes chamado de “Filho de Davi”.
Contudo, é significativo que Isaías diga "tronco de Jessé" e não "tronco de Davi". Por quê? Porque isso aponta para a origem humilde de Jessé, que foi um simples agricultor, e do próprio Davi, que antes de ser rei era apenas um pastor de ovelhas. A linhagem de Davi, ao longo do tempo, tornou-se marcada pelo orgulho e pela corrupção, com muitos reis que “fizeram o que era mau aos olhos do Senhor”.
Por isso, Deus a cortou, como se corta uma árvore. Mas Isaías anuncia que desse tronco aparentemente morto surgirá um renovo — um novo Davi. Esse Messias será diferente: Ele trará restauração, começando não pela grandeza exterior, mas pela humildade.
Essa imagem do tronco cortado também ecoa o juízo de Deus sobre a Assíria (Is 10.33-34), uma nação arrogante que seria reduzida a uma floresta derrubada.
Isaías 10.33–34 ARA
33 Mas eis que o Senhor, o Senhor dos Exércitos, cortará os ramos com violência, as árvores de alto porte serão derribadas, e as altivas serão abatidas. 34 Cortará com o ferro as brenhas da floresta, e o Líbano cairá pela mão de um poderoso.
Mas, enquanto para a Assíria não há esperança, o tronco de Jessé dá origem a uma nova vida.
Jesus cumpre essa promessa perfeitamente. Ele nasceu em circunstâncias humildes: não em um palácio, mas em uma manjedoura, durante uma viagem apressada. Ele cresceu como filho de um carpinteiro, não como um príncipe. E ainda assim, Ele é o Rei prometido, manso e humilde de coração, que veio para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

Capacitado pelo Espírito

Mas o que torna esse Rei tão superior aos outros? Isaías revela que o Messias é plenamente capacitado pelo Espírito de Deus.
No Antigo Testamento, reis como Saul e Davi foram ungidos pelo Espírito para liderar Israel (1Sm 10.10; 16.13). No entanto, muitos outros reis, mesmo recebendo essa capacitação inicial, falharam gravemente. Eles se afastaram de Deus, praticaram idolatria e abusaram do poder.
O Messias, porém, é completamente diferente. Isaías descreve que sobre Ele repousa o Espírito do Senhor em plenitude:
Espírito de sabedoria e entendimento: Ele toma decisões perfeitas e age com integridade.
Espírito de conselho e fortaleza: Ele é guiado por Deus e capacitado para enfrentar qualquer desafio.
Espírito de conhecimento e temor do Senhor: Ele conhece o Pai perfeitamente e vive para agradá-Lo.
Essa capacitação se manifesta de maneira única em Jesus. No início de seu ministério, o Espírito desceu sobre Ele visivelmente no batismo (Mt 3.16-17). Pelo poder do Espírito, Ele realizou milagres, proclamou o evangelho e enfrentou a tentação no deserto (Lc 4.1-13).
Jesus declarou em Lucas 4.18, ao aplicar Isaías 61.1 a Si mesmo:
Lucas 4.18 ARA
18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
Essa capacitação não é apenas funcional, mas também essencial, porque Jesus tem uma comunhão única com o Espírito, sendo uma só substância com Ele. Assim, Ele não é apenas um líder humano guiado por Deus, mas o próprio Filho de Deus, enviado e equipado para salvar o seu povo.

Um rei incomparável

Em suma, o Messias é um Rei incomparável. Ele é melhor do que os reis passados de Israel, que falharam em obedecer a Deus. Ele é melhor do que qualquer líder humano que prometa soluções temporárias para problemas profundos.
O Messias resolve o maior problema da humanidade, que é o pecado. Ele veio para livrar seu povo da culpa e restaurar a comunhão com Deus. Por meio de sua retidão perfeita e de sua morte na cruz, Jesus cumpriu toda a justiça, reconciliando pecadores com Deus.
Nenhum governante, médico, psicólogo ou influenciador pode alcançar isso. Talvez você já tenha tentado resolver o seu problema sozinho. Talvez você tenha confiado em alguém que falhou miseravelmente. Somente alguém enviado por Deus e capacitado pelo Espírito poderia resolver a raiz do problema humano. E esse alguém é Jesus.

O Messias é um rei justo (v. 3-5)

A segunda característica do Messias que a profecia de Isaías nos mostra é que ele é justo. O seu governo é correto. Ele age com justiça e fidelidade, não porque é coagido a agir assim, mas porque ele é essencialmente justo e fiel.

Se alegra em agradar a Deus

Isaías diz que esse Messias “se deleitará no temor do Senhor”. Em outras palavras, ele aspira com deleite tudo aquilo que agrada a Deus. O seu prazer é fazer aquilo que exalta a Deus. Não a toa, Jesus disse:
João 4.34 ARA
34 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.

Julga retamente

Ele se agrada aquilo que é correto, justo e bom. E por isso, ele age com justiça. O seu julgamento é baseado em conhecimento pleno.
Na monarquia de Judá, um dos papeis do rei era julgar. O julgamento justo, especialmente em relação aos pobres, era um dos maiores deveres de um rei. As leis de restituição e retribuição estabeleciam que aqueles que praticavam o mal precisavam ser corrigidos. Contudo, um dos pecados mais condenados pelos profetas é o mau julgamento. Os profetas muitas vezes condenam os reis e juízes de prejudicarem o pobre e de usar dois pesos e duas medidas.
O julgamento do Messias é diferente. Ele é infalível.. Ele não julgará "pela vista dos seus olhos", nem tomará decisões com base em rumores ou aparências (v. 3b).
Imagine um tribunal onde o juiz conhece não apenas os fatos, mas também os corações das pessoas envolvidas. Ele nunca é enganado por aparências ou mentiras. Esse é o Rei que Isaías descreve. Jesus não apenas vê o que está na superfície; Ele conhece cada detalhe, cada intenção, e julga com perfeita equidade.
O seu julgamento não leva em conta a condição financeira. Muitos reis privilegiavam os ricos, para obter benefícios. Mas o Cristo julgará com justiça os pobres. Ele julga com equidade, isto é, aplicando o mesmo princípio a todos. E ele dá especial atenção aos humildes, àqueles que sofrem com a maldade dos opressores. O Messias, portanto, vem para restaurar a verdadeira justiça.

Pune os pecadores

Então o Messias vem para reparar as injustiças. Ele vem corrigir os pecadores. Mas ele também vem para punir. Ele julgará e executará a sentença contra a terra e contra os pecadores. Isaías diz que ele “ferirá a terra com a vara de sua boca e matará o perverso com o sopro de seus lábios” (v. 4). Isto significa que ele castigará os pecadores impenitentes. Paulo cita esta passagem quando fala da derrota do anticristo:
2Tessalonicenses 2.8 ARA
8 então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.
O fato de Cristo ser o justo significa que pecadores sem arrependimento estão em apuros. Jesus é o Salvador, sim, mas também é o juiz e o executor. Às vezes as pessoas costumam pensar no diabo como quem castiga pecadores. Contudo, a Bíblia sempre fala de Jesus como aquele que vence e que põe inimigos debaixo de seus pés. No inferno, não é Satanás quem estará executando a sentença. É Jesus. Isso é bem diferente da maneira como Jesus costuma ser retratado no natal, não?

Justo e fiel

Como esse Messias poderá exercer justiça tão limpa e perfeita? É porque ele é justo. Simples assim. Ele não exerce justiça apenas porque é obrigado a fazê-lo. Ele é justo em si mesmo. Há muitos políticos e juízes que, certamente, se não forem vigiados, estão prontos a fazer o mal, mas morrem de medo da corregedoria! Mas Jesus não precisa temer nenhuma vigilância. Retidão e fidelidade fazem parte do seu caráter. Fazem parte de sua vestimenta (v. 5). Ele sempre faz o que é certo e preza pelo que é verdadeiro. Em outras palavras, ele é integro, como nenhum outro ser humano.
Meus irmãos, saber que o mundo há de ser julgado por alguém assim é uma boa notícia para nós. Por vezes vemos a injustiça e corrupção em nosso mundo e nem acreditamos que é possível obter alguma vindicação. Quantas vezes você resolveu nem ir pra justiça por saber que aquilo pode demorar séculos e não dar em nada? Contudo, podemos confiar que Cristo, nosso Rei, julgará com perfeita justiça. Ele não será enganado. Ele trará justiça aos pobres e oprimidos. Ele punirá o mal.

Boa ou má notícia?

Ok, mas o que isso significa para você? O que você sente ao saber que nada, nada mesmo, pode ser escondido daquele que tem o perfeito conhecimento? Até mesmo aquele pecado que você desejou cometer, cobiçou mas não efetuou, ele sabe. Ou os seus pensamentos e segredos mais sujos, ou aquilo que você fez escondido, Jesus sabe. Talvez você consiga esconder de outros. Talvez você consiga até mentir para si mesmo. Mas Jesus a tudo vê. E ele julgará.
O salmista, após clamar a Deus por socorro, percebe a terrível situação em que ele se encontraria diante desse juiz, quando diz:
Salmo 130.3 ARA
3 Se observares, Senhor, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá?
O fato de Jesus ser um juiz perfeito é uma má notícia para aqueles que permanecem em rebelião. Se ele observa tudo, quem pode escapar?
Graças a Deus que Cristo não apenas julgará, mas provê ele mesmo um livramento para o pecador. É justamente por ser justo e fiel que ele pode fazer o que não conseguimos sozinhos. É porque ele se deleita no temor do Senhor que ele cumpriu toda a vontade do Pai, cumprindo toda a justiça em nosso lugar. De modo que aquele que está em Cristo não precisa temer o seu juízo. Mesmo que o juízo de Cristo revele nossos pecados ocultos, aqueles que estão nele encontram um refúgio seguro.
O fato de Jesus ser juiz perfeito pode causar temor ou trazer consolo, dependendo de onde você está em relação a Ele. Se você permanece em rebelião, essa é uma notícia aterradora. Mas se você está em Cristo, essa é uma boa notícia, porque Ele já carregou o peso do seu julgamento. Ele é justo, e sua justiça é imputada a você. E então você se deleitará com a certeza de que, quando Ele voltar, todas as injustiças serão corrigidas e a vitória será completa.

O Messias é o rei de uma nova criação (v. 6-10)

Nós vimos que Jesus é um rei melhor. Vimos também que ele é um rei justo. Mas onde está o seu reino? A terceira característica que aqui vemos a respeito desse rei é que ele é rei de uma nova criação.

Harmonia na criação

Nos versículos 6 a 9, Isaías descreve o resultado do governo desse rei. O resultado é a restauração da criação. Ele descreve um cenário de harmonia entre os animais. O leopardo se deita com o cabrito, o bezerro e leãozinho andam juntos, e serão todos guiados por uma criança (v. 6). A vaca e a ursa pastarão juntas e seus filhotes se deitam juntos (v. 7). Isso tudo aponta para a reversão dos efeitos do pecado sobre a criação.
Antes da Queda, havia total harmonia entre o homem e a criação. O homem recebeu de Deus o mandato cultural. Ele deveria dominar a criação. Mas um dos resultados do pecado foi uma relação de conflito entre o homem e a natureza. O mundo passou a ser um lugar perigoso de se viver. O homem só consegue viver neste mundo porque é Deus quem o protege, como fica claro na aliança de preservação que Deus faz com Noé (Gn 9.2). Mas aqui, como resultado do governo do Messias, os animais não serão mais uma ameaça aos humanos.Eles serão controlados e pacificados. A criação será restaurada ao seu estado original de harmonia original.

Segurança para o povo de Deus

Essa reversão se torna ainda mais clara no v. 8. O bebê brincará sobre a toca da áspide, isto é, da serpente. E a criança desmamada meterá a mão na cova do basilisco, isto é, da grande serpente. Isso é uma clara alusão à antiga inimizade entre a descendência da mulher e a descendência da serpente (Gn 3.15). No Messias, essa inimizade será completamente superada. A criança não será mais prejudicada pela serpente, mas terá domínio sobre ela. Isso aponta para a vitória de Cristo sobre o pecado e Satanás.
Isso significa que o povo de Deus estará, enfim, seguro. O versículo 9 diz que "não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte". Santo Monte refere-se ao Monte Sião, onde fica Jerusalém. Representa aqui o lugar onde Deus habita e onde o povo de Deus está. Tipologicamente, aponta para a realidade da igreja como o povo de Deus, a nova Jerusalém. O que está sendo retratado aqui então é que o povo de Deus estará em segurança. No reino do Messias, o povo de Deus estará seguro, sem mais medo da violência, da opressão ou do mal. Ninguém poderá ameaçar o povo que Ele protege.
Por que o povoe estará seguro? Porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. Lembre-se do mandato cultural, da ordem que Deus deu a Adão (Gn 1.28). A humanidade, criada à imagem de Deus, deveria crescer e multiplicar e espalhar-se sobre a terra. O propósito de Deus era encher a terra de sua glória e sabedoria, por meio dos seres criados à sua imagem.
Agora, por meio do novo Adão, isso será cumprido. O Messias trará plena realização a esse mandato. De que maneira? Por meio do evangelho, sendo levado a toda a terra, por meio da Grande Comissão. Jesus tem autoridade sobre toda a terra, e por isso ordena a seus discípulos que vão e façam discípulos de todas as nações (Mt 28.19-20). O evangelho se espalhará por toda a terra, trazendo salvação a todos os povos.
Essa visão encontra eco em Isaías 65:17, onde Deus promete criar "novos céus e nova terra" – um mundo restaurado onde as antigas calamidades não serão mais lembradas. A descrição de harmonia universal em Isaías 11 aponta para esse mesmo destino: um novo mundo onde não há mais violência, sofrimento ou destruição. Apocalipse 21 retoma essa visão, mostrando que, no reino consumado, Deus habitará com o Seu povo e eliminará toda dor e morte. O governo do Messias inaugura essa nova criação, que será plenamente revelada na consumação.

Salvação universal

Essa salvação tem um caráter cósmico e universal. O Messias não vem apenas para restaurar a criação em um nível local ou nacional. No versículo 10, Isaías diz que o Messias será o "estandarte dos povos". O estandarte era uma bandeira erguida para guiar e atrair soldados a um ponto central em tempos de guerra. Aqui, Isaías usa essa imagem para retratar o Messias como o centro de união para todas as nações. Ele é aquele que será levantado para atrair não apenas Israel, mas todos os povos.
Essa profecia se conecta diretamente às palavras de Jesus em João 12:32:
João 12.32 ARA
32 E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo.
A cruz é o estandarte definitivo, o ponto central da história. Por meio de sua morte e ressurreição, Ele quebra as barreiras do pecado e da separação, trazendo salvação a todos os povos.
O estandarte não é apenas um símbolo de convocação, mas de vitória. Assim como um general erguia sua bandeira após uma batalha conquistada, Cristo, levantado na cruz e agora exaltado no trono, sinaliza ao mundo que a vitória sobre o pecado, a morte e Satanás já foi garantida. Por isso, Isaías 11:10 antecipa o cumprimento da promessa feita a Abraão: que todas as famílias da terra seriam abençoadas (Gn 12.3). Esse estandarte anuncia que a salvação do Messias não é limitada a um povo, mas está disponível a todos os que se achegam a Ele pela fé.
Talvez você se pergunte: onde está esse reino do Messias. Num primeiro momento, esse reino é espiritual. O Verbo se encarnou, Jesus nasceu e por meio da sua obra redentora começou a criar uma nova humanidade. Ele está restaurando o que foi quebrado, ele está fazendo tudo de novo. E se você crê em Jesus, você faz parte disso. Aqueles que creem em Cristo já são novas criaturas (2Co 5.17) e participam, em parte, desse reino restaurador.
A morte e Satanás não tem mais poder sobre você. Você tem paz com Deus. Você tem segurança: nada pode te arrancar das mãos de Cristo. E essa salvação está disponível ao mundo inteiro, é oferecida a todas as nações. Cristo está assentado no trono reinando sobre a sua igreja militante e triunfante. No presente, vivemos como cidadãos desse reino espiritual, aguardando o dia em que ele será plenamente consumado.
Um dia, esse reino será consumado. Não apenas nós, mas toda a criação será restaurada. A terra será finalmente cheia do conhecimento do Senhor. O mal será extirpado. Não haverá mais maldade, injustiça ou violência. Não haverá mais escassez ou pobreza. E, principalmente, Deus habitará com o seu povo e veremos a sua glória.

Conclusão: O rei já veio

Meus irmãos, o Natal nos lembra de que o Rei já veio. Ele não é apenas um bebê na manjedoura, mas o "estandarte" que atraiu e continua atraindo as nações a si. Jesus é o Rei que reverteu os efeitos da Queda, inaugurou sua nova criação e estabelecerá novos céus e nova terra.
Certa vez, James Bradson disse:
"A manjedoura, a cruz e o túmulo estão vazios... o trono não."
Essa é a mensagem do Natal: o Rei está no trono. Vivamos como cidadãos do seu reino, proclamando sua glória e confiando em sua vitória. E ao olharmos para este mundo quebrado, lembremo-nos de que ele não será sempre assim. O Messias está renovando todas as coisas.
Portanto, não ponha sua confiança em governantes humanos ou propostas passageiras. Ponha sua confiança no Rei que reina para sempre. Se você está cansado, desanimado ou desesperançado, lembre-se: Jesus é o Renovo que traz vida em meio à morte. Ele é a nossa paz, a nossa segurança e a certeza de que um dia, nós, juntamente com toda a criação, descansaremos para sempre na presença do Senhor.
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