O Salvador Nasceu
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Mateus 1.1-25
Não sabemos ao certo quem escreveu o Evangelho de Mateus, mas, de acordo com o testemunho universal da Igreja primitiva, ele foi redigido por Mateus, um dos doze discípulos. Mateus foi chamado quando trabalhava como coletor de impostos, uma das profissões mais desprezadas que um judeu poderia ter. Contudo, por causa de sua experiência na função, ele estava familiarizado com listas e genealogias do registro público, as quais utilizava para conhecer o histórico familiar das pessoas tributadas.
Portanto, este livro de Mateus contém palavras que não são de homens, mas, esse livro de Mateus é a Palavra de Deus. Esse livro foi inspirado pelo Espírito Santo. E está na segunda parte da Bíblia que chamamos de Novo Testamento, e é aqui que começa o período onde o Messias, o Ungido, o Salvador veio habitar entre nós.
Este livro vai contar sobre o nascimento, a vida, morte, ressurreição de Jesus e ascensão de Jesus aos céus.
O texto vai falar da genealogia do nosso Salvador. E não somente a genealogia, mas esse livro todo nos ensina muito sobre Jesus, e hoje, quero tirar algumas lições sobre O Salvador que Nasceu.
Enquanto que no AT o livro de Gênesis começa com o nascimento e origem do primeiro Adão, aqui o NT começa o livro de Mateus com o nascimento do segundo Adão (Jesus). Desse modo, temos aqui um novo começo. Um começo que sabemos com toda certeza que acabará bem.
Naquele tempo era comum as genealogias serem feitas de duas formas, como podemos perceber. Em Mateus 1.1–17 deparamos com uma genealogia descendente, já o livro de Lucas 3.23–38 nos apresenta uma árvore genealógica ascendente.
Naquela época no antigo Oriente Médio a genealogia servia para diversas funções, como: econômica, questões tribais, questões políticas e domésticas. Mas deixo claro que essa não era a melhor forma de iniciar uma obra se esta fosse endereçada, enviada em primeiro lugar aos gentios; porém, como os judeus, e esses sim eram os destinatários primeiros desse evangelho, assim Mateus escreve, e os judeus davam suprema importância à genealogia, Mateus usa esse método para provar que Jesus Cristo não é uma figura isolada nem um inovador, que Ele não era um mentiroso, mas alguém que foi prometido por Deus, em abundantes profecias do AT.
Nasceu para nos Salvar pela graça (v.1-17)
A genealogia começa deixando bem claro o que as profecias do Antigo Testamento afirmavam que o Messias nasceria de uma mulher (Gn 3.15), da descendência de Abraão (Gn 22.18), da tribo de Judá (Gn 49.10) e da família de Davi (2Sm 7.12,13).
E é assim que Mateus inicia, dizendo que Jesus tem sua genealogia como sendo Ele filho de Davi, filho de Abraão.
E é este o principal propósito de Mateus ao escrever este livro, Mateus está interessado, primeira e principalmente, em mostrar que Jesus é o Messias, descendente direto da casa real de Davi e da posteridade de Abraão, a quem as promessas divinas foram primeiro feitas e com quem se pode dizer que a “história sagrada” começou. Mateus nos leva em todo seu livro a uma conclusão: Jesus é o Rei prometido.
Esta genealogia é organizada em 3 grupos de catorze nomes cada.
Desde Abraão até Davi são catorze, de Davi até o exílio na Babilônia são catorze, e desde o exílio até Jesus Cristo são catorze.
Mas, primeiramente quero destacar as mulheres citadas neste texto.
Essa genealogia é estranha para os judeus, pois nas genealogias judaicas não tinham mulheres, e essa aqui tem, e não é apenas uma mulher, mas são cinco mulheres.
As mulheres citadas aqui são: Tamar, Raabe, Rute, Bate-Seba e Maria.
Tamar é a primeira a ser citada, e essa mulher era estrangeira, ou seja, ela não fazia parte do povo judeu.
Sua nação era Canaã, ela era cananeia, ela se casa com um dos filhos de Judá (u dos filhos de Jacó, irmão de José do Egito.) Contudo, o filho de Judá morreu, e Tamar ficou viúva. Mas o seu sogro, Judá fez uma promessa a Tamar de que o seu filho mais novo (Selá) iria crescer e ficando mais velho e maduro ele iria casar o seu filho com Tamar e assim ele daria a ela um descendente, contudo o seu sogro não cumpriu com a promessa, sendo assim, Tamar vendo que Selá cresceu e não foi ela dada por mulher a ele, ela tirou suas vestes de viuvez e assim ela se disfarçou de prostituta se colocou no caminho e assim Judá passou por ali e teve Tamar como prostituta, e ali ela se deitou com ele e engravidou de Judá, seu próprio sogro, sem que ele soubesse que era sua nora.
Assim, Mateus nos deixa claro que a linhagem não vem do filho querido de Jacó, que no caso seria José, mas a linhagem de Jesus vem de Judá, e não vem de um casamento correto, mas de um deitar-se com sua própria nora como se fosse uma prostituta.
Raabe é a segunda mulher, contudo, essa mulher não se fingiu de prostituta como a primeira, mas ela é prostituta como sua profissão, como seu meio de viver.
E além disso essa mulher é cananeia, e assim ela é conhecida no livro de Josué como a mulher que protegeu e escondeu os espias, mas é bem verdade que isso foi um ato pecaminoso dessa mulher, pois ela mentiu e a sua vida era uma vida de impureza sexual.
Mas, perceba que o Senhor fez questão de colocar o nome dessa mulher na genealogia do Salvador. Ela foi tirada dessa vida de trevas, e foi colocada no caminho da luz.
Rute é a terceira mulher citada aqui, essa mulher diferente das duas anteriores, é uma mulher que a temos como um grande exemplo, como uma mulher muito apreciada por nós. Mas, se você bem se lembra que Rute veio da tribo de Moabe, e como essa nação é resultado do pecado de (incesto) Ló com suas filhas, onde a sua primeira filha se deitou com o seu pai Ló e gerou Moabe, de quem veio os moabitas.
Mas, é de uma dessas nações amaldiçoadas por Deus, de uma tribo inimiga do povo de Deus que Ele tira Rute e a salva, e a alcança e a coloca na linhagem do Filho de Deus.
A quarta não é mencionada por nome, mas essa é a esposa de Urias e o seu nome é Bate-Seba.
Ela entra como uma mulher que deitou-se com Davi mesmo quando a mesma era casada, e assim ela gerou de Davi. E não é da esposa de Davi que vem a linhagem messiânica, mas sim com Bate-Seba.
Mas, temos por último e não menos importante a quinta mulher citada, e esta é Maria. Sim, Maria é uma mulher pecadora que entra na linhagem do Messias, ela recebeu o anúncio do anjo que nasceria dela, e ela mesma declara isso ao dizer: meu espírito se alegra em Deus meu Salvador.
E nos próprios evangelhos quando alguém tenta destacar a Jesus, o próprio Jesus não dá esse destaque para Maria, pois embora ela vivesse uma vida integra, ela era sim uma pecadora como qualquer outra.
Resumindo, as mulheres aqui citadas nós temos: duas prostitutas, uma é adúltera, uma maldita e outra pecadora que necessita da graça de Deus.
Os judeus ficariam apavorados com mulheres cananeias, moabitas, prostitutas, adúltera e etc na linhagem do Messias.
Os homens aqui citados são pelo menos 40 homens.
Abraão, o amigo de Deus, este é outro pecador, Abraão tinha um habito de mentir, pois percebemos que ele mentiu no Egito com o Faraó sobre sua esposa e fez o mesmo em Gerar diante do rei Abimeleque. E além disso Abraão consentiu com sua esposa em dormir com Agar a serva de Sara e assim gerou um filho do pecado de adultério.
E além disso Abraão influenciou o seu filho Isaque a mentir do mesmo modo, e logo depois quando casou com Rebeca e disse que ela era sua irmã diante do rei dos filisteus.
Isaque imitou o seu pai, mentiu sobre sua esposa (Gn 26) Isaque teve dois filhos, mas ele teve o seu filho preferido, o seu filho querido, Isaque gostava de Esaú, ele era o seu filho mais amado e assim Isaque pecou.
Jacó de forma semelhante imitou seu pai, e quando teve seus filhos, ele teve um filho queridinho, e dos doze filhos ele amava mais a José.
Judá era um dos filhos de Jacó, e como vimos era um homem que não cumpriu com sua palavra, um homem que se deitou com uma prostituta e então ela era sua nora e assim a engravidou.
Davi era adúltero (adulterou com Bate-Seba), ele era um assassino, foi ele quem mandou ordens para matar o marido de Bate-Seba, e não termina por ai, ele era um mal pai, seus filhos foram reis, mas foram semelhantes ao pai, pecadores que não reinaram de forma fiel e segundo a vontade de Deus. Davi era orgulhoso, em certo momento Davi se orgulha do seu exercito e ele então promove uma contagem para ali poder ver a quantidade de seu exercito e se orgulhar disso, e Deus o castiga por isso.
Esses são os ascendentes de Jesus Cristo.
Encontramos aqui também mais de dez reis, e não é sem propósito que Jesus é chamado de Rei dos reis.
O Rei mais humilde e glorioso que nasceu neste mundo, por isso encontramos escrito em Apocalipse 19.16 “Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.”
Jesus é o Rei dos reis. Nenhum homem neste mundo foi tão rei quando Jesus é Rei, pois Ele reina para sempre.
Pois todos esses reis são aqui citados não como pessoas boas, mas sim como homens maus. Homens pecadores que desobedeceram a Deus e que precisam de um Salvador.
E isso mostra que o nascimento de Jesus dessa linhagem mostra que Deus é muito gracioso e misericordioso.
Veja, com base nessa lista de nomes, quão grandes são a misericórdia e a compaixão de nosso Senhor Jesus Cristo. Medite sobre quão contaminada e impura é a nossa natureza; e, então, pense na condescendência de Cristo, por haver nascido de mulher e ter-se feito “em semelhança de homens” (Fp 2.7).
Alguns dos nomes sobre os quais lemos nessa lista nos fazem lembrar histórias tristes e vergonhosas. Alguns são de pessoas nunca mencionadas em qualquer outra porção das Escrituras. Porém, no fim da lista figura o nome do Senhor Jesus Cristo. Embora ele seja o Deus eterno, humilhou-se ao se tornar um ser humano, com a finalidade de prover a salvação dos pecadores. Jesus Cristo, “sendo rico, se fez pobre por amor de vós” (2Co 8.9).
Deveríamos ler essa relação de nomes com um sentimento de gratidão. Vemos ali que nenhum daqueles que compartilham da natureza humana está fora do alcance da simpatia e da compaixão de Cristo.
Nossos pecados talvez tenham sido tão negros e graves quanto os pecados de algumas pessoas mencionadas pelo apóstolo Mateus. Entretanto, tais pecados não podem fechar o céu para nós, se nos arrependermos e confiarmos no evangelho.
Se Jesus não se envergonhou por nascer de uma mulher cuja árvore genealógica continha nomes como de alguns daqueles sobre quem pudemos ler hoje, então certamente não devemos pensar que ele haveria de se envergonhar por nos chamar “irmãos” e conferir-nos a vida eterna.
Esses nomes me faz lembrar que o meu nome pode ser inserido aqui, não porque sou bom, mas, porque eu sou tão mal e pecador quanto Abraão, Isaque, Jacó, José, Maria, Raabe e entre outros.
Lembre-se, o Natal é o momento que nós celebramos o Salvador que nasceu para derramar a sua graça e ela (essa graça) é maior do que o nosso pecado, e é sobre isso que diz o Natal.
Para Salvar os homens dos seus pecados (v.18-21)
Se Mateus deixou claro a linhagem humana de Jesus, Ele também não deixará escondido sobre a linhagem divina de Jesus. E ainda mais, vai nos deixar claro que Ele é chamado de Jesus porque veio salvar os que estavam perdidos.
Maria achou-se gravida , e isto aconteceu depois do noivado e antes do casamento.
Em nossa sociedade, o noivado é considerado um compromisso entre duas pessoas que pretendem se casar em determinada data, mas há inúmeros casos em que os laços são rompidos e o casamento nunca se concretiza.
Para os judeus da época de Jesus, entretanto, o noivado era algo muito mais sério. Tratava-se de uma promessa inviolável, geralmente feita um ano antes das bodas, com peso quase igual ao do casamento propriamente dito. Os dois eventos eram tão próximos, que, para romper um noivado, era necessário praticamente um pedido de divórcio.
Após o noivado, a noiva permanecia sob o teto dos pais. Ela não se mudava para a casa do futuro marido até o dia do casamento.
Portanto, era grave quando se descobria a gravidez de uma moça noiva; as implicações disto eram imensas na sociedade judaica e poderiam, com efeito, resultar na execução da mulher que violara o noivado desta forma.
Contudo, é-nos dito aqui em Mateus que, antes de Maria coabitar com José, “achou-se grávida pelo Espírito Santo”.
O pai da criança no ventre de Maria não era um amante ilícito, tampouco José; a paternidade foi aqui concretizada pela atividade sobrenatural do Espírito Santo.
No Credo Apostólico, nós cristãos recitamos: “Jesus Cristo […] foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria […].”
E aqui temos esses dois aspectos milagrosos, sua concepção e seu nascimento, eram parte integrante da fé da Igreja cristã nos primeiros séculos. A concepção de que Jesus foi extraordinária, não foi natural, mas sobrenatural, e realizada pela obra divina do Espírito, cujo resultado foi um bebê nascido de uma virgem.
Quando a gravidez de Maria foi descoberta, José, um homem justo – e que também era manso e atentou cuidadosamente para a observância da lei de Deus – não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente (v. 19).
Ele não queria que a ira do tribunal caísse sobre sua noiva, e decidiu lidar com a situação em espírito de compaixão. Depois de pensar cuidadosamente a respeito, José decidiu separar-se dela ou abandoná-la de forma privada, a fim de poupá-la de uma humilhação pública completa.
Mas enquanto ele estava pensando em fazer isto, um anjo lhe apareceu em sonho e disse: não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.
Na versão de Lucas, quando o anjo Gabriel contou a Maria que ela havia concebido e teria um filho, a jovem ficou estupefata e perguntou: “Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?” (Lc 1.34). O anjo respondeu: “para Deus não haverá impossíveis” (v. 37).
Em seguida, Gabriel explicou a Maria como seria o nascimento. O Espírito Santo a envolveria com sua sombra, e a criança nasceria como resultado desta obra sobrenatural. Lucas utiliza a mesma linguagem empregada no início da criação: “No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gn 1.1–2). Neste mesmo relato, é-nos dito que o Espírito Santo desceu e pairou sobre as águas, e Deus disse: “Haja luz” (v. 3). No ato da criação, o Espírito se movia sobre a face do abismo, e, da inexistência daquela escuridão, Deus trouxe à existência toda a criação pelo poder do seu Espírito.
Na perspectiva bíblica, a gênese da vida deu-se, em primeiro lugar, pelo poder do Espírito da vida, o Espírito de Deus. Gabriel estava declarando a Maria o mesmo poder com o qual o universo fora feito; o mesmo poder que havia criado vida em meio à escuridão era o poder que envolveria seu ventre com sombra e geraria um filho. Deus não precisa de um pai humano para que isso aconteça.
Era um privilégio para os judeus escolher o nome dos filhos.
No jardim os seres humanos puderam dar nomes aos animais, o próprio Deus lhes concedeu esse privilégio.
No Antigo Testamento, entretanto, quando uma criança nascia para propósitos históricos e redentores específicos, Deus tirava esse privilégio dos pais e nomeava a criança pessoalmente, indicando que ela lhe pertencia.
E assim o anjo diz que o menino já tem um nome que deve ser colocado n’Ele. Os pais dos filhos sempre tem autoridade e o poder em suas mãos de escolher o nome. Assim, Deus o Pai que é o Pai de Jesus enviou o anjo com o nome que Ele o Pai do menino escolheu. E o seu nome é Jesus, e o significado é Deus Salva. E o próprio anjo explicou dizendo que Jesus salvaria o seu povo dos seus pecados.
Então, este bebê, é chamado de “Jesus” porque é um salvador, e salvará seu povo das consequências do pecado.
Jesus é o Salvador do mundo. Ele veio para nos salvar, para nos perdoar.
Jesus é o nosso Natal. Muitos dizem que essa não é a data do nascimento de Jesus, e eu digo, é verdade, mas, pouco importa, o que importa é nos unimos e comemorarmos essa data juntos, em adoração ao nosso Salvador.
Ele nasceu, Ele nasceu para que eu e você tenhamos vida eterna, vida em abundancia, perdão de pecados, esperança alegria e paz com Deus.
Jesus é o nosso Natal.
Nasceu para realizar o cumprimento das promessas de Deus (v.22-25)
Deus nos disse que iria nos mandar o Salvador.
Gênesis 3.15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
A virgem foi prometida que daria a luz o Filho prometido
Isaías 7.14 “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.”
O menino Jesus foi prometido em todo o Antigo Testamento
Isaías 9.6 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;”
Esse é o cumprimento da Promessa de Salvação.
Eu concordo com Charles Spurgeon quando ele diz que, para animar José e fortalecê-lo, o anjo citou as Sagradas Escrituras e assim a Palavra é trazida à sua memória; e, verdadeiramente, quando estamos em um dilema, nada nos concede tanta confiança quanto manter os olhos e a nossa fé nas Sagradas Escrituras.
Portanto, nós não podemos nos deixar levar pelo pensamento desse mundo, pelos livros deste mundo, pelas mensagens deste mundo, mas, temos que olhar para trás e crer na obra e no sacrifício do Salvador que as Escrituras nos falam.
José então não questiona, mas ele obedece. Ele volta a Maria e a recebe como sua mulher, consumando o casamento. Maria precisa de proteção e amor, e foi isso que José proporcionou nessa difícil, porém gloriosa missão dada a ela por Deus.
Mateus deixa claro que José não coabitou com Maria até o nascimento de Jesus e obedeceu à orientação do anjo, colocando o nome Jesus no menino.
Fica evidente que, após o nascimento de Jesus, José e Maria viveram a vida comum do lar e tiveram um relacionamento sexual normal de marido e mulher.
E Ao receber Maria como esposa, José também recebeu o bebê como filho adotivo. É devido a essa adoção que Jesus se tornou o herdeiro legal ao trono de Davi.
Mas, quero findar lhes falando sobre a importância de Cristo ter nascido como sendo Filho de Deus.
Pois, se Cristo tivesse sido o filho de José e Maria por geração ordinária, ele teria sido uma pessoa humana e, como tal, um participante da culpa de Adão, e, por isso, um pecador, incapaz de salvar a si mesmo, daí também incapaz de livrar outros de seus pecados. Para que pudesse nos salvar, o redentor tinha de ser Deus e homem, homem sem pecado, numa só pessoa. A doutrina do nascimento virginal satisfaz todas essas exigências.
Portanto, Jesus Cristo é o nascimento do próprio Deus que já existia desde o princípio. É o nascimento do menino Deus, do Filho de Deus. Sem Deus vindo a este mundo, se fazendo homem, habitando entre nós, o Natal seria uma catástrofe. Mas o nascimento de Jesus não é um nascimento qualquer. Mas é o nascimento da Luz do mundo, é o nascimento do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, é o nascimento da fonte de água viva, é o nascimento daquele que é maior que Adão, maior do que Abraão, maior do que Isaque, maior do que Jacó, maior do que Davi, este é o Cristo, o Filho de Deus. Assim, podemos dizer como o anjo em Lucas 2.
Lucas 2.9–10 “E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo:”
Aplicações:
Seja grato
Nesta data somos convocados a agradecer a Deus, agradecer pelo seu amor, por sua graça, pois apesar de nós, apesar dos nossos pecados, Ele nos escolheu e nos trouxe salvação, perdão, amor sem medida. Graça sobre graça recebemos.
Creia em Jesus
O melhor não está por vir, mas, já veio. Jesus já veio, a promessa foi cumprida, e o menino nasceu. E Ele veio para cumprir a promessa e nos salvar de nossa condenação.
Portanto, todo o que n’Ele crer será salvo.
Creia em Jesus e seja salvo. Confie n’Ele.
O Natal é sobre isso, sobre o Salvador que cumpriu a promessa de salvação.
John Bunyan disse: “Cristo pode nascer mil vezes em Belém, mas se não nascer dentro de ti, estarás eternamente perdido.”
Fale de Jesus
Neste Natal não perca as oportunidades, convide alguém para conhecer Jesus. Chame alguém para perto de você e diga a ela tudo o que você ouviu hoje, e tudo o que você sabe sobre o nascimento de Jesus. E mostre a ela que Jesus é o perfeito Salvador. Por isso é verdade que o Natal é o tempo de esperança, paz a alegria. Pois somente por conta do nascimento de Jesus, sua vida, mortes e ressurreição nós podemos encontra água que mata a nossa sede, luz que ilumina o nosso caminho perdição e nos leva para caminho da salvação, e a verdade que nos liberta da condenação do pecado. Fale pra ela que Jesus é o rei que nos tirou de um reino de trevas e nos transportou para o seu Reino de luz, e este reino só tem uma luz e é o próprio Jesus.
